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segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Procon e a antítese de órgão de utilidade pública

Tenho observado com frequência as visitas do PROCON nos estabelecimentos comerciais, onde nesses muitos anos de varejo tenho tido uma impressão cada dia pior a respeito do propósito da existência dessa entidade. Não quero falar de caso isolado para não dar conotação de desabafo nesse artigo, mas vou fazer aqui minhas mais sinceras observações a respeito desse órgão em sua forma de atuação.

Em primeiro lugar, meu entendimento a respeito do PROCON era de que tratava-se de um organismo dotado de poderes para interceder pelo consumidor na ocorrência de abusos na relação comercial, onde o descumprimento de contratos, falta de assistência ou de atendimento às reclamações, e até prática comercial abusiva, deveriam ser o escopo de seus agentes e fiscais. Cuidar da validade e da qualidade dos produtos é tarefa da Vigilância Sanitária, e cuidar da veracidade do peso das embalagens de acordo com o que está dentro é tarefa do IPEM. Assim, o Procon deveria ater-se em regular possíveis insatisfações dos consumidores buscando uma conciliação/reparação, advertindo e até multando o estabelecimento infrator conforme a gravidade.

Eu esperava, por exemplo, que o Procon devesse fiscalizar a formação de cartéis nos postos de gasolina de cada cidade; deveria fiscalizar os preços abusivos de estacionamentos de shopping centers e aeroportos, onde você não tem outra opção para estacionar e é obrigado a pagar o quanto pedem; deveria fiscalizar inclusive o preço dos alimentos e bebidas vendidos nos restaurantes dos aeroportos, onde você fica esperando uma conexão e é obrigado a se alimentar com o que vendem no saguão, pagando até R$ 5,00 por um pão de queijo; deveria fiscalizar os preços dos produtos sazonais, como material escolar, que sofrem aumento desproporcional na véspera de volta às aulas... Enfim, deveria fiscalizar coisas que pudessem lesar não apenas o consumidor mais mal esclarecido, mas o consumidor em regra geral que fica na mão de determinados prestadores de serviços ou comerciantes de produtos essenciais.

Mas ao contrário, vejo um Procon muitas vezes procurando o quê fazer em fiscalizações sem objetividade, apreendendo produtos erroneamente chamados de avariados, autuando estabelecimentos mediante alegações desproporcionais de consumidor estressado e agindo até com certa satisfação cada vez que seus fiscais executam alguma apreensão de produtos que julgam estar fora do padrão estabelecido em lei. Uma verdadeira falta de respeito ao empresário trabalhador e sua equipe de funcionários humanos, imperfeitos como qualquer outro, provocando inclusive um forte constrangimento ao estabelecimento comercial quando andam e se divertem fazendo apreensões e atirando displicentemente os produtos em um carrinho de compras em pleno horário comercial. Ao basear-se no velho jargão “o cliente sempre tem razão” o Procon deixa de ser uma entidade reguladora de abusos comerciais para se tornar uma ferramenta de opressão e penalização do comerciário de forma arbitrária, onde a intolerância do consumidor muitas vezes é levada ao pé da letra onde caberia apenas reparação de pequenos prejuízos ou desconfortos no atendimento.

E quando falo em lei, entro em uma esfera mais delicada ainda, que trata da interpretação da lei. O fiscal do Procon opera pela letra morta, sem uma análise contundente sobre os tipos de situação em que a letra deve ser tratada com mais, menos ou nenhum rigor.

Exemplo disso é o que chamam de “propaganda enganosa”. Se um estabelecimento comercial, como um supermercado, libera os funcionários do caixa em escala programada para cumprirem seu horário de almoço, o Procon entende que cada caixa fechado configura propaganda enganosa, pois onde há uma placa numerada identificando cada caixa, entende-se que deve haver um caixa aberto. Logo, um supermercado que tem 15 caixas registradoras precisa permanecer das 7 às 23 horas com todos eles abertos e com um funcionário operante para o público, se não quiser configurar propaganda enganosa. Já pensou se esse ponto de vista servisse também para os correios, prefeituras, Detran e demais órgãos públicos?!

Outro disparate é o que chamam de “caixa preferencial”, onde você deve ter caixas preferenciais identificados em número suficiente para atender às pessoas com necessidades especiais. Ora, se você oferece atendimento prioritário a essas pessoas, colocando-as para serem atendidas em qualquer caixa prioritariamente, isso não é suficiente. Você precisa ter caixa preferencial identificado e exclusivo parado para atender apenas essas pessoas. Nem que forme fila, e nem que fique sem fazer nada enquanto outros caixas estão com fila...

