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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Autocrítica para vencer no processo seletivo

O momento da entrevista é crucial para a sua recolocação no mercado de trabalho: a venda de si mesmo como trabalhador.

Será que estamos preparados para falar de nós mesmos e vender o melhor custo x benefício ao recrutador, envolvendo o conhecimento científico (diplomas), conhecimento prático e valores agregados para aquilo que realmente interessa para cada tipo de empreendimento? Será que nosso perfil está adequado para entrar e fazer parte de um grupo novo, com humildade e flexibilidade para encarar mudanças de rotina e de comportamento, sem expressar uma confiança exagerada? 

Às vezes nossa autocrítica está tendendo ao nosso favor, e aquilo que não conseguimos ver em nós mesmos um recrutador experiente vê...

Por isso, não culpe o recrutador pelos seus insucessos. Analise a si mesmo e admita que há pontos a melhorar para que se alcance uma nova conquista.

Use essas dicas a seu favor:

- Conheça o perfil da empresa recrutadora;
- Reformule seu currículo e adeque sua linguagem e sua abordagem exclusivamente e à vaga em disputa;
- Seja direto e objetivo nas explicações;
- Não fique descrevendo suas qualidades gratuitamente, não fique ansioso em falar. Responda com segurança às perguntas do recrutador;
- Não fique dando exemplos de outros empregos para reafirmar suas qualidades se não for convidado a fazê-lo. Deixe que o recrutador conduza a entrevista e concentre-se em falar com clareza e objetividade a tudo o que ele abordar;
- Vista-se adequadamente para cada vaga disputada, pois o figurino pode até desclassificá-lo. O excesso de grife, por exemplo, pode dar a impressão de que o salário oferecido não será suficiente para atender ao seu elevado padrão de vida. Pode ser um fator decisivo para a escolha do outro candidato.

Em resumo, monte um plano estratégico para cada processo seletivo, lembrando sempre que nesse momento você é o vendedor e você é a mercadoria. Encante o cliente, venda-se ao recrutador e Feliz Novo Emprego!!!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A Soberania do empregador na relação trabalhista

Citado na legislação trabalhista com uma penca de proteções, o Trabalhador é parte de um todo, o qual sem a parte não é todo, que por sua vez sem o todo não é parte (parafraseando Gregório de Matos Guerra).

Filosofando com mais simplicidade, digo que não existe Trabalhador sem antes um Empregador que o constitua, sem o qual o trabalhador tem outro nome: DESEMPREGADO.

Também há de se admitir que sem o Trabalhador, o Empregador não passa de um PROFISSIONAL AUTÔNOMO, sendo uma empresa de um homem só.

Portanto, ambos são necessários para se definir EMPREGO, TRABALHADOR e EMPREGADOR, onde o Empregador é o que corre o risco do investimento e o Trabalhador é o que causa o resultado que se espera (ou não se espera...) do referido risco.

Nessa relação de interesses mútuos, o Empregador tem algo que o Trabalhador almeja: o Emprego e sua remuneração, concordada e acertada mediante algumas prerrogativas no momento da contratação. Por outro lado, o Trabalhador promete algo ao Empregador (tudo aquilo que o destaca para a conquista do Emprego) que só poderá ser avaliado se será cumprido ou não após o início do vínculo contratual: a qualificação, o empenho e a responsabilidade para que se conquiste o resultado pretendido segundo a atividade-fim do empreendimento.

Exposta a seguinte linha de raciocínio, vem a minha pergunta: quem é a parte hipossuficiente nessa relação?

a) o Empregador que, independente do resultado apresentado pelo Trabalhador, ao final de cada mês terá que pagar todas as dívidas contratuais (salários, benefícios, impostos, etc);

b) o Trabalhador, que independente de apresentar ou não tudo aquilo que prometeu no momento da contratação receberá todos os créditos contratuais (salários, benefícios, impostos, etc).

Sob essa análise quero aqui questionar a desproporção do peso que se dá ao Trabalhador e ao Empregador perante a lei, a qual desconsidera o fato de que sem o Empregador não há emprego ao Trabalhador, e sem um trabalho eficiente do Trabalhador não haverá Empregador, Desenvolvimento e Novos Empregos que transformem Desempregados em Trabalhadores.

Considerando as responsabilidades de ambas as partes em uma relação de interesse mútuo, é justo que o trabalhador seja responsabilizado por todo e qualquer descumprimento de regras e normas estabelecidas no momento de sua contratação, desde o uso dos equipamentos de segurança fornecidos, cumprimento de carga horária e registro de ponto de acordo com a escala, até acidentes de trabalho provocados por negligência pessoal. Por que é que todo esse ônus recai somente e exclusivamente sobre o empregador?!

Há de se modificar a descabida ideia de que é necessário dificultar a demissão sob o pretexto de oferecer segurança ao Trabalhador. Ora, se o Trabalhador não ofereceu produtividade e os demais requisitos para que se conquiste o resultado pretendido pelo Empregador, deveria ser Justa Causa a demissão para posterior contratação de alguém que cumpra o prometido no momento da contratação. Um Trabalhador será transformado em Desempregado, enquanto que um Desempregado será transformado em Trabalhador. Essa é a lei da Seleção Natural, a qual permitirá que o Empregador prospere em seus negócios, gerando inclusive novas vagas de empregos que proporcionarão a outros Desempregados tornarem-se Trabalhadores.

Essa dinâmica terá a força, inclusive, de tirar o trabalhador da zona de conforto, proporcionando a ele um estímulo a qualificar-se e empenhar-se mais para não ficar desamparado e desempregado por falta de competitividade no mercado de trabalho. Tornaria o Brasil um país mais desenvolvido em todos os aspectos, célula por célula, desde o trabalhador individual até a empresa constituída por pessoas que realmente trabalham e produzem com um propósito.

Por isso, decidir por uma demissão sem ter que oferecer justificativas ao Estado é o princípio do livre arbítrio, onde o Empregador, o que corre o risco pelo empreendimento, tem total autonomia por contratar, avaliar e demitir segundo seus próprio critérios profissionais e empresariais, desde que não descumpra com os direitos constitucionais do cidadão brasileiro. Disse certa vez Jack Welck, ex-presidente da GE, um dos homens mais bem sucedidos e respeitados no mundo dos negócios: "Em toda organização tem-se o que chamamos de “curva da vitalidade”. Essa curva mostra que 20% dos executivos podem ser classificados como “melhores”, 70% são “vitais”e 10% são os “piores”. É preciso sempre saber quem é quem, inclusive nome, cargo e salário. Os que apresentam desempenho insatisfatório têm de ir embora".

As Demissões por Justa Causa ou Sem Justa Causa devem ser substituídas apenas por Demissão, onde é totalmente desnecessário justificar ao governo sua motivação. Basta que o Empregador, o dono do próprio negócio, o homem que corre todo o risco da operação, decida o que deve ou não fazer com seus recursos humanos, segundo seus próprios critérios, sem ter que pagar qualquer tipo de multa ou indenização por encerramento de contrato.

E finalizando a linha de pensamento com foco no crescimento das organizações fomentadoras de emprego, cito mais uma vez a fala de Jack Welch: "Gerenciar pessoas é garantir que ninguém tem a segurança de ficar no topo para sempre. Todos devem conquistar continuamente seu lugar ao sol e demonstrar a toda hora que fazem jus às posição". Com isso cabe ao empreendedor Empregador, e não ao governo, estabelecer as regras de quem sai e de quem fica no emprego.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Currículo para o primeiro emprego e plano de carreira

A mídia nos coloca a frente de uma situação inusitada, mas que não me surpreende em nada: aumentaram as vagas de trabalho, mas não a mão de obra qualificada para preenchê-las.

Isso é inusitado porque parece inédito em nosso Brasil sobrar emprego, mas não me surpreende pelo fato de faltar mão de obra qualificada, uma vez que falta um plano de carreira na vida das pessoas. Ou seja, muita gente ainda está desempregada não por falta de oportunidade, mas por falta de capacidade ou por falta de planejamento de sua vida profissional.

Tenho dito isso outras vezes e volto a dizer: novos profissionais não têm que buscar alta remuneração, mas aprendizado. Precisam dar foco no que gostam, no que querem aprimorar e qualificar num primeiro momento, mesmo que isso lhes custe uma vida mais modesta, com remuneração de aprendiz, para que se desenvolvam como gente grande e passem a pedir mais caro pelo serviço cada vez mais especializado que poderão oferecer.

Tem muita gente que ainda acha que faculdade gera emprego. Não gera!! Já estamos no século 21, e diploma é apenas uma obrigação de quem quer se manter vivo no mercado de trabalho. Após ele vem a capacidade individual de se adaptar com diferentes tipos de negócios, diferentes tipos de chefias, diferentes políticas de trabalho e diferentes mercados. Dominar informática, ter noções de inglês e uma faculdade não é mais sinônimo de competitividade profissional, já é item de série! Todo mundo tem que ter…

Agora, se alguém deseja apresentar-se para disputar um emprego, precisa antes de mais nada estabelecer sua Missão, Princípios e Valores pessoais para mostrar claramente a um entrevistador que sabe onde quer chegar. Veja só isso:

Entrevistador – “Por que você acha que pode contribuir como programador nessa empresa?”

Candidato 1 – “Ah, porque eu me formei nessa área e gosto de trabalhar nisso.”

Candidato 2 – “Ah, porque eu já fiz estágio em programação, meu forte é html, e preciso de dinheiro para pagar minha especialização.”

