Mostrando postagens com marcador Personalidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Personalidades. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de janeiro de 2013

Lance Armstrong, o doping e a ética: o que esperar do ser humano?

O assunto tem sido pauta dos jornais esportivos, mas sua repercussão deveria ser ainda maior quando tratarmos do ser humano e sua índole, sua percepção sobre o que é bom para si e correto perante a coletividade.

O que Lance Armstrong fez durante suas maiores conquistas no ciclismo pode ser perdoado pelos mais poéticos: ele vinha de um processo de vitória na luta contra o câncer (onde usou dos recursos medicinais oficiais e legais disponíveis), e seu regresso ao mundo das competições de alto nível era visto como um símbolo da superação, da força de vontade e da vitória da vida contra a morte. Armstrong era um ícone ilustrativo em palestras de auto ajuda promovidas no mundo todo.

Mas hoje Lance fez a confissão de que suas vitórias foram resultado do uso de recursos ilegais, motivado pela facilidade de passar despercebido pelos órgãos promotores do ciclismo, o que tecnicamente lhe oferecia vantagem competitiva perante os demais competidores. Já arrependido de tudo o que fez, o renomado atleta disse em entrevista a Oprah Winfrey que fazer uso do doping "não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário" (hein?!). Aliás, vantagem antidesportiva, justificada pela hipótese de que sua saúde era menos privilegiada que a dos demais atletas. Sob essa linha de raciocínio, hoje eu estaria na mesma situação que ele para praticar qualquer esporte de competição, o que não me dá o direito de buscar um nivelamento com recursos extras e ilegais.

Antes de cometer uma injustiça contra Lance Armstrong, quero deixar claro que atualmente sua percepção sobre aquilo que fez é outra, pois e ele reconhece e lamenta muito seus atos cometidos, conforme relato nesse trecho da entrevista: "Na epóca não me sentia errado, e isso é assustador. Não me sentia trapaceando. É mais assustador ainda. Não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário. Eu estava igualando as condições. Falar hoje é fácil. Eu não compreendia a magnitude da adoração das pessoas. O mais importante é que estou começando a entender. Vejo raiva nas pessoas. E traição. Pessoas que me apoiaram e acreditaram em mim. Vou passar o resto da minha vida tentando recuperar a confiança e pedindo desculpas a elas". (Leia mais da matéria no site da Globo.com clicando aqui)

Mas voltando ao assunto, até que ponto uma necessidade ou desejo pessoal pode ultrapassar os limites da ética perante os interesses coletivos? Esses argumentos dados por Lance podem e são os mesmos de muitos assaltantes, assassinos, plagiadores, sequestradores, especuladores, etc, que tem uma motivação "justa" (para sua causa em particular) para justificar atos de benefício próprio que porventura provocam prejuízos a terceiros.

E agora, como reparar toda a repercussão de suas vitórias por mais de 5 anos? Como reparar os patrocinadores que têm a imagem e credibilidade de suas marcas e produtos atreladas à de um super-atleta trapaceador? Como desfazer o equívoco das milhares de palestras motivacionais que utilizaram o exemplo de Lance perante o seu público?

Infelizmente o que está feito está feito, e mesmo admitindo seus erros e sendo perdoado, o exemplo sobre a forma de ter conduzido sua vida não pode ser imitado por outros. Seria muito cômodo viver momentos de glória sob a égide da mentira para alguns anos depois pedir perdão ao público e às demais vítimas dessa vitória pessoal. Assim estaríamos possibilitando toda forma de pecado, ofensa ou crime, premeditando um arrependido pedido de perdão mais tarde...

Lance Armstrong foi um homem covarde, trapaceiro e egoísta, e nosso típico sentimento de piedade e comoção aos portadores de doenças graves não deve justificar a gravidade desses atos cometidos pelo atleta.

Lance borrou todo o seu mérito, e até sua vitória pessoal contra o câncer perde o seu valor mais relevante, que é a vitória da vida contra a morte, onde o homem poderia achegar-se mais a Deus para praticar o bem e a justiça com o tempo extra que conquistou. Mas Deus, que sonda os corações, é piedoso para julgá-lo naquilo que nossos olhos não alcançam e nosso coração não sente.