Quer mais um conceito? Chama-se “avaria”. Esse é o mais absurdo de todos, pois os fiscais do Procon andam fiscalizando produto com embalagem amassada e produto comestível quebrado, como chocolate em barra e ovos de páscoa, por exemplo. Agora se o chocolate em barra partiu ao meio, mesmo sem ter sua embalagem violada, o Procon recolhe alegando avaria. Como assim: avaria?! O produto é comestível, mastigável, e sua quebra em dois pedaços não configura prejuízo nenhum ao consumidor. Ora, já imaginaram se pela mesma linha de raciocínio eles começarem a recolher rosquinhas, espaguete, torradas e biscoito? Quem sobreviverá àquilo que o Procon chama de “defender o consumidor”? Até porque, salvo se o consumidor for cego, não há porque recolher produtos avariados de um supermercado, pois na opção de levar um inteiro ou um quebrado, o consumidor é soberano para escolher. Diferentemente de um computador, sapato ou relógio avariado, cujo funcionamento e aspecto exterior têm igual relevância ao consumidor e só serão verificados de fato ao abrir a caixa em casa.

Esse outro exemplo eu vou dar, mas por favor, não vão pensar que é piada, pois é muito sério: trata-se do "produto embalado". A loja tem uma seção de hortifruti e o lojista envole o coco seco em filme plástico transparente para que o produto não fique soltando sujeira da casca na banca. Ou então, um maço de alho poró, que o lojista envolve com filme plástico para preservar sua integridade. E por que não citar a melancia, que o lojista gentilmente parte em dois pedaços para que o cliente veja o seu interior e compre meia porção se lhe agradar, envolvida higienicamente em filme plástico. Pois o fiscal do Procon olha e autua um por um alegando tratar-se de produto embalado, e que segundo a lei deve conter peso, origem e informações nutricionais no rótulo... Vejam bem os amigos em que ponto chegamos no grau de intolerância e análise superficial dos amigos do Procon!

Isso sem falar no comércio da reparação por "danos morais", onde o Procon indiretamente contribui para que o consumidor brigue na justiça contra o estabelecimento pedindo indenização por danos morais para qualquer tipo de situação onde ele foi lesado, em uma perfeita demonstração de abuso dos direitos através da "lei do mais fraco".

Às vezes fico aqui buscando compreender o que leva um organismo sério como esse envolver-se em tamanha perda de tempo com fiscalizações e apreensões que nada trazem de proveitoso para o consumidor, lesando o estabelecimento. Antes, deveriam buscar a solução de conflitos, reparação de prejuízos ou troca de produtos onde o empresário muitas vezes não cumpre o seu papel. Em pesquisa no site do Procon do Distrito Federal encontrei os seguintes dizeres:

Missão
- Promover o equilíbrio das relações de consumo por meio da aplicação das normas de defesa do consumidor em benefício da sociedade.

Visão
- Ser nacionalmente reconhecido como referência na solução dos conflitos decorrentes das relações de consumo.

Objetivos
- Suprir a vulnerabilidade do consumidor;
- Conscientizar consumidores e fornecedores quanto aos seus direitos e deveres nas relações de consumo;
- Dar celeridade à solução dos conflitos decorrentes das relações de consumo;
- Harmonizar as relações de consumo.

Vejo que alguns pontos são poucas vezes levados em conta nesses conceitos, onde ignora-se que o comércio, representado e operado por pessoas, brasileiros assalariados, pessoas com necessidades especiais e menores aprendizes também faz parte da sociedade citada na Missão; não se promove a harmonia nas relações de consumo, conforme um dos Objetivos, mas ao contrário, protege-se incondicionalmente o consumidor e fere-se a propriedade do empresário empregador, cujo estabelecimento é uma das fontes de desenvolvimento econômico e social da nação; e não supre a vulnerabilidade do consumidor, vítima de abusos como no preço da gasolina com a nítida formação de cartéis em quase todas as cidades pequenas e médias do Brasil.

Enfim meus caros leitores, o que temos visto no Brasil é um verdadeiro abuso de poder, mau uso pelos órgãos dos fins para que se destinam, e mais uma forma de agravo à dura realidade do empreendedor desse famigerado país, que ao invés de promover o desenvolvimento com justiça, incentivos e oportunidades aos investidores, promove sim é uma dura opressão, cobranças de multas e impostos crescentes em uma verdadeira inversão de valores sobre quem é que move a economia de um país.

Abrir empresa aqui no Brasil é coisa para quem não tem juízo. Enquadrar-se nas normas do Procon, Anvisa (Vigilância Sanitária) e Ministério do Trabalho simultaneamente, tendo ainda que honrar com toda a tributação, taxas de funcionamento, alvarás e licenças de um estabelecimento comercial é missão quase impossível. Essa é a triste realidade de quem se aventura a empreender nesse Brasil subdesenvolvido. Quem dera voltássemos ao passado, onde a economia de subsistência evitaria todo o conflito entre vendedor e comprador. Quer um bom carro, um bom vinho ou uma boa camisa? Produza você mesmo, sem depender de um industrial fraudador ou um comerciante displicente...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Lance Armstrong, o doping e a ética: o que esperar do ser humano?

O assunto tem sido pauta dos jornais esportivos, mas sua repercussão deveria ser ainda maior quando tratarmos do ser humano e sua índole, sua percepção sobre o que é bom para si e correto perante a coletividade.