Candidato 3 – “Ah, porque eu tenho um objetivo de vida que é ser um dos melhores programadores, e mesmo com pouca experiência, pretendo aproveitar tudo o que essa empresa tem para me oferecer como conhecimento e crescimento profissional, para depois despontar, desenvolver projetos maiores e me valorizar aqui dentro.”

Notou a diferença? O candidato 3 não quer saber quanto vão pagar e qual a política salarial ou de benefícios da empresa. Ele não quer apenas trabalhar, mas quer dar um duro lá dentro, quer se desenvolver profissionalmente e em breve trazer maiores benefícios à empresa.

O que as empresas esperam de um profissional hoje é mais do que formação. Elas esperam pessoas com vontade de crescer, e crescer junto com a companhia para que dia após dia todos ganhem.

Jovens mauricinhos mais preocupados em comprar ou “tunar” um carro, ou mais preocupados com a grana para a balada do próximo fim de semana, já estão entre os que normalmente não vão dar em nada, serão eternamente comandados por alguém. Já estão entre aqueles que o recrutador percebe logo de cara que trocará de emprego se alguém lhe oferecer cem reais a mais. O mercado quer trabalhadores, pessoas que primeiro estabeleçam a base de suas vidas, seu plano de carreira, para depois pensar no status do próprio ego e na vida social.

E acredite: para quem recruta, quem trabalha com seleção de candidatos, basta 5 minutos de conversa para separar o joio do trigo. Mas infelizmente está difícil achar o trigo nos tempos de ascensão social do brasileiro, que deslumbrado com a chance de gastar… só pensa em gastar, esquecendo-se de se qualificar e de investir no próprio desenvolvimento técnico e intelectual.

Isso provoca um problema em escala, pois por falta de gente competente contrata-se profissionais medianos, pagando-se salários medíocres, pois muitos não valem mesmo mais do que isso.

Portanto minha dica é: pegue um papel e um lápis e estabeleça seu plano de vida, direcionando onde quer chegar e quais serão seus próximos passos para que esteja com um currículo competitivo e que impressione alguém quando tiver seus trinta e poucos anos. Trabalhar em várias empresas pequenas e médias dentro de sua área de interesse e ganhar pouco antes dos 30 não é problema. Duro é passar dos 30 e perceber que não juntou conhecimentos e argumentos suficientes no currículo para vender sua prestação de serviço para alguma empresa grande. E vender caro…

Após estabelecer suas metas pessoais comece a montar o currículo de modo que algo se destaque para o entrevistador, que espera ver em você alguém com perfil adequado para ser bem sucedido no seu primeiro emprego.

Estrutura de um currículo para o primeiro emprego

No cabeçalho coloque apenas seu nome completo, sua idade, seu estado civil, a cidade e estado onde reside, seu telefone para contato e seu e-mail.

Em seguida coloque o título Apresentação e apenas apresente-se com sutileza e sem exibicionismo. Algo assim: "Sou administrador com especialização em empreendedorismo. Com perfil estrategista e bastante detalhista sou habilidoso em desenvolver trabalhos em equipe. Tenho estilo operacional e disciplinado, e meu objetivo é trabalhar e aprender em uma empresa composta por líderes experientes em quem eu possa me inspirar e evoluir na profissão de administrador."

O próximo título chama-se Formação, é onde você escreve seu título de terceiro grau, o nome da instituição de ensino e o ano de conclusão. Se quiser pode escrever também o tema do seu trabalho de conclusão do curso. Se tiver outras especializações ou MBA, cite também.

Finalize com o título Informações complementares, onde citará em forma de tópicos assuntos que possam interessa à empresa contratante. Algo como:
- Tenho facilidade em apresentar palestras e falar em público;
- Fiz parte da empresa júnior de consultoria onde assumi a diretoria de eventos;
- Participei de palestras nas áreas de ...;
- Participei do Simpósio ...;
- Pariticipei de estudos orientados nas área de ...;
- Realizo trabalho voluntário como professor de violão no centro comunitário Padre José;
- Falo inglês intermediário, fiz aula no Fisk durante 3 anos;
- Tenho disponibilidade para viagens.

E assim termine com a data e cidade onde reside atualmente: Piracicaba-SP, agosto de 2012.
Assine o documento e está pronto o seu currículo para o primeiro emprego.

Evite colocar sua pretensão salarial, deixe para falar sobre isso no momento da entrevista, onde vai poder discutir valores de acordo com a vaga, o porte da empresa, etc.

Conquistar o primeiro emprego não é fácil, e por isso um bom currículo, simples, objetivo e atraente é sua principal ferramenta para iniciar uma carreira de sucesso.

Leia mais artigos sobre currículos clicando nesse link, e sobre Empregabilidade clicando aqui.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mão de obra desqualificada é um problema cultural

Esse texto tende a ser mais um desabafo do que qualquer outra coisa. Porque eu desisti de discutir o tema da desqualificação da mão de obra uma vez que me convenci que não se trata de um problema educativo ou de oportunidade de qualificação técnica, mas de preguiça, falta de propósitos e de objetivos. É o retrato da cultura de um povo, de uma nação que nada faz para transformar o analfabeto funcional em um profissional produtivo.

Essa á uma realidade para quem trabalha no serviço braçal, digo operacional, repetitivo, vendas e atendimento ao cliente. E a minha queixa é por que muitas dessas pessoas (que não merecem ser chamados de "profissionais") não se empenham em realizar um trabalho de forma responsável, eficiente e com vistas para o próprio desenvolvimento e melhoria salarial? Por que é que essas pessoas não fazem por merecer o reconhecimento de seu empregador?

A resposta é porque somos um povo que nasceu para viver na superficialidade e na banalidade. Estamos mais preocupados com a próxima balada do que com o desemprego. Temos tanta preguiça de pensar, que na época da eleição votamos na "experiência" do mesmo candidato de sempre para não ter que ler os projetos dos demais...

E assim caminha o progresso no Brasil: uma parte empreende para crescer e prosperar enquanto depende da outra parte que opera mal e porcamente os serviços elementares da empresa. E nesse ritmo vemos uma execução displicente de tarefas simples, vemos nossas chances de prosperar estancar nas mãos dos operadores e vemos a rotatividade de trabalhadores encarecer nossas folhas de pagamento e inviabilizar o investimento em desenvolvimento profissional continuado.

E a pergunta que não quer calar é: quando é que vamos evoluir culturalmente para compreender que ninguém nasce sabendo, que a oportunidade de prosperar é igual para todos e que o interesse de que isso aconteça deve partir de cada um de nós?

Mais uma vez direciono meus esforços em dizer que no Brasil falta escola para formação de pais e mães, para que façam com seus filhos o que seus pais não fizeram consigo mesmo: ensinar-lhes que a vida não está para brincadeira, que o sucesso só depende de um pouco mais de esforço e força de vontade, e que o tempo destinado para pensar em diversão deve ser inversamente proporcional ao tempo dedicado ao aprendizado. Devemos estimular nossos filhos a fazer sempre o melhor, seja lá o que for feito na sua vida inteira.

Só assim seremos capazes de mudar uma cultura incrustada na mente das pessoas de que tudo o que há de ruim é culpa do governo. O governo brasileiro como um todo é realmente de péssima qualidade (e olha que somos nós mesmos quem os escolhemos!), mas no meio de tudo isso há as pessoas que se tornam bem sucedidas, trabalham com vigor e que não dependem do estado para nada e as pessoas que não saem de onde estão, fazendo o seu servicinho sempre de muito mal gosto enquanto esperam que o governo faça alguma coisa por elas.

E com isso temos empresas eternamente reféns de mão da obra ruim e irresponsável que não cresce e também não permite crescer seus empregados. Sem falar que as empresas ainda sofrem para sobreviver à ultrapassada e unilateral CLT (leia o texto nesse link). Assim temos um cenário de desânimo onde todos têm uma justificativa para seu fracasso pessoal, profissional e empresarial.

Porque se todos tivessem responsabilidade e interesse em entrar para fazer bem feito, todos ganhariam com isso: o empregador, dono do capital para empreender; e o empregado, mão de obra indispensável para o desenvolvimento do empregador e de si mesmo.

Isso lhe parece muito complexo? Não, é simples. Mas nossa cultura não nos permite ver e compreender o óbvio...

Leia também outros artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cresça e apareça em harmonia com as gerações

Normalmente temos lido e escrito muito sobre as características emocionais, comportamentais e profissionais dos membros da geração Y, estudando-os como se fossem uma nova espécie do reino animal. Eu mesmo tenho feito muito isso.

Assim, acabamos por ter uma visão viciada buscando compreendê-los melhor e moldar as estruturas de trabalho para favorecer a convivência pacífica e produtiva com esses novos profissionais e seus perfis estabelecidos. Mas e quanto a eles, o que sabem sobre as gerações X e baby boomers para que promovam uma releitura de si mesmos buscando adequar-se ao que já existe enquanto o mundo se adapta a eles?

É sobre isso que quero falar hoje: como encarar e integrar-se ao perfil e às culturas já existentes para crescer e prosperar profissionalmente sendo um membro da geração Y.

Trabalhando com Baby Boomers

Os Baby Boomers, que na longa época da recessão primavam pela estabilidade no emprego (e por isso mesmo cobiçavam os empregos concursados), normalmente são profissionais com muitos anos de serviço, porém com pouca variedade de conhecimentos práticos e pouca formação acadêmica (se comparados às novas gerações).

Essa geração tem por característica a estabilidade, e o fantasma do desemprego os persegue desde os tempos da juventude. São profissionais de carreira leais e confiáveis, mas com menor poder de fogo e de argumentos no momento de um recrutamento. Por esse fato vemos muitos debates falando sobre o “preconceito” na contratação de profissionais a cima de 40 anos, quando na verdade a razão dessa dificuldade não é o preconceito de fato, mas a baixa capacidade de se adaptar e de contribuir com inovações às organizações altamente competitivas e dinâmicas.

