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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Não troque um conto de fadas por um conto de bruxas

Como eu gosto de fazer boas recomendações de histórias com apelo educativo e com temas que aflorem o desenvolvimento positivo das crianças eu certamente não te recomendarei assistir A princesa e o sapo, de Walt Disney.

Apesar da beleza, da plástica das imagens, das coreografias e belas músicas inseridas, o filme tem uma trama baseada em personagens pouco inspiradores, com exceção da princesa Tiana, uma jovem atraente, independente, esforçada e obstinada, mas também uma amiga leal e afetuosa. Seu príncipe, o sapo a ser desencantado, é o príncipe Naveen, de um reino chamado Maldonia. Apesar de ser mimado e irresponsável, Naveen tem um charme irresistível, uma alegria de viver que cativa a todos ao seu redor e uma paixão pelo Dixieland, jazz popularizado por Paul Whiteman, Jimmie Noone, Earl Hines, King Oliver, Jelly Roll Morton e Louis Armstrong. Se você é amante do jazz, o filme é temático e vale a pena. E só isso.

O outro personagem chave dessa trama é o Dr. Facilier, um sujeito ardiloso, misterioso e ameaçador que cria inúmeras situações desagradáveis e arriscadas para o príncipe Naveen e Tiana. Ele é um canalha que usa magia, feitiços e suas ligações com “amigos do outro lado” para conseguir o que quer através de encantamentos misteriosos, arriscados e perigosos. “Ele é musical, é ameaçador, é bonito, elegante, alto, magro e esbelto, e sabe ser um doce de pessoa. E eu acho que tudo isso, pelo menos na animação contemporânea, é raro de se ver num vilão”, comenta Bruce Smith, o supervisor de animação do Dr. Facilier. Em outras palavras, estarás levando para a TV de seus filhos uma descrição perfeita do anjo que caiu do céu e comanda o inferno... As músicas coreografadas por esse personagem são assustadoras e demoníacas.

Já a Mama Odie é a contrapartida luminosa de Facilier: uma feiticeira excêntrica, escrachada e esperta de 197 anos, a rainha dos pântanos, que guia Tiana e Naveen em seu périplo para desfazer o feitiço do Dr. Facilier. Mama Odie e a sua cobra, Juju, ministram feitiços e amuletos aos necessitados. Ou seja, não é um conto de fadas mas de feiticeiros e bruxos que trabalham com as forças ocultas.

Enfim, A PRINCESA E O SAPO, foi inspirado na fábula O Sapo Príncipe, dos irmãos Grimm, mas os cineastas criaram a sua própria versão da história. Os Grimm iriam se revirar no túmulo se pudessem conhecer o estrago que foi feito em sua obra...

Se você estava pensando em comprar esse filme para seus filhos, esse é o meu resumo sobre a obra: é um conto enjoativo, assustador e tendencioso ao mal, tal qual as produções noveleiras da Rede Globo. Não traz nada de positivo e nenhuma mensagem que valha a pena para crianças.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Carrossel eleva audiência do SBT

Mais uma vez o SBT cresce mostrando que conhece o caminho das águas. A novela Carrossel, adaptada por Íris Abravanel, conquista a surpreendente marca que varia de 13 a 17 pontos de audiência no horário, superando com facilidade a enfadonha trama da segunda temporada de Rebelde na Record, que amarga queda de audiência em relação a primeira temporada, beirando os 6 pontos (contra os 9 já conquistados).

Segundo dados de Ricardo Feltrin publicados no AdNews, o SBT está hoje consolidada com o segundo lugar em audiência média diária na grande São Paulo, e Carrossel é o diferencial nessa conquista.

Aqui fica o ponto alto, mais uma vez, para meditação dos produtores: o público está cansado de porcaria na TV, explorando o sexo, a ganância e o poder. Tramas com apresentação purista, ou mais inocentes, como Chaves e Carrossel agradam aos pais e às crianças, que hoje são um dos principais consumidores da TV aberta.

Aliás, a TV aberta merece uma programação infantil de melhor qualidade no horário da manhã e tarde, onde tudo resume-se a desenhos violentos e sem nenhum valor educativo, cultural ou moral para crianças em fase de formação social. Estamos desconstruindo o desenvolvimento da sociedade, e nesse aspecto as emissoras são tão responsáveis quanto os pais que acomodam-se e permitem que seus filhos tenham acesso a tudo isso.

Enquanto isso, na Rede Globo...

A Globo tem a sorte de manter em alta o seu pioneirismo e o estabelecimento da cultura em assistir a novela das 20h quase como uma obrigação da família brasileira. Mas se alguma emissora fosse capaz de oferecer algo mais produtivo e atraente do que essas novelas de tramas repetitivas, certamente sua programação obsoleta não seria suficiente para sustentar a média de audiência diária, conquistada graças a esse horário, diminuindo a distância de pontuação com o SBT e a Record.

E tem também a Band!

- Que Band?!
- Aquela do CQC, o programa de "humor inteligente".
- Ah, tá... é, também tem a Band...

