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quarta-feira, 4 de julho de 2012

EC Vitória muda a camisa por cidadania

Essa notícia é de tirar o chapéu! O time bahiano EC Vitória, em parceria com o Hemoba (Hemocentro da Bahia), iniciou um projeto de cunho social buscando interagir com sua torcida em busca de promover a doação de sangue.

Segundo matéria publicada no AdNews, por meio da campanha “Meu Sangue é Rubro-Negro”, o time passa a entrar em campo com uma camisa alvi-negra e, a cada jogo, conforme a população doar sangue, o vermelho volta à camisa dos jogadores. A proposta e intermediação entre o banco de sangue e o time foi viabilizada pela área de marketing esportivo da Leo Burnett Tailor Made.

Para o presidente do Vitória, Alexi Portela, a campanha conscientiza a torcida da importância de doar sangue e reforça o engajamento do clube em ações sociais. “Queríamos fazer algo a mais do que apenas pedir para os torcedores doarem sangue. Com essa iniciativa, os rubro-negros participarão mais ativamente da campanha e perceberão a importância de um gesto como esse, que pode ajudar a salvar inúmeras vidas”, afirma.

Assim, diante de um gesto inovador que transforma o Vitória em uma referência para o bom uso do esporte como atividade promotora de entretenimento, saúde e apoio à sociedade, quero convidar meus leitores a visitarem esse link e compartilharem o projeto em suas redes sociais: www.meusanguerubronegro.com.br .

Enquanto alguns clubes não conseguem controlar a cólera da rivalidade de suas torcidas, o clube bahiano e seu torcedor mostram ao Brasil inteiro como é que se faz esporte de qualidade.

Parabéns EC Vitória por essa nobre iniciativa!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O esporte profissional que passou de diversão para ideologia

É assustador isso. Uma torcida que intitula-se um "bando de louco" parece que já não tem mais esse grito como uma metáfora, mas como um adjetivo. E qual a origem disso? O que leva o torcedor de um clube a tamanho fanatismo a ponto de agredir atletas e comissão técnica na ocorrência de um fracasso?

Primeiro, a violência no futebol não é uma exclusividade de um ou dois times. A torcida do Atlético-MG já mostrou sua intolerância ao torcedor adversário com a mesma força bruta que a do Coritiba nesse início de 2011. Mas nada comparado à violência já demonstrada aos atletas dos clubes como em episódeos recentes envolvendo Flamengo, Palmeiras, Santos, e agora o Corinthians.

A diferença está na rivalidade entre torcedores, que infelizmente termina em morte por motivo de provocação mútua, e no fanatismo de outros torcedores que os torna inconsequentes diante de um resultado negativo dentro de campo.

Mas existe aí uma parcela de culpa de ordem administrativa por parte dos clubes. É papel do departamento de marketing promover a paixão cega do torcedor para a vendas dos produtos licenciados, a fim de gerar renda e presença nos estádios.

Porém, o fenômeno visto no Corinthians desde o seu rebaixamento no Campeonato Brasileiro foi o de transformar o torcedor numa espécia de Senhor, para quem o elenco e o clube devem satisfação e submissão em troca de apoio irrestrito, o que tornou o que já era fanático num possuidor com direitos de julgar e punir.

Com isso o clube realizou investimentos de alto risco, incitou a rivalidade desmedida e a paixão irrestrita pelo time sem distinguir que o clube é uma instituição e o atleta uma ferramenta de trabalho. O mesmo jogador que atua hoje no seu clube do coração, amanhã pode estar jogando no seu maior rival. Essa é a profissão deles: jogar futebol para quem os contratar.


Mas o torcedor e senhor desse clube não quer saber de nada, e no ano do centenário, onde o despreparado presidente usou e abusou da prepotência nas palavras, o que se viu foi um clube instável, carregado de esperanças e certezas, mas que frustou seguidamente seu ansioso torcedor, que foi motivo de piada na escola e no trabalho. E a bronca foi sentida a pau e pedra por quem tinha a "obrigação" de vencer.

