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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Adotar uma criança pode ser uma experiência incrível

Sabe quando a vida de um casal começa a parecer um sanduíche sem recheio? Pois então, esse pode ser o momento de trazer um pouco mais de vida para dentro de casa através de uma criança.

Não vou adentrar demais nesse assunto, pois tenho uma filha que dispensa comentários, é fonte inesgotável de alegria em nossa casa. Mas para aqueles que ainda não tiveram a sorte de ter um filho através da própria gestação, fica aqui a dica de um desenho animado onde um bandido deseja cometer o maior crime de todos os tempos roubando a Lua do céu, e para isso adota 3 inocentes meninas para concluir sua façanha.

Em resumo, as crianças são encantadoras, e o malvado não consegue deixar de amá-las, mostrando que verdadeiramente filhos são bênçãos em nossas casa se estivermos com o coração aberto para recebê-los.

Assista "Meu malvado favorito" com a família, é engraçado do início ao fim. Com filhos ou sem filhos na sala, é impossível não se divertir e não se encantar com esses personagens.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Família faz a diferença na educação dos alunos

Essa matéria merece ser citada como exemplo e alerta para os pais: O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, tirou nota 8,1 em um universo em que a nota média foi 3,9 nos anos finais do ensino fundamental. E não se trata de uma aventureira: a escola é tricampeã e dona do pódio do Ideb desde que foi avaliada pela primeira, em 2007. Isso em meio a ar condicionado que não funciona, alunos sem merenda e uma greve que já dura quase três meses. (leia a matéria completa nesse link).

Para o diretor do único colégio brasileiro com avaliação acima de 8 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, Alfredo Matos Moura Júnior, a resposta não passa por tablets, redes wifi ou instalações luxuosas.

Confira alguns trechos que selecionei da entrevista publicada no site da Exame.com para descobrir o que é afinal que a escola tem que estimula o desempenho excepcional de seus 411 estudantes da 6ª série do fundamental ao ensino médio e a deixa, inclusive, acima da maioria das particulares, que ficaram com média 6 no Ideb. "Não tem um elemento mágico", é o que garante o diretor.

EXAME.com – Afinal, a que o senhor atribui a fórmula do sucesso do colégio?
Alfredo Matos - Não é um fator apenas. É um conjunto: o próprio interesse e participação dos alunos nas aulas; a atuação do corpo docente instigando este aluno e tentando torná-lo mais crítico e reflexivo; e o suporte dado aos alunos em casa pelas famílias. São 3 fatores básicos que deveriam haver em todas as escolas. É por esta vertente que estamos analisando. Os professores tentam ser o mais abrangente possível e são interdisciplinares. A escola não procura isso (ser campeã), não vive ligada somente a índices e vestibular. Queremos que o aluno saia preparado para a vida e não somente para uma prova.

EXAME.com – Mas a escola está abastecida quando se trata de acesso à tecnologia para educação?
Matos - Não adianta você ter internet wireless, iPads, iPods se você não tem discussão e contato entre professor e aluno. Muitas escolas vendem que você vai receber um tablet, mas se você der o aparato e não trabalhá-lo, não adianta de nada. Recursos tecnológicos são usados? Sim. As salas tem wireless há três anos e projetores multimídia desde este ano. Mas isso é fator que vai fazer o sucesso da escola? Não.

EXAME.com - Como os alunos fazem para entrar?
Matos - O aluno entra basicamente no 6º ano. É um concurso público. Em média, inscrevem-se entre mil e dois mil candidatos para 55 vagas (mais do que a maioria dos cursos da UFPE). É só uma prova de português e outra de matemática.

EXAME.com - Conseguir a excelência é possível apenas com uma seleção muito rigorosa?
Matos - Seleção não é o único fator. O corpo docente influencia muito. O nosso é muito qualificado: 31% são doutores, 47% mestres e aproximadamente 20% graduados. Quando você pega um corpo como esse, em que a maioria tem dedicação exclusiva, isso facilita as ações da escola e a integração de todos os componentes que a formam: alunos, funcionários, professores e as famílias.

Aqui o diretor Matos relacionou alguns fatores que considero primordiais: a qualificação do quadro docente; o interesse dos alunos; e o papel da família em casa. Se você concordar com a linha de raciocínio que eu faço nesse instante, verá que a a família é o principal argumento para promover o interesse pelo estudo do filho/aluno, que por sua vez promoverá uma troca de interesses e conhecimentos muito mais produtivos em sala de aula entre ele, seus colegas e o professor.

Portanto, a mensagem que fica aos pais é essa: antes de cobrarmos exclusivamente do governo por escolas de qualidade, façamos de nossos filhos cidadãos de qualidade, pois educação, respeito e cidadania se aprende primeiro em casa para depois se completar com o conhecimento na escola.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O ser humano sustentável começa dentro de casa

Você está criando seu filho para ser um adulto sustentável? A pergunta pode até parecer estranha, mas é pertinente. Veja só uma coisa: baseado na sustentabilidade, estamos buscando fazer com que os recursos sejam renováveis, que não haja desperdício e nem extração em excesso, que não se altere em definitivo determinadas configurações naturais do planeta e coisas do gênero, visando promover um mundo melhor apesar do avançado estágio de degradação de nosso habitat original.

Baseado nessa análise, coloco você a fazer uma avaliação no processo de educação de uma criança para poder responder à pergunta: seu filho será um adulto sustentável? Ele será capaz de promover uma sociedade justa, ética, saudável e responsável?

Vamos aos itens:


1 - Seu filho quando nasce é declarado HOMEM ou MULHER. Nesse caso deve ser criado para pensar e agir como tal. O homem em sua essência é o provedor de recursos, é o que protege a família, o que age com a cabeça. A mulher é quem gerencia a família, amamenta e cria filhos, provém os recursos para apoiar o homem em sua rotina, a que age com o coração. Isso não significa que ambos estejam inaptos ou proibidos para inverter e compartilhar os papéis e funções quando adultos (o que vai acontecer naturalmente), mas na educação de crianças acredito que elas devam ser encorajadas a reconhecer o seu papel em uma relação coletiva e matrimonial, respeitando-se a ordem natural e orgânica do ser humano que pode, mesmo que subjetivamente, ser preservada para que haja uma escala de valores a ser seguida por toda a vida.

2 - Seu filho quando cresce conhece a si próprio como FILHO, ou seja, é dependente e deve OBEDIÊNCIA ao pai e à mãe. Assim deve ser introduzida a disciplina, onde desde cedo o filho vai compreender que por toda a sua vida deverá obedecer a determinadas hierarquias, aprendendo que há momentos para obedecer e momentos para mandar. A criança que não aprende disciplina será um problema para a sociedade no futuro. Mas cuidado: disciplina não é repressão e nem espancamento. O castigo e a palmada educativa devem ser dados na medida certa. Há livros que ensinam como disciplinar crianças, vamos estudar para fazer bem feito.