E assim caminha o entretenimento medíocre do nosso amado Brasil.


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terça-feira, 4 de outubro de 2011

CQC ajuda a TV brasileira a chegar mais rápido ao fundo do poço

Por essa eu não esperava mas o CQC, que surgiu como opção de humor inteligente frente aos ultrapassados humorísticos da Rede Globo e ao trash Pânico na TV, acaba de dar uma demonstração de que zoar com a cara dos outros pode até ser visto como uma forma de humor, mas que jamais deve dar abertura à falta de respeito.

No último dia 19 foi citado no programa o fato de que Wanessa Camargo estava grávida, ao que Rafinha Bastos soltou essa pérola: "eu comeria ela e o bebê" (veja o vídeo aqui). Todos riram, e eu fico aqui me perguntando: onde está a piada?! 

Não assisti esse programa no dia (aliás, não suporto o Marcelo Tas e raramente assisto alguns trechos do CQC no intervalo de outra coisa melhor), mas li a crítica sobre o assunto e, pasmem, os comentários do povo sobre o assunto é contra a ditadura e à liberdade de expressão! A rapaziada apóia Rafinha e acha legal esse tipo de abordagem. Queria ver se Rafinha tivesse falado isso sobre a esposa ou a mãe deles em rede nacional. "Eu comeria ela e o bebê"... poucas vezes vi algo tão chucro ser aplaudido pela platéia.

É claro que o fato trouxe um tremendo mal estar, inclusive na Band e entre os demais participantes do programa, que agindo de forma politicamente correta desaprovou as palavras do companheiro de palco. Com exceção de Danilo Gentili, que em seu twitter escreveu: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do que por um queridinho por puxar sacos.”

Triste mesmo é estar na pele de Marcelo Buiaz, o marido da moça e o pai da criança, vendo seu respeitado nome cair na mídia de forma tão infame.

Essa é a televisão aberta brasileira, é a qualidade de nossas programações, é o que os adolescentes por aí assistem e aplaudem de pé. Se liberdade de expressão serve como álibi para se abolir o respeito, então estamos mesmo no fundo do poço...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Você, você, você, você quer sair dessa lata de lixo cultural?

Eu pensei que já tinha visto de tudo, mas nesse domingo passei pelo SBT durante o jogo de futebol da Band e vi um trecho do programa da Eliane. O programa (que já não é grande coisa) estava sendo apresentado pelo cantor Latino (que dispensa comentários...) e naquele momento entrevistava a não menos ilustre Mulher Melão (o nome já diz tudo). Falavam sobre o sucesso estrondoso da canção "Você Quer?", onde Srta. Melão orgulhava-se de ser frequentemente abordada nas ruas, shoppings e aeroportos por pessoas de todas as idades, inclusive as crianças, que diziam-se fãs de seu trabalho.

Fato é que pela primeira vez ouvi a canção por inteiro e achei uma tolice sem tamanho. Primeiro que uma mulher deveria envergonhar-se de ser retratada da maneira como Melão a retrata; segundo que um homem deveria sentir-se ridículo se for idealizado da maneira como a "compositora" o idealiza; terceiro que para uma criança tornar-se fã do trabalho de Mulher Melão é sintoma de que a humanidade está realmente nos seus dias derradeiros, ou então que milhares de pais merecem levar mesmo é uma boa palmada...

Leia a letra da música (não desista nas primeiras dez linhas), e pasme: 

Você quer? 
Mulher Melão

Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?

Você quer?

Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim

Eu sou a Mulher Melão
O meu ritmo é assim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim

Quero por silicone
Quero carro importado
Quero cordão de ouro
Quero roupa de marca

Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim

Eu vou te seduzir
Eu vou te deixar louco
Vou fazer você gastar todo dinheiro do seu bolso

Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?

Quer? Você quer?

Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim

Mas eu não sou mercenária
Os homens é que são "facinho"
Fazem o que as mulheres querem
Só pra ter nosso corpinho

Só pra ter nosso corpinho


Sem mais delongas a respeito da carreira da artista, fica aqui meu desabafo: assim caminha a mediocridade cultural e a descrença na moral do ser humano moderno...

sábado, 13 de agosto de 2011

Programa Pânico alcança o ápice da estupidez em busca de audiência fajuta

No último domingo, dia 7 de agosto, o programa Pânico da Rede TV mostrou que não há limites para "inovar" e "encantar" o cliente naquilo que chamamos erroneamente de entretenimento.

Em mais uma tentativa de surpeender o público, seus produtores brincaram com aquilo que não se brinca: o sentimento de perda de uma pessoa querida. Pode não ser querida minha e nem sua, mas Amy Winehouse tem a sua legião de fãs e apreciadores de sua música, além de amigos e parentes que viram com indignação uma brincadeira de muito mau gosto divulgada na mídia internacional.