O que Lance Armstrong fez durante suas maiores conquistas no ciclismo pode ser perdoado pelos mais poéticos: ele vinha de um processo de vitória na luta contra o câncer (onde usou dos recursos medicinais oficiais e legais disponíveis), e seu regresso ao mundo das competições de alto nível era visto como um símbolo da superação, da força de vontade e da vitória da vida contra a morte. Armstrong era um ícone ilustrativo em palestras de auto ajuda promovidas no mundo todo.

Mas hoje Lance fez a confissão de que suas vitórias foram resultado do uso de recursos ilegais, motivado pela facilidade de passar despercebido pelos órgãos promotores do ciclismo, o que tecnicamente lhe oferecia vantagem competitiva perante os demais competidores. Já arrependido de tudo o que fez, o renomado atleta disse em entrevista a Oprah Winfrey que fazer uso do doping "não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário" (hein?!). Aliás, vantagem antidesportiva, justificada pela hipótese de que sua saúde era menos privilegiada que a dos demais atletas. Sob essa linha de raciocínio, hoje eu estaria na mesma situação que ele para praticar qualquer esporte de competição, o que não me dá o direito de buscar um nivelamento com recursos extras e ilegais.

Antes de cometer uma injustiça contra Lance Armstrong, quero deixar claro que atualmente sua percepção sobre aquilo que fez é outra, pois e ele reconhece e lamenta muito seus atos cometidos, conforme relato nesse trecho da entrevista: "Na epóca não me sentia errado, e isso é assustador. Não me sentia trapaceando. É mais assustador ainda. Não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário. Eu estava igualando as condições. Falar hoje é fácil. Eu não compreendia a magnitude da adoração das pessoas. O mais importante é que estou começando a entender. Vejo raiva nas pessoas. E traição. Pessoas que me apoiaram e acreditaram em mim. Vou passar o resto da minha vida tentando recuperar a confiança e pedindo desculpas a elas". (Leia mais da matéria no site da Globo.com clicando aqui)

Mas voltando ao assunto, até que ponto uma necessidade ou desejo pessoal pode ultrapassar os limites da ética perante os interesses coletivos? Esses argumentos dados por Lance podem e são os mesmos de muitos assaltantes, assassinos, plagiadores, sequestradores, especuladores, etc, que tem uma motivação "justa" (para sua causa em particular) para justificar atos de benefício próprio que porventura provocam prejuízos a terceiros.

E agora, como reparar toda a repercussão de suas vitórias por mais de 5 anos? Como reparar os patrocinadores que têm a imagem e credibilidade de suas marcas e produtos atreladas à de um super-atleta trapaceador? Como desfazer o equívoco das milhares de palestras motivacionais que utilizaram o exemplo de Lance perante o seu público?

Infelizmente o que está feito está feito, e mesmo admitindo seus erros e sendo perdoado, o exemplo sobre a forma de ter conduzido sua vida não pode ser imitado por outros. Seria muito cômodo viver momentos de glória sob a égide da mentira para alguns anos depois pedir perdão ao público e às demais vítimas dessa vitória pessoal. Assim estaríamos possibilitando toda forma de pecado, ofensa ou crime, premeditando um arrependido pedido de perdão mais tarde...

Lance Armstrong foi um homem covarde, trapaceiro e egoísta, e nosso típico sentimento de piedade e comoção aos portadores de doenças graves não deve justificar a gravidade desses atos cometidos pelo atleta.

Lance borrou todo o seu mérito, e até sua vitória pessoal contra o câncer perde o seu valor mais relevante, que é a vitória da vida contra a morte, onde o homem poderia achegar-se mais a Deus para praticar o bem e a justiça com o tempo extra que conquistou. Mas Deus, que sonda os corações, é piedoso para julgá-lo naquilo que nossos olhos não alcançam e nosso coração não sente.

Que Lance seja perdoado, mas jamais imitado.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Direção defensiva pode indicar o perfil de um profissional

Você pode nunca ter notado, mas observe melhor e veja que no trânsito há uma turma que só anda em alta velocidade e dirige perigosamente: são pessoas que utilizam o carro, caminhão ou moto da empresa.

Essa turma não teme o perigo, as consequências e os custos de um acidente, e nem tampouco preocupam-se com o aumento de consumo ao dirigir com pé lá no fundo do acelerador.

Os donos de empresa precisam ficar mais atentos a esses profissionais, pois esse estilo de pilotagem nos oferece argumentos para cogitar algumas conclusões:

1 - Eles não têm comprometimento com a empresa, não zelam do patrimônio e provavelmente não são de confiança para representá-las;
2 - Eles são pessoas que quando viajam a trabalho preferem optar pelo hotel mais confortável (e caro) e quando saem para comer não almoçam de forma convencional, mas gastam sem economizar em churrascarias de referência na cidade;
3 - Quando almoçam em um restaurante convencional, pedem nota fiscal de valor maior do que o pago de fato para receber o reembolso depois;
4 - Eles matam tempo em serviço e não têm compromisso com o custo operacional, a fim de minimizá-lo e otimizar a lucratividade através de pequenas atitudes.