3 - Seu filho após certa idade aprenderá a fazer distinção do CERTO e do ERRADO, já saberá fazer juízo das coisas, e portanto estará apto a receber lições sobre RESPEITO. A criança que aprende a respeitar compreende seu espaço e seu papel em um contexto social. Viver coletivamente obriga os pais a ensinarem o que é respeito, tolerância e humildade para saber decidir o que é bom para todos e o que é bom para si, para que assim aprenda a desfrutar de tudo o que se gosta, mas sem prejudicar quem está em sua volta.

4 - Crescendo mais um pouco seu filho iniciará a sua luta pessoal àquilo que seu coração almeja, e aí entram os conselhos sobre o que é LÍCITO e o que é CONVENIENTE. A criança deve aprender a discernir o que é bom e o que é ruim, pois já estará capacitada a fazer avaliações mais elaboradas sobre tudo o que está em sua volta. Não o estimule à vaidade, pois isso gera consumismo pelo fútil. Faça-o convicto de que ele é bonito por natureza, e deixe que preocupe-se com colares, brincos, artigos de grife e maquiagem depois de adulto. Explique a ele o que não faz bem para sua saúde, como o cigarro, a bebida e as drogas, e assim poderá ficar tranquilo com sua capacidade de compreensão e decisão diante da oportunidade que aparecer-lhe de experimentar. Lembre-se que o seu vínculo e relacionamento estabelecido com ele desde bebê o fará aceitar facilmente seus conselhos. Mas não deixe de explicar suas razões, para que ele concorde com os motivos de sua argumentação sobre todas as coisas abordadas. Criança é como uma esponja seca: é capaz de absorver e aprender muito mais do que você possa imaginar. Não deixe de ensiná-lo em casa antes que ele chegue às próprias conclusões assistindo Malhação, Rebeldes, Pica-pau e Xou da Xuxa.

5 - Na fase entre 3 e 10 anos poderá estimulá-lo a fazer o bem, de modo que ele sentirá prazer em COMPARTILHAR seus brinquedos, seu lanche e suas brincadeiras com outras crianças. Isso fará dele um moço e um adulto sem egoísmo, desapegado das coisas materiais e não-consumista. A idéia de posse e vaidade na infância não traz nenhum benefício à criança, e ajudá-la a partilhar suas coisas com outras pessoas o fará um adulto mais leve e menos compulsivo em "possuir".

6 - Instintivamente seu filho aprenderá que vencer é bom e a COMPETITIVIDADE surgirá naturalmente de dentro dele. Ali cabe aos pais dosar sua competitividade para que seja algo saudável e não destrutivo, substituindo a rivalidade pela busca por um melhor desempenho e consequente vitória. A rivalidade e a frustração mal trabalhada pode alimentar a inveja e a trapaça, sentimentos que não devem ser introduzidos na vida da criança. Não o desestimule a vencer e aceite que ele se aborreça após uma derrota, mas nessa situação não deixe cair o seu semblante e mostre com otimismo que com mais treino poderá evoluir cada dia mais naquilo que gosta. Ensine-o a valorizar as qualidades de seus oponentes, pois é importante saber reconhecer que você não é o melhor em tudo, pois há também pessoas muito boas além de você. Isso ajudará seu filho a ser um adulto maduro e humilde, porém entusiasmado em superar suas fraquezas.

7 - Durante seu amadurecimento a criança já começa a perceber claramente o que é seu, e aí os pais devem ensiná-lo a ZELAR, pois tudo tem um preço, e mesmo que algo deixe de servir para a criança por alguma razão, esse objeto, roupa ou utensílio pode ser utilizado também por outras crianças, desde que ele tenha zelado do que era seu.

8 - Algo que mesmo sem pensar a criança começará a decidir é sobre o que ela gosta de COMER. Sobre esse assunto os pais devem ter máxima atenção, ajudando-o a conhecer os alimentos e saber que benefícios eles trazem para sua saúde. Não é preciso privá-lo de coisas que ele vai ter acesso mais cedo ou mais tarde, como balas, refrigerantes e chips, mas é preciso ensiná-lo que seu consumo desenfreado não lhe faz bem, e que eventualmente podem ser consumidos apenas para saciar a vontade. A criança deve ser estimulada a experimentar todo tipo de alimento natural, e seu consumo deve ser levado a sério, para que cresçam bonitos e saudáveis. Não faça da magreza uma necessidade. Se ele alimentar-se corretamente terá saúde, sendo mais magro ou mais gordo em seu esteriótipo, e isso não faz a menor diferença.

9 - Ao adquiriem habilidade em alimentar-se com as próprias mãos as crianças já podem ser ensinadas a HIGIENIZAR-SE. Ensinando desde cedo sobre a importância da limpeza e sobre os prejuízos e riscos da sujeira, formaremos filhos responsáveis e zelosos de si mesmos e do seu habitat, cumprindo instintivamente com regras simples como escovação dos dentes, lavagem das mãos e depósito do lixo em cestos de lixo.

10 - As crianças devem ter sua AUTO ESTIMA sempre estimulada para que se sintam capazes, queridas, admiradas e principalmente amadas. Elogios são bem vindos, mas nunca em tom comparativo para que se sintam melhores ou mais belas do que alguém. Apenas elogie, vibre, parabenize por coisas que eles produzam, criem ou apresentem a vocês. Isso fará deles pessoas positivas e também estimuladoras de outras pessoas para que todos alcancem o sucesso. Crianças positivas aprendem melhor, gostam de aprender e de apresentar bons resultados, e o seu desempenho escolar será sempre bom, tornando a escola um lugar gostoso para eles. Crianças positivas são seguras de si, não têm complexos e não são presas fáceis do bullying. Mas a sua auto afirmação deve ser estimulada pelos pais, para que tenham sempre uma boa auto estima.

Essas são minhas dicas para a formação de adultos sustentáveis. As ferramentas para se chegar a cada uma delas são muitas, e invariavelmente são dependentes de muito AMOR, dedicação e cumplicidade através dos pais. A religiosidade é muito importante para a formação de um adulto, pois a criança poderá crescer inspirada e condicionada a algo por toda a sua vida. Através da religião ela terá um norte para guiar seus passos e sua conduta. Seguindo uma religião e tendo Deus como seu guia a criança jamais se perderá mesmo diante de percalços, pois saberá que há Alguém a quem recorrer e Alguém que o acompanha silenciosamente a todo instante.

Formando adultos sustentáveis poderíamos, quem sabe em um futuro distante, abolir as cadeias, os reformatórios de menores, a poluição, a guerra, a miséria, o ódio...

E é por isso que acredito que a construção de um mundo melhor cabe aos pais. Se todos fizessem a sua parte hoje não estaríamos reclamando da corrupção, da droga, da poluição e das injustiças sociais.

