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quinta-feira, 13 de março de 2014

O Whatsapp e o retorno à escravatura

Pare o que está fazendo agora e veja que horas são. Agora volta uma hora no tempo e veja quantos minutos ficou utilizando o Wathsapp. Agora faça para si mesmo a seguinte pergunta: "o que fiz na última hora tem alguma relação com a atividade que eu deveria estar fazendo de fato?"

Se você passou pelo menos 30 minutos no Whatsapp e não estava tratando de assuntos pertinentes às suas atividades de fato dessa última hora, cuidado: você pode já ter se tornado um escravo do Whatsapp, da tecnologia digital.

Isso porque o benefício tornou-se um problema para você. E para o seu patrão também!

Ora veja bem, aquilo que deveria se tornar uma forma de comunicação de baixo custo, sempre à mão em qualquer lugar, tornou-se na verdade um vício, escravizou-o em debates fúteis, tirou seu foco daquilo que realmente importa fazer e, principalmente, roubou o seu tempo.

Percebe que você já não tem tempo para fazer as coisas regulares do seu dia a dia? E o que é pior, percebe que você já não consegue mais conversar pessoalmente com uma pessoa sem interrupções?

Meu amigo e minha amiga, o Whatsapp não te deixa nem jantar! Assistir aula então, virou uma dificuldade... Isso porque você já não é mais capaz de desligar seu smatfone e dar atenção ao que realmente importa em cada momento. Está escravizado.

Eu tenho observado em minha volta e noto uma regressão física no novo homem: tínhamos postura de macaco e nos tornamos eretos. Agora, graças ao Whatsapp, estamos novamente adquirindo a forma do macaco, sempre de cabeça baixa, com as duas mãos juntas, sempre digitando. Essa tem sido a postura mais frequente do ser humano, uma vez que não consegue mais desligar-se do mundo sócio-virtual, olhar as pessoas de frente. É o fenômeno da involução morfológica, voltado à nossa orígem graças ao avanço da tecnologia!

Conversar pessoalmente com alguém conectado ao Whatsapp tornou-se uma dificuldade. O jeito é utilizar também essa poderosa ferramenta de afastar fisicamente as pessoas e discutir os assuntos digitando pelo smartfone. Assim, além da involução física vamos conquistar também a involução linguística, deixando de nos comunicar com a boca e passando a nos comunicar por símbolos. Não é por acaso que a plataforma operadora dessas novas tecnologias chama-se ANDROID, que simboliza um robô quase humano.

Estamos ficando como um androide, mais máquina do que gente... Já imaginaram nossos filhos, no que se tornarão quando chegarem aos 20 anos?

Pessoal, vamos revisar nossos relacionamentos sociais, nossos objetivos no ambiente de trabalho, nossos objetivos na sala de aula, e até nossas necessidades orgânicas e desligar o recurso Whatsapp de nossos aparelhos para ver se retomamos o controle de nossas vidas. Nosso cérebro precisa descansar e dar foco a uma atividade de cada vez. Além disso, o tempo que levamos para debater um assunto e tomar uma decisão por telefone é infinitamente mais curto do que fazer o mesmo pelo Whatsapp.

Sem o Whatsapp, até o happy hour  fica mais gostoso. E quem sabe te sobre tempo até para namorar! Pense nisso e considere retornar aos velhos hábitos sendo o dono do seu tempo, libertando-se dessa escravidão digital e dando atenção pessoal e exclusiva a quem espera por isso. Reserve os avanços tecnológicos para utilizá-los onde eles são realmente necessários e sinta que o calor humano é muito mais prazeroso que o calor da bateria desse seu sofisticado equipamento digital...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O surgimento do rolezinho e sua origem

Está na pauta da mídia agora um novo movimento juvenil denominado "rolezinho", que na prática é um ajuntamento de jovens (de bastante jovens), predominantemente oriundos de bairros afastados do centro, que resolvem frequentar um shopping para se divertir passeando em uma aglomeração perturbadora para quem não está acostumado a ver tal presença nesse tipo de ambiente. Estão ali, centenas ao mesmo tempo dando um rolezinho.

Na minha concepção não há nada de errado em passear no shopping. Mas tal fenômeno, que alguns apoiadores chamam de "forma livre de expressão e de posicionamento social", eu chamo de "ociosidade".

Essa ociosidade é fruto maldito nascido de uma árvore chamada Estatuto da Criança e do Adolescente, que apesar de seus propósitos legítimos de proteger o ser inocente e fragilizado em sua tenra idade, ultrapassa os limites de uma análise atualizada acerca do mercado de trabalho.

Mais uma vez, distorções acerca da função objetiva do Ministério de Trabalho e Emprego.

Atualmente a legislação limita, burocratiza e dificulta o acesso da juventude brasileira na sociedade através do trabalho espontâneo, ou seja, pelo interesse do próprio jovem e de sua família em iniciar uma profissão em uma empresa e até em ajudar no orçamento doméstico. Isso porque a entidade acredita que meia dúzia de ocorrências abusivas representam o empresariado total de nosso Brasil, como se todo empregador abusasse indevidamente da mão de obra juvenil, como se estivéssemos recém saídos do regime escravocrata.

É revoltante ver o quanto está difícil operar uma empresa em nosso país onde você já nasce com o pressuposto de ser irresponsável e usurpador dos direitos alheios. E agora, com esse novo movimento vindo à tona, coloco aqui minhas considerações acreditando que, se a juventude, ao menos os que querem trabalhar, tivessem o apoio do governo na flexibilização das leis perante o empregador, permitindo-lhe dar mais espaço para ingresso do menor no mercado de trabalho, certamente eventos como esse rolezinho não seriam pauta de nossos jornais.

O que falta ao Brasil é promover o desenvolvimento real da economia através da sociedade, ou seja, estimular, dar incentivos e permitir que as únicas entidades capazes de promover o desenvolvimento real e o emprego, que são as Pessoas Jurídicas, contratem cada vez mais. É preciso que as empresas recebam voto de confiança do governo quanto a sua idoneidade, para que se estimule a criação de mais vagas de emprego e de oportunidades ao jovem de iniciar uma carreira ou profissão.

A legislação dirigida ao trabalhador é tão ultrapassada e desigual (agora sim em total desequilíbrio de forças entre patrão e empregado) que retira toda a autonomia, capacidade e interesse de uma empresa em empregar e investir em quadro de funcionários, tamanho o risco econômico e dor de cabeça que o trabalhador lhe traz com a legislação debaixo dos braços.

Ao contrário do que parece eu não faço bravata contra o trabalhador, mas a favor do empregador, para que os direitos de um não tirem a autonomia e a capacidade de gestão, crescimento e geração de emprego do outro.

As empresas querem contratar, inclusive aprendizes e menores de idade, dando-lhes oportunidade independente das cotas obrigatórias. Mas diante de uma reversão de valores e do desequilíbrio que se construiu entre os direitos e deveres de cada parte criado com o passar dos anos, ninguém mais se arrisca. E o resultado disso é a criação do vagabundo precoce, o jovem ocioso de todas as classes sociais que quando não está na escola está por aí dando rolezinho, fumando um baseadinho, fazendo uns arrastõezinhos na praia e realizando outras proezas que só um país subdesenvolvido não é capaz de diagnosticar e corrigir com mudanças doutrinárias em sua legislação. Tudo isso na ausência do pai e mãe que estão aí trabalhando em dois empregos e passando horas trafegando no ineficiente transporte coletivo em busca de um ou dois salários mínimos.

Não temos escolas públicas de qualidade, não coibimos a violência, não temos reformatórios adequados para a ressocialização de delinquentes, não oferecemos um sistema de saúde capaz de atender à demanda e não oferecemos condições à iniciativa privada de promover o desenvolvimento econômico e social através da geração de empregos. Disfarçamos nossa incompetência dando bolsas e alimentando as vítimas da nossa ganância por poder e negligência política.

Lamente esse fato: não temos previsão de melhorias. Perdi a esperança no eleitor. Esse é o Brasil que chamam de emergente, um pais em desenvolvimento...

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quando eu falo em ter Atitude

Nesse novo ano tenho falado muito sobre ter ATITUDE ao invés de desejar sucesso e realizações às pessoas. Isso porque desejar sucesso a alguém que não tem atitude é o mesmo que desejar vitória a quem não está na disputa!

Atitude, meus amigos, é aquilo que te move além do trivial. É o que te faz tomar uma providência qualquer que te leve, ou leve alguém, a um resultado positivo. Por exemplo:

Você está passeando na praça e vê a criança correndo para pegar a bola. A bola passa ao seu lado, e você dá um chutinho nela em direção à criança. Isso é atitude em um evento simples. Ajudou a criança ao invés de esperar que ela chegue esbaforida até a bola que está bem ao seu lado.

Você está caminhando na praia e vê uma lata vazia no chão, bem ao lado do cesto de lixo. Você abaixa e num rápido movimento já colocou-a no devido lugar ao invés de ignorá-la esperando que a próxima chuva a carregue para o já entupido bueiro. Isso é atitude em um ato social.

Esses exemplos são rotineiros, envolvem um aspecto cultural que no Brasil não é padrão, diferente dos países educados, onde as pessoas se submetem a realizar pequenos atos em prol da sociedade, incluindo a si mesmo. Pois por aqui, tem gente que não tem atitude nem para levantar a tampa do vaso sanitário para urinar...