No quadro "O invasor", o humorista Daniel Zukerman e o produtor André Machado conseguiram entrar no reservado funeral de Amy e de lá saíram com ares de pesares para a inveja de jornalistas do mundo todo, que tentavam sem sucesso saber notícias do fúnebre evento. Suas fotos saíram em sites, tablóides e revistas do mundo todo como se fossem alguma personalidade ligada à cantora, e isso repercutiu muito mal.

Depois de anunciado com alarde, o feito foi alvo de boicote por parte dos fãs da cantora, que não viram graça na atração.

O preço dessa brincadeira, segundo o site AdNews foi que "Um dos programas que mais dá retorno à RedeTV!, o Pânico registrou no último domingo, 7, sua pior audiência dos últimos dois meses, com média de 8 pontos, segundo a colunista Keila Jimenez, em texto publicado na Folha.com. "Mesmo de férias e com reprises no ar, o programa vinha alcançando audiência na casa dos 10 pontos", afirma, sendo que cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo."

"Penetrar num evento privado e doloroso como este não é o mesmo que desfilar na Fashion Week sem convite", comentou Tony Goes em sua coluna no F5. "E as entrevistas ‘fake’ a vários canais de TV, com direito a choro compungido, foram sim um tapa na cara da família da artista. Não há liberdade de expressão que desculpe a má educação."

Espero que o povo brasileiro saiba observar com mais cautela o conteúdo dos programas que seus filhos assistem, pois é na TV que boa parte deles permanece durante a ausência física e presencial dos pais, que muitas vezes ignoram em preocupar-se com a sua formação de caráter e de valores...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por que o Programa do Chaves ainda tem audiência? Simples...

Existem alguns fenômenos que parecem inexplicáveis. Mas só parecem. Um deles é a audiência de Chaves no SBT, capaz de superar programas tradicionais e fazer muita gente largar o controle remoto e ficar por ali.

Nesse último dia 19 de julho, Chaves mais uma vez foi líder de audiência, em plena terça-feira, por volta das 13h e 14h. Mas por quê programas como Chaves ainda são capazes de reter a audiência de pessoas de todas as idades, mesmo sendo repetidos centenas de vezes? A resposta a essa pergunta a banda Titans já deu bem antes de Chaves começar a pintar aqui na telinha Brazuca: "A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade...".

Quem não se lembra dos Trapalhões quando ainda eram 4 e faziam piadas inocentes, com trapalhadas no melhor estilo "O Gordo e o Magro"? Esse é o teor da diversão: pessoas simples, fazendo coisas simples e atrapalhadas despretenciosas inocentemente. 

Coloque Chaves no mesmo horário de Casseta e Planeta ou de Tom Cavalcanti com toda aquela baixaria,  para ver a divisão de audiência... E quem aguenta aquele programa "A turma do Didi", ou a "Escolinha do Gugu"? Infelizmente nossos programas humorísticos são da pior qualidade, apelativos e impossíveis de serem assistidos com uma criança de 8 anos pelo alto teor apelativo e de piadinhas de duplo sentido.

É por isso que Chaves dá audiência: não há concorrência hoje em rede nacional para promover a diversão leve, inocente e descontraída similar a esse antigo programa mexicano. Chaves ainda é capaz de promover alguns minutos de descontração unindo pessoas de todas as idades na mesma sala.

As pessoas querem alguns momentos de felicidade sem constrangimento. A mídia e os veículos de comunicação pensam que evoluíram, mas os sentimentos humanos são imutáveis. Seus desejos e ansiedades são os mesmos, por mais que pareçam mais maduros, cultos e evoluídos cientificamente. O homem ainda precisa do amor verdadeiro, da amizade sincera e do calor do próximo, e quando tem a oportunidade de conviver com coisas tão simples quanto seu instinto verdadeiro, ele se agarra e vive intensamente esse momento. 

É por isso que Chaves permanece: por colocar-nos frente a frente à nossa verdadeira identidade e nosso desejo de sermos felizes na simplicidade dos sentimentos.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Justos pode ser o sucessor de Silvio Santos

Sabe daquelas coisas que parecem absurdas, mas que você só vai entender lá na frente? Pois é, ontem parece que comecei a entender uma dessas coisas.

Quando Roberto Justus trocou a apresentação do programa O Aprendiz da Rede Record pelo Topa ou não Topa do SBT, achei que ele havia feito a maior asneira da vida dele. O Aprendiz tem a cara de Justus, e acredito que ele conduzia com muita personalidade o reality show para seleção e formação de empreendedores. De repente surge a notícia de seu contrato com o SBT para apresentar programinhas bem banais para um empresário daquele porte.

Fiquei imaginando: ele não deve estar fazendo isso por dinheiro, já é rico o suficiente para apelar e expor sua imagem em algo que poderia ser feito por Celso Portiolli, Rodrigo Faro, Adriane Galisteu, etc. Mas ele foi, e seguia com aquele discurso de ser um grande sonho tornar-se apresentador de TV.