Nunca é tarde para iniciar a construção de um mundo melhor através de adultos sustentáveis. Promova essa ideia!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A difícil compreensão do mundo moderno

Há quem diga que a sociedade está evoluindo. E eu, sem entender qual a vantagem dessa evolução, pergunto: evoluindo para onde? Para a solidão, para a inflexibilidade, para a independência financeira, para a liberdade individual e para os prazeres da vida a qualquer custo... A ciência está evoluindo, mas a sociedade não. Ela está apenas mudando, e não creio que seja para melhor.

A poesia romântica perdeu o seu encanto com o fim da Noite de Núpcias, da Lua de Mel e do Casamento em sua essência, onde o amor virou paixão, a virgindade virou piada, a fidelidade virou hipocrisia e o matrimônio abençoado por Deus virou apenas uma "união estável", apenas mais um capítulo da história, e não uma história completa. Leia essas palavras do Rei Salomão, a quem Deus deu sabadoria no capítulo 7 de Provérbio.

É por isso que pensam que está cada vez mais fácil construir robôs parecidos com gente, quando na verdade a humanidade é que está ficando mais parecida com robôs: mais produtivos, mais frios, solitários e sem sentimento...  

"O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria." (Provérbio 18:1)

De minha parte permaneço feliz por ser apenas um profissional, marido e pai de hábitos provincianos e que escreve tolices. Porque para mim a Família e seus valores ainda é o bem mais precioso de um homem.

Vamos meditar em nossas vidas e em nossos relacionamentos. É fácil ser feliz, basta seguir a Deus e aprender com a Bíblia e não com os devaneios consumistas dos homens...

Essa é a minha mensagem para hoje e sempre. A todos uma ótima semana!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Minha família, meu tesouro, minha vida...

Essa eu não poderia deixar de contar aqui no meu blog. Na semana passada estávamos assistindo a uma novela quando a filha de um casal, revoltada com o castigo decretado pelo seu pai gritou repetidamente: "Pai, eu te odeio!! Eu te odeio!!".

No mesmo instante, minha filha virou, pulou no meu colo, deu-me um abraço e disse "Papai, eu te amo!".

Criar os filhos com amor, fazendo deles pessoas do bem e que sintam-se amadas não custa nada, está em nossas mãos.

E receber uma declaração espontânea como essa, definitivamente, não tem preço...

Minha família é o meu maior patromônio. Não há presente de Natal que supere a alegria de um lar onde prevaleça o amor todos os dias. 

Deus abençoe você e a sua família!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sim, você faz falta para quem te ama!

Vou compartilhar com vocês um vídeo que me emocionou muito essa semana. Ele mostra cenas de soldados norte-americanos voltando e reencontrando seus filhos em um momento inesperado.

É realmente lindo ver como é gostoso o reencontro de pessoas que se amam, e deixa uma lição: crianças sentem a falta do pai, assim como sentem da mãe.

Podemos escolher entre amar incondicionalmente nossos filhos e conjuge e estar sempre perto deles ou buscar nossa exclusiva satisfação pessoal ou profissional deixando tudo para trás em busca de uma aventura qualquer, logo ali...

Querem cuidar do planeta, da natureza, da água, dos animais, falam em sustentabilidade, etc. Fazem campanha contra o fumo, a maconha, a bebida, o câncer de mama, a defesa do consumidor, a doação de sangue, etc. Mas não tenho visto alguém promover ações pela união e fortalecimento da família, por uma sociedade de valores presentes e enraizados no caráter desde a infância, pela presença do pai e mãe na vida dos filhos. Será que estamos perdendo o foco na velha e boa escala de valores e deixando coisas valiosas que estão bem ao nosso lado perder a prioridade para outras necessidades que serão apenas consequência de nossos atos presentes? Que importância tem o seu filho? Responda você...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A legalização da união de pessoas do mesmo sexo e o caso dos dependentes químicos

Ontem assisti a uma matéria na TV e coloquei-me a pensar a respeito da escala de valores de nossos congressistas.

Vou começar minha linha de raciocínio falando da Natureza, que é o princípio de todas as coisas. A biologia estabelece grupos dentre os seres vivos com características similares entre si, e a eles dá nomes. Identificou-se que alguns seres reproduzem-se de forma assexuada e outros de forma sexuada. Dentre os seres sexuados identificou-se grupos que possuem ambos os sexos, ou seja, possuem aparelho sexual masculino e feminino no mesmo indivíduo e seres que dividem-se entre macho e fêmea, sem os quais não se perpetua a espécie através do cruzamento de material genético masculino com o feminino.

Portanto, a respeito da sexualidade para a função a que se propõe esse organismo, não existe a classificação de um terceiro sexo entre os seres sexuados.

Diante disso, e sei que vou causar alguma polêmica com meu ponto de vista, acho descabido que se consuma tempo e esforços a fim de deliberar sobre o matrimônio de pessoas do mesmo sexo.

Vejam bem, não sou contra (e nem a favor) o homossexualismo, da mesma maneira que desprezo a opção comportamental das pessoas de serem emos, góticos, virgens, skinheads, fashion, ou seja lá o que forem. Mas tornar a opção comportamental de cada um, que é direito individual em uma sociedade democrática, um fato merecedor de discussões no âmbito matrimonial é negar a concepção da natureza humana e até ser complacente com a extinção da própria espécie. Ou casais humanos do mesmo sexo são capazes de gerar descendentes?! Não. Assim, a união matrimonial só deve ser reconhecida se os indivíduos forem de sexo diferente.

Portanto, não é um ponto de vista baseado na Bíblia, mas na lei da natureza. Que pessoas do mesmo sexo se amem e sintam-se bem vivendo e coabitando entre si, não vejo nenhum problema. Mas reconhecer essa união como um matrimônio legal acho fora de questão, assim como não concordo com a adoção de crianças por quem não tenha um casamento estável composto por um pai e uma mãe. Se existe fila de espera quilométrica para famílias que querem adotar filhos, a burocracia é enorme para isso, até há quem "exporte" ilegalmente crianças para famílias de outros países, por que então ceder a guarda de crianças para pessoas solteiras ou casais do mesmo sexo?!

Acredito que a luta por respeito e aceitação do homossexualismo é legítima. A forma de vida de todas as pessoas deve ser respeitada, desde que não venha a oferecer risco ou algum impacto na vida dos demais através de violência ou formas de influência, como no caso dos dependentes químicos. Mas entre respeitar o homossexual e ao mesmo tempo concordar que sejam denominados casais legítimos há uma grande diferença.

Dependente Químico

Cogita-se também aliviar a lei a favor dos dependentes químicos, sob o pretexto de que o combate à droga vem promovendo enormes investimentos públicos sem oferecer nenhum resultado efetivo.

Em nossa cultura decadente, como bom país de terceiro mundo que somos, tolerar o consumo de drogas "leves" como a maconha parece ser uma possibilidade, e possui até um lobby de membros do governo a esse favor. Mas para a sociedade essa medida terá o efeito de uma bomba radioativa: causará danos irreversíveis e crescentes. Aumento no número de usuários, aumento no número de crianças sem controle dos pais, aumento do número de assaltos (para a manutenção do consumo diário), aumento da evasão escolar... e por aí vai.