Você pode achar um exagero de minha parte, mas sigo na ideia de que quando alguém está com a frota da empresa e fora do alcance do patrão, esse alguém deveria mostrar a mesma responsabilidade de quando está na frente de quem pode avaliar seu trabalho. Sair pelas ruas e rodovias correndo como um louco desvairado sem observar as regras de direção defensiva é coisa que ele normalmente não faria se estivesse pilotando o próprio carro, pois sentiria no bolso o alto custo do consumo de combustível e de uma possível batida, fato que não lhe impacta no orçamento pessoal ao dirigir o carro da empresa.

A palavra de ordem é "comprometimento". Quem não tem comprometimento, não veste a camisa da empresa e não trata seu emprego e o patrimônio do patrão como se fosse seu próprio negócio não está apto para assumir uma posição de liderança e gerenciamento.

Praticar a direção defensiva ajuda a preservar o veículo e a própria vida, e a forma de se dirigir um carro da empresa é apenas uma pequena amostra do que seu funcionário é capaz de fazer quando está longe de sua supervisão. Vale a pena acompanhá-lo mais de perto.

Prudência, e bons negócios!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Assédio sexual e o constrangimento no trabalho

A sexualidade está em alta, para a desgraça da humanidade, para a falência da instituição familiar e para o descrédito da capacidade humana de manter-se focado a tantas coisas importantes que o rodeiam além da interminável meta de conseguir uma nova oportunidade de fazer sexo com alguém.

Soa até meio atemporal de minha parte falar sobre isso com indignação, pois tornou-se rotina na vida de tantas pessoas o sexo gratuito com qualquer um e em qualquer lugar, que muito em breve não se ouvirá com tanta frequência a frase "vamos ali tomar um cafezinho" quanto o convite "vamos ali fazer um sexozinho"...

É lamentável que o sexo tenha se tornado um hábito cotidiano tão comum entre as pessoas, de modo que qualquer insinuação correspondida chega facilmente ao objetivo de ambos, sem uma concepção de amor, carinho ou compromisso, mas só amizade. Fazem sexo por amizade!! E isso começa a provocar certas mudanças no ambiente de trabalho.

Qual é o limite para o crime de assédio sexual, onde você é assediado e constrangido diariamente por pessoas de ambos os sexos? Como ficam as raras pessoas que ainda se dão ao respeito e honram o próprio corpo e o companheiro (a) com quem vivem em amor e fidelidade perante o assédio sexual?

O que mais incomoda é ver líderes, pessoas em posição de comando insinuando-se para subordinados, que constrangidos e temerosos não são capazes de fazer uma denúncia a alguém contra o próprio chefe. É revoltante saber que uma funcionária sofreu assédio ou tem sido importunada frequentemente por alguém que está a cima dela na estrutura de trabalho, e já não sabe mais como sair dessa situação desconfortável.

Cabe aqui um pedido de respeito aos gestores e um adendo na visão da empresa quanto ao relacionamento das pessoas que ali trabalham. É preciso acabar com esse frenesi sexual que assola as pessoas carentes de um amor e de amor próprio e que não conseguem perder uma oportunidade de levar alguém para a cama, principalmente quando estejam no convívio profissional.

É preciso impor respeito e compreender que líder que assedia funcionário (a) provavelmente não tem valores fortes e consolidados para defender a empresa que representa, pois ele não respeita a individualidade, a família e a honra das pessoas com quem trabalha, além  de não respeitar a própria família. Como pode uma pessoa dessas ser leal e fiel ao seu negócio?!

O assédio sexual está muito mais frequente do que se imagina no ambiente de trabalho, e no meio daqueles que experimentam de tudo pensando que não têm nada a perder, há também os que se resguardam e esperam ser respeitados. Empresa séria trata esse último como regra e coíbe o assédio literalmente em sua política interna.

Segue aqui o exemplo da empresa Rudloff, de São Paulo, com sua descrição de Missão, Visão e Valores:

Façamos então da ética, da educação e do respeito ao próximo uma prática, e não um paradigma...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Gestão baseada na competência é a marca da Geração Y

Um dos aspectos negativos na análise do clima organizacional é a existência de profissionais desleais com os próprios colegas. São pessoas oportunistas que buscam manter-se no emprego através de seu relacionamento com pessoas influentes. Esses profissionais causam discórdia, conflitos e quedas de braço com outros que, via de regra, executam um bom trabalho perante a empresa. Para esse modelo de profissional desleal eu atribuo uma definição que denota sua doença corporativa: o Déficit de Competência.

Diagnosticar o Déficit de Competência em alguém não é difícil.