Ontem parei por acaso no Topa ou não Topa e fiquei ali pensando novamente na minha indignação. E ocorreu-me uma sequência de pensamentos:

1 - Silvio Santos, antes de ser um grande apresentador, é um grande empreendedor. Como Roberto Justus.

2 - Silvio dava dicas de que a fidelidade de Gugu Liberato poderia ser premiada com a sua sucessão. Gugu pulou a cerca, e não passa mesmo de um apresentador...

3 - Silvio gerencia seu grupo de empresas com a autoridade de quem sabe fazer negócios. Como Justus.

4 - O SBT passou por oscilações financeiras, e certamente recebeu capital externo de algum investidor bem próximo que tenha caixa para empreender no ramo de comunicações. Justos pode ter sido "o cara", o novo sócio de Silvio Santos.

Agora juntemos o útil ao agradável, façamos uma convergência de interesses e capacidades, de necessidades e de oportunidades. Há nesse processo um casamento perfeito entre Silvio e Justus!!

E começar a apresentar programas dirigidos ao público alvo de Silvio, o povo, pode ser um treinamento e um aquecimento para que o SBT não perca sua principal característica: ter como âncora nos programas de auditório o próprio patrão. O sucessor de Sílvio, pode estar sendo preparado. Pode ser Roberto Justus.

Na ocasião de sua contratação pelo SBT, "o ego de Justus foi seduzido por Silvio Santos. “Quando o Silvio me chamou na casa dele, ele falou: “Você é uma das poucas pessoas que conheci que tem um perfil parecido com o meu. Você tem talento de apresentador e é um grande empresário’”, afirma." (matéria publicada em 29/06/2009)

Uma especulação meio idiota que bem pode ser uma verdade...

sábado, 25 de junho de 2011

Padre ridiculariza a religião no Programa do Jô

Na madrugada dessa sexta-feira - 24 de junho - terminando de assistir Dr. House dei uma passeada pelos canais antes de desligar a TV e vi um certo Padre Juarez indo ao palco para entrevista no Programa do Jô, e não sei por qual razão parei ali.

Eu não o conhecia, mas acredito ser já alguma personalidade do meio religioso-artístico, desses que surgem com certa frequência fazendo da religião um verdadeiro ganha pão.

Vou criticá-lo abertamente, sem meias palavras, pois vi nele um perfeito humorista vestido de padre. Suas palavras foram um verdadeiro atentado à religião. Brincou com o céu e o inferno, falou do anjo Gabriel, Miguel e etc como se fossem pessoas do meio artístico, sem o devido respeito à religiosidade e à importância que deveria dar ao assunto.

Fico um pouco constrangido por falar nisso pois não estou criticando a igreja católica e nem os padres. Mas esse sujeito, Padre Juarez de Castro, foi feito de piada pelo próprio Jô Soares, e certamente não percebeu ainda o quanto foi tosco na condição de religioso, pois colocou em seu site pessoal o vídeo com sua participação no programa (clique aqui). Sua entrevista foi recheada de risadas do auditório, o que é a maior prova de que aquilo que poderia servir para exaltação de Deus serviu mesmo foi de piada para a promoção do padre.

Se não bastassem os absurdos que disse no programa banalizando temas bíblicos, o referido padre ainda intitula-se cantor, e no programa foi apresentado um vídeo dele cantando algo que causa arrepios aos ouvidos...

O homem de hoje e sua falta de responsabilidade me assustam cada vez mais. Está na hora de parar com essa onda de pseudo-religiosos que fazem da religião e seu ministério um palco para venderem shows, discos e DVDs, usando para promoverem a sua imagem e fazerem seu pé-de-meia a Bíbia Sagrada e a ingenuidade da massa. Precisamos zelar dos bons costumes e separar o que é certo do errado antes que a própria religião caia em descrédito pela boca de alguns. E se há uma coisa pela qual ainda valha a pena dedicar o nosso tempo é a religião e a adoração sincera a Deus, não em troca de cura, milagres ou emprego, mas para o perdão de nossos pecados e pela salvação da nossa alma. Todo o resto é vaidade e mera sobrevivência, e pode acabar num piscar de olhos...



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domingo, 1 de maio de 2011

Adolescentes Rebeldes: fato ou ficção?

Na semana passada cheguei em casa e fui direto para a TV ver o que minha filha estava assistindo. Estava passando a novela Rebelde.

Ficamos por ali mesmo e assistimos a novelinha. Fala sério... o que era aquilo?! Para não tirar conclusões precipitadas resolvi assistir no dia seguinte novamente, e realmente a pergunta era essa: o que era aquilo?!

A novela resumia-se em:

1 - Uma escola no estilo internato que tem o propósito de "ensinar valores";
2 - Adolescentes sem limites que definitivamente não precisam de uma escola dessas, mas de pai e mãe que os amem e sejam amados;
3 - Pais e mães que dividem-se em 2 grupos: um que é feito de "gato e sapato" pelos filhos e não se faz respeitar, e outro que é feito de "gato e sapato" pelos filhos mesmo exercendo uma educação ditatorial baseada no comando hierárquico, na repressão e na inflexibilidade.