Assim, fica aqui o meu protesto para as pautas do governo que fogem dos interesses da coletividade: Se estivéssemos com as discussões em dia acerca da qualidade do ensino, da geração de emprego através do desenvolvimento geograficamente descentralizado, da boa infraestrutura logística (qualidade das estradas, portos e aeroportos), da revisão do código penal, da conclusão da nova lei fiscal, da viabilização da rede pública hospitalar, etc, etc, etc, daí sim poderíamos entrar em questões menos relevantes, como a criação de leis para atender aos desejos pessoais do grupo homossexual ou aos desejos de legalização de entorpecentes para arrecadação de mais impostos federais na venda de maconha e economia dos gastos com segurança e casas de recuperação.

Francamente...

terça-feira, 19 de abril de 2011

O tabu da Superproteção dos filhos

Tenho participado de alguns fóruns sobre o desenvolvimento dos filhos e vejo bastante conflito de idéias no que refere-se à superproteção. Existe uma teoria a ser melhor desbravada, que é a definição de "Superproteção". Alguns acham que conduzir o desenvolvimento de um filho e privá-lo daquilo que pode "ensiná-lo" sobre os dissabores da vida é uma forma de superproteção.

Eu tenho comigo que tudo aquilo que for possível fazer para reduzir o nível de stress de uma criança pode ser feito. Se você pode apresentar-lhe filmes e lições de companheirismo e amizade, por que apresentar guerra, luta e conflito? Quanto mais puder retardar o aprendizado daquilo que nós todos concordamos que é o câncer da humanidade, melhor para ele. Que muito ser humano é vigarista, ladrão, trapaceador, individualista... deixe isso para depois. Vamos falar das coisas boas e façamos deles seres humanos éticos, decentes, justos desde crianças. É assim que se forma um mundo melhor.

Alguns dizem que carregar criança no colo é mimo, outros dizem que é amor. Eu li em um livro que não existe limite para amar uma criança, e que você pode sim carregar seu filho de até 2 anos sem medo e à vontade que isso não vicia e, ao contrário, aumenta seu senso de segurança e maturidade. Vai lhe fazer bem quando adulto, não é superproteção.

Podemos ensinar crianças sobre o certo e o errado de forma direta sem ser superprotetores, mas também sem sermos relapsos. É possível ensiná-lo a não bater nos coleguinhas ao mesmo tempo em que o matricula em uma escola de judô. É possível ensiná-lo a ser competitivo e buscar a vitória e ao mesmo tempo dizer-lhe que perder também faz parte da vida. É possível ensiná-lo a ousar e também dizer-lhe onde está o perigo. Podemos ensiná-lo qual é a diferença entre debater e discutir, mostrando que no primeiro caso considera-se e respeita-se a opinião alheia enquanto expõe a sua, e no segundo caso não...

Filhos maduros são formados com a responsabilidade da conversa e da confiança incondicional. A cumplicidade entre pai e filho é um bem para toda a vida, e nesses casos, por medo de ser "superprotetor", muitos acabam sendo omissos e criam uma distância entre eles criando aqueles filhos que falarão com orgulho depois de grandes: Eu aprendi com a vida!


 Enquanto isso outros falarão com o mesmo orgulho, porém sem os arranhões: Eu aprendi com meu pai...

 Bom feriado a todos!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A sociedade tem cura!

O trabalho nos proporciona a cada dia novas experiências. Em minha recente imersão no RH de nossa rede de supermercados a fim de promover uma mudança de choque em todos os processos relacionados à gestão dos recursos humanos, passei a realizar pessoalmente as entrevistas de recrutamento com a presença de nosso psicólogo, com o objetivo de readequá-lo para um processo mais complexo de análise do perfil do candidato x perfil da vaga oferecida.

Nessa empreitada, para a qual tenho dedicado meio período do meu tempo todos os dias, já tive a oportunidade de entrevistar uma média de 30 pessoas nos últimos 10 dias, e confesso que, apesar de não ter preenchido todas as vagas que precisava, já pude me impressionar com um aspecto que me chamou muito a atenção.

A surpresa positiva é o fato de que muitos dos entrevistados, e diria até que trata-se da maioria deles, não fuma cigarro e não bebe bebida alcoólica. A estatística é muito boa, pois a diversão dessa gente, pessoas de classe social humilde e com formação escolar máxima de segundo grau, é fazer programas familiares e caseiros, além de um futebolzinho com amigos e visitas regulares à igreja.

O mais curioso é que muitos deles foram criados apenas pela mãe, de vida difícil e suada, mas que conseguiram criar e fixar valores importantes para suas vidas. Alguns disseram até que suas mães controlavam quem eram seus amigos e com quem poderiam andar por aí.

Digo isso com grande satisfação, pois costumava ver um rumo triste para a nossa sociedade devido a falta de uma criação adequada dos filhos, os quais entram facilmente no mundo das drogas por influência dos amigos da vizinhança e da escola, tendo sido pouco preparados para o mundo pelos próprios pais. Após tornar-se dependentes químicos entram numa faca de dois gumes, pois, mesmo querendo, não conseguem se livrar do vício facilmente. E enquanto isso precisam continuar a comprar para consumir... com dinheiro que não têm. E aí iniciam os pequenos furtos, que terminam em crimes cada vez mais maiores.

O que vi de positivo nos entrevistados não foi o fato de não beberem ou não fumarem, mas que receberam influência positiva sobre isso, pois esses hábitos podem ser uma iniciação ao alcoolismo e ao consumo de drogas. Portanto, abster-se de vícios sempre será uma ótima recomendação aos filhos.

As pessoas que entrevistei e que admirei são em sua maioria de pouca escolaridade e de classe social D e E.

Por isso repito aqui uma afirmação que fiz a uma candidata que debateu comigo o tema "sociedade": o problema da criminalidade não está relacionado à pobreza. Refere-se muito mais à educação familiar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A conduta da família como o reflexo da sociedade futura

Que relação tem a família com o desajuste da nossa sociedade, baseado no aumento da criminalidade, tráfico de drogas e jogo de influências? Estou escrevendo esse post estimulado por uma opinião antiga que tenho sobre o valor da família na sociedade e também pelo artigo Educar da Carol Sakurá no blog do Léo Argônio, meus grandes amigos internautas.

O fato é que nossa sociedade vai de mal a pior, e meu otimismo segue sucumbindo, já naquele estágio de "vou cuidar da minha vida porque já cansei de me preocupar com a sociedade". Mas acho que posso ser menos egoísta do que isso. Acho que podemos brigar mais para tentar construir uma "sociedade sustentável", aquela que não se auto-destrua com o passar do tempo.