Que Lance seja perdoado, mas jamais imitado.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O domador de cavalos que não sabia domar

Esse texto que vou reproduzir na íntegra refere-se a Eduardo Moreira, e encontrei-o no site Jornal do Empreendedor. Ele fala sobre como conquistar o sucesso com foco e paixão mesmo quando o sucesso estiver longe de suas competências atuais. Espero que ele fale com você, te desperte e seja capaz de estimulá-lo:

"Queridos amigos,

Hoje, completa-se uma semana desde que recebi a condecoração da Rainha Elizabeth em Londres. Durante estes sete dias, não houve um segundo sequer que não tivesse pensado muito sobre o que aconteceu. Foram sensações muito fortes, e até certo ponto novas, que nunca tinha experimentado na vida. Queria desde o primeiro dia escrever um pequeno texto para reparti-las com vocês, mas achei melhor deixar que minhas emoções decantassem, para que pudesse com mais clareza entender o que estava se passando.

Ter recebido esta condecoração teve um significado simbólico muito importante para mim, e pude tirar do acontecido algumas valiosas lições. Os últimos três anos foram muito divertidos. Divertidos mas também duros. Ao voltar para o Brasil em agosto de 2009 após o curso que fiz com Monty Roberts, e decidir que doaria parte de meu tempo para aprender e divulgar suas técnicas pelo país, enfrentei pela frente um caminho cheio de obstáculos. E o primeiro obstaculo era eu mesmo. Eu não sabia nada sobre cavalos. Não tinha tempo para praticar a técnica. Não tinha cavalos nos quais praticá-la. E não tinha ninguém para estar ao meu lado me ensinando e corrigindo. Acho que se transportarmos esta situação para qualquer outra realidade fica facil entender como era dificil… Imagine alguém com 36 anos que quer ser físico nuclear, se formou em artes cênicas, tem um dia por semana apenas para ler sobre um assunto que nunca teve contato na vida e resolve viajar o país aceitando desafios de problemas feitos pelos cientistas das diversas universidades do país… Era mais ou menos isso. Ou seja, as probabilidades jogavam 100% contra. Entretando aprendi que a vida não é um jogo de probabilidades. É um jogo de amor pelo que se faz. Em menos de três anos viajei quase todo o Brasil, domei centenas de cavalos diante de milhares de pessoas, e hoje sou considerado um dos maiores domadores de cavalos do país. Saiu daí a primeira lição: somos capazes de começar algo novo a qualquer momento e chegar tão longe como qualquer outro chegou. Esqueçam as estatísticas, façam o que gostam e façam com amor. Acreditem em vocês e no método. Não façam planos. Planos se basearão em estatísticas, e a matemática pode te provar que você nunca vai chegar lá. A verdade é que sempre pode chegar.

A segunda lição foi saber lidar com as críticas e seguir em frente. Ao longo desta semana recebi centenas de mensagens lindas, de pessoas próximas ou com as quais nunca havia tido contato, me parabenizando pelo feito e dizendo como aquilo as havia feito sentir orgulho de serem brasileiras. Mas não foi assim ao longo destes três últimos anos… Fui taxado de tudo. Louco, farsante, aproveitador de Monty Roberts, aparecido e ingênuo. Muitos ao verem um sócio de um grande grupo financeiro vestindo um cinto de fivela, chapéu e botas de cowboy, comentavam como aquilo era ridículo. “Esse Eduardo parece um palhaço…” “Não acredito como não tem vergonha de andar assim…” “Por favor alguem faça alguma coisa e converse com ele para ver se ele se toca…”. Mas eu estava feliz, e soube não perder o foco. De repente, a maior personalidade viva de nosso tempo, aquela que mais história viveu ocupando um cargo de chefe de estado em todo o mundo, me chama para condecorar exatamente estes três últimos anos. Logo ela, não achava que minhas roupas eram de palhaço, que eu era aproveitador ou que minhas intenções eram ruins. Foi o suficiente para todos mudarem suas opiniões, ou pelo menos para escondê-las. Nec Majore in Laude, Nec Minor in Vituperio. Não era pior por causa das criticas nem sou melhor agora por causa da condecoração da Rainha, continuo sendo quem sempre fui.