Por isso o convívio com um baby boomer deve ser de respeito à sua história de vida e de valorização àquilo que ele já fez por onde trabalhou, quando a concorrência decorrente do capitalismo não era tão agressiva quanto hoje. Um Y poderá se dar muito bem com um baby boomer se tiver a humildade de ouvi-lo e aprender com sua experiência. Mesmo com todas as discordâncias que venham a existir, o baby boomer ainda carrega consigo a credibilidade e a fidelidade ao empregador, fato muito diferente de um Y que troca de emprego com facilidade para ganhar mais dinheiro. Conquistando junto à empresa a mesma credibilidade adquirida por um baby boomer e somando a isso a sua flexibilidade nas mudanças e capacidade criativa, um membro da geração Y poderá obter muita experiência e sucesso profissional.

Trabalhando com a Geração X

Já a Geração X, que herdou um pouco dos seus pais Baby Boomers, já começou a enxergar com bons olhos um plano de carreira com foco no aprendizado de uma profissão na iniciativa privada onde será avaliado por produtividade e não há estabilidade. Aspiravam iniciar uma carreira, por exemplo, no McDonald's. Essa geração, em seu início de carreira, ainda não pegou o crescimento da economia e abertura de milhares de faculdades particulares de baixo custo, e por isso primavam pelo desenvolvimento profissional na prática em empresas com estrutura de trabalho bem consolidada. Nesse momento ganharam força as inúmeras agências de estágio, sendo esse um serviço muito oportuno criado para atender à demanda de conhecimentos práticos e empregabilidade da Geração X. Essa geração, que aprendeu a trabalhar na raça e na vontade, não se preocupava em ganhar bem no início de carreira, pois inspirada pelo pai, tem foco no futuro.

Assim, o convívio profissional entre um Y e um X tende a ser mais conflitante do que entre um Y e um baby boomer, pois o X tem espírito jovem e está em plena fase produtiva, brigando pelas mesmas vagas de emprego que o Y. A grande diferença é que o Y geralmente se apresenta ao mercado de trabalho com uma grande bagagem cognitiva teórica, enquanto que o X já adquiriu conhecimento prático e muitos deles estão em busca de atualizar-se nos cursos de graduação e especialização para valorizar os seus currículos.

Enquanto isso, o convívio harmonioso de um Y com um X será possível sempre que o Y admitir que a experiência de campo que lhe falta só será conquistada se ele souber administrar um relacionamento de cumplicidade e transparência com seus companheiros X. A confiança mútua será altamente produtiva para a empresa, e o aprendizado prático será um complemento enriquecedor a quem já tem uma boa bagagem técnica.

Diploma X Experiência

Por isso é importante compreender que ter diplomas sem ter experiências de campo não agrega valor aos salários, e esse é o principal motivo de insatisfação profissional da geração Y: consideram que têm boa formação acadêmica mas não aceitam que o empregador lhe pague pouco até que ganhem bagagem profissional.

A Geração Y normalmente não gosta de trabalho repetitivo e não vê a hora de crescer, ganhar mais dinheiro, vibrar com resultados e buscar novos desafios. Muitos deles são filhos de pai e mãe separados ou que passam longas horas em ambiente de trabalho e no trânsito, e por consequência disso os Y amadurecem quase sozinhos e se inspiram naquilo que aprendem na TV, escola, faculdade e internet, aspirando vida social intensa, status e independência financeira. São tão orgulhosos e autoconfiantes quanto os X, mas seu futuro ainda está em construção, e é esse o principal ponto de conflito: julgam-se prontos para a vida profissional quando estão apenas começando.

Por isso o segredo do sucesso para a geração Y é planejamento, disciplina e paciência: Planejamento de carreira para saber onde quer chegar e como chegar; Disciplina para não perder o foco priorizando sempre o crescimento profissional e curricular, sem pressa para enriquecer; e Paciência para suportar algumas diferenças de opiniões, valores, medos e vaidades das demais gerações, com as quais é mais vantagem conviver e aprender do que conflitar e rivalizar.

O que diferencia os profissionais no mercado de trabalho é o quanto cada um se qualificou, atuou, produziu e construiu. A soma de tudo isso, independente do tempo percorrido para a conquista do sucesso, perfaz o seu valor profissional e a sua empregabilidade, independente de qual geração você pertence. Você pode ser membro de qualquer geração e ser apenas mais um no mercado de trabalho ou pode ser um renomado, respeitado e admirado profissional de 20, 35, 50 ou 70 anos de idade.

O sucesso não tem idade, quem o constrói é você.

*Esse texto de minha autoria foi escrito originalmente em junho de 2012 para o site Carreira Y, e apresento-lhes aqui na íntegra para leitura.

O Carreira Y é  um site que destina-se à profissionais da Geração Y mas com um conteúdo que pretende agregar conhecimento a todos os profissionais. Seu diferencial diante de outros sites de conteúdo online é que todas as informações nele inseridas têm sua linguagem, abordagem e informações destinadas aos jovens da Geração Y. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Desenvolver é diferente de Buscar o conhecimento

Ouvindo uma entrevista na rádio CBN sobre o mundo corporativo atentei-me para um detalhe que a tempos venho querendo abordar aqui no blog. É sobre a "era do conhecimento" onde, segundo os especialistas e comentaristas do mundo business, as pessoas e empresas precisam buscar o conhecimento, que esse sim é o maior patrimônio profissional das organizações modernas.

Mas minha abordagem ultrapassa a busca pelo conhecimento e acredito que devemos nos aprimorar mais em DESENVOLVER o conhecimento. E aqui vai a minha dica para você, que busca ser um profissional diferenciado no mercado de trabalho.

O que é buscar o conhecimento?

Normalmente quando alguém pensa em buscar conhecimento, vai lá e faz faculdade. Depois faz uma especialização e tem aulas com pessoas que muitas vezes trabalham bem aí ao seu lado, na mesma empresa, ou que então fazem carreira como professores adquirindo conhecimento através dos livros (os mesmo livros que você pode comprar a qualquer momento na livraria), ou lendo matérias na internet (nos mesmos sites que você também pode ter acesso).

Portanto, buscar conhecimento geralmente é pagar para ouvir em sala de aula aquilo que você pode fazer no seu dia a dia, de forma bem mais dinâmica e vendo acontecer na prática no seu trabalho.

Com essa linha de raciocínio eu quero te dizer que o conhecimento está também bem aí ao seu alcance de forma muito mais rápida, precisa e dinâmica do que através dos métodos convencionais em sala de aula. Não estou fazendo campanha contra fazer cursos, de maneira nenhuma. Apenas quero te ajudar a compreender que o conhecimento é você quem faz de forma muito mais eficiente do que comprando feito.

Pegue um livro na livraria e leia o nome do autor: quem é esse cara? De onde ele tirou as informações escritas naquele livro? Ele tirou da própria cabeça, baseado nos seus estudos, leituras e na própria experiência de vida porque investiu seu tempo na arte de DESENVOLVER o conhecimento durante sua carreira profissional. Depois ele sentou diante do computador, escreveu tudo o que pensa sobre o assunto e publicou. Simples assim. E você o compra acreditando com toda a sua força que ali está a receita do seu sucesso. Que de fato pode estar, desde que você o utilize como parâmetro para complementar o DESENVOLVIMENTO do seu próprio conhecimento.

Recentemente eu escrevi aqui no blog que faculdade não é o principal atributo para o seu sucesso, e mantenho essa opinião: você pode ser bem sucedido na vida se DESENVOLVER o próprio conhecimento, não se estagnar nas tarefas e não se acomodar no volume de coisas que conhece sobre tudo o que envolve a sua atividade profissional. Para isso, a faculdade pode ser um complemento ou o ponta pé inicial, mas nunca o fator decisório entre o bem sucedido e o fracassado. Buscar conhecimento é apenas o início ou uma pequena parte do processo de aprendizagem. Mas você só terá um diferencial se DESENVOLVER o conhecimento adquirido.

Desenvolva-se rápido, a vida não pára!

Com esse post quero estimular os amigos a confiarem mais em sua capacidade produtiva, capacidade de pensar e de opinar sobre as coisas. Ninguém é superior a você. A diferença está no investimento individual em DESENVOLVER o próprio conhecimento e acreditar em sua idéias com a mesma força como grandes pensadores e homens de negócios acreditaram e tornaram frases banais e triviais em frases ilustres, verdadeiros guias para os leigos.

Saia dessa ideia de inferioridade sobre si mesmo só porque nunca publicou um livro e nem estudou na FGV, e encare o mundo de frente. Diga o que pensa, diga o que acha, dê sugestões, não se intimide com o título ou o belo sobrenome do diretor lá de onde você trabalha e mostre quem você é, diga-lhe o que ele realmente quer ouvir: sugestões e propostas sobre como melhorar a empresa dele. Pare de idolatrar os cabeças das organizações, celebridades e personalidades famosas como se fossem deuses e aprenda com a experiência de vida deles para prosperar também. São tão humanos quanto nós, mas estão lá porque fizeram o dever de casa a favor da própria vida.