Explico melhor:

Como resolver o problema da criminalidade? Antecipando-se ao problema e impedindo o surgimento de novos criminosos...

Como resolver o problema das drogas? Antecipando-se ao problema e impedindo o surgimento de novos usuários...

Como resolver o problema da injustiça? Antecipando-se ao problema e introduzindo-se a educação e os valores sociais desde a infância...

Simples assim. Do mesmo jeito que se previne a gravidez indesejada utilizando a camisinha. Do mesmo jeito que se previne a paralisia infantil através da vacina. Do mesmo jeito que se previne a obesidade através da alimentação correta. Mas como fazer isso, se já distribuímos panfletos explicativos, fazemos propagandas sensacionalistas na TV, colocamos fotos chocantes no maço de cigarro, proibimos a venda de bebida alcoólica a menores e damos palestras sobre drogas nas escolas, e nada disso funciona?

O plano é o seguinte: abriremos concurso público para assistentes sociais, pedagogos e teólogos e daremos treinamento sobre como educar uma criança e prepará-la para a vida adulta.

Está mais do que claro que as famílias já não têm mais a mesma estrutura de antigamente. Mães criando filhos sozinhas; filhos crescendo sem a presença materna na maior parte da sua infância; mães que passam 3 horas no trânsito e trabalham de dia para trazer algum trocado a noite para a manutenção da casa... o mundo não é mais o mesmo, e a sociedade já não é mais formada por uma mãe dona de casa e um pai provedor de recursos.

É preciso compreender que existe uma nova necessidade social: a necessidade de se preparar um pai e uma mãe para que cumpram suas rotinas e ainda consigam dar foco à educação do futuro cidadão em formação.

Quantos pais e mães não sabem como lidar com os problemas do filho em cada fase de seu crescimento? Milhares... Filhos problemáticos em sua maioria são frutos de pais desorientados, mal preparados e imaturos para a condução da educação, daquela educação que a escola não ensina (e nem é o papel dela).

O que espero de nossos governantes é que interpretem melhor os problemas do presente e tratem não apenas das punições de infratores, mas da educação dos pais, que são os primeiros e principais educadores e formadores de cidadãos. O futuro de uma sociedade sadia está 100% nas mãos dos pais de hoje.

Daí vem a proposta social. Através da contratação maciça de uma equipe de profissionais qualificados (assistentes sociais, pedagogos e teólogos), iniciaríamos um projeto de educação familiar desenvolvido nas associações de bairro de cada cidade, gratuito para toda a sociedade. O programa ofereceria cursos em forma de palestras com programação específica para cada etapa do desenvolvimento de uma criança, considerando-se a idade de 0 a 18 anos, onde adquire-se a maioridade. O curso não teria fim, seria repetido à exaustão, pois cada etapa do programa deverá ser aproveitada por todas as mães, cujos filhos crescem e a mãe necessita de novas informações, enquanto novas crianças vão nascendo e crescendo.

Esse programa proporcionará ganhos sociais incalculáveis no prazo de 10 anos, algo que será visível no âmbito mundial: um Brasil melhor e mais seguro para se viver, formado por pessoas maduras, conhecedoras e praticantes de valores sociais. O programa também disponibilizaria os educadores para consultas pessoais, com hora marcada, para mães e pais que necessitem de orientações diversas, pois cada criança tem a sua necessidade, e algumas delas precisam de programas específicos de educação e reeducação.

Chega de Criança Esperança! O problema não está nos filhos... Precisamos de pais educadores, pais preparados e conscientes para criar seus filhos.

Parece loucura isso? Pode parecer, mas basta querer. Se demorar a acontecer vamos continuar a nos lamentar das mazelas de nossa sociedade, dando mais audiência ao Datena do que à Super Nanny. E assim caminha a mediocridade...

O próximo passo é levar essa ideia a quem tenha alguma influência no congresso nacional... ou fundar uma ONG, o que demandaria 100 anos para solucionar o mesmo problema. Enfim, para tudo há um começo... a sorte está lançada.

Nota: Em Portugal existe da Associação para o Bem Estar Infantil que implantou o projeto Escola de Pais, no qual procura-se desenvolver um projeto em direção parecida com minha proposta, porém mais focada à educação infantil.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quem ama corrige

Essa semana tive que colocar em prática o velho e bom castigo lá em casa. Quem tem filhos sabe o quanto é melindroso trabalhar a educação dos pequenos. Por mais bonzinhos que sejam, criança é sempre criança e aprontam das suas.

A minha pequena é uma criança que me enche de orgulho, realmente uma boa filha que nos dá muitas alegrias. Contudo, como toda criança, tem suas manias. Uma dessas manias que venho tentando tirar é fazê-la parar na mesa na hora das refeições, e principalmente comer com as própias mãos.

Já vai fazer 5 aninhos, e não acho um bom hábito precisar ficar dando colheradas na boca e chamando o tempo todo para voltar à mesa... está na hora de começar a comer sozinha, junto de nós. E então estávamos adotando a prática de conscientizá-la: se demorar muito a comer vai ficar sozinha na mesa até acabar a comida. Não pensem que faço isso apenas conversando, pois ninguém é de ferro, e todo dia ficava irritado com aquela impressão de que ela estava nos fazendo de bobos não se comportando.

Então na segunda-feira avisei a ela que se não acabasse de comer até a hora de ir pra escola, não iria, ia ficar em casa com a babá. Dito e feito... ela não comeu até a hora de se arrumar para sair. Cumpri meu combinado e deixei-a em casa, mas com um agravante: iria ficar sentada numa cadeira da sala e só iria sair de lá para comer o lanche da tarde e ir ao banheiro. Ela não contava com esse castigo. Nada de TV e nem brinquedos. E ainda disse que não iria mais deixa-la assistir TV até que aprendesse a comer sentada e sem enrolação.

O castigo deu resultado, e já no outro dia ela estava toda animada, fazendo o que pedi. Claro, não com tanta convicção, mas parou de fazer palhaçadas na hora de comer e estava bem mais controlada. E assim continua, pois sabe que cumpro a ameaça e ponho de castigo sem dó. Liberei a TV na quarta-feira.

E isso não diminui o nosso amor, o nosso apego, as demonstrações de afeto a todo instante, pois ela é muito carinhosa conosco e nós com ela.

Uma coisa eu tenho comigo: criança desobediente, arteira e sem limites é normal. O que não deve ser tolerado é criança que não respeita pai e mãe e pais que não se fazem respeitar. Se você perder o respeito e não conseguir controlar seu filho desde a tenra idade, pode se preparar para conviver com um adolescente que vai dar trabalho...

Aproveito para deixar uma canção do DVD infantil "Diante do Trono", que a Ana Clara ganhou do vovô e que nos ajuda também na educação para uma criança boa e feliz.