Fiquei ali pensando: o que leva alguém a produzir, ou melhor, reproduzir uma novela como essas? Quem ganha, ou o que ganha o público alvo desse produto? Um dos personagens é um bebum compulsivo, outro foge da escola escondido quando lhe apetece e pega uma moto escondida para resolver seus problemas pessoais (detalhe: são menores de idade...), e por aí vai a baixaria.

E faço mais uma pergunta a quem possa responder: se você é pai ou mãe, sente-se confortável imaginando que seu filho pode inspirar-se em algum dos personagens dessa novela?

Não sei, acho que sou muito antiquado em minhas opiniões... se você pode ensinar o que quiser para seus filhos, o bem, o mal, o bom e o ruim, por que optar pelo que desconstrói o bom cidadão?

É por isso que às vezes sou cético quanto ao desenvolvimento de uma sociedade saudável e ética. Um cidadão justo forma-se desde pequeno, com boa educação e com bons exemplos a serem seguidos. Dificultando isso nossos filhos assistem tudo o que a TV oferece. Cabe a nós filtrar a programação e promover um futuro melhor antes que nossos anjinhos virem realmente um bando de Rebeldes incorrigíveis...

sábado, 9 de abril de 2011

Rede Globo anuncia abril com novidades! Adivinha o que é...

Eu pensei que já tinha visto de tudo, mas nessa sexta-feira a noite, estava passando pelos canais para procurar algo interessante e me surpreendi com o comercial da Rede Globo: com uma vinheta toda estilizada da palavra ABRIL, a chamada dizia que nesse mês a Globo traz uma grande novidade em sua programação!!

E atenção, que a grande novidade é nada mais, nada menos do que.... TV XUXA !!!!!

Isso mesmo, frustrem-se os senhores como eu me frustrei, pois a novidade da Rede Globo é apresentada pela Xuxa, e o programa é chamado pelo não menos inédito nome de "TV Xuxa".

Nesse momento lembrei-me das sábias palavras do deputado federal mais votado de São Paulo, o Excelentíssimo Senhor Tiririca e pensei: "eu vou morrééééérr..."

Se na Rede Globo TV Xuxa é chamado de NOVIDADE, acredito que vou precisar rever meus conceitos a respeito de criatividade e inovação.

Vejam bem os amigos que estamos comentando sobre a TV aberta que, "ibopemente" falando, deve ser a mais assistida no Brasil. E nessa emissora, chamam TV Xuxa de novidade... trocam o cenário de fundo, trocam a logomarca do programa, atualizam algum quadros e dizem estar oferecendo algo novo para o público.

Tratam o espectador como idiota. É como se o presidente da república estivesse mal no governo e decidisse trocar de roupa para ver se melhora. É como se a Ford estivesse em crise e pintasse sua sede de uma nova cor e anunciasse a propaganda: "Novo Ford, agora como escritório central reformado".

Assim faz a Rede Globo para vender-se ao seu público. Não se dá ao luxo de trocar seus projetos pré-históricos, seus personagens e nem o nome dos programas por algo novo. Assim caminha a mediocridade de nossas fontes de entretenimento...

segunda-feira, 7 de março de 2011

O carnaval versus a sua alma


Que eu não curto carnaval, isso não é novidade. Que eu não aprovo a programação da Rede Globo e seu conteúdo imoral, isso também já é notícia antiga.

Mas nessa madrugada, meio sem sono e dando uma olhada nos e-mails com a TV ligada, por curiosidade passei pelos canais para ver o que estava passando, e o apresentador da Globo estava justamente anunciando a entrada de uma escola de samba carioca com a seguinte chamada: "Essa noite vamos levar a sua alma!"

Epa, a minha não! Sou cristão, e minha alma pertence somente a Deus. Compreendi o recado e desliguei a TV, pois aquilo definitivamente não era uma programação boa para mim. E a Rede Globo, definitivamente e não mais nas entrelinhas, não é uma emissora de TV que promova o que é bom para a vida e para a alma...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A comunicação em massa e os perigos da publicidade para a infância

Você já tem opinião formada a respeito do que representa para uma criança aquelas propagandas sobre brinquedos e produtos licenciados na TV?

Outro dia fiquei estagnado com a notícia de que alguns deputados queriam proibir a veiculação de propagandas de produtos voltados ao público infantil em veículos de massa. No meu entendimento essa era uma política anti capitalista que poderia frear o consumo de um segmento, que também gera imposto, crescimento econômico e empregos diretos e indiretos.

Depois disso fui aprimorando meu ponto de vista oblíquo lendo mais sobre o assunto e as opiniões de alguns internautas e amigos. Dentre eles cito a Eliane Bonotto com seu blog de conteúdo refinadíssimo (visite o blog e leia esse post sobre o tema) e Francisco Giovanni, professor, doutor e amigo de conteúdo irrepreensível (visite o blog e leia esse post sobre o tema).