Aproveite a sua saúde e disposição para DESENVOLVER o conhecimento, saia dessa zona de conforto achando que não vai prosperar porque não tem tempo ou dinheiro para estudar e faça de seu humilde emprego uma verdadeira escola: aprenda o que é competitividade entre as empresas, assim como a competitividade entre manicures e cabeleireiros; compreenda por que duas pessoas que fazem a mesma coisa ganham dinheiro em quantidade tão diferente; compreenda por que uma pessoa é mais querida que a outra e por isso conquista as melhores oportunidades (isso chama-se "relacionamento"); compreenda por que duas pessoas trabalham no mesmo lugar mas uma vende mais que a outra (aí tem empatia e poder de argumentação); compreenda por que algumas pessoas se empregam mais fácil do que outras (algumas têm plano de vida e de carreira); enfim, observe e questione tudo à sua volta, faça perguntas e opine, e quando puder pesquise na internet sobre aquilo que queira conhecer melhor.

Aprenda, domine e aperfeiçoe aquilo que você faz profissionalmente, mesmo não tendo tempo ou capital para pagar uma MBA. O conhecimento está mais perto do que você imagina, as pessoas que o detêm estão bem ao seu lado e muitas vezes você não tem a coragem ou a ousadia de aprender com eles e desenvolver o próprio conhecimento em um mero bate papo informal.

Portanto essas são as minhas dicas para hoje: saia de dentro dessa caixa e mostre-se com coragem para o mundo. Você tem muito mais a oferecer do que imagina, e sua capacidade de desenvolver e aplicar o conhecimento é tão grande quanto a de qualquer outra pessoa. Se estiver pronto para o mercado de trabalho, ele pagará o quanto você vale.

Sucesso!!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Na hora de pedir aumento, com que cara eu vou?

Sabe aquela hora em que você cria coragem de pedir o aumento, mas antes dá uma passadinha no banheiro e olha para o espelho, arruma a gola da camisa, ajeita o cabelo e ensaia a cara que pretende usar diante do chefe? Pois é... Tudo isso pode ser feito em vão se a argumentação não for boa.

Para que sua investida não dê com os burros n’água, eis aqui algumas dicas sobre o que fazer e o que não fazer nesse momento tão delicado envolvendo você e o seu emprego.

Em primeiro lugar tenha sempre em mente que sua argumentação pode provocar um olhar de indiferença e uma resposta bem simples e objetiva do patrão: “E eu com isso?”. Na verdade ele não vai te dizer isso, mas na maioria dos casos quando alguém pede aumento salarial, a justificativa é tão ruim e tão tendenciosa que a vontade de dizer “e eu com isso” é enorme! Por fim, a resposta será educadamente uma desculpa esfarrapada para dizer “não”.

Assim evite todo tipo de abordagem onde o patrão sinta vontade de dizer: “E eu com isso”. Por exemplo:

Você – “Sabe Sr. Lauro, estamos iniciando a construção de nossa casa e os materiais estão muito caros... inclusive a mão de obra tem que pagar toda semana em dinheiro... será que não poderíamos melhorar um pouquinho meu salário para ajudar nessa obra?”
Pensamento do patrão- “Tá construindo é? E eu com isso?”

Ou então:

Você – “Aristides, o senhor não sabe a felicidade que é ter mais um filho! O mais velho é só alegria com o novo irmãozinho! Mas as despesas aumentaram muito lá em casa e eu queria ver se o senhor não poderia dar uma melhoradinha no meu salário...”
Pensamento do patrão – “Teve mais um filho é?” E eu com isso?”

E por fim:

Você – “Sabe Dona Beatriz, agora eu decidi fazer faculdade e não estou aguentando pagar as mensalidades. Será que a empresa não poderia aumentar uns duzentos reais em meu salário para me ajudar nos estudos?”
Pensamento da patroa – “Resolveu estudar e não planejou se aguentava pagar é? E eu com isso?”

Os amigos leitores devem estar pensando “mas que sangue frio tem esse Adriano, nem pensa socialmente nos colaboradores...”. Mas não é bem assim. Vejam bem os amigos: um assalariado que fatura mil reais por mês e pede duzentos para fazer faculdade ganhou um aumento fora de época de 20%, além de gerar um precedente aos demais colaboradores. Imagine se a empresa inteira resolvesse estudar, construir ou ter filhos!! Como dar aumento para um e não dar aos outros?!

Toda empresa séria deve ter uma política salarial que explique o quanto cada função é remunerada e por quê. A remuneração é baseada na complexidade do cargo, e não no custo de vida do funcionário, salvo em raras situações de praças específicas onde a conjuntura concorrencial e a captação de mão de obra qualificada é um problema mais difícil de resolver. Nesse caso a demanda por mão de obra é maior que a oferta, e os papéis podem se inverter na negociação salarial.

Mas na maioria das vezes o aumento salarial não se dá com argumentações de cunho pessoal, e nem por tempo de serviço, e sim pela especificidade da função e produtividade. Ora, tem até gente que pede aumento alegando apenas que já trabalha lá a 5 anos e que merece um reconhecimento. Seu reconhecimento é não ter levado as contas e ter recebido o anuênio garantido pela CLT, pois com 5 anos de serviço já deveria ter conquistado alguma promoção!

Entendam isso, meus amigos, que aumento salarial vai de encontro com o seu custo x benefício. Se o que você faz por mil reais puder ser feito facilmente por alguma outra pessoa desempregada, você dificilmente receberá aumento e provavelmente receberá as contas em breve, pois o seu pedido será visto como um sinal de insatisfação com a política salarial da empresa.

Mas se por outro lado o seu pedido de aumento for justificado pela sua produtividade, precisão, comprometimento e pró atividade, projetos propostos e ainda com planos de aperfeiçoar-se em uma área específica para produzir ainda mais na empresa, aí sim o patrão o verá como um investimento, uma forma de reter na empresa uma joia rara antes que o perca para um concorrente.

O raciocínio é lógico, e não emocional

Diante do que a empresa esperava de você no momento da contratação, faça uma avaliação e responda você mesmo: eles se surpreenderam e se beneficiaram com mais do que esperavam? No mercado de trabalho há poucos que fariam o que você atualmente faz pela empresa? Se a resposta for SIM para as duas perguntas e a justificativa for mensurável, então peça aumento e use a justificativa no argumento.

Mas se a resposta for NÃO e você já estiver a pelo menos um ano nessa empresa, repense sua carreira... Você pode estar acomodado ou a empresa pode estar empatando suas chances de crescimento profissional.

Funciona igual a clube de futebol e jogador, igualzinho: quanto melhor você se mostra, mais valoriza seu passe e seu salário.

Assim, concluindo o assunto, tanto você quanto a empresa têm o mesmo objetivo, que é ganhar mais. Se a empresa ganhar mais vantagens através do seu trabalho, ela pode até te dar um aumento ou uma promoção. Mas não queira ganhar mais ou ser promovido se não estiver dando mais à empresa. É pura matemática. Uma empresa raramente vai dar aumento salarial baseando-se nos seus assuntos ou problemas pessoais. Para isso existem outros recursos que ela talvez ofereça, que é a política de benefícios, mas não tem nada a ver com aumento salarial.

Por isso se quiser ser valorizado faça sempre o seu melhor, pois o elementar custa barato.

* Texto de minha autoria publicado originalmente no blog Ponto Pessoal , onde escrevo em parceria com assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Clique nesse link e passe por lá!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O que há de errado em não ter faculdade?!

É possível construir uma vida confortável e segura sem fazer faculdade. O que há de errado nisso? Nada de errado. E não estou fazendo apologia ao "deixa disso, estudar pra quê?" e nem sendo contraditório comigo mesmo quando digo que faculdade e língua estrangeira são itens de série para o mercado de trabalho atual e futuro.

Acontece que precisamos ser práticos e inteligentes para compreender que nem só de administradores e contadores será formado o mercado profissional futuro (essas são as duas graduações com maior número de instituições de ensino no Brasil, onde só o de contabilidade possui mais de mil cursos disponíveis). É preciso compreender que atividades de cunho técnico continuam a existir e sua demanda por ótimos profissionais também aumentou consideravelmente.

Hoje ninguém quer ser mecânico de automóveis, mesmo sabendo que nunca vendeu-se tanto carro no Brasil como nos últimos anos. Ao contrário, procura-se fazer uma faculdade de baixo custo e disputar um mercado de trabalho que alguns garantem estar deficitário (veja no link). Sim, está deficitário, mas vá ver a média salarial que se paga para um contador trabalhar de digitador de notas fiscais em um escritório contábil ou em uma média empresa, que é o que muitos estão fazendo...

Estou dando um exemplo esporádico, mas podia citar centenas de médicos com menos de 30 anos que vivem de clientes provenientes de convênio médico, que repassa uma bagatela para remunerar quase 10 anos de estudo e de dedicação exclusiva no curso de medicina, alguns ao custo de 5 mil reais por mês, até formar freguesia e começar a ficar rico (e olha que ser rico é relativo...) depois dos 40 anos.

Veja os dentistas se estão enriquecendo como a 15 anos atrás, onde uma obturação era procedimento caro, e que hoje está sendo disputado a cotoveladas por um profissional em cada esquina.

Muitos advogados hoje buscam prestar concursos públicos para garantir a renda mensal, pois montar escritório e formar clientela até ganhar um bom dinheiro (isso para os que passam no dificílimo exame da OAB) é um negócio de alto risco...

Não estou desdenhando, nem desprezando e nem dizendo que ninguém ganha mais dinheiro com essas profissões, não é isso! Estou fazendo um retrato generalizado para dizer que a chance de sucesso profissional para alguns graduados já não é mais uma certeza como a alguns anos atrás, onde a graduação era um privilégio para poucos. Hoje para ter curso superior basta poupar duzentão por mês e ter um computador com internet em casa.