Quem ama corrige
de Ana Paula Valadão Bessa

Quem ama, corrige os seus filhos
Quem ama, corrige os seus filhos

O pai que ama,
Cedo disciplina a criança
Quem ama, corrige os seus filhos
Quem ama, corrige os seus filhos

Que menininho lindo
Mas pode virar um monstrinho
Todo o cuidado é pouco
Ensina seu filho de pertinho

Quem ama, corrige os seus filhos
Quem ama, corrige os seus filhos


"A estultícia está ligada ao coração da criança,
mas a vara da disciplina a afastará dela" Pv 22:15

"O que retém a vara, aborrece o seu filho
mas o que o ama, cedo o disciplina" Pv 13:24

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

É namoro ou casamento?!


Pessoal, hoje estava lendo o site de um amigo e um texto me chamou muito a atenção. Tratava da união estável, ou um novo modo de se dizer "casadinhos", perante a lei. O texto de Luiz de Andrade Shinckar, advogado e consultor renomado baseado no estado de São Paulo, foi tão perfeito e tão contundente que vou reproduzi-lo praticamente na íntegra para sua leitura:

"Atualmente, é tênue a linha que separa um namoro moderno da expressão nada charmosa “união estável”.

Para proteger seu patrimônio individual, muitos casais decidem traduzir o amor para a linguagem legal e criam contratos de convivência. Outros, que querem fugir do estigma de “quase casados”, optam por contratos de namoro.

Ambos não são nada românticos, mas podem ajudar a manter a civilidade quando a relação, infinita enquanto durar, chegar ao fim.

Em tempos em que expressões como relacionamento aberto, namoro virtual e ficar caracterizam as relações sentimentais entre duas pessoas, é difícil atribuir um nome a uma união.

Mas, não se engane. Perante a lei, mais especificamente o artigo 1.723 do Código Civil, um relacionamento é facilmente enquadrado como união estável.

Basta que duas pessoas sejam vistas como um casal sólido e com pretensão de constituir família, dividam responsabilidades e tenham participação financeira na vida do outro.

Viver sob o mesmo teto não é essencial, mas ajuda a caracterizar a união. E não há um prazo mínimo de duração para o relacionamento ser considerado como algo legítimo (no passado, eram necessários cinco anos).

O que importa são as circunstâncias, e não o tempo que um casal está junto. Se o relacionamento for público, notório e demonstrar a intenção de ser constituído um núcleo familiar, a união estável é configurada.

Nesse caso, o casal tem duas opções: confiar no bom senso mútuo ou fazer um contrato de convivência, atestando o relacionamento como união estável. É a escolha mais acertada para os que querem fazer um test-drive e morar juntos antes de colocar a aliança.

Assim, podem escolher o regime de bens como se fosse em um casamento: separação total, comunhão universal ou parcial de bens. Ao optar pelo primeiro regime, os bens saem intactos após a ruptura.

E o que foi adquirido durante a relação é dividido de acordo com a vontade de ambos. Se não houver contrato, caso uma das partes entre na Justiça e consiga comprovar união estável, o regime aplicado é o de comunhão parcial.

Nesse caso, tudo que for adquirido pelo casal durante o período em que estiverem juntos deverá ser partilhado. Nessa conta, entram imóveis, automóveis, novas aplicações e o rendimento do dinheiro investido durante a relação.

Para empresários e investidores, esse tipo de contrato pode solucionar muitas dores de cabeça. Heranças e doações não entram na divisão. Se um deles herdar uma quantidade de ações, vendê-las e comprar um imóvel com esse dinheiro durante a união, o bem não será dividido.

Já para os namorados de famílias abonadas que querem deixar claro perante a lei que se trata apenas de um namoro existem contratos específicos. Na verdade, são declarações que atestam que o relacionamento não é uma união duradoura, com divisão de despesas nem moradia conjunta.

No entanto, o papel não possui validade alguma caso um dos pombinhos prove o contrário.

Se, apesar do contrato de namoro, o casal viver uma união estável, o documento tem validade nula.

Mas, para proteger a saúde do relacionamento sem ter que apelar para a legislação, a melhor forma é o bom senso.

Manter vidas, casas, contas e despesas separadas podem garantir a longevidade da relação e, quem sabe, o futuro e real casamento.

Veja os fatos que, se comprovados, caracterizam uma união estável: pagamento em conjunto de contas e despesas; dependência econômica de uma das partes em relação à outra; aquisição de bens (imóveis, automóveis, etc.) durante a união; ser visto pela sociedade como um casal com intenções de constituir família; ter filhos; morar juntos."

 
Muitos de vocês já sabem o que penso sobre o casamento, sou conservador e romântico, a pesar de reconhecer os fatos... acho que a legislação tornou-se um mal necessário diante de tanta frieza e incapacidade de relacionar-se que assola a humanidade. Não faço aqui uma crítica dirigida aos separados, mas compreendo que os rumos da sociedade moderna levaram os casamentos a se tornarem extremamente frágeis.
 
A traição continua tão frequente quanto sempre foi, mas a intolerância e a auto suficiência feminina lhe dá hoje condições de não mais passar pelo pífio papel de "esposa", daquela que tira as meias do marido ao final da tarde a faz de conta que não sabe de suas peripécias. A mulher de hoje não se rende e vai a luta, e se não se faz respeitar, se tem violada a sua honra, vira as costas e segue sozinha o seu caminho, pois é capaz de se sustentar financeiramente. E o homem algumas vezes faz o mesmo, e outras vezes faz besteiras e vai para a cadeia.
 
Mas tudo isso está certo ou está errado? Responda você mesmo. Pegue um dicionário e leia o significado da palavra AMOR... ele ainda é o mesmo de sempre.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Seu filho fala a sua língua?

Engraçado que hoje num final de reunião de trabalho fiz um comentário a um colega dizendo que até minha filha saberia o que fazer com determinado funcionário indisciplinado. Depois disse que de tanto conversar com minha esposa sobre as coisas do trabalho, inclusive na hora do almoço, daqui a pouco minha filha de 4 anos vai acabar pegando os jargões para o seu dia a dia. Mas essa conversa me colocou a pensar...

E logo comecei a imaginar a seguinte situação. Eu lendo a Bíblia ilustrada infantil para ela, igual fiz na noite passada, e ouvindo os seguintes comentários dela:

Pai - E a serpente tanto insistiu que Eva acabou comendo uma maçã da Árvore Proibida.
Filha - Nossa papai, merceria uma advertência e demissão por justa causa...

Pai - Naquela noite Noé teve um sonho que o mandava construir uma grande barca.
Filha - Sozinho? Por que ele não contratou uma consultoria especializada para recrutar operários?

Pai - E então os irmãos de José o venderam como escravo para uma caravana de mercadores do Egito.
Filha - Propaganda enganosa, né papai...

Pai - E o rei ficou tão satisfeito com a interpretação dos sonhos que transformou José no governador de todo o Egito.
Filha - Sem nenhum processo seletivo? Mas ele tinha perfil para governador ou foi na base do QI (Quem Indicou)?