Esse profissional normalmente apresenta-se com um estilo falastrão. É experiente no ramo e julga-se técnico e intelectualmente superior a outros que tenham relação direta com o seu trabalho. Normalmente esse tipo de gente usa da pouca ética que lhe resta para provocar prejuízos à empresa, canalizando sua escassa inteligência para planejar meios de atribuir a responsabilidade de algum fiasco em suas atividades à sua vítima. Ele tenta parecer confidente de seu chefe, e tem por objetivo mostrar que as pessoas são incompetentes, quando na verdade a meta é tirar o foco de sua própria fraqueza. Ele usa do antiquado recurso da fofoca para maldizer qualquer um que possa crescer, aproveitando-se de coisas que esse alguém faça ou fale para formar uma rede de influências negativas contra o alvo e aumentar sua aceitação e promoção social no grupo que lhe interessa estrategicamente. Na frente de seus colegas ele é uma espécie de "parceiro", pois divide assuntos importantes, inclusive particulares, para se fazer confiar. Mas na prática ele está jogando para usar e distorcer suas palavras perante os outros da empresa. Ele é um verdadeiro jogador, um grande puxa-saco de líderes, porém desleal.

Para nossa sorte o profissional com Déficit de Competência está em extinção graças ao novo modo de ver o emprego dos membros da geração Y. Eles são focados em resultados rápidos e na busca pela eficiência. Eles querem aprender o máximo possível, dedicam tempo com leituras e estudos para o seu auto desenvolvimento e não suportam passar tempo com pessoas vazias de conteúdo, pois têm pressa para alcançar projeção e enriquecer.

Os profissionais da geração Y são infinitamente objetivos, e aqueles que não acompanham sua linha de raciocínio não prosperam ao seu lado nem torcendo para o mesmo time de futebol e nem sendo amigos de pescaria, pois se as metas não forem batidas e os objetivos não forem alcançados,bye-bye emprego de ambos.

Com isso, um líder da geração Y vai tratar um puxa-saco prolixo com a maior frieza possível, cobrando resultados e substituindo-o rapidamente quando ver que não chegarão aonde precisam com o que ele tem para oferecer. É por isso que na era da gestão estratégica, da alta competitividade e da maximização dos recursos humanos é que os profissionais que vivem de administrar relacionamento com o patrão, devido o seu Déficit de Competência, não terão vez no mercado de trabalho. É o fim do puxa-saco de qualquer idade sob a liderança da geração Y, pois bola na trave não ganha jogo. Quem não estiver ali para ganhar, que vá perder em outro lugar.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mão de obra desqualificada é um problema cultural

Esse texto tende a ser mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Porque eu desisti de discutir o tema da desqualificação da mão de obra uma vez que me convenci que não se trata de um problema educativo ou de oportunidade de qualificação técnica, mas de preguiça, falta de propósitos e de objetivos. É o retrato da cultura de um povo, de uma nação que nada faz para transformar o analfabeto funcional em um profissional produtivo.

Essa á uma realidade para quem trabalha no serviço braçal, digo operacional, repetitivo, vendas e atendimento ao cliente. E a minha queixa é por que muitas dessas pessoas (que não merecem ser chamados de "profissionais") não se empenham em realizar um trabalho de forma responsável, eficiente e com vistas para o próprio desenvolvimento e melhoria salarial? Por que é que essas pessoas não fazem por merecer o reconhecimento de seu empregador?

A resposta é porque somos um povo que nasceu para viver na superficialidade e na banalidade. Estamos mais preocupados com a próxima balada do que com o desemprego. Temos tanta preguiça de pensar, que na época da eleição votamos na "experiência" do mesmo candidato de sempre para não ter que ler os projetos dos demais...

E assim caminha o progresso no Brasil: uma parte empreende para crescer e prosperar enquanto depende da outra parte que opera mal e porcamente os serviços elementares da empresa. E nesse ritmo vemos uma execução displicente de tarefas simples, vemos nossas chances de prosperar estancar nas mãos dos operadores e vemos a rotatividade de trabalhadores encarecer nossas folhas de pagamento e inviabilizar o investimento em desenvolvimento profissional continuado.

E a pergunta que não quer calar é: quando é que vamos evoluir culturalmente para compreender que ninguém nasce sabendo, que a oportunidade de prosperar é igual para todos e que o interesse de que isso aconteça deve partir de cada um de nós?

Mais uma vez direciono meus esforços em dizer que no Brasil falta escola para formação de pais e mães, para que façam com seus filhos o que seus pais não fizeram consigo mesmo: ensinar-lhes que a vida não está para brincadeira, que o sucesso só depende de um pouco mais de esforço e força de vontade, e que o tempo destinado para pensar em diversão deve ser inversamente proporcional ao tempo dedicado ao aprendizado. Devemos estimular nossos filhos a fazer sempre o melhor, seja lá o que for feito na sua vida inteira.

Só assim seremos capazes de mudar uma cultura incrustada na mente das pessoas de que tudo o que há de ruim é culpa do governo. O governo brasileiro como um todo é realmente de péssima qualidade (e olha que somos nós mesmos quem os escolhemos!), mas no meio de tudo isso há as pessoas que se tornam bem sucedidas, trabalham com vigor e que não dependem do estado para nada e as pessoas que não saem de onde estão, fazendo o seu servicinho sempre de muito mal gosto enquanto esperam que o governo faça alguma coisa por elas.