Agora partindo para uma visão mais individual, ter atitude é fundamental para o próprio sucesso, pois ultrapassa a preguiçosa providência de enfrentar fila na casa lotérica para jogar e torcer por algo que não está sob seu controle. Ter atitude significa buscar a própria valorização e desenvolvimento profissional para conquistar melhores salários através daquilo que deponde só de você: seu conhecimento e suas competências.

Note que no dia a dia de trabalho a falta de atitude é o que estaciona as pessoas no mesmo cargo, no mesmo salário e na mesma insatisfação de todo dia. Quem não tem atitude não é feliz, reclama de tudo e de todos, mas pouco faz para melhorar a própria condição de subdesenvolvimento.

Se você vê que uma determinada matéria prima não chegou no tempo certo, ter atitude é ligar cobrando e providenciar uma solução para que a produção não pare.

Quem não tem atitude dá nome aos culpados. Quem tem atitude soluciona os problemas.

Não tem nada pior do que trabalhar ao lado de pessoas sem atitude. As coisas se acumulam, as falhas são frequentes e você precisa ficar cobrando providências e se desgastando com a falta de empenho e interesse para que as coisas avancem e aconteçam com eficiência. E se você cobra atitude de alguém do outro departamento, mesmo que o tema tenha impacto no seu trabalho, ainda correrá o risco de provocar inimizade e conflito.

É por isso que o governo federal está tornando nosso Brasil em um país sem atitude, pois com todos os benefícios e direitos garantidos aos trabalhadores, somados aos benefícios dados a quem não trabalha, somados à falta de investimento na qualificação e somados à falta de educação típica do nosso povo, estamos caminhando rumo a um país cada dia mais preguiçoso, sem iniciativa e sem atitude. Aqui não se tem atitude nem para lutar pela própria sobrevivência, pois o governo sustenta tanto os que precisam quanto os que não precisam de sustento.

Mas naquilo que compete a nós mesmos buscarmos, devemos buscar, sem preguiça e sem esperar cair do céu, pois o sucesso só é alcançado por quem tem atitude e corre atrás. Quem não corre, come as sobras...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Realizar ou Possuir: Identificando uma fonte de felicidade

Já reparou que crianças, via de regra, são mais felizes do que adultos? Isso pode ter uma resposta muito simples. É que crianças realizam (anotem o verbo REALIZAR) muito mais do que possuem (anotem o verbo POSSUIR).

Essa química que ocorre entre o "realizar" e o "alcançar felicidade" pode ser observado em todo o transcorrer da vida das pessoas, pois o realizar muitas vezes é a conclusão de um sonho, um status, um estado de espírito que o "possuir" nem sempre é capaz de proporcionar.

Você pode tentar discordar de mim dizendo que seu sonho sempre foi possuir um determinado carro, e que finalmente o realizou, o que lhe proporcionou imensa felicidade. Mas se por outro lado você também sonhou em voar de balão, ou quem sabe até sonhou em atravessar o oceano remando um barco, como o extraordinário Amyr Klink, e um belo dia realizou esse sonho, perceba que durante toda a sua vida lembrará com muito mais orgulho daquilo que você fez do que daquilo que você possuiu.

Isso acontece porque o "possuir" é uma alegria momentânea, que satisfaz necessidades fisiológicas ou de segurança à sua pessoa, enquanto que o "realizar" é uma alegria duradoura, daquelas que você guardará sempre como uma conquista, uma experiência de vida, a qual ninguém nunca mais te tirará.

A moral dessa história é que muitas vezes nos prendemos em conquistar e possuir coisas a vida inteira, deixando de lado pequenas ou grandes conquistas que farão parte permanentemente de sua história. Veja à sua volta os grandes mártires, personalidades e pessoas admiradas por todos: eles se tornaram famosos ou admirados pelo que fizeram, e não pelo que possuíram. Espelhados no sucesso alheio, nós também temos dentro de nós o desejo de alcançar reconhecimento por nossas ações ou atitudes, e não pelas nossas posses, mesmo que elas nos proporcionem certa satisfação.

E no âmbito profissional, o que temos a dizer a respeito?

Temos muito a dizer, principalmente se formos bons administradores e líderes. Isso significa que quando pensarem em motivação de pessoas, o aumento de salário ou de benefícios nem sempre é a ferramenta ideal para reter e alegrar seus colaboradores. Lembre-se que prêmios e benefícios que atinjam o coração e o ego da pessoa serão muito mais valorizados a curto, médio e longo prazo do que um aumento salarial que só satisfaz a curto prazo.

Pensando sob esse ponto de vista, verá que quando puder oferecer ao seu colaborador algo que ele normalmente não buscará com o capital próprio (devido à sua escala de prioridades), terá realmente proporcionado a ele uma satisfação muito valorizada para vinculá-lo à sua empresa.

Com isso, viagens de avião a destinos turísticos ou treinamentos fora da empresa, eventos comemorativos com a presença de alguma personalidade esportiva ou artística para tirar fotos e ganhar autógrafos, ingressos para shows em camarote, e até prêmios de menor expressão como ingressos para cinema e churrascaria em família são presentes que podem fortalecer muito o seu vínculo com seus colaboradores sendo uma das ferramentas do endomarketing.

E essa lição serve também para nós mesmos: será que estamos buscando mais o "possuir" do que o "realizar", e por isso a vida de muitos não passa de uma rotina estressante e burocrática baseada em ganhar dinheiro e possuir coisas? São temas bons para filosofar em uma tarde de domingo...

* Esse texto foi escrito inspirado no filme Enrolados, onde Rapunzel busca a realização de um sonho e inclusive estimula um grupo de guerreiros sanguinários a exporem e buscarem seus sonhos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A inteligência medida sob um outro olhar

A análise das capacidades, das possibilidades, do interesse e da inteligência das pessoas que encontramos no mercado de trabalho sempre foi um assunto que procuro aprimorar e desenvolver métodos para medir a fim de se contratar melhor e buscar melhores desempenhos nas empresas.

Com isso, muitas leituras e observações práticas no dia a dia têm me ajudado a fundamentar algumas opiniões particulares a respeito desse contexto e de uma busca onde nem sempre há concordância entre os estudiosos: a medição da inteligência individual.

Eu não gosto de pensar que a inteligência seja herança genética. Prefiro acreditar que ela pode ser mais ou menos desenvolvida desde o primeiro fôlego de vida de cada pessoa. Para isso precisamos descaracterizar algumas "formas" de inteligência que a sociedade estabeleceu. Por exemplo:

1 - Há duas pessoas lado a lado, onde uma delas conhece de cor a letra de dezenas de músicas do Roberto Carlos enquanto a outra conhece de cor a capital de todos os estados do Brasil e de todos os países da América e Europa. Certamente muitos dirão que a segunda pessoa é mais inteligente que a primeira. ERRADO!! Acontece que a primeira memorizou o que lhe interessa, pois é fã do cantor, enquanto a segunda memorizou o nome das capitais, pois gosta de geografia. O que a inteligência tem a ver com isso? NADA, pois memorizar isso ou aquilo é apenas um exercício que qualquer um pode desenvolver segundo seu próprio interesse.

2 - Uma criança aprende a jogar xadrez enquanto a outra gosta de brincar de "faz de conta" baseado nas histórias que assiste e escuta. Qual é mais inteligente? Impossível medir, pois a primeira desenvolveu o raciocínio enquanto a segunda desenvolveu a criatividade e o relacionamento. Cada uma desenvolveu capacidades diferentes conforme o estímulo e o interesse individual para atividades distintas.

Nesses modelos acredito muito que o cérebro humano desenvolve diferentes capacidades em diferentes pessoas segundo diferentes situações de vida e estímulo. É aqui que a inteligência de alguém pode ser mais desenvolvida do que a de outro: quanto mais estímulo para múltiplas capacidades for oferecido a uma criança, maior será o seu desenvolvimento cognitivo, sua capacidade de análise e suas possibilidades de agir de forma planejada considerando a ação e as consequências de seus atos para diferentes circunstâncias, seja em um jogo de xadrez, seja em uma vida em sociedade.

Portanto, concluo minha análise dizendo que a inteligência está diretamente relacionada à capacidade de análise e projeção de consequências. Logo, quanto maior for a sua capacidade de planejar e agir visando algo a médio ou longo prazo, maior é a sua inteligência, pois isso demanda múltiplas capacidades, como conhecimento, relacionamento, raciocínio lógico, comunicação e perspicácia.

Essa é a grande diferença entre o ser humano, dito inteligente, e os animais irracionais que agem por instinto, aprendem por imitação e cumprem ordens condicionados a prêmios relacionados ao seu interesse imediato. Animais não planejam nada, eles apenas executam, pois não têm inteligência.

Medindo a inteligência

Assim, um dos melhores meios que encontrei para medir a inteligência é analisando o tamanho da ambição das pessoas e a capacidade de planejar algo para o alcance de seus objetivos e metas pessoais a curto, médio e longo prazo. Pessoas sem metas, sem sonhos e sem objetivos consistentes podem ser pessoas com menos inteligência, pois sua cabeça é incapaz de vislumbrar o futuro, ordenar ideias e até de prover recursos para gozar de segurança, saúde e conforto para si mesmo e sua descendência. Essas pessoas vivem com expectativas de curto prazo, sobrevivem no seu dia a dia e chamam o futuro de destino como se fossem incapazes de construir a própria sorte.