Deem menos peso para o que os outros falam ou pensam. Eles agem assim porque de alguma forma o que você faz chamou sua atenção. Seja porque gostariam de fazer também algo novo com suas vidas e não tem coragem, ou porque têm medo de onde você pode chegar. Porque se você ou seu exemplo não tivesse importância alguma em suas vidas, porquê perderiam seu tempo comentando? Sigam em frente, sempre. Lembrando que para se chegar onde ninguém chegou é preciso fazer o que ninguém fez, e isto é claro vai gerar desconforto e insegurança nos outros.

A terceira e última lição é a de que sorte não é o que acontece conosco, é o que fazemos com o que acontece conosco… A sequência de acontecimentos que me levou até a Rainha é cheia de acidentes, obstáculos, julgamentos, e tantos outros momentos difíceis. Aproveitei cada um deles para conhecer novas pessoas, aprender, me aperfeiçoar física e mentalmente e também para conhecer quem eu realmente era. As pessoas hoje olham pra mim e falam “nossa, você é muito sortudo, nada deu errado pra você?”. Eu acho que na verdade o que eu fiz com as coisas que me aconteceram é que deu muito certo. Não vamos nos esquecer de que tudo começou com um tombo…

Um beijo em todos, Dudu."

Discípulo do mais famoso encantador de cavalos do mundo, o americano Monty Roberts, Eduardo Moreira viaja por todo o Brasil demonstrando e aplicando o método de doma sem violência. O profissional, de 36 anos, sócio-fundador da gestora de recursos Plural Capital e ex-sócio do Banco Pactual (hoje BTG Pactual), desenvolveu com Monty Roberts, além de uma grande amizade, uma nova maneira de se relacionar com os animais e com a vida.

domingo, 28 de agosto de 2011

Spider venceu a luta, mas perdeu a unanimidade

Nesse sábado eu estava particularmente ansioso para assistir à principal luta da noite da UFC Rio entre o brasileiro, dono do cinturão mundial Anderson Silva, conhecido como Spider, e o japonês Yushin Okami, o temido desafiante. Tivemos alguns compromissos à noite, e quando cheguei em casa liguei na Rede TV onde estava justamente iniciando-se a apresentação e entrada do japonês.

De repente apagaram-se as luzes e iniciava-se um momento mágico: a entrada do mito! Locução de grande evento e os holofotes são direcionados para ele, Anderson Silva, que aparece fulminante vestido com a camisa do... Corinthians. Isso mesmo. Para a frustração minha, e certamente de milhares de outros brasileiros que estavam ansiosos em vê-lo, tivemos que ver um ícone nacional do Ultimate Fighting entrando com uma camisa do Corinthians.

Não fiquei frustrado por ser do Corinthians. Ficaria igualmente se estivesse com a roupa de qualquer outro clube de futebol, pois acho que a UFC não tem qualquer relação com um clube de paixão nacional (ou internacional). Faltou ali destacar a marca de sua academia, fornecedor de material esportivo ou patrocinador, assim como ele próprio sempre fez, e cuja prática foi respeitada pelo japonês vestido com a bela camisa logomarcada com a insígnia "Pretorian".

Erro gritante do administrador de imagem do Spider, que acaba de perder o fanatismo de milhares de admiradores que, por pura rivalidade futebolística, vão continuar torcendo pelo brasileiro, porém não com a mesma intensidade e convicção de antes. Coincidência ou não, quem está "empresariando" o atleta é ninguém menos que a 9ine, empresa do ex-craque Ronaldo que, ao que tudo indica, está mais para uma holding do Corinthians do que qualquer outra coisa.

Fala-se ainda que o lutador já assinou contrato com o Corinthians. Bom para o Timão, que vai levar sua desconhecida marca nesse segmento para milhares de pessoas mundo a fora (que ficarão se perguntando "o que é isso?!"), mas péssimo para Anderson que continuará treinando nos EUA, onde reside, e já sentiu o peso de misturar sua paixão com sua carreira ao ser declarado vencedor da luta contra Okami e ser vaiado em plena arena carioca. Pessoas pagaram caro por um ingresso nesse evento inédito no Brasil e foram pegos de surpresa, como eu, recusando-se em aplaudir o atleta com o uniforme de um clube rival.