E agora? Agora é bom aprender com quem já errou para que não erre também:

1 - Lugar de torcedor é nas arquibancadas, apoiando ou xingando o time.
2 - Lugar de presidente é no escritório planejando e executando o seu trabalho.
3 - No meio esportivo não deve haver rival, e sim adversário.
4 - O adversário faz parte do jogo, não deve ser desrespeitado.
5 - Futebol se vence após o fim do jogo, e não por antecipação.
6 - Título não se promete, se conquista.

Na minha modesta opinião acredito que dirigentes devem ser calados e responsabilizados sempre que promoverem o fanatismo de suas torcidas, pois os resultados de quem não consegue balancear as atitudes baseadas na razão e na emoção geralmente são desastrosos. Que Andrés Sanches seja o primeiro, e sirva de exemplo para os outros.

E que o torcedor entenda de uma vez por todas que a vitória ou a derrota do clube do seu coração não muda em nada sua tosca vida!! Dentro das 4 linhas um dos dois pode vencer. Hoje perdeu, mas amanhã tem mais...


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A incompetência da arbitragem no futebol e seus reflexos extra-campo

A incompetência, a prepotência e a falta de suporte tecnológico da arbitragem brasileira e mundial podem ser alguns dos causadores das lutas e brigas extra-campo.

Ninguém suporta perder, principalmente sem merecer, devido à péssima arbitragem, excesso de poder de decisão revestido a um único homem e à falta de recursos fornecidos pela FIFA. Os juízes precisam de um respaldo para arbitrar dentro de campo, dividir a responsabilidade para lances duvidosos, e deixar correr mais solto o jogo antes de parar jogadas que podem ser facilmente vistas por alguém mais no alto, com apoio da TV.

Posso apostar que um jogo com resultado justo, dentro do que foi realmente jogado, pode provocar bem menos violência entre as torcidas... por que é que o esporte mais mal apitado do planeta é também o único que provoca tanta briga e tantas mortes?!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Paz no esporte. Sonho ou Utopia?

No futebol tem se cobrado muito sobre a paz nos estádios, paz entre as torcidas, e paz após os jogos...

Mas após travarem verdadeiras batalhas de egos, os dirigentes são os primeiros a inflamar as próprias torcidas com depoimentos do tipo "depois não reclamem se a torcida quebrar tudo", ou então "preparem-se para segurar os torcedores...", por não concordarem com decisões ou ações programadas pelos dirigentes rivais.

Para defender seus interesses e os interesses inerentes à sua torcida, alguns dirigentes não são capazes de mensurar a força de sua ameaça aos dirigentes rivais, que irão repercutir do lado de fora dos gramados, vitimando aqueles que não frequentam as áreas Vips dos estádios.

Antes de iniciar uma luta pela PAZ é preciso iniciar uma campanha pelo RESPEITO. É preciso respeitar as decisões, as opiniões e as diretivas de cada um.

Estive fazendo parte de um blog esportivo no site do jornal Lance! onde a falta de respeito estava de tal maneira irritante, que muitas pessoas "de bem" que discutiam futebol não se contentavam em criticar opiniões, mas agrediam verbalmente os autores dos textos e dos demais comentaristas.

O problema não é discordar das opiniões, mas estabelecer adjetivos, geralmente grosseiros, aos blogueiros, onde a falta de respeito pessoal começa a fomentar a richa e uma disputa de força e de ofensas de ambas as partes.

Quem não consegue respeitar o próximo não pode se manifestar, pois a falta de argumentos de um cidadão culturalmente mediano pode gerar violência. Você consegue convencer um corinthiano de que ele não é campeão mundial, ou um são-paulino de que ele nunca foi rebaixado, ou um flamenguista de que ele não é penta-campeão brasileiro? Se você não conseguir, respeite... caso contrário é melhor começar a correr.