Por isso cogita-se que pessoas com menor inteligência sentem-se mais seguras consultando a sorte e o futuro, pois sua capacidade de vislumbrar, buscar e alcançar é limitada, e por isso acomodam-se e confiam que algo acontecerá involuntariamente, por ordem do destino.

Observando o dia a dia das pessoas e o passado de cada uma delas podemos facilmente estabelecer notas de zero a dez para medir suas inteligências. Conhecendo sua vida estudantil, familiar, conjugal e profissional, bastam poucas perguntas acerca de suas expectativas, metas e meios para se construir um futuro para concluir se seu padrão de desenvolvimento é alto, mediano ou baixo, consequência direta de sua inteligência.

A inteligência e o recrutamento profissional

Transferindo essa análise para o mercado de trabalho a teoria pode ser de grande valia para selecionar pessoas mais pró-ativas, com melhor capacidade de decisão, com maiores condições de agir preventivamente e de criar soluções e propostas para ganhos de produtividade. Basta avaliar se a pessoa vive para o presente e apenas sonha com um futuro melhor ou se a pessoa desfruta do presente e planeja de forma estruturada um futuro melhor.

Quem não planeja melhorias para si, não avalia as consequências de seus atos e não tem comprometimento com o futuro da própria vida certamente não será uma pessoa comprometida com a empresa. Pois a inteligência não está relacionada diretamente à riqueza adquirida ou ao poder conquistado, mas à segurança, à felicidade e à responsabilidade para a vida e para a sociedade.

Assim termino essa análise na certeza de que o assunto é polêmico e discutível. Fica aqui a minha contribuição para meditação, contra-argumentação e exposição de diferentes pontos de vista, sempre com foco para o próprio desenvolvimento, o desenvolvimento de nossos filhos e de trabalhadores.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Timidez pode ser apenas uma demonstração de insegurança

Você é tímido? Apesar de dizer SIM, provavelmente não é... Conversando com um amigo um dia desses sobre a timidez de algumas crianças, sem querer fomos nos aprofundando no assunto e percebendo que algumas formas de insegurança são justificadas pelo simpático a aceitável termo "timidez".

Segundo o dicionário Aurélio os sinônimos para tímido são "que tem temor", "acanhado", "vergonhoso" e "frouxo". Ora, vejo que para todos esses termos, na prática você NÃO É, mas ESTÁ tímido para determinada situação, em determinado momento, diante de determinadas pessoas. Sendo assim a timidez é um estado momentâneo, o qual cabe somente a você superar.

E na sua vida cotidiana pessoal e profissional, vale a pena aceitar que você é tímido? Não. Dizer-se tímido é uma forma de auto defesa para justificar sua insegurança, inoperância, incapacidade e até falta de força de vontade para vencer alguma barreira.

Se você não tem coragem de aproximar-se de uma garota para iniciar um relacionamento, você está inseguro sobre si mesmo. Talvez motivado por algum complexo, alguma frustração passada ou até mesmo a falta de habilidade sobre o que dizer e como desenvolver um diálogo, faz você afirmar e justificar para si mesmo sua timidez. Esse e outros exemplos onde você precisa tomar uma iniciativa para seu próprio benefício precisa ser superado com muita força de vontade, coragem e humildade para aceitar uma possível negação ou derrota.

Para superar a timidez, basta um propósito e preparo.

Se em uma entrevista de emprego você disser que um de seus pontos a melhorar é a timidez, estará dizendo ao entrevistador que és inseguro e de pouca iniciativa para seus próprios objetivos.

Vença a timidez acreditando mais em si mesmo, não tenha medo do fracasso ou do fiasco; não tenha medo do que as pessoas vão pensar sobre você. Na melhor das hipóteses, se não arriscares, já estará sendo mal falado como uma pessoa tímida. Então encerre essa fase de "tímido" e inicie uma fase de arrojado.

- " Nossa, como ele canta mal!". Mas pelo menos você se sujeitou a cantar, e quando menos esperar terá aprendido a cantar bem.
- "Nossa, como ele se sai mal nas entrevistas de emprego". Mas pelo menos você foi às entrevistas, e quando menos esperar já terá desenvolvido habilidade para encantar um entrevistador e ser contratado.
- "Nossa, como ele joga mal". Mas pelo menos você arrumou alguém com quem jogar, e quando menos esperar terá aprendido a jogar bem.

E assim a vida segue. Trate a sua timidez como uma forma de preguiça e falta de iniciativa: se você não procurar melhorar naquilo que se sente inseguro e não começar a "dar a cara pra bater", sempre será um perdedor. Sim você será lembrado como alguém tímido, mas principalmente será um perdedor, pois terá deixado de conquistar muitas coisas boas para você mesmo porque não correu atrás, não encarou o problema. Aquilo que não conquistar, alguém terá conquistado em seu lugar, alguém vencedor.

Portanto, nunca mais diga "sou tímido". De hoje em diante seja um desbravador, veja em quais situações sente-se tímido e busque os meios de aperfeiçoar suas fraquezas para superar a timidez e vencer mais um obstáculo. Você é CAPAZ de muitas coisas, mas conquistá-las só depende de você!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Fanatismo e suas consequências

Essa semana eu estava observando a fiel torcida do Corinthians aglomerada no aeroporto para receber e despedir do elenco em sua viagem rumo a Tóquio em busca de mais um título internacional. E fiquei imaginando como pode um número tão significativo de pessoas estar tão intimamente ligada a alguma coisa relativamente sem importância para a vida, como é o caso de torcedores de um clube de futebol... Esse fato me motivou a pensar a respeito do fanatismo, não por causa desses corinthianos, mas analisando torcedores como um todo e outras formas de fanatismo.

O primeiro ponto que analisei é o que leva ao fanatismo, e cheguei a algumas conclusões. O fanatismo é a somatória de sentimentos como Convicção, Paixão, Intolerância e Inconsequência.

Isso porque o fanático está convicto do que pensa, ele é apaixonado pela causa que acredita ou defende, é relativamente intolerante com opiniões contrárias a essa causa e não mede consequências para defender e agir em prol daquilo que o leva ao fanatismo.

Logo, devo concluir que o fanatismo é uma forma de ignorância causada pela falta de ponderação, respeito, conhecimento e quem sabe até de amor próprio...

Ora, se você se diz fanático por alguma coisa, seja partido político, religião, artista ou esporte, mas reconhece alguma característica negativa ou de inferioridade na causa que defende, então você não é fanático de fato, pois possui conhecimento do assunto e ponderou a respeito dele, chegando a uma análise contundente mesmo defendendo e apreciando essa causa.

O fanatismo não é apenas convicção, pois a convicção pode ser baseada no conhecimento ou simplesmente na fé. O convicto, mesmo com toda a certeza que adquiriu sobre um assunto, é capaz de medir as consequências de seus atos para não provocar prejuízos a terceiros e a si próprio, diferentemente do fanático que, junto ao conhecimento, à paixão, à intolerância e à inconsequência é capaz de cometer atos insanos pela sua causa.

É graças à intolerância e à inconsequência que o fanático mata e está disposto a morrer, ou pelo menos aceita expor a própria vida cegamente ao risco.

E nesse ponto é que diferencio o fanatismo religioso da fé. O fanático religioso é diferente do religioso com fé convicta nos quesitos intolerância e inconsequência. O religioso convicto acredita em algo e promove a sua fé sem interferir diretamente na vida das pessoas. Ele tem um objetivo através da causa que defende, do deus que ele segue e do destino que quer dar à sua própria vida (ou à sua alma) mediante um propósito. E quando ele segue por um caminho onde sabe dos riscos que o esperam não o faz por fanatismo, mas porque acredita que aquilo é necessário e bom para ele, mesmo que lhe custe a vida (fato que ele considera futilidade quando seu valor maior está na alma). Logo, o religioso vive pela alma e não pelo corpo, e risco para ele não é a morte, mas morrer e receber a condenação da alma por não cumprir as determinações de seu deus.

Já o fanático religioso age de forma inconsequente e intolerante, provocando ou induzindo pessoas que porventura não compartilhem da mesma fé a situações de risco. O fanático religioso age com autoritarismo e não pensa democraticamente em relação às opiniões e crenças da coletividade. Ele se sujeita a morrer desde que isso sirva para matar também pessoas que não compartilhem da sua fé ou doutrina.

Há também o fanatismo político ou ideológico, onde o fanático literalmente luta pela sua insígnia com o objetivo de impor ou implantar suas convicções perante a sociedade. Os sentimentos preponderantes desse tipo de fanatismo são a intolerância, a convicção e a paixão. Paixão cega, aliás, onde qualquer opinião em debate contrária à sua convicção é completamente ignorada.

Fanatismo portanto não tem nada a ver com meio de vida, como por exemplo alguém que optou por uma doutrina, uma dieta ou uma cultura, e a leva com disciplina. Se a pessoa defende a causa dos animais, por exemplo, e dedica sua vida para isso, esse ato não deve ser considerado fanatismo, pois não fica caracterizada a intolerância e a inconsequência.

Enfim, concluo esse pequeno contexto filosófico acreditando que o fanatismo é sim um sintoma de ignorância ou de pouca racionalidade para alguém que vive em sociedade ou coletivamente. Fanatismo não faz bem para ninguém, nem individualmente e nem coletivamente.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sucesso Pessoal, Sucesso Profissional e seu impacto no desempenho do trabalhador

A vida da gente é feita de buscas e de conquistas desde o dia do nascimento. De certo que essa característica já está constituída em nosso instinto, censo de sobrevivência ou seja lá o nome que se dá a esse incansável e frenético desejo de ser mais, possuir mais, saber mais, poder mais e deter mais a cada dia.