E com isso temos empresas eternamente reféns de mão da obra ruim e irresponsável que não cresce e também não permite crescer seus empregados. Sem falar que as empresas ainda sofrem para sobreviver à ultrapassada e unilateral CLT (leia o texto nesse link). Assim temos um cenário de desânimo onde todos têm uma justificativa para seu fracasso pessoal, profissional e empresarial.

Porque se todos tivessem responsabilidade e interesse em entrar para fazer bem feito, todos ganhariam com isso: o empregador, dono do capital para empreender; e o empregado, mão de obra indispensável para o desenvolvimento do empregador e de si mesmo.

Isso lhe parece muito complexo? Não, é simples. Mas nossa cultura não nos permite ver e compreender o óbvio...

Leia também outros artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

sábado, 15 de outubro de 2011

"Somos covardes, estamos em greve"

Não existe ato mais covarde e egoísta de um trabalhador do que a greve. No meu entendimento, que sou adepto da frase "os incomodados que se retirem", greve de trabalhador concursado é covardia pois, protegido por sua estabilidade, parte do princípio de que tem o direito de parar seus serviços se não for remunerado no valor que considera justo, sem calcular o prejuízo de tudo isso à sociedade. Queria ver se a Unimed entrasse em greve, como os bancários fariam para consultar-se enfrentando a fila do SUS...

Ainda penso que se alguém fomentou a greve, deve estar sentindo-se incapaz de empregar-se em outra atividade que pague o quanto ele acha que vale. Pois no mercado de trabalho capitalista é assim: você vale segundo a sua capacidade e seus diferenciais. Se for capaz de fazer coisas que ninguém faz ou tiver um excelente currículo, seu salário será maior, e aí sim estará em ponto de negociar valores, pois se o atual empregador não paga o quanto vale, há quem pague, basta pedir as contas e mudar de emprego.

Mas no caso dos bancários e funcionários do Correio não é assim. Fazem greve mas não pedem demissão, pois sabem que sua empregabilidade é quase zero. É o mesmo que assinar um atestado de incapacidade profissional. Não pensam nos milhares de desempregados que querem esbofeteá-los, pois a meses sem emprego são obrigados a assistir à baixaria dos concursados sentados na porta de suas empresas de uniforme e crachá insatisfeitos com seus salários. Oh dó... Eu lhes faria a pergunta: há alguém ou alguma empresa disposta a pagar-lhes o salário que vocês reivindicam? Se tiver, peçam as contas e mudem de emprego. Mas se não tiver enfiem os rabinhos entre as pernas, peçam desculpas à sociedade por todo o prejuízo já causado e voltem aos seus postos dando graças a Deus por terem um emprego que muitos almejam.

Por hoje é só isso, entrei apenas para mostrar minha indignação à essa ferramenta egoísta de extorsão oferecida pelo governo aos nobres profissionais concursados. Aliás, o governo que enche a carteira dos trabalhadores de direitos, esquece-se que antes do trabalhador existe o empregador, e que sem esse último não existiria o primeiro. Logo, favorecer apenas o trabalhador em praticamente todas as instâncias legais é punitivo ao bom funcionamento do empreendimento do empregador e à toda a sociedade. Cada empresa que fecha ou que vai à falência gera desemprego, e ao desempregado não há lei trabalhista que tenha utilidade.

Nota 1: em nossa empresa há hoje aproximadamente 20 novos colaboradores que abriram suas contas salário no Banco do Brasil e que não tiveram acesso ao seu pagamento por falta do cartão magnético. Dane-se a nossa empresa (pensam os bancários) que foi obrigada a pagar novamente os salários deles em dinheiro através do famoso VALE, para ser reembolsada quando os bancos se dignarem a voltar à normalidade... será?!

Nota 2: peço desculpas aos profissionais que trabalham honestamente e merecidamente em suas funções e que estão em greve não por vontade própria, mas sob pressão do sindicato. A esses, favor desconsiderar toda a minha crítica.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FGTS: um benefício ou um problema?!

Essa semana estava eu no meu trabalho mais uma vez degladiando com a falta de compromisso de parte dos nossos colaboradores.

É fato conhecido que o trabalho em supermercados não é um dos mais prazerosos, devido a carga horária estafante e muita cobrança. Mas quando você está desgostoso, cansado ou desestimulado em permanecer no mesmo emprego, o procedimento é simples: dirija-se ao RH ou ao seu superior imediato e solicite o seu desligamento. Certo? Não... ERRADO!

O trabalhador não gosta de pedir a conta, sabe por quê? Porque ele não quer abrir mão dos seus "direitos". Em muitos lugares por onde trabalhei deparei-me com essa situação, e em supermercados, onde o turnover normalmente é alto, isso acontece com grande frequência.

"Direitos" significa sacar o FGTS e receber o Seguro Desemprego, pois o benefício do INSS nem sempre é visto como um direito... mais como um castigo (ter que usar o SUS e a perícia médica em caso de afastamento, e futura aposentadoria, com a qual mal dá para comprar os remédios para manter-se na velhice...).