Pai - E assim Moisés fugiu do Egito e abrigou-se no deserto.
Filha - E foi baixado do sistema de folha de pagamento por abandono de emprego, né papai...

Pai -  Moisés e Aarão foram conduzindo todo o povo israelita para a Terra Prometida.
Filha - Aarão foi quem planejou a logística da viagem? Por que não fretaram uma Van para levar o povo?

Pai - E Moisés subiu no monte para falar com o Pai.
Filha -  É, porque lá no alto o sinal do celular pega melhor.

Pai - E assim o menino Samuel foi deixado com o sacerdote Eli para servir na sinagoga.
Filha - Porque ele trabalhava como menor aprendiz, né papai...

Pai - Para alimentar a multidão os apóstolos conseguiram somente cinco pãezinhos e cinco peixinhos.
Filha - O supermercado estava com ruptura na área de vendas, por isso eles só compraram poucos pãezinhos e poucos peixinhos, papai?

Pai - E após negar a Cristo pela terceira vez Pedro ouviu o galo cantar.
Filha - Demissão por justa causa, né?


Enfim... esse diálogo improvável para muitos pode perfeitamente ocorrer a qualquer momento lá em casa. Uma criança que absorve tudo o que ouve, e quase tudo o que ouve dos pais são assuntos relacionados ao trabalho, com certeza vai enriquecer seu vocabulário infantil com palavras típicas do mundo corporativo. Ninguém merece... é hora de rever nossos costumes.

E você, tem falado predominantemente o quê na presença dos seus filhos?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dois mundos tão diferentes...

Só para constar, não podia deixar de registrar esse diálogo em família durante horário de almoço lá em casa. Quando o casal é administrador de profissão, quase sempre tudo o que se conversa em casa são assuntos relacionados ao trabalho. Se isso é bom... acho que não. A cabeça não descansa, mas é inevitável o bate papo sobre o dia a dia do trabalho.

Hoje falávamos da programação do balanço nos depósitos das lojas, como estaríamos nos programando para isso e o que precisaríamos fazer para dar tudo certo. De repente Ana Clara interrompeu e soltou essa:

- "Para fazer um balanço é fácil, é só ter as cordas..."

Caímos na risada e lembrei daquela música tema do desenho do Tarzan, da Disney, cantada por Ed Motta, chamada "Dois Mundos", onde muitas vezes nos esquecemos que numa mesma mesa existem cabeças que parecem viver em dois mundos tão diferentes... Será que temos deixado um pouco o nosso mundo para passear pelo mundo do outro de vez em quando? Temos respeitado o mundo dos outros, segundo a realidade de cada um? Talvez muito pouco, deveríamos pensar um pouco mais sobre isso...


Tenha fé em tudo que acredita
Dois mundos distintos são
Deixa o seu destino agir
Guiar seu coração

O paraíso sem igual
Num mundo cheio de amor
Viver assim traz tanta paz
As pegadas sobre areia fina

Dois mundos distintos são
Deixa o seu destino agir
Guiar seu coração

Vou sobre as árvores viver
A família ver crescer
Viver assim traz tanta paz
Ter coragem, recomeçar

Com toda sua força
Reconstruir um novo lar
Na vida que segue
Perigos vai encontrar

Palavras não curam a dor
De um coração que se partiu
Mas não é o fim
Só basta crer

Alguém agora está chamando
Dois mundos distintos são
Deixa o seu destino agir
Guiar seu coração

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Meu filho, eis aqui o mundo como ele verdadeiramente é

Vejam isso...

Eu não sei qual é o limiar entre a verdade, a realidade e a lucidez, mas vendo esse cartoon, de autoria de Quino (argentino criador da personagem Mafalda), coloquei-me a pensar mais uma vez na educação de nossos filhos.

Num post que escrevi em agosto do ano passado, relatei um fato protagonizado pela minha filha acerca do bem e do mal, e agora volto a essa questão. Não é uma crueldade colocarmos nossos filhos frente a frente com as mazelas vergonhosas com que se desenvolve a humanidade?

Alguns acham que sim, devemos apresentar o mundo aos filhos para que não sejam pegos de surpresa. Mas colocando-os a conhecer o mal desde a tenra idade, não estaremos condicionando suas mentes a conviver, aceitar e praticar o mal como se isso fosse normal?

Qual a criança que terá maior chance de mudar o mundo: a que assistiu Ben 10 ou a que assistiu Barney (o dinossauro roxo)? A que assistiu o depressivo e derrotado Bob Esponja ou a que assistiu os amigos Backyardigans?

Eu penso que a idade pré-escolar tem grande influência na formação da personalidade, do caráter e dos valores das crianças, e por isso acredito que o filtro dos pais com relação às informações que elas recebem deve ser minuciosamente elaborado para que se forme um cidadão pacífico, socialmente correto e justo.

Em resumo, minha tese é de que a criança deve aprender e conviver full time com o bem, para que no momento certo se sinta incomodada, e não acostumada com o mal.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Escola para filhos de pais ausentes

Nessa segunda-feira tive a felicidade de ver postado mais um texto meu num dos sites de maior credibilidade na área de estudo comportamental das gerações, especialmente a Geração Y, de minha net-amiga Eline Kullock, o Foco em Gerações.

Em contato frequente com os profissionais do Grupo Foco, hoje Manuela Mesquita convidou-me a postar o artigo Escola para filhos de pais ausentes: um novo nicho de mercado, o que alegrou-me muito, e gostaria de compartilhar com vocês.

Acessem o link, espero que gostem.

Grande abraço a todos!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mulheres independentes: antes sós do que mal acompanhadas

Ontem estava assistindo ao Jornal da Record quando vi uma matéria falando sobre o grande número de mulheres que decidem viver sozinhas... e estão muito felizes assim!

Nos casos entrevistados, as mulheres vinham de casamentos frustrados, e uma vez com os filhos crescidos e vivendo suas vidas, decidiram encarar como um benefício a qualidade de vida pós-divórcio.

Os argumentos de tal felicidade giravam em torno da liberdade de ir e vir, da facilidade de viver ao seu tempo e cuidar exclusivamente de si na casa. Poder viver sem dar satisfações a ninguém parece ser um grande ganho de qualidade de vida para essas pessoas.

Fiquei matutando nessas informações, e confesso que de certa forma concordo que há sim um ponto de razão em ser dono do próprio nariz. Mas continuei matutando, tenho essa mania, e comecei a ponderar: não estaria o ser humano perdendo a sua habilidade de conviver, respeitar e tolerar a individualidade do outro? Será que o homem, metido a garanhão conquistador assumido, não passou dos limites naquilo que ele considera um diferencial de masculinidade ter relacionamento com mulheres fora do casamento, e agora está pagando o preço por desonrar sua companheira legítima?

É evidente que as mulheres de hoje já não são mais reféns do sustento do seu homem. Elas trabalham, conquistam seu espaço, possuem bons empregos e podem sim se abster de tolerar e cuidar do falso-esposo, o amante de ocasião ao seu lado.