Quero chegar com essa conversa na justificativa do título desse post: é possível ser feliz e enriquecer sem fazer faculdade? É sim senhor. E as chances de se enriquecer no mesmo tempo e com a mesma idade de um formado são enormes, basta fazer o dever de casa.

Dever de casa

1 - Trabalhe de verdade, seja de açougueiro, padeiro, confeiteiro, mecânico de carros, piloto de avião, técnico em refrigeração, vidraceiro, operador de máquinas, costureira, alfaiate, mestre de obras, vendedor, ou qualquer outra atividade profissional. Mas trabalhe pra valer, não seja mole e acomodado.

2 - Trabalhe com responsabilidade, faça o seu melhor, faça rápido e busque conhecer mais a cada dia. Não estacione em seus conhecimentos, seja humilde e aprenda com quem estiver ao seu alcance além de fazer cursos de atualização.

3 - Leia jornais, revistas, livros, acesse a internet para ler notícias atuais e assista aos telejornais. Você pode não ter faculdade, mas precisa ter cultura (muitos têm faculdade mas não têm cultura). Não seja um ignorante e desinformado, pois falar um português correto, saber argumentar sobre um assunto qualquer e demonstrar conhecimento da realidade do que acontece à sua volta é fundamental para ser valorizado no mercado de trabalho.

4 - Seja comunicativo, faça relacionamentos, pois você não é apenas um braço habilidoso. Converse e tenha amizade com seus líderes e seus clientes, pois só assim você será notado, lembrado, recomendado e convidado a subir de posto ou trabalhar para alguém que lhe pague mais.

5 - Invista em sua profissão e trabalhe honestamente para ser o melhor pela sua capacidade e agilidade. Não troque de atividade com frequência, decida qual é a sua profissão e invista nela, cresça com ela.

6 - Tenha uma vida modesta e gaste seu dinheiro com sabedoria. Cervejada, balada, mulherada, rapaziada e celular de mil reais não te levarão a lugar nenhum.

Concluindo...

Faça como os pássaros e todos os animais silvestres que não descansam e nem esperam esmolas ou benefícios do governo em sua busca pela vida farta e segura. Viva uma vida moderada, divirta-se na medida certa e dê mais importância à sua família e ao seu futuro. É com eles que você construirá uma vida feliz, de respeito e com fartura. E no tempo certo seu profissionalismo estará rendendo mais, será seu próprio patrão, terá filas de clientes esperando pelo seu serviço, terá sua casa própria e confortável, terá smartfone e um carro moderno. Fazer faculdade é apenas um dos caminhos, não é o diploma que te fará um homem digno.

Focando em sua carreira e no seu futuro você será respeitado e bem remunerado, com faculdade ou sem ela. Basta ter propósitos e seguir firme, sem preguiça e sem medo de ser feliz. Sua dignidade é você quem faz.

Tenha uma ótima semana, um excelente trabalho e um futuro promissor!

Leia também artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Representante comercial precisa reinventar-se para vencer

Houve um tempo em que a vida do representante comercial de bens de consumo era dura, onde sua principal característica era a perseverança, a persistência, e os treinamentos de vendas tinham o famoso tema "Nuca aceite um NÃO como resposta".

Pois é, esse tempo já passou. E hoje para ser representante é preciso muito mais do que perseverança, porque o número de produtos para supermercados está infinitamente maior do que na época das marcas de referência e produtos "inovadores". A rotina agora é muito dura, e requer adaptações.

Em primeiro lugar é preciso compreender que os compradores já têm um outro perfil comercial, novos focos, novas metas e menos paciência... Sim, porque o volume de representantes oferecendo seus produtos cresceu exponencialmente, ou seja, quando a vinte anos atrás as introduções eram X, hoje elas são 20 vezes X. Onde você tinha 5 marcas de biscoitos hoje você tem 100 para escolher. Na linha de produtos de limpeza e perfumaria as opções são ainda maiores, e quando você conseguir uma "audiência" com o concorrido comprador para apresentar o seu produto lembre-se disso e não vá até ele para dizer que seu amaciante é cheiroso e rende muto mais... isso não basta.

O comprador quer "bola na rede", ou seja, produtos inovadores, com custo baixíssimo, com entrega ágil, com prestação de serviços indiretos na área de venda, com direito a trocas, com ofertas pontuais e verbas para tabloides, com campanha publicitária na TV, e o que é pior: só vai comprar de você se tiver espaço e oportunidade em sua área de vendas.

Em outra palavras, o comprador de supermercados quer hoje é resultado financeiro, giro rápido, menos estoque, competitividade na praça e vantagens comerciais. Concorde você ou não com isso, esse é o cenário atual.

Velhos chavões, frases feitas, apelos pobres, comparação com a concorrência estão fora de questão. Monte uma apresentação ao comprador sobre o cenário atual de sua área de vendas. Por exemplo: se você vende shampoo fotografe a área de vendas. Estude a métrica e a distribuição física de cada marca nas gôndolas. Compare os preços de cada marca, e principalmente do produto que concorre com o mesmo público que você atende. Demonstre sua proposta de exposição para o seu produto, como ficaria a nova configuração com a sua marca na gôndola. Mostre o potencial competitivo, a beleza do seu rótulo, a clareza das informações expostas ao consumidor, o preço de venda sugerido e a margem que o supermercado deve absorver com a venda de seu produto.

Permita que o comprador possa visualizar o ANTES e o DEPOIS da área de vendas com a entrada da sua marca. Se tiver estatísticas de vendas para oferecer, demonstre isso a ele, mas sem citar mercados concorrentes. Apenas se atente em convencê-lo de que o produto está girando e que a venda dele é uma certeza. O comprador deve sentir que o novo produto irá agradar ao seu cliente e que também trará crescimento de vendas na categoria e boa lucratividade. Tudo isso sem descartar que a expectativa inicial dele é tudo aquilo que já citei no quarto parágrafo: o cara quer "bola na rede", não interessa se o produto é cheiroso, sedoso, saboroso ou cremoso. Interessa que ele seja vendável e lucrativo. Todo o resto atenderá aos diferentes consumidores e suas opiniões individuais.

Em toda profissão é preciso evoluir para crescer, adaptar-se às mudanças e compreender as expectativas de quem compra o nosso produto ou serviço. No caso do ramo de bens de consumo, o representante comercial tem como primeiro cliente o supermercado e segundo cliente o consumidor. É preciso atender aos dois simultaneamente para ter sucesso, e para isso não basta a perseverança e nem persistência. É preciso ser estrategista, seguro e persuasivo.

E depois de ter conquistado o lojista, aí sim chega o momento de ser parceiro, pois estão no mesmo barco, ambos precisam girar o produto na gôndola. Daí a conversa é outra, pois qualquer sinal de morosidade pode fazer a venda cair. E aí sim virá a missão impossível: reconquistar o comprador supermercadista.

Essa é a dura vida do representante comercial no mercado concorrencial.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Você é indispensável, o profissional do mês!

Se você quer fazer uma auto análise para avaliar se é ou não é um profissional bem avaliado pelos seus gestores, eis aqui minha receita. Um profissional considerado indispensável tem em seu perfil essas três qualidades: qualificação, comprometimento e pró-atividade.

Trocando em miúdos, vamos direto ao ponto:

Qualificação - é aquilo que você adquire através de cursos, faculdades, especializações, leitura de livros e artigos sobre sua área de atuação, e até trabalhando por bastante tempo na atividade que você chama de "sua profissão". Quanto mais você conseguir obter de conhecimentos através desses exemplos citados, maior poderá ser a sua qualificação. Trabalhar em diversas atividades diferentes oferece experiências profissionais, mas pode ser pobre em qualificação de fato.

Comprometimento - é aquilo que você demonstra perante os objetivos de seu empregador com a sua contratação. É o quanto você se empenha para que tudo dê certo e para que ninguém fique na mão por sua causa. Se você se esforça para não faltar, não atrasar, não sair enquanto houver algo por terminar, cobrir a falta ou lentidão de alguém que trabalhe com você, e até dispor-se a realizar um trabalho que não é de sua responsabilidade, então você parece ser um profissional comprometido. O comprometido também cuida do patrimônio de seu patrão. Não desperdiça material, não roda mais do que o necessário com os veículos da frota e evita gastar mais do que o necessário em restaurantes e hotéis de luxo durante viagens de negócio. O profissional comprometido é a cima de tudo um sujeito justo e honesto. O comprometido não faz horta extra desnecessariamente, mas ao contrário, trabalha com foco na produtividade. Por isso ele não busca parecer um bom profissional trabalhando muito, e sim produzindo muito enquanto está em serviço.

Pró-atividade - é aquilo que você faz antes que alguém lhe mande fazer. O profissional pró-ativo não espera que algo dê errado, ele age antes preventivamente. Ele enxerga oportunidades de melhorar alguma coisa e age para que isso aconteça. Ele pensa em seu trabalho e no que está fazendo enquanto está na empresa e contribui com mais do que simplesmente cumprir sua rotina, aperfeiçoando suas atividades sempre que tem uma ideia melhor. O profissional pró-ativo pensa e planeja o tempo todo, é um empreendedor mesmo quando está limitado a uma atividade específica. Ele sempre expressa suas opiniões aos seus líderes e é erroneamente chamado por colegas de trabalho (aqueles de perfil mais limitado) de "puxa saco".

Mas também temos defeitos...

Infelizmente, mesmo com essas três características tão fantásticas de um profissional no mercado de trabalho, muita gente tem também graves defeitos em seu perfil que podem custar uma demissão.