Nesse aspecto é que o ser humano, chamado de racional, diferencia-se dos bichos irracionais: nós não estamos no mundo apenas para sobreviver e gerar descendentes. Nós buscamos mais coisas todo dia para nosso prazer, nosso deleite, desfrute e segurança. E em função disso é que nossa busca por saber e por poder (no sentido de ter capacidade) é constante, pois através do saber ou da capacidade de poder fazer mais e melhor que os outros é que teremos ferramentas para lutar em possuir e deter algo para nossa satisfação pessoal e segurança.

E é bem aqui que comecei a debater comigo mesmo sobre como montar uma ferramenta de medição chamada Sucessômetro, onde seríamos capazes de mensurar nosso próprio sucesso, se somos felizes de fato conquistando aquilo que almejamos a cada dia para assim saber se estamos vivendo verdadeiramente como seres racionais ou meramente sobreviventes nesse mundo de lutas. Através do Sucessômetro poderemos traçar novas metas e um plano de ação para conquistar nossos objetivos.

Além de poder contribuir para uma autoanálise, o Sucessômetro seria uma ferramenta excelente para uso dos profissionais de recrutamento e seleção.

Digo isso porque não é raro vermos gente sem nenhuma expectativa, praticamente entregues à sua rotina acomodada com aquilo que têm, onde a ambição mais ousada que lhes resta é esperar a chegada do próximo sábado para não ter que trabalhar e poder fazer aquilo que mais gostam: nada. Para alguns o sucesso pleno parece já estar alcançado quando possuem uma casa para morar, um emprego para gerar renda e um final de semana para descansar. E temos que respeitar isso, pois a percepção de sucesso é algo individual, não há regra que o defina.

É nesse sentido que o Sucessômetro mostra sua importância: seria capaz de estabelecer um critério que defina se o sucesso individual está mais concentrado em conquistas e benefícios pessoais ou profissionais, podendo impactar de alguma forma em seu desenvolvimento no trabalho.

Benefícios para o empregador

De posse de um Sucessômetro o empregador poderia medir se um candidato ao emprego será um sujeito ativo ou passivo na organização. Uma vez que sua percepção de sucesso seja predominantemente no aspecto pessoal, resta saber quais de suas expectativas já foram alcançadas, pois se o candidato mostrar que já possui uma vida relativamente agradável, ele certamente será um sujeito passivo na empresa, ou seja, não espere dele muito comprometimento, pois sua meta mais ousada é a chegada do sábado para não fazer nada. Ele não ambiciona crescimento na carreira tanto quanto um aumentozinho no salário, a fim de comprar umas cervejas a mais para beber enquanto não faz nada.

Mas se em outra pessoa, onde também predomine a busca pelo sucesso pessoal, tiver ainda o desejo de constituir família e construir uma casa para morar, esse certamente terá algo para buscar e conquistar para que sua felicidade e sucesso seja alcançado. Daí configura-se um sujeito ativo na empresa, onde trabalhar no sábado para fazer hora extra é algo que ele deseja para alcançar aquilo que ambiciona. Esse camarada pode ser estimulado a aprender mais, a fim de trabalhar em algo mais relevante e mais bem remunerado, podendo ser um bom profissional de carreira para a empresa.

Note que a percepção do sucesso individual pode estar intimamente ligada ao bom ou mal desempenho de alguém no seu trabalho, bem como sua motivação em fazer mais e melhor por ele, e indiretamente contribuindo pela empresa.

Mas se o Sucessômetro apontar que o sujeito mede seu sucesso através de seu desempenho profissional, daí a análise do Recursos Humanos precisa ser outra. Vamos cogitar duas hipótese:

1 - O sujeito sente-se um profissional de sucesso: ele certamente valoriza-se mais, espera mais respeito e reconhecimento, não se contenta com pouco, necessita de desafios e conquistas constantes, troca de emprego se algo mais desafiador lhe aparecer, e necessita de maior atenção e acompanhamento pessoal. Um típico membro da geração Y. Esse é um profissional que dependendo da política de desenvolvimento humano da empresa pode ser um sucesso ou um fiasco, pois possui experiências e formação para trabalhar onde lhe dê mais orgulho e prazer. E uma vez que ele se considera um profissional de sucesso, não vai permanecer onde não se sinta valorizado. Pessoas com realidades iguais, mas de idades diferentes, podem ter opiniões muito distintas sobre o próprio sucesso profissional.

2 - O sujeito sente-se um profissional em desenvolvimento: ele busca autoafirmação, anseia crescer na empresa e agregar funções de comando em seu currículo. Necessita de realizações, concluir projetos de trabalho e receber feedback positivo sobre suas atividades. Esse é um profissional que, se tiver um bom líder lhe conduzindo, poderá ser um excelente colaborador para investir. Ele aceita bem os pequenos bônus em sua remuneração e adição de benefícios, e sua força motriz está em sentir-se útil e ser tratado com respeito pelos seus líderes. Ele almeja sentir-se uma pessoa de sucesso e almeja que os outros vejam isso em seus círculos sociais. Porém, se ele demorar para receber esses estímulos diretos e indiretos no seu dia a dia, pode acomodar-se e trabalhar apenas no essencial, contribuindo pouco e sem comprometimento de fato pelos assuntos da empresa.

Medir o sucesso demanda o uso de estratégias de análise comportamental, cultural, social e até etária, pois é um índice praticamente intangível que mistura-se com a alegria ou tristeza momentânea e modifica-se em diferentes etapas da vida. Você pode sair do céu para o inferno após um acontecimento qualquer e considerar-se uma pessoa fracassada, sem olhar toda sua história de vida e de conquistas.

Para alguns, o sucesso no amor supera qualquer outro fracasso. Para outros, conquistar uma mulher por noite supera qualquer sucesso na profissão. Para uns, apresentar-se com um carro tunado no grupo de amigos supera o fiasco de viver em baixo da ponte. Para outros, basta ver os filhos prosperando na vida para considerar-se uma pessoa de sucesso. E por aí segue a lista de possibilidades... cada qual com sua expectativa.

Para mim, ter sucesso envolve ser feliz e também conquistar uma vida segura e confortável, cada dia traçando e conquistando um novo sonho. Acredito que é preciso ser feliz na vida pessoal e profissional, onde o trabalho tem a missão de promover uma vida cada dia melhor. O importante é que haja um equilíbrio entre a busca de sucesso pessoal e profissional, e nenhum deles supere de forma tão intensa ao outro.

Então vamos seguindo atentos a esse fato, fazendo bom uso de nosso feeling e experiência de mercado (enquanto não tivermos em mão o fenomenal Sucessômetro) tentando identificar e projetar o sucesso das pessoas a fim de tomar boas decisões no momento das contratações ou promoções.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como recompensar as atitudes positivas das crianças

Em meu novo blog, chamado Família, comportamento e os rumos da sociedade moderna, postei um artigo muito interessante chamado "O método PIC-NIC de recompensar atitudes positivas" (clique aqui).

Lendo "O encantador de vidas", de Eduardo Moreira, encontrei essa pérola descrita por seu professor, o lendário Monty Roberts, um método de recompensar cavalos por sua obediência e acertos que Monty explica ser perfeitamente aplicável a nós humanos. 

Convido os meus amigos e leitores que visitem o novo blog, que nada mais é do que uma separação de temas desse aqui, de modo que Carreira, sociedade e o mundo dos negócios será destinado a temas profissionais, e Família, comportamento e os rumos da sociedade moderna será destinado a temas sociais.

Assim, desejo a todos uma ótima leitura e espero que me visitem sempre também no novo blog.

Uma ótima semana!!

O método PIC-NIC de recompensar atitudes positivas

É impressionante o quanto o mundo do aprendizado e suas formas de fazê-lo é infinito, e a cada dia, a cada leitura despretensiosa sempre aprendemos algo novo.

Lendo "O encantador de vidas", de Eduardo Moreira, encontrei essa pérola descrita por seu professor, o lendário Monty Roberts, um método de recompensar cavalos por sua obediência e acertos que Monty explica ser perfeitamente aplicável a nós humanos.

Trata-se da técnica PIC-NIC - Positive Immediate Consequence-Negative Immediate Consequence, que significa consequência imediata positiva-consequência imediata negativa.

Para compreender esse método precisamos abrir um parêntese para explicar a sua origem filosófica. Segundo Monty, diferente dos animais caçadores que conquistam seu alimento através de uma luta, os cavalos alimentam-se de mato e capim, disponível em abundância na natureza.

Assim, quando você premia um cavalo dando-lhe um torrão de açúcar ou uma cenoura isso não tem nenhum valor a título de recompensa, pois o alimento lhe é abundante, não tem status de prêmio. O mesmo não acontece com um cachorro, que depende de conquistar seu alimento diariamente, e para quem um biscoito ou um osso lhe serve como excelente prêmio ou estímulo, sendo percebido assim uma consequência positiva por seu acerto.

Por isso Monty diferencia o método de gratificação a um cavalo dando-lhe afago entre os olhos ou alguns minutos de descanso após executar alguma tarefa bem feita. No caso de uma tarefa mal feita, como por exemplo um salto errado, a consequência negativa pode ser simplesmente obrigá-lo a saltar novamente, forçando-o a realizar todo o esforço por mais uma vez. Por outro lado, após um acerto, o ideal seria recompensá-lo com um merecido descanso ao invés de obrigá-lo a saltar de novo, proporcionando-lhe a ideia de uma consequência positiva pelo seu ato ao invés de força-lo a um outro salto.