Parece que estamos entrando na Era das “pessoas que não sabem amar”. Uns não sabem amar porque não honram sua companheira, aquela a quem jurou amor eterno e exclusivo no altar. Outros já não querem nem tentar amar, com a certeza de que não vale a pena esperar por uma futura desilusão.

A falência da instituição familiar é a grande causadora do caos social que se instalará no passar dos anos.

Cabe a nós aprender a conviver com a novidade, mas não sem antes lutar contra isso. Porque mesmo contrariando as estatísticas, eu acho que viver junto ainda é muito mais gostoso do que viver sozinho...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O amor, o alicerce da vida para o sucesso profissional

O bambu chinês é uma planta nativa do Oriente.

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.

Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.

Se não estivesse preparado para crescer 25 metros, o bambu não suportaria seu próprio peso durante o crescimento.

Assim são os novos profissionais no mundo dos negócios. Muitos estão buscando o crescimento rápido, tornando-se líderes, chefes e assumindo responsabilidades pesadas diante de grandes organizações. Mas estão preparados para isso?

Você já se conhece como pessoa, está fundamentado com princípios, planos e objetivos bem estruturados, ou é a busca incondicional por bens e posses que norteia a sua vida?

A mídia vem promovendo a idéia de que os jovens modernos já não se interessam por vínculos familiares, ou seja, é bacana e atual viver sozinho e com todos ao mesmo tempo. Ser livre para ir e vir, cada um tem várias mulheres e cada uma tem vários homens... mas oficialmente ninguém tem a ninguém, ninguém deve nada a ninguém. Todos levam uma vida de sonhos, têm seu carro, seu flat e sua liberdade... mas não possuem raízes, algum vínculo com a terra firme.

Conseguirão se fortalecer como pessoa sem desenvolver em si alguns sentimentos próprios do ser humano? É possível amar alguém vivendo tão superficialmente seus relacionamentos? É possível desenvolver-se como pessoa sem viver intensamente o amor?

Sigo na idéia de que a família, assim como a coluna, é um alicerce que não tem época, é atemporal, sempre existiu e sempre deve exisitir para dar equilíbrio à vida do homem.

Vou finalizar com um versículo bíblico para sua meditação:

Eclesiastes 9:9 Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã; porque este é o teu quinhão nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol.

Saúde e sucesso a todos!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carreira x casamento: a família perdeu o seu valor?

Recentemente participei de um bate papo com amigos empreendedores que abriram uma discussão demonstrando que os divórcios estão cada dia mais frequentes na vida dos executivos.

O colega headhunter Aristides Girardi disse em um dos trechos de seu texto: "esta semana conversei com mais ou menos 90 executivos e executivas, quase 100, e fiquei impressionado com a quantidade de divorciados ou divorciandos que tive o prazer de conhecer e conversar durante os processos, buscas e abordagens, normais no dia a dia de um headhunter".

Um dos que comentaram, o amigo Danilo Silva Pinto, complementou com muita sabedoria: "trata-se, na minha opnião, de uma grande crise de valores. Primeiro porque as empresas estão cada vez mais exigentes e as metas obrigam os executivos a se entregarem cada vez mais. Segundo, porque o casamento hoje deixou de ser uma escolha emocional, cercada de romantismo e religiosidade, para ser um negócio, no qual a satisfação de ambas as partes é crucial para a manutenção da relação".

E complementou: "
Agora imaginemos que um executivo, que trabalha 12, 18 horas por dia e levou uma vida inteira para desenvolver a carreira se veja em face de decidir entre esta e o casamento. O que eu defendo é o jogo limpo com o parceiro(a), no qual se deve deixar claro o estilo de vida possível na carreira que escolheu e as renúncias que se tem de fazer na vida pessoal".

E o último trecho que quero reproduzir é :
"Não se pode pedir à organização que compreenda seus problemas pessoais, nem tampouco esperar que os pares e chefes estejam disponíveis para ajustar as condutas da empresa ao casamento do executivo. Já da esposa ou do esposo, espera-se compreenção e participação, de modo que é mais fácil ajustar a vida pessoal à profissional que o contrário. Isso me leva a crer, que se colocado na condição de decidir entre o casamento e a carreira, a maioria vai escolher a segunda, até mesmo porque, se a esposa ou o esposo não está comprometida(o) com você a ponto de lhe colocar no canto da parede, nada garante que não vá pular do barco lá na frente".

E
u tenho opiniões muito próprias a respeito do casamento, onde a bênção de Deus para que o casamento só termine pela morte não deveria se tornar um juramento hipócrita (com o perdão da palavra...) na vida do casal como vem se tornando na sociedade moderna.

Contudo, não julgo e nem recrimino os divorciados, esse é um princípio meu, pois compreendo que a sociedade caminha para a individualidade, mesmo com todas as tentativas de uma vida a dois (além dos filhos), normalmente frustradas por motivos diversos.

Se pudesse convencê-los de meu ponto de vista conservador e antiquado, diria que nada deve superar a importância da vida em família, pois o trabalho faz parte da vida, e não o inverso... quem sentirá falta da harmonia do casal legítimo serão os filhos, pois a separação configura uma quebra no papel antropológico de cada membro de uma família com suas atribuições e funções no amadurecimento social e intelectual de nossas crianças.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O presente que Deus me deu...

Hoje quase quis desanimar. O cansaço acumulado, as mazelas do dia a dia, parte da rotina capitalista de qualquer um que trabalha.

Mas tive a felicidade de mais uma vez levar minha filha na escola, meu pequeno tesouro, e lá me entreguei na alegria de uma criança.

Na porta da escola estava a maior festa: todos os funcionários fantasiados, pintados e recepcionando os aluninhos que chegavam, fotografando e registrando uma comemoração antecipada pelo dia das crianças, com muita música, bexigas e alegria.

O momento só não era mais contagiante do que a própria alegria de minha filhinha, que não conseguia se conter ao ver a Emília e a Branca de Neve lhe abraçando e beijando com aquele sorriso gostoso... e chegando em sua salinha de aula contava com entusiasmo para a professora e os amiguinhos que na porta da escola estava cheio de palhaços!!

Então voltei ao meu trabalho agradecendo a Deus pela minha família... pelos meus 13 anos de casado, pela minha amada esposa, por todas as dificuldades que passamos e superamos, pelo nosso bom emprego, pelos 7 anos de espera por um filho e finalmente o grande presente, a maior bênção que um casal pode receber: nasceu essa criança que transformou a nossa vida.

Minha filha é a maior alegria de nosso lar, e eu agradeço a Deus todos os dias pela presença dela junto de nós. Que Deus te abençoe, minha pequena Ana Clara...

"As pessoas + felizes sabem que o entusiasmo vive dentro delas e o segredo para uma vida gratificante é encontrar formas de inserir mais daquilo que amam no dia-a-dia de sua existência"