Patrão nenhum suporta pessoas dissimuladas, fofoqueiras, individualistas e manipuladoras. Essas características colocam a perder muitas qualidades positivas, produtivas e até um atestado de honestidade vindo de boas recomendações anteriores. Você pode nunca ter roubado ou desviado recursos em outras empresas, mas esses aspectos que relacionei com certeza incomodam a maioria dos líderes que cuidam da qualidade do relacionamento de sua equipe.

Estão essas são as dicas para hoje! Faça bom proveito dessa leitura e uma nova avaliação de como as pessoas te vêm no ambiente de trabalho. Nunca é tarde para mudanças a seu próprio favor...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A diferença entre ser bonito e ser talentoso

No domingo passado, dia 16 de outubro, a apresentadora Eliana apresentou em seu programa uma entrevista (assista aqui) com Justin Bieber, e uma parte dela me chamou a atenção.

Em um dado momento, a apresentadora disse que o cabelo do cantor seria sua marca registrada, e que agora que ele mudou o penteado, perguntou se essa mudança não teria sido muito dura ou dolorida para ele. Justin, em uma demonstração de mais maturidade do que futilidade, respondeu de pronto que sua marca registrada era a sua música, e que a mudança de penteado foi apenas uma mudança motivada pelo fato de que muita gente estava usando aquele mesmo penteado, e que ele resolveu mudar para não ficar igual a todo mundo. 

Em outras palavras, Justin quis dizer que o cabelo não tinha a menor importância, pois seu sucesso era fruto do seu trabalho, sua música.

Isso chamou-me a atenção, pois hoje vemos muita notícia relacionada ao preconceito velado entre os recrutadores que deixam-se levar pela aparência e peso do candidato no momento da seleção para uma vaga de emprego.

Essa cultura do esteriótipo provém da inveja e da falta de inteligência do ser humano em admitir que ninguém escolhe ser bonito ou ser feio, ser magricelo ou ter tendência a ganhar peso fácil.

O fato é que muita gente está condenada ao insucesso pessoal e profissional graças à ignorância alheia, onde a cultura popular dá cada vez mais valor à beleza do que ao talento...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sob o ponto de vista profissional, parece que chegamos ao Primeiro Mundo!

Calma, não se empolgue e nem leve em bons termos o título desse post... o que parece uma boa notícia pode na verdade ser um problema. Porque veja bem uma coisa: lembra do tempo em que a faculdade era uma possibilidade para poucos, devido a escassez de opções, alto custo das poucas particulares disponíveis e difícil acesso às públicas gratuítas? Pois bem, isso é coisa do passado.

E no tempo dessa realidade não muito distante os cursos profissionalizantes eram uma boa alternativa para a conquista de bons empregos e até o fomento para abertura do próprio negócio, como padaria, açougue, carpintaria, serralheria, oficinas mecânicas, etc. Daí que o SENAC e o SENAI eram também foco de cobiça para muitos jovens iniciarem-se no mercado de trabalho.

Mas os tempos mudaram e hoje o que se vê é uma explosão de acessos a faculdades (não vamos debater a qualidade delas...) e uma busca por empregos menos relacionados a atividades operacionais, como as de um supermercado, por exemplo.

Assim, conforme relatado na edição de agosto da revista Supermercado Moderno, a falta de mão de obra qualificada principalmente para áreas de açougue e padaria é um problema em franco crescimento de norte a sul do país, onde há uma dificuldade gritante por suprir essas duas áreas de atuação com profissionais que saibam trabalhar e, principalmente, que queiram trabalhar...

Agora virá a pergunta fatídica: por que eu disse lá em cima que "profissionalmente parece que chegamos ao primeiro mundo"? Muito simples. Se observarmos o curso da história veremos que da década de 80 em diante houve um processo migratório agressivo de brasileiros para os EUA e Europa em busca de empregos tipicamente operacionais. Ou seja, estávamos dispostos em fazer aquilo que os trabalhadores de primeiro mundo não queriam para si e aproveitar para fugir do desemprego brasileiro. Óbvio, pois norte-americanos e espanhóis sentiam-se demasiadamente desenvolvidos para trabalhar em uma padaria ou restaurante.

Daí vem meu pensamento paralelo: se hoje o brasileiro encontra-se em grande quantidade estudado, informatizado e muitas vezes até pós-graduado, quem é que sobra para fazer o trabalho operacional? Ninguém... ou melhor, há uma parcela populacional que ficou na parte de baixo do abismo educacional, mas bem lá em baixo, e sem condições nenhuma de fazer sequer um curso técnico. Porque até para isso é preciso ter uma educação mínima para prestar vestibulinho (coisa que a escola pública pouco contribui) ou pagar uma mensalidade, mesmo que pequena, mas que tem grande peso no orçamento doméstico.

Com isso, meu povo brasileiro, é com grande orgulho de lhes informo que, graças à espetacular estabilidade econômica de nosso país, hoje estamos com um grande número de profissionais graduados que não se sujeitam mais aos antigos empregos técnicos, não se contentam mais com os salários medianos, mas que também não se empregam fácil onde gostariam para ganhar o quanto desejariam por falta de experiência adquirida.

Assim, agora temos 3 blocos: um grande grupo de desempregados graduados e inexperientes, outro grande grupo de desempregados sem estudo e sem experiência profissional nenhuma, e um terceiro grupo de empregadores desesperados atrás de bons profissionais técnicos, levando até 180 dias para repor uma vaga que antes demandava 30 dias de procura...

É mole? Com essa realidade, para podermos nos sentir primeiro mundo só falta intensificar a invasão de imigrantes dos países vizinhos em busca de emprego nessas áreas nas quais não queremos mais sujar as nossas mãos. E sob o meu ponto vista, se solucionar o problema no segmento supermercadista serão muito bem vindos, pois enquanto isso o desenvolvimento industrial brasileiro não parece capaz de crescer na mesma proporção que a irreversível ambição de nossa graduada juventude...

Leia outros artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

sábado, 16 de julho de 2011

Conquistando a aceitação do seu maior patrimônio: VOCÊ

Pode ser que você nunca tenha se dado conta disso, mas usa de estratégias poderosas de marketing pessoal desde que nasceu. Como assim?! É fato...

Marketing pessoal, em outras palavras, nada mais é do que um jogo de aceitação, assim como qualquer outra definição de marketing.

Quando criança você tinha necessidades específicas em momentos específicos, e determinantes quando diante de pessoas influentes quanto a suas demandas. Para ser mais simples, vamos observar uma criança qualquer e ver a forma como ela interpreta um personagem diferente para cada situação. Diante do pai exerce um papel; diante da mãe já é outro papel; diante dos irmãos, um novo papel; num jantar de fim de ano com os avós presentes, um novo papel. Essa criança é uma jogadora.

Tudo isso tem um objetivo: conquistar a aceitação de alguém e tirar algum benefício a seu favor. Isso é marketing... markting pessoal. Lembre-se da escola, onde alguns alunos buscavam conquistar o professor, outros conquistar a liderança diante dos colegas, outros simplesmente conquistar o sorriso de uma garota. Cada um com seu estilo, seu meio de representar o personagem, seu marketing pessoal.

Daí vem aquela pergunta: como devo me portar em uma entrevista de emprego? Meu palpite é que seu marketing pessoal deve ser desenvolvido como qualquer outra estratégia de marketing: analisando o ambiente à sua volta e a expectativa de seu interlocutor quanto a você, pessoal e profissionalmente. O máximo que puder absorver desse ambiente poderá ser utilizado a seu favor durante o encontro com o entrevistador.

Se estiver concorrendo a uma vaga para principiantes, ou pessoas em início de carreira, seu marketing deve ser elaborado com base em alguns requisitos para pessoas com esse perfil:

1 - Vá bem vestido, mas não queira parecer um executivo. Use um estilo casual, mas com uma pitadinha de formalidade;
2 - Mostre-se mais aguerrido do que experiente (coisa que você definitivamente ainda não é), para que seja verdadeiro e não pareça um exibido;
3 - Fale de seu plano de carreira e faça perceber que, mesmo com pouca experiência, sabe onde quer chegar;
4 - Apresente alguns sinais de maturidade, mas não queira parecer um Caxias que só pensa em estudar. Mostre que você é normal e sabe dividir o tempo entre estudos, carreira e diversão. Mas cuidado: sair todo sábado a noite para beber e festar com os amigos não é diversão. Fale de esportes, namorada, cinema, e até uma cervejinha para acompanhar os churrascos.
5 - Responda às perguntas com segurança. Isso significa tirar do meio das frases termos como "assim", "tipo", "ehhh". Tente formular as respostas e responder sem essas pausas, mesmo que seja obrigado a falar mais devagar. Fale sem embromação, sem medo, seja sincero e objetivo.

Se estiver em busca de uma vaga com perfil de liderança muda-se toda a estratégia, adequando-a ao seu currículo, suas experiências e sua personalidade. Veja que há um número infinito de situações em que poderíamos debater sobre como realizar um bom marketing pessoal. A dica resume-se à mesma funcionalidade de qualquer estratégia de marketing: identifique o quê ou quem você deseja conquistar. Depois veja o material que tem nas mãos (você, suas habilidades e sua história) e monte o seu teatro.

Agora faça uma revisão nas vezes em que não foi bem sucedido quando necessitou conquistar a aceitação de alguém e responda você mesmo como fazer para ser bem sucedido na próxima vez. Marketing significa ter algo para oferecer onde há alguma demanda. Se não houver demanda, não adianta fazer marketing... (se a garota não pensa em namorar, não perca seu tempo tentando conquistá-la, por favor).