Transferindo esse modelo de recompensa para o ser humano, cabe a nós aprender como nos manifestar para fazer uma criança perceber com clareza se seu ato lhe trouxe consequências positivas ou negativas.

Exemplo na escola

Vamos supor que seu filho tirou nota 10 em Matemática, 9 em Português, 9 em História e 6 em Geografia. Sua reação certamente será uma exclamação: "O que foi que aconteceu com Geografia, que tirou somente 6?". Aqui você ofereceu-lhe uma amostra de consequência negativa nada estimulante ao ignorar as outras notas boas e focar suas atenções a uma nota baixa, quando o ideal seria parabenizá-lo por todas as notas boas e ignorar a nota baixa. Isso o faria a sentir-se recompensado com seu estímulo e o levaria a buscar uma superação em Geografia na próxima prova.

Exemplo em casa

Algumas crianças cometem erros sem ter noção das consequências de seus atos. Fazem apenas por motivo de desenvolvimento próprio, a busca por novas experiências e auto conhecimento através de suas habilidades pessoais, e com isso cometem erros. É quando uma criança está em meio à família e por todo o tempo ouve repressão do tipo "não faça isso", "não faça aquilo", "se fizer isso de novo vai ficar de castigo", ou então "se continuar assim não vou deixar você brincar com seus amigos mais tarde". Essa criança está sob constante ameaça, e contudo, quando comporta-se adequadamente, raramente recebe palavras de apoio, e não raramente ouve de seus pais "ainda bem que hoje ele nos deu sossego". Onde está a consequência positiva transmitida através de seus atos após algum acerto? Não houve, e por isso ela certamente não repetirá seu acerto na próxima vez, pois não recebeu nenhuma motivação que justifique seus esforços.

Assim, é preciso estar mais atento à natureza e à maturidade de uma criança para saber dosar a pressão e aumentar a percepção dela acerca das consequências positivas e negativas de seus atos.

Nesse contexto, Nuno Cobra, um dos mais bem sucedidos preparadores físicos do Brasil (era o treinador de Ayrton Senna), cita que nossas crianças já crescem com medo de vitórias, ou seja, em sua fase de aprendizado, desde os primeiros passos, são desestimuladas a novas conquistas através das regras da casa, das coisas que não podem mexer, não podem pegar, não podem subir e não podem experimentar. Ora, como formar crianças positivas e vencedoras se tudo aquilo que tentam fazer pela primeira vez lhes é proibido? É necessário saber dosar e separar aquilo que é proibido daquilo que é perigoso, permitindo ao pequeno ser em formação alcançar certas conquistas e perceber que aquilo lhes oferece consequências positivas.

O exemplo prático está naquela criança que atirou objetos contra uma lâmpada e a quebrou. A abordagem pode oferecer consequências positivas parabenizando-a pela boa mira e por ter acertado a lâmpada, e negativas, mostrando a ela que agora, ao anoitecer, aquela lâmpada fará falta para iluminar. Demonstrando essas duas variáveis, a criança será estimulada e conduzida a brincar de tiro ao alvo utilizando latinhas vazias da próxima vez, pois isso permitirá uma boa brincadeira sem provocar nenhum desconforto com a quebra de um importante objeto, o que é uma consequência negativa.

Sabemos que crianças são movidas a curiosidade, seu mundo é de descobertas. Inibi-las com castigos frequentes e repressão constante em nada ajudam para a conquista da sua auto confiança e iniciativa. As lições de Monty Roberts, pioneiro da técnica de doma de cavalos sem o uso da violência, e de Nuno Cobra, especialista na busca da excelência do corpo e sua capacidade de vencer, nos servem de exemplos para promover um desenvolvimento a cima da média a nossas crianças, através da promoção das consequências positivas de seus atos corretos e o apontamento das consequências negativas de seus atos errados..

Por hoje trago a tona essas dicas sobre educação e criação infantil. Podemos desenvolver nossos filhos indiretamente para serem adultos auto confiantes, empreendedores e vencedores. Pois no mundo capitalista onde vivemos, quem estiver melhor preparado para vencer, certamente vencerá.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Assédio sexual e o constrangimento no trabalho

A sexualidade está em alta, para a desgraça da humanidade, para a falência da instituição familiar e para o descrédito da capacidade humana de manter-se focado a tantas coisas importantes que o rodeiam além da interminável meta de conseguir uma nova oportunidade de fazer sexo com alguém.

Soa até meio atemporal de minha parte falar sobre isso com indignação, pois tornou-se rotina na vida de tantas pessoas o sexo gratuito com qualquer um e em qualquer lugar, que muito em breve não se ouvirá com tanta frequência a frase "vamos ali tomar um cafezinho" quanto o convite "vamos ali fazer um sexozinho"...

É lamentável que o sexo tenha se tornado um hábito cotidiano tão comum entre as pessoas, de modo que qualquer insinuação correspondida chega facilmente ao objetivo de ambos, sem uma concepção de amor, carinho ou compromisso, mas só amizade. Fazem sexo por amizade!! E isso começa a provocar certas mudanças no ambiente de trabalho.

Qual é o limite para o crime de assédio sexual, onde você é assediado e constrangido diariamente por pessoas de ambos os sexos? Como ficam as raras pessoas que ainda se dão ao respeito e honram o próprio corpo e o companheiro (a) com quem vivem em amor e fidelidade perante o assédio sexual?

O que mais incomoda é ver líderes, pessoas em posição de comando insinuando-se para subordinados, que constrangidos e temerosos não são capazes de fazer uma denúncia a alguém contra o próprio chefe. É revoltante saber que uma funcionária sofreu assédio ou tem sido importunada frequentemente por alguém que está a cima dela na estrutura de trabalho, e já não sabe mais como sair dessa situação desconfortável.

Cabe aqui um pedido de respeito aos gestores e um adendo na visão da empresa quanto ao relacionamento das pessoas que ali trabalham. É preciso acabar com esse frenesi sexual que assola as pessoas carentes de um amor e de amor próprio e que não conseguem perder uma oportunidade de levar alguém para a cama, principalmente quando estejam no convívio profissional.

É preciso impor respeito e compreender que líder que assedia funcionário (a) provavelmente não tem valores fortes e consolidados para defender a empresa que representa, pois ele não respeita a individualidade, a família e a honra das pessoas com quem trabalha, além  de não respeitar a própria família. Como pode uma pessoa dessas ser leal e fiel ao seu negócio?!

O assédio sexual está muito mais frequente do que se imagina no ambiente de trabalho, e no meio daqueles que experimentam de tudo pensando que não têm nada a perder, há também os que se resguardam e esperam ser respeitados. Empresa séria trata esse último como regra e coíbe o assédio literalmente em sua política interna.

Segue aqui o exemplo da empresa Rudloff, de São Paulo, com sua descrição de Missão, Visão e Valores:

Façamos então da ética, da educação e do respeito ao próximo uma prática, e não um paradigma...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Criminalização da homofobia e suas consequências

A homofobia é um assunto delicado demais, e por esse motivo deveria ser levado muito a sério pelos seus combatentes (eu sou um combatente) devido as demais consequências que terão relação direta com determinadas medidas que vêm sendo discutidas em caráter de lei em nosso país.

Para falar sobre isso, em primeiro lugar eu gostaria de diferenciar dois termos: respeito e direito.

O Respeito está implícito em todo relacionamento social ou coletivo, e é bi-lateral. O Direito é estabelecido por motivo de força maior, negociado e implantado visando um benefício adquirido através de uma normatização para determinada organização formal.

Portanto, em toda a nossa trajetória de vida teremos que saber o que é direito e o que é respeito, sendo esse último extremamente mais complexo devido a sua intangibilidade. Vejam bem uma coisa:

Dentre os tópicos do projeto do Estatuto da Diversidade Sexual, consta o seguinte: Título III, Art. 5º § 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais. Em outras palavras, a família, a sociedade e as autoridades nada poderão fazer para inibir uma tendência sexual incompatível com a morfologia dos filhos. Isso fere o direito (e o dever) do pai de educar seu próprio filho a respeito de seu papel (masculino ou feminino) perante a sociedade e sua futura família, pois os pais são tutores e responsáveis legais de seus filhos respondendo juridicamente a centenas de artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Logo, o artigo citado já é redundante, pois cabe aos pais intervirem SIM na introdução dos valores éticos, morais e civis de seus filhos, a começar pela adoção de uma hierarquia onde um é PAI, outro é MÃE, e outro é FILHO. Logo, não há terceiro sexo.

Mas onde está o respeito? Está no fato de que ao filho cabe respeitar essa hierarquia e ao estado reconhecê-la como formação de direito.

Em outro tópico alguém sugere: Título VI, Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”. Essa conotação fere o direito de toda criança de reconhecer sua descendência, segundo consta no Art. 27. do Estatuto da Criança: O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição, observado o segredo de Justiça. Ora, como é possível alguém querer omitir a filiação original de uma criança sob o pretexto de que a mesma poderá ser filha de um divórcio ou de um casal homossexual, e portanto privando-lhe do direito de crescer no seio de uma família tradicional composta por pai e mãe justamente quando a mesma era ainda incapaz de decidir pela própria vida?