Mas vamos aos fatos. O principal fator considerado em "direitos" é normalmente o resgate do FGTS e o recebimento da multa contratual por "demissão sem justa causa", outra barbaridade criada para punir o empregador.

Segundo o site do FGTS, "Com o FGTS, o trabalhador tem a oportunidade de formar um patrimônio, que pode ser sacado em momentos especiais, como o da aquisição da casa própria ou da aposentadoria e em situações de dificuldades, que podem ocorrer com a demissão sem justa causa ou em caso de algumas doenças graves."

Ora, será que o governo federal não puxa estatísticas para ver que a massa trabalhadora não acumula FGTS suficiente para comprar a casa própria?! O trabalhador, ao contrário do que propõe o Fundo de Garantia, quer o resgate imediato, após cada emprego, que é forma mais fácil de resgatar aquilo que chamam de SEU.

E mais uma coisa: se o fundo tem a finalidade de "formar um patrimônio", por que é que permite-se sacá-lo após cada demissão? Com isso, o empregador é obrigado a conviver com trabalhadores irresponsáveis, que passam a forçar sua demissão para ter direito ao resgate. Assim não cumprem escala de trabalho, faltam nos momentos em que são mais necessários em véspera de feriados e finais de semana, e outros ainda mais ousados comparecem ao trabalho e praticam a "operação tartaruga", arrastando consigo mais uns dois ou três funcionários que atrapalham ainda mais o desenvolvimento do trabalho.

Bom, não vou discorrer muito sobre a verdadeira finalidade do FGTS, que é gerar recursos para aplicação financeira do governo. O que não concordo é que o pseudo-benefício ao trabalhador seja gerido de tal maneira que transforme o empregador num refém dos maus elementos, daqueles que sem nenhuma responsabilidade com quem um dia lhes abriu as portas, passam a trabalhar de maneira prejudicial ao grupo para receberem a sua "demissão sem justa causa" (quanta hipocrisia...) para sacar o seu FGTS.

E assim caminha a mediocridade das nossas leis trabalhistas...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Aprendiz acabou. Moral da história...

Alguns estão dizendo "graças a Deus que acabou", inclusive eu... Mas você me pergunta "como assim, você não estava assistindo?". E eu te respondo que estava. Mas confesso que esperava o fim para que a equipe da rede pudesse contratar uma consultoria, quem sabe do Sr. Walter Longo, para apontar todos os erros horríveis de condução do programa cometidos pelo trio de arbitragem.

Vamos por parte. Ganhou o menos mal. Samara foi a melhor daquele famigerado grupo. Não podia esperar muito também, são apenas estudantes em início de carreira, e Samara dificilmente vai fazer jus ao alto salário que receberá durante os próximos 12 meses, e ainda causará insatisfação por parte de seus companheiros, profissionais do ramo cuja maioria recebe menos de 1/3 do seu salário, mas que sabem o que fazer lá na linha de frente. Samara vai enfrentar a dificuldade de liderar sem saber ser líder, de ser medida por seu time em todas as atividades, cujos erros não serão tolerados devido a sua alta valorização. Lidera bem quem oferece segurança, e não o inexperiente. Colocar um inexperiente, com sina de estrela de TV e que ainda não é do ramo é seguir rumo ao fiasco e queimar o profissional. Samara vai aprender do jeito mais difícil como é a dura vida de um líder e seus conflitos reais. E a empresa ainda vai pagar por isso...

O segundo colocado foi a maior piada que eu já vi. Rodrigo teve muita vontade de ganhar o milhão e nada mais. Não serviria nem para ser encarregado de depósito de nosso supermercado. Na prova em que teria que voltar da Itália para o Brasil contou com a imensa sorte de encontrar um homem rico que teve piedade e financiou o seu retorno, senão ele estaria lá até agora. Não sabe trabalhar com adversidades, e quando traça um modo de fazer não muda nem por motivo de sobrevivência. Rodrigo tem excesso de confiança, o que mostra sua imensa imaturidade, pois rebate toda e qualquer crítica afirmando ter obtido sucesso, mesmo diante de um fiasco claro como essa prova do rally, sem público nenhum para prestigiar o evento e promover a marca Fiat. Rodrigo foi medíocre... pena que Doria Jr usou tão pouco essa palavra quando se dirigia a ele.

Rodrigo só chegou à final porque numa escala de 0 a 10, onde todos os demais participantes ficariam com nota 2, ele conquistou a nota 3 no meu conceito.

Os demais participantes, na última mesa onde Doria Jr perguntou a cada um quem deveria ser o vencedor do programa, votaram em peso no Rodrigo Solano, mostrando que não fazem a menor idéia de que um bom líder é aquele que chega aos objetivos propostos, e não aquele que dá apenas tapinha nas costas.