Em resumo, quero dizer que hoje já tenho a segurança em afirmar que sou contra a veiculação de publicidade dirigida a crianças em veículos de comunicação em massa, e gostaria de compartilhar com vocês essa breve apresentação em slides que recebi recentemente e que traduz exatamente o meu ponto de vista a respeito do
consumismo infantil.

Não deixem de ver essa apresentação. Vale a pena...

A comunicação em massa e os perigos da publicidade para a infância

Você já tem opinião formada a respeito do que representa para uma criança aquelas propagandas sobre brinquedos e produtos licenciados na TV?

Outro dia fiquei estagnado com a notícia de que alguns deputados queriam proibir a veiculação de propagandas de produtos voltados ao público infantil em veículos de massa. No meu entendimento essa era uma política anti capitalista que poderia frear o consumo de um segmento, que também gera imposto, crescimento econômico e empregos diretos e indiretos.

Depois disso fui aprimorando meu ponto de vista oblíquo lendo mais sobre o assunto e as opiniões de alguns internautas e amigos. Dentre eles cito a Eliane Bonotto com seu blog de conteúdo refinadíssimo (visite o blog e leia esse post sobre o tema) e Francisco Giovanni, professor, doutor e amigo de conteúdo irrepreensível (visite o blog e leia esse post sobre o tema).

Em resumo, quero dizer que hoje já tenho a segurança em afirmar que sou contra a veiculação de publicidade dirigida a crianças em veículos de comunicação em massa, e gostaria de compartilhar com vocês essa breve apresentação em slides que recebi recentemente e que traduz exatamente o meu ponto de vista a respeito do
consumismo infantil.

Não deixem de ver essa apresentação. Vale a pena...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

As TV's abertas que se cuidem...

Ano passado postei que em 2009 o número de assinantes de TV por assinatura batera um recorde de usuários no Brasil, totalizando 16% dos lares.

No ano de 2010, pasmem os senhores, o número de lares com TV por assinatura pulou para incríveis 30,7%, abrangendo 9,7 milhões de famílias. Isso aponta para algumas conclusões:

1 - A classe média é realmente a bola da vez no mercado nacional;
2 - Os custos mais acessíveis da TV por assinatura geraram crescimento exponencial na conquista de novos usuários;
3 - A audiência da programação obsoleta e medíocre da TV aberta brasileira está com seus dias contados...

E sobre o item 3 dessa relação eu pergunto aos meus botões: de que adianta tanto investimento em tecnologia de transmissão se a produção dos programas não troca seus dinossauros? Boninho, Marlene Matos, Galvão Bueno... e alguns noveleiros com a validade profissional vencida.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Onde a Globo quer chegar?!

Começo a semana com um desabafo. Eu não assisto o Big Brother Brasil da Rede Globo desde os tempos da participação da Grazi e do Bam Bam (que eu também não assistia, apenas vi alguns episódios), mas vejo as chamadas no site globo.com e sempre escuto alguns comentários a respeito.

E hoje estou mais convicto de que os objetivos dessa emissora de TV é tornar a população e a sociedade brasileira como um todo tão decadentes quanto ela... Por isso o meu apelo: TIREM AS CRIANÇAS DA SALA DE TV!!!

É impossível compreender como é que tanta promiscuidade e banalização do próprio corpo (físico e mental) proporciona audiência. Ou seja: já que o povão assiste isso, vamos passar! Nem que custe a queda definitiva dos valores morais, da decência e da tolerância ao que há de pior no comportamento humano, onde vive-se em prol da sedução a qualquer preço. Nesse ritmo o apelativo BBB ainda vai permitir que o repugnante filme "Calígula" em breve seja reclassificado, e quem sabe até transmitido no Temperatura Máxima.

E há quem diga que o ser humano está sempre evoluindo... antes não evoluísse.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tem coisa melhor do que sorrir?

Um dos comerciais que está passando na TV chamou-me muito a atenção, o da Coca-cola, intitulado "Máquina de felicidade".

A idéia dos criadores dessa campanha é incrivelmente simples, e relaciona a marca do produto a alegria... direta e objetivamente.

Não sei vocês, mas contagia-me a imagem das pessoas dando gargalhadas espontaneamente diante das surpresas que saem da máquina.

Me orgulho de já ter trabalhado na Coca-cola, onde amadureci e cresci muito profissionalmente. Mas independente disso, acho importante contagiar as pessoas e ser contagiado com um sorriso leve e verdadeiro, como aqueles apresentados no comercial.

Quero parabenizar os criadores e produtores desse comercial e dividir com vocês o vídeo completo dessa "brincadeira", que não me canso de assistir. Podem entrar nesse link ou assistir ao filme aqui na lateral direita do meu blog.

Um forte abraço, e alegria a todos!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desafio: como está o clima no Tocantins?

Meus amigos, vim deixar um desafio, um jogo rápido de cidadania:

Quem conseguir assistir a algum telejornal nacional da TV aberta onde a moça da Previsão do Tempo diga a palavra "Tocantins" ou "Palmas", por favor, coloque aqui no comentário quem foi o autor de tal façanha...