Nesse caso, permite-se colocar uma criança no seio de um lar constituído por dois pais ou duas mães quando a mesma sequer tem alguma orientação sexual estabelecida, induzindo-a a participar de um grupo homossexual e colocando-a em possível situação de constrangimento perante seus colegas de escola, por exemplo.

Notem como esse assunto é delicado e melindroso, pois visando a falência da instituição familiar composta por um homem e uma mulher, a Senadora Marta Suplicy cogita antecipar-se ao "problema" fomentando novas regras que nivelem qualquer ser humano ao mero papel de "criadores" a fim de coibir um possível constrangimento de crianças que não tiveram a sorte de crescer segundo a criação de um pai e uma mãe. E nesse contexto tal legalização será uma forte promotora da maior antítese que vejo no homossexualismo: não se trata exclusivamente de diferenciações naturais e espontâneas no organismo de cada pessoa, mas  também de opção pessoal ou influenciada pelo meio social.

Soma-se a isso o seguinte projeto: Título VII, Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de hormonoterapia e de procedimentos complementares não-cirúrgicos, a adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de idade. Título VII, Art. 38 – As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a partir dos 18 anos de idade. Como é que uma criança aos 14 anos de idade pode optar por iniciar um processo de transição sexual com possível mutilação de órgão na maioridade a fim de mudar sua forma física e orgânica? Se a ciência se sente capaz de transformar alguém nascido homem em uma mulher, por que é que não se realiza investimento terapêutico, psiquiátrico e psicológico nas pessoas que nascem homens (ou mulheres) para que aceitem sua condição original e vivam segundo a sua natureza?!

E vamos torrar dinheiro público aqui: Título VII, Art. 35 – É assegurado acesso aos procedimentos médicos, cirúrgicos e psicológicos destinados à adequação do sexo morfológico à identidade de gênero. Parágrafo único – É garantida a realização dos procedimentos de hormonoterapia e transgenitalização particular ou pelo Sistema Único de Saúde – SUS. O Brasil nem está devidamente adaptado para suportar a verba para o cumprimento das leis aos verdadeiros portadores de necessidades especiais, cirurgias de redução de estômago, apoio às viúvas e órfãos vítimas de homicidas, como é que se dá ao luxo de iniciar discussões dessa natureza...

E aqui está meu mais forte argumento contra a criminalização da homofobia: se a sociedade pode influenciar a opção sexual das pessoas, é possível então dizer-se homossexual por motivo de conveniência para usufruir de leis específicas e até forçar uma punição mais rigorosa contra seu agressor! Como sair dessa situação? Como diferenciar o homossexual do heterossexual perante a lei? Leia esse artigo: Título XI, Art. 73 – A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a travestis e transexuais, transgêneros e intersexuais, atentando ao princípio da proporcionalidade. Parágrafo único – Serão criados mecanismos de incentivo a à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.

Diremos então: já que não nascemos negro e nem índio, e nem somos portadores de necessidades especiais para adentrar em alguns programas de proteção do governo (muito bem justificados por sinal), então nos declararemos homossexual...

Já esse artigo, eu nem sei como lidar com ele: Título X, Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito. Mas como explicar em uma aula de ciências no ginásio o surgimento do homossexual? Como caracterizar a diversidade sexual sem divagar pelos aspectos inexplicáveis da ciência em uma aula de biologia onde todo ser vivo possui aparelho reprodutor com funções específicas de macho e fêmea com exceção do ser humano, que os têm mas os rejeitam?

Quando eu disse lá no começo que sou um dos defensores do combate à homofobia, refiro-me ao respeito, pois toda pessoa merece o respeito de suas opiniões, valores, costumes, crenças, opção sexual e forma particular de compreender a vida. Na legislação que vem sendo costurada no senado, fere-se o respeito aos heterossexuais (inclusive de crianças hétero), que se tornarão presa fácil de processos inconsistentes baseados em realidades individuais.

O preconceito, assim como o assédio, devem seguir a legislação vigente. A favor dos homossexuais caberia sim o direito civil de legitimação do matrimônio. Porém não lhes deve ser dado o direito de adotar filhos, pois às crianças, na configuração orgânica de qualquer ser humano, devem ter seu direito de serem criados como todo ser vivo por uma família constituída por um pai e uma mãe que lhe sirvam de parâmetro com suas distintas características comportamentais, fato que no momento da adoção não lhes é dado faculdade de optar e opinar, pois são incapazes de estabelecer juízo.

Finalizo esse texto reafirmando que sou contra qualquer mudança na estrutura morfológica das pessoas impactando em sua carne, seus órgãos e seus hormônios. Mas não sou contra o respeito a quem se interprete diferente de sua configuração original. Logo, qualquer tipo de intervenção médica nesse sentido é por total conta e risco de cada um. É descabido modificar toda uma estrutura legislativa, social e orçamentária para promover a adequação dos que têm ou dizem ter uma outra orientação sexual. Mas é justo que se promova o respeito entre todos e dê livre arbítrio para que cada um torne-se aquilo que deseja ser.

Em outras palavras, não há nada de errado com a orientação sexual de cada um. Errado é tentar tornar esse fato um novo elemento civil na sociedade com leis distintas dos demais. Isso é medida hipócrita, eleitoreira, promovida por políticos oportunistas que se apegam nos assuntos da moda e da massa para sua autopromoção. Pois o homem sempre será homem e a mulher sempre será mulher, apesar das mudanças plásticas na aparência, mesmo que vivam em matrimônio no mesmo gênero.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Passaporte para o sucesso...


Outro dia escrevi um texto acerca do lutador de MMA Anderson Silva, o Spider, dizendo que ele venceu a luta no Brasil mas perdeu a unanimidade de seus fãs (leia o artigo aqui), e esse tema despertou-me o interesse para discorrer mais a respeito. Porque veja só uma coisa: se você tem uma carreira pública ou artística, pode parecer até redundante dizer que sua meta é agradar ao maior número possível de pessoas. Isso ajudaria na sua própria projeção pessoal para ganho de votos, aumento de visibilidade e conquista de melhores contratos. Mas se você é um profissional ligado à iniciativa privada, que benefícios terá a seu favor contar com a unanimidade de opiniões boas a seu respeito? 

Vamos analisar isso na prática observando três fatores:

Seu carisma – há pessoas que são chamadas de carismáticas, pois independente de suas preferências, crenças, opiniões ou pontos de vista, são amadas e admiradas pelas demais pessoas com quem se relaciona. O carismático emana boas energias, é positivo, otimista, gentil e estimulador. É muito mais fácil liderar pessoas, conquistar favores e a adesão às suas ideias sendo carismático do que não sendo. É difícil que não haja unanimidade de boas impressões a seu respeito se fores carismático, e esse é um ponto a seu favor para conquistar melhores oportunidades e a fidelidade das pessoas.

Seu poder de persuasão – Se você é capaz de persuadir pessoas, ou seja, conquistar a adesão delas às suas ideias, conceitos, projetos e opiniões, então você poderá ter uma opinião unânime de que é uma pessoa vencedora e de credibilidade. Persuadir não é mentir, mas é uma forma de expor alguma situação de modo a ser visualizada, percebida e aceita por alguém, mesmo não concordando 100% com você. Por isso, se uma de suas características for a capacidade de persuadir pessoas, cuide para que o resultado de suas ações tenha sempre como o alvo o bem coletivo, para que aqueles que depositaram em ti a confiança não se sintam lesados ou arrependidos mais tarde, o que mudaria seu conceito de líder para enganador, pois teria agido em benefício próprio iludindo as pessoas.

Seus valores – conquistar a unanimidade exige de você um esforço para resguardar determinados valores, preferências e opiniões para serem debatidos apenas em pequenos grupos, entre amigos, de preferência fechados no mesmo contexto. O fanatismo trabalha contra a unanimidade. É melhor ser flexível. Por exemplo: você pode odiar o PT ou o PSDB, pode odiar o Corinthians ou o Palmeiras, pode ser Cristão ou Ateu, pode odiar os EUA ou o Irã, pode ser homofóbico, racista , contra ou a favor do aborto. Isso tudo é um direito seu. Mas jamais deve expor publicamente aspectos dessa natureza. Isso porque, inevitavelmente, você perderá a unanimidade da simpatia e de opiniões favoráveis a seu respeito, e sem saber por certo em qual proporção. Se você tem uma opinião formada sobre algo relacionado à conduta social, saiba o momento certo de expor seu ponto de vista, e o exponha sempre ponderando as variáveis, demonstrando o respeito que tens à opinião contrária. Um exemplo que tenho visto com frequência é a promoção da frase dizendo que o “vegetariano pensa melhor”. Isso significa que todos os demais são inferiores, o que forma uma imagem muito negativa a seu respeito.
Promova as suas ideias sem criticar a opinião ou a opção alheia. Isso sim é apresentar sinais de inteligência para conquistar a admiração ou a adesão de alguém.

Mas por que estamos falando sobre a unanimidade? Porque quando abordamos o Marketing Pessoal como ferramenta para o aumento do seu valor pessoal e profissional, não podemos deixar de considerar que a unanimidade provoca também a multiplicação de opiniões a seu respeito. E nesse caso, que sejam destacadas as boas! Ou você pode acabar carregando em seu histórico profissional atos irresponsáveis e desnecessários que denigrem seu bom nome (vejam aqui um exemplo clássico e recente do que estou falando).