Tenho comigo que quanto mais autêntico, mais genuíno e mais constante você for como pessoa, mais fácil será moldar a estratégia certa para o bom uso do marketing pessoal. Representar papéis totalmente distintos para conquistar seus objetivos pode colocá-lo em contradição, atrapalhando não apenas seu marketing pessoal como criando um personagem sem rótulo e sem personalidade própria (opa, olha a Sandy aqui pintando de Devassa!!). Tenha adjetivos bem claros e bem definidos sobre você, e deixe que eles conduzam seus passos por toda a vida de forma constante. Através deles seu marketing pessoal será convincente, e o teatro criado para conquistar a aceitação desejada será bem recebido por quem o assiste.

Então siga em frente, use seu marketing pessoal com convicção e planejamento, e sucesso!

Boas conquistas!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Seu poder de negociação será decisivo entre conquistar um salário bom ou ruim

Uma notícia do portal Exame me chamou a atenção hoje: Sexismo gera prejuízo salarial de mais de US$ 1 mi para mulheres.

Curioso, visitei a página e vi que tratava-se da diferença salarial entre homens e mulheres para a execução das mesmas profissões. Segundo a matéria, "no mercado de trabalho brasileiro, em média, as mulheres ganham um salário 24,1% menor do que os homens, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) este ano. Além disso, do total de companhias em operação no Brasil, apenas 8% são presididas por profissionais do sexo feminino."

Bem, vamos ao fato pertinente desse assunto: por que é que regularmente mulheres recebem menor salário do que homens?

Para mim, que não sou daquela facção que promove a discriminação como justificativa para diferenças na área profissional, acredito que tudo não pássa de prática de negociação.

Pessoas com maior segurança em sua capacidade de gerar resultados, em sua capacidade de convencer um contratador e argumentar a favor de seus diferenciais para o emprego em questão, certamente terão maior chance de aumentar o valor de seu "passe" para ingresso na companhia.

Não somente isso, mas a capacidade de blefar e de jogar com o contratador no momento da conversa são determinantes para colocar ele, e não você, com medo de perder um ótimo negócio.

Seu objetivo então, no momento da entrevista será proporcionar ao entrevistador os seguintes receios:

1 - E se ele arrumar outro emprego antes que eu feche a vaga?
2 - E se eu não encontrar outro profissional melhor do que esse, como vou fazer para barganhar o valor do salário?

Ali, o segredo é conseguir demonstrar a ele o quanto você é capaz de render em produtividade e resultados com o justo valor que pede para ser admitido.

Erros de uma negociação salarial

O maior dos erros em uma negociação de valores, dessa que acontece na etapa final de uma entrevista, é apresentar ao contratador o seu custo de vida. Não fale do aluguel, dos filhos, da escola, da sogra, da faculdade particular ou qualquer coisa que diga respeito somente a você. Com aquele olhar de paisagem ele estará te observando e pensando "o que eu tenho a ver com isso...".

Nesse momento use de perspicácia e demonstre a ele que você conhece o preço de mercado para essa atividade profissional e, principalmente, demonstre o nível de relevância que você terá para a empresa, e aí sim agregando valor às suas experiências e condições de fazer com que o salário pago a você será de fato um investimento para a empresa.

Mais uma vez lembre-se sempre: quanto mais raro e quanto mais diferenciais você tiver em relação aos demais profissionais, mais caro você será. Independente do sexo, idade, raça ou de outros fatores morfológicos que independem de sua vontade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Saindo de cima do muro para ser alguém

Não há nada mais subjetivo do que ter que responder a essa pergunta: "Quem é você?". A mesma pergunta que fazem quando atendem ao telefone e perguntam "quem está falando?", e você não sabe exatamente o que responder. - Aqui é o Adriano, filho do Ferreira. Ou então - é o Adriano, do Quartetto. Ou seria - é o Adriano, aqui de Palmas. Ou simplesmente - é o Adriano Berger... E sabe o por que dessa dúvida? Porque não estamos devidamente familiarizados com a atividade fim de cada ocasião! Será que minha resposta vai satisfazer à dúvida de quem perguntou? Cafundiu de vez a cuca... Vamos por partes.

O objetivo desse texto filosófico é ajudar que as pessoas se encontrem e saibam a que fim estão no local em que estão. Por exemplo no trabalho, é muito grande a falta de foco de certas pessoas na execução das suas atividades, de modo que não sabem o que fazer primeiro, quais são as prioridades de suas funções. Isso é falta de conhecimento da sua atividade fim, ou seja, "estou aqui para fazer o que exatamente". Por isso ocorrem verdadeiras distorções de prioridades, levam broncas gratuítas e deixam de fazer o necessário para fazer o dispensável primeiro.

Mas e quando te perguntam "você trabalha aonde?" e você responde "eu sou concursado", nas entrelinhas está demonstrando que sua atividade fim é ter emprego estável e que lhe ofereça um certo status, enquanto que o locutor queria saber na verdade qual é a sua profissão. Então sua resposta seria - sou advogado e exerço na corregedoria do estado. Ou então - sou cozinheira e trabalho como merendeira na escola estadual. Simples assim. Portanto sua atividade fim é a sua profissão, é o que você produz em troca do que lhe pagam.

Mas o momento em que ficar em cima do muro é mais prejudicial para o cidadão é quando ele não consegue definir-se profissionalmente. Isso ocorre devido a busca pelo dinheiro em prioridade à busca pela empregabilidade. Assim não se forma, não cria histórico, não gera lastro sobre sua capacidade de fazer algo bem feito com começo, meio e fim. Por isso não consegue prosperar e fazer carreira, e nem subir os degraus da valorização profissional, pois foca sua vida na busca imediata por um salário razoável, mesmo que a atividade em si não seja propulsora de novas oportunidades futuras com melhores ganhos financeiros.

Por falta de foco muitos jovens atropelam a vida seguindo a letra da música mais estúpida que já ouvi: Extravasa, libera e joga tudo pro ar!!!

E nesse ritmo bebem, fumam, fazem filhos, dançam, casam, separam, fazem filhos, trocam de emprego, casam, fazem filhos, trocam de emprego e não saem nunca dessa vida errante, até chegar ao ponto em que culpam o governo por não dar assistência ao cidadão, e por isso estão na lama.

A conclusão dessa idéia é que as pessoas foquem sua vida pensando no presente e no futuro:

- Prepare-se para ter uma profissão, e não apenas um emprego;
- Se for estudar, estude. Não busque apenas o diploma;
- Se for trabalhar, aprenda. Não seja apenas um executor, mas um interrogador;
- Se for se relacionar, namore. Sexo depois do casamento aumenta suas chances de planejar a vida a dois;
- Se ganhar algum dinheiro cedo, guarde. Deixe para se exibir quando tiver um status profissional relevante.
- Se perguntarem quem é você diga com orgulho seu nome, sua profissão e o nome do local onde trabalha.

E isso tudo poderá te ajudar a não ser um potencial José Ninguém...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Leis trabalhistas na contramão do desenvolvimento

Ontem assisti a uma notícia que me deixou com vontade de ir a Brasília dar umas boas palmadas no ministro do trabalho Carlos Lupi.

Segundo a matéria, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que o Congresso Nacional foi omisso ao não regulamentar o artigo da Constituição que determina o pagamento de aviso prévio ao funcionário demitido sem justa causa em valor proporcional ao tempo trabalhado na empresa. Por isso, os ministros da Corte decidiram que eles mesmos vão criar as regras. A discussão foi suspensa para a definição de uma fórmula para calcular a indenização.

Diz o célebre ministro, para justificar a polêmica, que pagar a indenização do aviso prévio proporcionalmente ao tempo de serviço fará com que as empresas pensem duas vezes antes de demitir alguém "sem motivo". Como assim SEM MOTIVO?! Alguém contrata trabalhador sem motivo? Não! Se contrata é porque precisava da mão de obra. E se demite é porque não precisa mais, ou por incapacidade técnica para substituição por outro, ou por vagabundagem, porque o cidadão arruma o emprego e depois de uma ano faz corpo mole justamente para "conquistar" a demissão e usufruir de seus direitos trabalhistas. Também há a demissão para salvar a empresa, que economicamente não está sobrevivendo e precisa demitir alguns para manter-se viva, e quem sabe recuperar sua viabilidade.

Aqui em nossas lojas é assim: a turma resolve descansar, pede para fazer um "acerto" e levar as contas. Assim poderão curtir a beira do lago, pescar e viajar por pelo menos 3 meses para depois voltar a procurar novo emprego. O problema é que se você não faz o solicitado ACERTO, o funcionário passa a faltar, chegar atrasado, negligenciar, atender mal o cliente, desrespeitar seu encarregado, até ser demitido por perda de paciência do nossa parte. E pensa que é fácil demitir por justa causa? Até finalizar todos os procedimentos administrativos de punição ao impertinente para juntar no processo de justa causa para depois ainda contar com a boa vontade dos juízes trabalhistas em acatar as razões da demissão, muitos clientes já terão sentido na pele a força do determinado trabalhador em conquistar sua saída e seus direitos.

Será que Lupi já dirigiu uma empresa antes, alguma vez na vida, para sentir como é o duro dia a dia de quem lida com mão de obra de baixa qualificação e tem uma rotatividade de 10% do quadro todo mês? Será que ele já calculou os custos das demissões para as empresas?

O que motivou a pressa na definição dessa nova aberração legal foi o julgamento de uma ação de quatro funcionários da Vale, um deles demitido após 30 anos de serviço. Eles pediram que o STF, na falta de uma lei específica, obrigasse a empresa a pagar aviso prévio proporcional ao tempo trabalhado na empresa. O direito está previsto na Constituição, mas desde 1988 o Congresso não aprovou lei criando uma fórmula de cálculo. O governo federal pensa que empresa privada é igual a pública, onde o felizardo entra concursado e goza de um emprego vitalício.