Afinal, Palmas é a capital do Tocantins, faz parte da região Norte do território nacional, MAS A TV BRASILEIRA NÃO SABE DISSO!!!

domingo, 7 de novembro de 2010

A velha e boa infância parece coisa do passado

Sábado a tarde estava assistindo ao último bloco do programa "O melhor do Brasil" apresentado pelo Rodrigo Faro, onde um grupo de meninas tentava conquistar um grupo de meninos. O objetivo é que cada uma conseguisse um parceiro para conversar, e até o final do programa pintasse um beijão ali no palco.

Mas a principal parte disso tudo é que cada vez que um par chegava ao esperado beijão, o apresentador era "castigado" fazendo uma apresentação de dança fantasiado e imitando um artista. O artista homenageado dessa semana foi Simony e a Turma do Balão Mágico.

Não deu para não se emocionar e sentir um gostoso arrepio de saudades daquele tempo tão incrível, onde criança era tratada como criança pelas emissoras de TV, e os programas infantis eram de fato feitos para crianças, apresentados por crianças e com quadros verdadeiramente infantis. Era o palhaço Bozo num canal e a Turma do Balão Mágico no outro...

Essa época eu não vi mais se repetir depois do surgimento da maior estrela da Rede Globo, a Xuxa. A partir daí o parâmetro de infantilidade era demonstrado por mulheres bonitas, com exposição desnecessária do corpo de uma mulher adulta onde a falta de criatividade da produção era suprida com desenhos animados... é isso. Programa infantil na TV aberta, a partir do surgimento de Xuxa resumiu-se a desenho animado, na maioria das vezes mais dramático do que animado, com a entrada dos super-heróis japoneses da série Pokemon.

E assim a nova safra de crianças, aquelas da geração Y, foi trocando sua inocente infantilidade por um convívio menos leve com a vida, onde o maior percentual de coisas que assistiam era a luta frenética entre bem e o mal... a presença dos apresentadores pouco importava, não havia mais a doçura daquele grupo de crianças que nos emocionava e nos inspirava. Eu vibrava quando o Fofão aparecia no programa, e depois eu brincava de cantar o Superfantástico, a Galinha Magricela, e outras canções da Turma do Balão Mágico ouvindo o disco, enquanto poucos anos depois as meninas brincavam de imitar a Xuxa e as paquitas, e os meninos... lutavam contra os monstros orientais.

Por que a mídia tirou das crianças as coisas boas de uma criança? Quem não viveu aquela fase acha normal o que viu, porque não viu coisa melhor... seus heróis são a turma da Xuxa, É o Tchan e coisas do gênero. Gostam de imitar mulheres líderes de venda da Playboy, e revista Sexy.

E assim caminha a sociedade. Vítima da comunicação em massa, refém da cabeça de poucos que, talvez até sem perceber, mudam a cultura e uma tendência comportamental de toda uma geração. E muitos falam com certa admiração e até orgulho nos dias de hoje que "nossas crianças estão agindo como adultos cada vez mais cedo".

É óbvio, né...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Reality show confirma: o ser humano é intolerante

No final de setembro teve início a terceira edição de A Fazenda, um dos realitys shows de maior arrecadação em patrocínios e com prêmio de maior valor ao participante vencedor.

E por falar em participante, já na primeira semana foi possível assistir a um verdadeiro espetáculo de insociabilidade e intolerância entre pessoas com um objetivo em comum: ser o mais aceito pelo público espectador e conquistar o grande prêmio.

Imagine você um confinamento com os seguintes elementos: uma ex-top model, ex-símbolo sexual e apresentadora de programa pop em emissora de TV a cabo; um roqueiro tatuado no corpo inteiro com dizeres que vão de dragões e símbolos egípcios a umbandistas; um ex-jogador de futebol metido a moralista (quando jogava não era, mas parece que converteu-se); uma ex-universitária, ilustre personalidade do acaso, aproveitada pela mídia após episódio tosco de exposição excessiva das silhuetas no campus acadêmico; um transformista inteligente, maduro e resolvido como pessoa, atualmente mais mulher do que homem; um maquiador de personalidades tão resolvido em suas convicções sobre a vida e sua sexualidade quanto o transformista; uma dançarina do funk (carnuda prá chuchu!), lançadora da moda de auto apelidar-se com o nome de uma fruta tão carnuda quanto ela; um ex-apresentador infantil, ex-apresentador de programa apelativo de auditório, e ex-júri de programas de calouros, que do alto dos seus cinquenta e poucos anos ainda fala e age como a trinta anos atrás; e mais umas 7 figuras da TV que se dizem atores, atrizes, jornalistas e dançarinas... mas que você provavelmente nunca ouviu falar antes.

Pois bem, o que se vê nesse reality atualmente é um verdadeiro espetáculo de atrocidades à língua portuguesa e ao respeito mútuo. As pessoas definitivamente não conseguem tolerar a individualidade, o modo de vida, as fraquezas e os defeitos, e principalmente os valores um do outro.