Pois em uma coisa certamente somos unânimes: é mais fácil sermos bem sucedidos se promovermos nossas qualidades e nossa capacidade de adaptação às diferenças e interesses da coletividade.

*Esse texto foi publicado originalmente no blog Ponto Pessoal, onde escrevo em parceria sobre assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Leia o conteúdo também clicando nesse link.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Felicidade é ter flexibilidade

Já reparou que quando perguntamos a alguém sobre o que traz felicidade a resposta é sempre rápida? A saúde, os filhos, a família, o dinheiro... Mas quando perguntamos o que traz infelicidade é preciso parar para pensar um pouco.

Isso não quer dizer que todos estão sempre felizes. Traduz apenas que as pessoas muitas vezes não saem de seu estado infeliz porque nunca pararam para pensar sobre o que lhes provoca esse sentimento desgostoso.

Quero discorrer um pouco nesse assunto demonstrando uma nova variável: o aumento da felicidade é diretamente proporcional à sua capacidade de adaptação, ou seja, a sua flexibilidade para novos fatos.

Em outras palavras, as pessoas se tornam infelizes sempre que ocorre alguma mudança em sua vida ou rotina nas quais elas ainda não estão adaptadas.

Ao mudar de cidade, por exemplo, muitos se mantêm em estado de alerta por bastante tempo devido a distância da nova padaria, a distância do novo supermercado, a cara do novo vizinho, os novos cachorros que latem na rua, o novo trânsito, os novo buracos no asfalto, o novo clima etc. Isso os deixa infelizes, pois estavam perfeitamente adaptados à outra cidade e agora tudo mudou. Depois de algum tempo essas pessoas começarão a dar a seguinte resposta, com um falso sorriso, quando perguntadas se estão gostando da nova cidade: "já estou me adaptando. É um pouco diferente da outra, mas é uma boa cidade". Traduzindo: "ainda não estou feliz aqui, mas já me acostumei com algumas coisas..."

Isso porque cada um tem o seu tempo de adaptação, a sua flexibilidade a mudanças. É também a diferença entre aqueles que, em um processo de mudança, colocam suas expectativas sempre na comparação entre o que antes era bom e agora não é tão bom quanto. Por isso, ao invés de valorizar as coisas boas decorrentes dessa mudança, acabam por observar e reclamar das coisas que pioraram, segundo sua concepção. E assim, por falta de flexibilidade para conviver com outra realidade, promovem a própria infelicidade.

Nesse contexto podemos citar a mudança de casa, de cidade, de emprego, de escola e até de médico, dentista ou posto de gasolina. Quanto mais inflexível for em aceitar a novidade, maior a chance de tornar-se infeliz. Há quem se torne infeliz até com a mudança de idade!

Por isso, o seu tempo para alcançar a felicidade depende só de ti. Não seja você o parâmetro do que é certo ou o que é errado. Seja parte do contexto, faça parte do mundo, e não o contrário. Adaptando-se mais rapidamente a novas situações e tratando tudo isso como um novo desafio, uma nova perspectiva, você poderá ser feliz mais depressa e orgulhar-se de ter experimentado diferentes situações sempre com otimismo.

Capte todas as energias positivas de cada momento, respire fundo quando algo não estiver perfeito, use a flexibilidade e o poder de adaptação a seu favor, e SEJA FELIZ!!!

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Você é indispensável, o profissional do mês!

Se você quer fazer uma auto análise para avaliar se é ou não é um profissional bem avaliado pelos seus gestores, eis aqui minha receita. Um profissional considerado indispensável tem em seu perfil essas três qualidades: qualificação, comprometimento e pró-atividade.

Trocando em miúdos, vamos direto ao ponto:

Qualificação - é aquilo que você adquire através de cursos, faculdades, especializações, leitura de livros e artigos sobre sua área de atuação, e até trabalhando por bastante tempo na atividade que você chama de "sua profissão". Quanto mais você conseguir obter de conhecimentos através desses exemplos citados, maior poderá ser a sua qualificação. Trabalhar em diversas atividades diferentes oferece experiências profissionais, mas pode ser pobre em qualificação de fato.

Comprometimento - é aquilo que você demonstra perante os objetivos de seu empregador com a sua contratação. É o quanto você se empenha para que tudo dê certo e para que ninguém fique na mão por sua causa. Se você se esforça para não faltar, não atrasar, não sair enquanto houver algo por terminar, cobrir a falta ou lentidão de alguém que trabalhe com você, e até dispor-se a realizar um trabalho que não é de sua responsabilidade, então você parece ser um profissional comprometido. O comprometido também cuida do patrimônio de seu patrão. Não desperdiça material, não roda mais do que o necessário com os veículos da frota e evita gastar mais do que o necessário em restaurantes e hotéis de luxo durante viagens de negócio. O profissional comprometido é a cima de tudo um sujeito justo e honesto. O comprometido não faz horta extra desnecessariamente, mas ao contrário, trabalha com foco na produtividade. Por isso ele não busca parecer um bom profissional trabalhando muito, e sim produzindo muito enquanto está em serviço.

Pró-atividade - é aquilo que você faz antes que alguém lhe mande fazer. O profissional pró-ativo não espera que algo dê errado, ele age antes preventivamente. Ele enxerga oportunidades de melhorar alguma coisa e age para que isso aconteça. Ele pensa em seu trabalho e no que está fazendo enquanto está na empresa e contribui com mais do que simplesmente cumprir sua rotina, aperfeiçoando suas atividades sempre que tem uma ideia melhor. O profissional pró-ativo pensa e planeja o tempo todo, é um empreendedor mesmo quando está limitado a uma atividade específica. Ele sempre expressa suas opiniões aos seus líderes e é erroneamente chamado por colegas de trabalho (aqueles de perfil mais limitado) de "puxa saco".

Mas também temos defeitos...

Infelizmente, mesmo com essas três características tão fantásticas de um profissional no mercado de trabalho, muita gente tem também graves defeitos em seu perfil que podem custar uma demissão.

Patrão nenhum suporta pessoas dissimuladas, fofoqueiras, individualistas e manipuladoras. Essas características colocam a perder muitas qualidades positivas, produtivas e até um atestado de honestidade vindo de boas recomendações anteriores. Você pode nunca ter roubado ou desviado recursos em outras empresas, mas esses aspectos que relacionei com certeza incomodam a maioria dos líderes que cuidam da qualidade do relacionamento de sua equipe.

Estão essas são as dicas para hoje! Faça bom proveito dessa leitura e uma nova avaliação de como as pessoas te vêm no ambiente de trabalho. Nunca é tarde para mudanças a seu próprio favor...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A difícil compreensão do mundo moderno

Há quem diga que a sociedade está evoluindo. E eu, sem entender qual a vantagem dessa evolução, pergunto: evoluindo para onde? Para a solidão, para a inflexibilidade, para a independência financeira, para a liberdade individual e para os prazeres da vida a qualquer custo... A ciência está evoluindo, mas a sociedade não. Ela está apenas mudando, e não creio que seja para melhor.

A poesia romântica perdeu o seu encanto com o fim da Noite de Núpcias, da Lua de Mel e do Casamento em sua essência, onde o amor virou paixão, a virgindade virou piada, a fidelidade virou hipocrisia e o matrimônio abençoado por Deus virou apenas uma "união estável", apenas mais um capítulo da história, e não uma história completa. Leia essas palavras do Rei Salomão, a quem Deus deu sabadoria no capítulo 7 de Provérbio.

É por isso que pensam que está cada vez mais fácil construir robôs parecidos com gente, quando na verdade a humanidade é que está ficando mais parecida com robôs: mais produtivos, mais frios, solitários e sem sentimento...  

"O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria." (Provérbio 18:1)

De minha parte permaneço feliz por ser apenas um profissional, marido e pai de hábitos provincianos e que escreve tolices. Porque para mim a Família e seus valores ainda é o bem mais precioso de um homem.

Vamos meditar em nossas vidas e em nossos relacionamentos. É fácil ser feliz, basta seguir a Deus e aprender com a Bíblia e não com os devaneios consumistas dos homens...

Essa é a minha mensagem para hoje e sempre. A todos uma ótima semana!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O dia de Ação de Graças de Charlie Brown e suas lições organizacionais

É impressionante como encontramos pérolas corporativas em lugares completamente inesperados... No dia das crianças encontrei por acaso um box com 3 DVDs do Snoopy em promoção nas Lojas Americanas, e um deles era esse aí da ilustração ao lado, com uma história extra chamada The Mayflower Voyagers.

O filme conta a história dos viajantes do Mayflower, o navio que levou o grupo de ingleses e demais povos que instalou-se definitivamente nos EUA para fazer um país livre das perseguições católicas aos protestantes na Europa, onde finalmente, após grande período de superação das dificuldades, reuniram-se para celebrar o Dia de Ação de Graças.

O mais incrível é como eu ia assistindo o filme e visualizando lições corporativas para apresentar ao nosso grupo de funcionários. Acredito muito nessa técnica de aprendizado, onde vemos na história o reflexo de nossa realidade, e é por isso que apreciei tanto esse filme. 

Vou listar aqui um pouco do que pude absorver de útil, além da diversão oferecida pela animação:

1 - Em nossas decisões é preciso haver um propósito, como daqueles que embarcaram em uma viagem arriscada rumo ao desconhecido. Ao aceitar um emprego e iniciar em uma empresa também precisamos ter um propósito pessoal para que aquilo possa valer a pena não somente através do recebimento do salário mensal.