O que eu gostaria de entender é o motivo que leva nossos representantes governamentais a oferecer tantas leis a favor do trabalhador que lesam o empregador. Como se existisse trabalhador sem empregador... Esse tipo de lei vai promover um crescimento, e não redução, na rotatividade de funcionários, pois para reduzir as possíveis despesas com direitos trabalhistas as empresas passarão a demitir funcionários antes que completem 1 ano de serviço, ou quem sabe até no fim de seu contrato de experiência.

Por isso, olhos abertos para as novas oportunidades: haverá demanda por serviços de contratação e agenciamento de empregos. E a Caixa Econômica Federal que trate de aumentar o número de operadores de caixa para atender a tantos brasileiros indenizáveis...

Esse nosso Brasil só não é pior administrativamente porque é um só...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O profissional maior de 40 está fora do mercado de trabalho?!

Essa semana participei de um fórum com a seguinte pergunta: O profissional maior de 40 anos está realmente inapto ao mercado de trabalho? Deixei o seguinte ponto de vista:

"Eu acho difícil generalizar. Conquistar ou não um emprego é uma questão de marketing: se você conseguir vender sua mão de obra oferecendo aquilo que o contratador procura, não importa a sua idade, será capaz de conquistar o emprego. Mas se alguém tiver mais a oferecer, ou souber vender-se melhor com seu conteúdo, experiências curriculares e competências, perfil pessoal, empatia com o recrutador e afinidade com o perfil da vaga, esse sim conquistará o emprego, também independente da idade.

O que os profissionais não podem esquecer-se é que centenas de novos empreendedores de tenra idade estão surgindo por aí, e sua escala de valores para contratar pessoas é diferente dos antigos empresários. Sua visão e percepção de negócio e colaborador é diferente. Com isso, os "quarentões" também precisam estar preparados para falar não somente a linguagem da experiência do passado, mas também a de necessidades do presente e a de possibilidades do futuro...

Eu sou contra essa ideia de que "quarentões" não conseguem emprego. Acredito sim é na capacidade de oferecer resultados, no dinamismo e numa série de atributos que cada função demanda dos profissionais. O fato é que muitos profissionais antigos batem sempre na mesma tecla: na sua experiência. O mercado atual não vê com bons olhos a experiência de quem passou 25 anos no mesmo emprego, na mesma empresa. Eu chamo isso, na maioria dos casos, de estagnação. E esses sim, daquela safra de profissionais que sempre lutaram por estabilidade, correm o sério risco de ficarem restritos a cargos concursados e burocráticos. Infelizmente, nem sempre o tempo de serviço significa mais experiência e capacidade de ter um diferencial competitivo. Falta-lhes parâmetros, diferentes pontos de vista e diferentes experiências para a formação de idéias mais generalistas ao invés de uma única ou de poucas culturas organizacionais.

Mas cada pessoa é única, e não há como afirmar o que é regra e o que é exceção, são apenas idéias de um conjunto de informações."

Espero ter contribuído para a discussão em questão.

P.S.: Telê Santana foi campeão do mundo pelo São Paulo aos 61 anos. E se não fosse por motivo de saúde poderia consagrar-se o maior treinador do futebol mundial com mais títulos nacionais e internacionais.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Por que você quer sair de seu emprego atual?"

Outro dia participei de um fórum onde a pergunta para discussão foi: "Quando o selecionador lhe pergunta por quê você quer sair da atual empresa que trabalha, o que você considera ser a resposta ideal?"

Eu acredito que a melhor saída é dizer a verdade, desde que você a embase com um plano de carreira. Eu já saí porque o salário não estava de acordo com minhas expectativas e a empresa não oferecia plano de carreira; já saí porque não me senti confortável com a conduta de meus diretores naquilo que influenciava no meu trabalho e nos meus valores; já saí porque recebi proposta de trabalho profissional e financeiramente mais interessante para meu plano de carreira... enfim, desde que você demonstre uma linha de conduta e de opinião não contraditória com os seus valores, não há porque se preocupar em driblar os motivos da saída.

Você tem o direito de não estar feliz no emprego porque não consegue estabelecer um bom relacionamento com seu superior, e pedir as contas sem esconder esse fato em uma entrevista não é nenhum problema. O que vale mesmo é demonstrar que você tem uma linha de conduta e de opinião, e que sua permanência em qualquer emprego dependerá antes de mais nada da sua felicidade, remuneração e projeção profissional.

O entrevistador sabe quando o entrevistado está enrolando, enfeitando ou omitindo algo em suas respostas, não tente ser mais esperto do que ele... seja sincero, transparente e objetivo em suas respostas, isso poderá lhe garantir o próximo emprego.

E pode ficar tranquilo quanto a uma coisa: todos nós temos fraquezas... sua resposta sincera será mais bem vinda do que aquelas de quem só é demitido por corte no orçamento. O entrevistador vê com bons olhos aqueles que reconhecem suas fraquezas e que lutam para aperfeiçoar-se. Vê com bons olhos aqueles que detêm o auto conhecimento e falam com segurança sobre si, inclusive sobre suas percepções a respeito dos problemas ocorridos em outros empregos. Candidato que divaga demais e só elogia os empregos anteriores na maioria das vezes está mentindo ou omitindo, e o entrevistador sabe disso... Dizer que foi demitido porque cometeu um erro grave devido a sua inexperiência na época pode cair muito bem aos ouvidos do entrevistador, demonstra humildade e capacidade de assumir seus erros.

Entre contratar um candidato seguro, que diz o que é perguntado sem rodeios, e um candidato que vive no mundo onde tudo são flores, pode estar certo de que o segundo será visto com desconfiança.

Se precisar fazer críticas ao emprego anterior faça, mas prendendo-se a fatores profissionais e nunca pessoais. Explique sobre sua não concordância quanto ao andamento dos PROCESSOS e não sobre a postura das PESSOAS. Mostre o que estava errado e prejudicando a própria empresa sem fazer críticas de ordem pessoal sobre seu gestor, e justifique sua insatisfação relacionando esses problemas ao seu desenvolvimento profissional. Seu foco é o crescimento e o desenvolvimento profissional, por isso não é pecado expor as situações em que as empresas não estavam lhe proporcionando mais isso.

É claro que deverá usar as palavras certas, parecendo ser sensato e não rude. Não tente fazer com que o entrevistador concorde com você, não busque afirmar-se narrado um fato e perguntando "você não acha?!". Apenas descreva e lembre-se de que cada narrativa deve estar alinhada à sua personalidade e valores.

O entrevistador quer conhecê-lo, dê a ele essa chance. Talvez o que ele procura é exatamente VOCÊ, e montar um personagem com respostas pré-moldadas poderá lhe prejudicar.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Geração Y quer mudar de emprego

Notícia quentinha do portal Exame.com apresenta pesquisa da Michael Page que aponta dados interessantes sobre a satisfação profissional da Geração Y. Metade dos trabalhadores entre 21 e 30 anos quer mudar de emprego nos próximos 6 meses!

Segundo a matéria, "entre os entrevistados, 52,9% respondeu que pretende deixar o emprego atual em busca de melhores oportunidades. Maiores salários e metas e desafios mais estimulantes foram os argumentos mais utilizados pelos jovens, com 62,1% e 41,4% entre as respostas, respectivamente. Logo atrás, vieram os motivos: promoção (citada por 34,5% dos entrevistados), qualidade de vida (34,5%), oferta de bolsa de estudos (21,5%), possibilidade de trabalhar em outra cidade do país (24,1%), estabilidade (21,8%), entre outros."

Essa notícia vem a confirmar uma tendência que já demonstrei em 2009, aqui mesmo no blog (veja o link), sobre a geração Y e sua expectativa profissional.

Portanto, cabe às organizações considerar essa pesquisa e respeitar o perfil dessa geração quanto a seus ideais de vida e objetivos de carreira para reter os mais talentosos, desenvolvendo ações e estratégias internas para aproveitá-los em todo o seu potencial e não deixar que percam o interesse por sua empresa.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O fantasma do primeiro emprego

Essa semana participei de um bate papo num fórum de discussão acerca da falta de experiência para início da carreira profissional. A autora mandou a seguinte pergunta:

"Como ganhar experiência, se muitas empresas não se abrem aos novos profissionais? Quais as probabilidades de uma empresa apostar em um profissional sem experiência, recém formado?"

Para essa dúvida dei a minha opinião:

"Adenira, normalmente contrata-se pessoas pelas suas competências mais do que pelas suas experiências. Procure destacar em seu currículo quais são suas principais habilidades, ou seja, aquilo que interesse a uma empresa. Para cada profissão pretendida demanda-se profissionais com habilidades específicas, e é isso que o contratador quer ver em você. Monte seu currículo colocando no início seu objetivo profissional, e em seguida um título chamado Resumo de Qualificações, onde você descreverá em itens cada habilidade sua pertinentes à vaga desejada.

Já entrevistei pessoas com experiência em várias empresas, mas que nitidamente não tinham competência e ambição suficiente para preencher as vagas disponíveis. Por outro lado já contratei pessoas sem experiência na função mas cujo perfil observado na entrevista é de alguém com brilho nos olhos e asas nos pés, com vontade de aprender, corresponder e crescer na profissão.

A conquista de um emprego depende mais de você do que do contratador. Venda-se como um meio de proporcionar melhores resultados, é isso o que todo empregador quer ouvir..."

Se mais alguém sofre com o dilema do primeiro emprego após formado, tá aí a minha dica.