Dória Jr e seus conselheiros foram a maior prova de que devemos confiar em nós mesmos e no nosso potencial profissional. A mídia pinta grandes empresários e pessoas de sucesso no mundo corporativo como seres diferenciados e quase inatingíveis, com viagens internacionais, carrão, roupas bacanas, fotos nas revistas, entrevistas em programas, etc. Mas na prática, são iguais a qualquer um. Cometem erros grosseiros de pré-julgamento, análise tendenciosa e valores questionáveis. Eles erram, e não erram pouco. Eles agem com grosseria, autoritarismo rude e palavras ofensivas. Eles apontam o erro mas não apresentam a solução. Eles avaliam ser estar completamente preparados para avaliar. Eles não contribuem para o aprendizado e para o desenvolvimento dos principiantes, a não ser com aquele festival de chavões que Doria Jr usou durante todo o último programa. Compra-se um livrinho de R$ 5,00 com todas aquelas frases em qualquer livrariazinha de sua cidade.

Cristiana Arcangeli cometeu a maior gafe na final ao questionar a Samara do por quê não divulgou o evento na internet, sendo que até o candidato concorrente viu sua divulgação e inclusive copiou algumas idéias, como aquela de não cobrar pela entrada do público no evento. E Cristiana sustentou sua crítica dizendo que não viu nenhuma divulgação. Mas nem Doria Jr e nem David Barioni a corrigiram ao vivo, demonstrando completa falta de humildade, transparência e respeito aos 20 milhões de telespectadores que certamente se horrorizaram com tamanha injustiça. Cristiana não se preparou suficientemente para fazer o que se propôs, que era avaliar os candidatos para ajudar nas decisões do apresentador, e com isso quase prejudicou um dos participantes.

Poderia escrever muito, vi coisas alí que me surpreenderam, principalmente do experiente trio de comando, do qual eu esperava muito mais após a leitura dos currículos.

É por isso que eu fecho esse singelo post com o seguinte conselho: nunca se subestime nem se sinta intimidado pela capacidade dos demais ao seu lado. Como disse Pam no primeiro dia do programa: "Não sou um homem especial. Sou normal como qualquer um". Ninguém é tão surpreendente para não ser suscetível às mesmas fraquezas que você porventura tenha como qualquer ser humano convencional.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Suma daqui!! Você está demitido... mas pegue sua Carta de Referência

Participando de um fórum empresarial onde o autor Igor escreveu sobre Cartas de Referência após a demissão, decidi compartilhar com você esse tema que considero interessante.

O autor escreveu: "CARTAS DE REFERÊNCIA DEVEM AMPLIAR O PERFIL DO CANDIDATO.

Estive lendo uma matéria que aborda o tema, e achei interessante. Quando um profissional é desligado geralmente a empresa emite uma carta, que comenta somente a conduta do mesmo, ou seja, praticamente um antecedentes criminais.


Entretanto o que deve citado, é as habilidades, competências, o quanto o profissional colaborou para o crescimento da companhia.
Colegas, gostaria dos seus comentários, compartilhem suas experiências, é uma prática comum empresas elaborarem cartas de referências neste molde".

Onde eu opinei:

"Amigos, acho a carta de referência a maior hipocrisia que existe no mundo empresarial. Eduardo narrou corretamente o conteúdo da carta (declaramos que o funcionário fulano de tal trabalhou em nossa empresa entre x e y e neste período não teve nenhuma situação que o desabone), todas as empresas provavelmente usam esse modelo.

Agora imagine se na carta estivesse escrito: "declaramos que o funcionário fulano de tal trabalhou em nossa empresa entre x e y e neste período agiu com irresponsabilidade causando prejuízos materiais e alto índice de perdas em nossa linha de perecíveis, e por isso foi demitido". Ou então "... e neste período contratou mau, não deu treinamento adequado à equipe e seu papel como líder deixou muito a desejar, e por isso foi demitido".

Vejo o Sr. Doria Jr no programa Aprendiz dizer aos estudantes que perdem a etapa e vão para o paredão dizer com frequência: "se você fizesse uma coisa dessas em minha empresa iria agora mesmo para o RH buscar sua demissão e sua carta de referência para ir buscar emprego no concorrente, porque gente medíocre não trabalha aqui comigo". Portanto, o empresário deixa claro que a carta de referência não passa de um papel sem valor de conteúdo, o que torna ainda pior o fato de algumas empresas exigirem cartas de referência de candidatos para preencherem as suas vagas.

Estamos tentando enganar a quem afinal?! Por que não extinguir de uma vez essa farsa chamada Carta de Referência?

Portanto Igor, acredito que o papel da empresa que emite a carta de referência deva ser dizer a verdade sobre o desempenho do funcionário enquanto exerceu a função, mesmo que em carta lacrada e confidencial ao contratante, sem risco de um possível processo por danos morais por parte do seu ex-funcionário. Se não cumprir esse papel falando a verdade, a carta de referência deveria ser extinta."

E vocês, o que acham disso? As empresas devem emitir uma carta de referência mentirosa para não piorar a situação do novo desempregado, deve emitir aquela farsa só por motivo de protocolo ou seria melhor extinguir tudo e dormir com a consciência tranquila?