2 - Há períodos de bonança, mas também de tempestades no decorrer dos dias. É preciso estar consciente disso para poder lidar com as dificuldades sempre calmo e equilibrado, enfrentando-as sem alarde e de forma bem racional.

3 - Nem todos os recursos são plenamente favoráveis ou adequados para executar nossas tarefas. Contudo é necessário utilizar o que está disponível para se chegar ao objetivo, e aí sim viabilizar melhorias.

4 - As pessoas são diferentes entre si, e devido a suas personalidades distintas é preciso saber tolerar e ceder na medida certa para que haja harmonia no trabalho em grupo. O respeito à opinião e à forma de pensar dos outros é importante para que se avalie com inteligência o que está certo e o que está errado no processo.

5 - Todos têm sentimentos, e alguns sentem apreensão e ansiedade em obter rapidamente melhorias em suas condições pessoais e profissionais dentro da organização. Contudo é preciso administrar esse sentimento e conversar sempre a respeito dele com seus líderes ou liderados para que haja uma linguagem muito franca e aberta a respeito do presente e do futuro da empresa e do papel de cada um segundo as suas possibilidades de crescimento.

6 - Algumas pessoas chegam a cair ou tropeçar no decorrer do seu trabalho, e caso não haja a cooperação de todos em apoiá-lo, será muito difícil recuperá-lo. Na maioria das vezes é mais viável recuperar um profissional que cometeu falhas ou que desanimou do trabalho do que contratar um novo e integrá-lo ao grupo.

7 - A mudança de rumo ou a tomada de novas decisões ocorre de maneira muito mais favorável quando um grupo de pessoas se reúne e debate o assunto. A decisão tomada a partir da construção da solução em grupo é mais eficaz, e sua aplicação é mais rapidamente aceita do que quando é idealizada por uma só mente superior na hierarquia de comando.

8 - A desmotivação é um processo que deve ser combatido a partir da mudança de visão dos colaboradores pessimistas. Esses só enxergam os problemas, nunca as conquistas. É importante que se tenha sempre em mãos bons resultados e novidades que venham a contribuir para manter alta a moral do grupo, mesmo em um ambiente pouco favorável e de muitas dificuldades.

9 - O estabelecimento de regras, normas e rotinas a serem seguidas é a espinha dorsal de qualquer organização formal. Com essas ferramentas toda atividade tem começo, meio e fim. As pessoas terão um código de conduta a seguir para tomar decisões corretas e resultados poderão ser mensurados em mesas de reuniões, assim como o desempenho de cada membro na execução de suas tarefas.

10 - Há males que vêm para o bem. Essa frase conhecida ocorre também nas corporações, onde é melhor visualizada se lida de outra forma: vale a pena suportar alguns sacrifícios para prover um bem maior amanhã. Mais uma vez chamamos a atenção para exercer a paciência e a tolerância diante das dificuldades.

11 - Decisões erradas não são humilhação e nem demérito para ninguém. Com humildade reconhece-se que uma ação não foi bem sucedida e parte-se para uma outra alternativa sem perder o foco no objetivo proposto.

12 - O alcance dos objetivos muitas vezes esbarra em algumas dificuldades que só são superadas com a doação de algo mais de si mesmo. Assim, se cada um doar seu trabalho com algo além de suas aptidões originais, certamente o esforço será recompensado por um bem coletivo, onde todos ganham.

13 - O medo é uma dificuldade tão grande quanto a insegurança. Superar essa dificuldade uma ou duas vezes certamente vai ajudar alguém a aumentar sua autoconfiança e sua capacidade de enfrentar desafios que antes considerava incapaz de alcançar. No ambiente de trabalho, aprender uma nova atividade ou adotar um novo procedimento é um grande desafio para muitos, e sua superação deve ser estimulada.

14 - Reconhecer as qualidades de um líder é uma excelente forma de aceitar o comando. Assim, deve-se destacar as qualidades do líder perante o grupo e o mesmo deve reafirmar através de seus atos sua capacidade de apoiá-los em seus trabalhos diários. O líder tímido ou omisso não consegue liderar, e seus comandos serão frequentemente questionados ou colocados em dúvida pelos liderados.

15 -  Muitos não conseguem permanecer no grupo, e uma eventual saída de um colaborador deve ser sempre lamentada internamente como algo ruim tanto para ele quanto para a empresa, que investiu em sua capacitação.

16 - Novos colaboradores podem chegar, inclusive na área de liderança, e sua chegada deve ser sempre comemorada e bem aceita pelo grupo como algo positivo, capaz de trazer novidades operacionais ou administrativas para o bem coletivo.

17 - É preciso reunir-se com o grupo em uma frequência no mínimo semanal para citar os resultados positivos, as qualidades percebidas durante o trabalho passado. Nesse momento deve haver uma reflexão interior e ser estimulado que cada membro do grupo dê graças por algo positivo que tenha lhe acontecido na semana dentro ou fora da empresa, a fim de que todos dêm valor ao seu emprego, sua família, sua saúde e outras coisas boas que o rodeiam quase desapercebidas por falta de um momento de meditação.

Pois bem pessoal, tudo isso pôde ser visto no filme!

Assim termino esse texto entrando em mais um final de semana disposto a recomeçar tudo de novo e ainda melhor na semana que vem. Sugiro que também assistam e recebam sua mensagem, aplicando suas lições em seu dia a dia e em seu ambiente de trabalho.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sim, você faz falta para quem te ama!

Vou compartilhar com vocês um vídeo que me emocionou muito essa semana. Ele mostra cenas de soldados norte-americanos voltando e reencontrando seus filhos em um momento inesperado.

É realmente lindo ver como é gostoso o reencontro de pessoas que se amam, e deixa uma lição: crianças sentem a falta do pai, assim como sentem da mãe.

Podemos escolher entre amar incondicionalmente nossos filhos e conjuge e estar sempre perto deles ou buscar nossa exclusiva satisfação pessoal ou profissional deixando tudo para trás em busca de uma aventura qualquer, logo ali...

Querem cuidar do planeta, da natureza, da água, dos animais, falam em sustentabilidade, etc. Fazem campanha contra o fumo, a maconha, a bebida, o câncer de mama, a defesa do consumidor, a doação de sangue, etc. Mas não tenho visto alguém promover ações pela união e fortalecimento da família, por uma sociedade de valores presentes e enraizados no caráter desde a infância, pela presença do pai e mãe na vida dos filhos. Será que estamos perdendo o foco na velha e boa escala de valores e deixando coisas valiosas que estão bem ao nosso lado perder a prioridade para outras necessidades que serão apenas consequência de nossos atos presentes? Que importância tem o seu filho? Responda você...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por que o Programa do Chaves ainda tem audiência? Simples...

Existem alguns fenômenos que parecem inexplicáveis. Mas só parecem. Um deles é a audiência de Chaves no SBT, capaz de superar programas tradicionais e fazer muita gente largar o controle remoto e ficar por ali.

Nesse último dia 19 de julho, Chaves mais uma vez foi líder de audiência, em plena terça-feira, por volta das 13h e 14h. Mas por quê programas como Chaves ainda são capazes de reter a audiência de pessoas de todas as idades, mesmo sendo repetidos centenas de vezes? A resposta a essa pergunta a banda Titans já deu bem antes de Chaves começar a pintar aqui na telinha Brazuca: "A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade...".

Quem não se lembra dos Trapalhões quando ainda eram 4 e faziam piadas inocentes, com trapalhadas no melhor estilo "O Gordo e o Magro"? Esse é o teor da diversão: pessoas simples, fazendo coisas simples e atrapalhadas despretenciosas inocentemente. 

Coloque Chaves no mesmo horário de Casseta e Planeta ou de Tom Cavalcanti com toda aquela baixaria,  para ver a divisão de audiência... E quem aguenta aquele programa "A turma do Didi", ou a "Escolinha do Gugu"? Infelizmente nossos programas humorísticos são da pior qualidade, apelativos e impossíveis de serem assistidos com uma criança de 8 anos pelo alto teor apelativo e de piadinhas de duplo sentido.

É por isso que Chaves dá audiência: não há concorrência hoje em rede nacional para promover a diversão leve, inocente e descontraída similar a esse antigo programa mexicano. Chaves ainda é capaz de promover alguns minutos de descontração unindo pessoas de todas as idades na mesma sala.

As pessoas querem alguns momentos de felicidade sem constrangimento. A mídia e os veículos de comunicação pensam que evoluíram, mas os sentimentos humanos são imutáveis. Seus desejos e ansiedades são os mesmos, por mais que pareçam mais maduros, cultos e evoluídos cientificamente. O homem ainda precisa do amor verdadeiro, da amizade sincera e do calor do próximo, e quando tem a oportunidade de conviver com coisas tão simples quanto seu instinto verdadeiro, ele se agarra e vive intensamente esse momento. 

É por isso que Chaves permanece: por colocar-nos frente a frente à nossa verdadeira identidade e nosso desejo de sermos felizes na simplicidade dos sentimentos.

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Visite a Livraria Cultura e dê um vale presente a quem você ama!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Apresento a vocês meu terapeuta: o Sr. Blog

Hoje estou postando um novo texto no Foco em Gerações que fala sobre o crescimento avassalador das redes sociais para a satisfação da demanda latente do direito de expressão da sociedade moderna, especialmente dos membros da geração Y.

Convido todos os meus amigos a uma visita no site clicando nesse link. Boa leitura!!