Percebe-se claramente que não há estrutura interior que permita a essa gente co-existir, conviver pacificamente e resolver suas diferenças de forma harmônica e negociável, respeitando-se a cima de tudo.

Três "peões" já foram excluídos  (sairá um a um por semana): a ex-top model após surtar, gritar e distribuir palavrões para todos os demais; a personalidade do acaso após passar a maior parte do tempo chorando pelos cantos; e agora o mas o mais polêmico até aqui, o roqueiro, que saiu do jogo votado nessa semana por 74% do público brasileiro.

O referido roqueiro deu um verdadeiro show de intolerância, do tipo "quem não pensar igual a mim vai sofrer as consequências", ao julgar como gravíssima a atitude de um dos participantes, num erro bobo cometido logo na primeira semana por esse infeliz, o qual desculpou-se com todos, mas não obteve o perdão do roqueiro ditador.

O fato é que esse roqueiro dirigiu todos os palavrões de seu dicionário e dirigiu todo tipo de agressão verbal ao infeliz, julgando-o, condenando-o, prometendo perturbar-lhe diariamente para "fazer justiça" enquanto permanecessem ali e criando um clima de tensão na fazenda.

Nessa quinta-feira, quando três peões estavam no paredão para que um deles fosse o mais votados e excluído pelo público, o roqueiro foi eliminado e orgulhava-se de dizer "saio de cabeça erguida por ter feito o que é certo, e faria tudo de novo pois tenho convicção de minhas opiniões". "Gostaria de ter ficado, pois tinha um trabalho para concluir ainda".

Ou seja, ele agiu como aqueles assassinos, daqueles que após pego pela polícia diria com a maior tranquilidade que fez a coisa certa, o que acha justo, e que não se arrepende do seu crime... E eu me pergunto: qual será o trabalho que o roqueiro teria para concluir ainda na fazenda?

O ser humano me mete medo...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O efeito social de Teena, Vesgo e Silvio e "O professor aloprado"

Assim de cara pode parecer mais uma tolice desse insinuante blogueiro. Mas vejam bem os amigos o que é a influência da cultura pop trash da televisão brasileira:

A Rede TV lança um programa chamado Pânico na TV, inspirado num programa de rádio não menos trash apresentado pelos mesmos artistas. Nesse programa lançam alguns personagens completamente hilários, como Sabrina Sato (em pessoa), Vesgo e Sílvio (personagens) e Bola (em pessoa) como principais atributos cômicos.

Simultaneamente a MTV explorava nada mais nada menos do que João Gordo em algo chamado Rebosteio, além de Hermes e Renato em um programa do mesmo nome, com artistas que fariam Dercy Gonçalves (enquanto estava viva) ficar vermelha de vergonha...

Depois, num tom um pouco mais leve mas não menos constrangedor, vieram os simpáticos artistas de família do programa CQC, que fazem piada com a realidade alheia usando a saia justa como argumento artístico.

Agora vemos o simpático, e não menos apelativo do que a turma do Pânico na TV, apresentador Marcos Mion na Record lançando pérolas como Teena, que de um quadro comum vai tornando-se o carro chefe do programa Legendários.

Mas o que isso tudo tem em comum, e o que têm a ver com "O professor aloprado"?!

Simples: tudo isso tem em comum algo que o ser humano vem sentindo cada vez mais falta na sociedade das aparências reservadas, na sociedade onde se pisa em ovos em quase todo o tempo em que permanecemos acordados. O ser humano sente falta da sua própria IRREVERÊNCIA.

O filme "O professor aloprado" mostrou que o rejeitado cientista obeso só encontrou a felicidade quando transformou-se naquela figura irreverente, divertida e espontânea. E o filme foi sucesso de bilheteria, pois retrata aquilo que muitos de nós gostaríamos de ser, falar e fazer em nosso dia a dia. O filme mostra um homem não apenas seguro de si, mas irreverente, como os personagens da programação pop trash da TV brasileira.

Quero dizer com isso que algumas programações toscas da TV são de fato um mal necessário, pois ajudam as pessoas a pelo menos imaginar como seria bom poder agir com tamanha indiscrição diante de situações em que na verdade precisam permanecer apenas com aquele sorriso amarelo na face. O homem sente falta de poder desabafar e dizer o que pensa, mesmo que isso coloque alguém em situação constrangedora, o que de fato deve ser reprimido para o bom convívio social.

E essa repressão precisa ser transformada em diversão, cujo papel é desempenhado pelos artistas que nos levam a ter nossos minutos de êxtase vendo verdadeiros medalhões passarem por situações muitas vezes vexatórias, o que de fato abastece satisfatoriamente o ego dos aflitos e reprimidos.

E com isso vamos vivendo, usando os canais de comunicação como válvula de escape para aquilo que nos reprime, e convivendo satisfatoriamente na sociedade moderna, onde o juízo e o respeito ainda devem prevalecer sobre a irreverência...