O que fica aqui é uma pergunta: os atletas estão prontos para gerenciar suas carreiras e seus interesses sem deixar-se encantar pela fala mansa da cartolagem?

Uma coisa é fato: Anderson Silva, o Aranha, que antes era unanimidade nacional, já não será mais quando entrar em uma arena de luta com o uniforme do Timão... Acaba de conquistar uma legião de brasileiros que a partir de agora podem até torcer por sua derrota. A rivalidade do futebol, a paixão nacional, infelizmente vai falar mais alto até nos ringues, pode apostar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Justos pode ser o sucessor de Silvio Santos

Sabe daquelas coisas que parecem absurdas, mas que você só vai entender lá na frente? Pois é, ontem parece que comecei a entender uma dessas coisas.

Quando Roberto Justus trocou a apresentação do programa O Aprendiz da Rede Record pelo Topa ou não Topa do SBT, achei que ele havia feito a maior asneira da vida dele. O Aprendiz tem a cara de Justus, e acredito que ele conduzia com muita personalidade o reality show para seleção e formação de empreendedores. De repente surge a notícia de seu contrato com o SBT para apresentar programinhas bem banais para um empresário daquele porte.

Fiquei imaginando: ele não deve estar fazendo isso por dinheiro, já é rico o suficiente para apelar e expor sua imagem em algo que poderia ser feito por Celso Portiolli, Rodrigo Faro, Adriane Galisteu, etc. Mas ele foi, e seguia com aquele discurso de ser um grande sonho tornar-se apresentador de TV.

Ontem parei por acaso no Topa ou não Topa e fiquei ali pensando novamente na minha indignação. E ocorreu-me uma sequência de pensamentos:

1 - Silvio Santos, antes de ser um grande apresentador, é um grande empreendedor. Como Roberto Justus.

2 - Silvio dava dicas de que a fidelidade de Gugu Liberato poderia ser premiada com a sua sucessão. Gugu pulou a cerca, e não passa mesmo de um apresentador...

3 - Silvio gerencia seu grupo de empresas com a autoridade de quem sabe fazer negócios. Como Justus.

4 - O SBT passou por oscilações financeiras, e certamente recebeu capital externo de algum investidor bem próximo que tenha caixa para empreender no ramo de comunicações. Justos pode ter sido "o cara", o novo sócio de Silvio Santos.

Agora juntemos o útil ao agradável, façamos uma convergência de interesses e capacidades, de necessidades e de oportunidades. Há nesse processo um casamento perfeito entre Silvio e Justus!!

E começar a apresentar programas dirigidos ao público alvo de Silvio, o povo, pode ser um treinamento e um aquecimento para que o SBT não perca sua principal característica: ter como âncora nos programas de auditório o próprio patrão. O sucessor de Sílvio, pode estar sendo preparado. Pode ser Roberto Justus.

Na ocasião de sua contratação pelo SBT, "o ego de Justus foi seduzido por Silvio Santos. “Quando o Silvio me chamou na casa dele, ele falou: “Você é uma das poucas pessoas que conheci que tem um perfil parecido com o meu. Você tem talento de apresentador e é um grande empresário’”, afirma." (matéria publicada em 29/06/2009)

Uma especulação meio idiota que bem pode ser uma verdade...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Reality show confirma: o ser humano é intolerante

No final de setembro teve início a terceira edição de A Fazenda, um dos realitys shows de maior arrecadação em patrocínios e com prêmio de maior valor ao participante vencedor.

E por falar em participante, já na primeira semana foi possível assistir a um verdadeiro espetáculo de insociabilidade e intolerância entre pessoas com um objetivo em comum: ser o mais aceito pelo público espectador e conquistar o grande prêmio.

Imagine você um confinamento com os seguintes elementos: uma ex-top model, ex-símbolo sexual e apresentadora de programa pop em emissora de TV a cabo; um roqueiro tatuado no corpo inteiro com dizeres que vão de dragões e símbolos egípcios a umbandistas; um ex-jogador de futebol metido a moralista (quando jogava não era, mas parece que converteu-se); uma ex-universitária, ilustre personalidade do acaso, aproveitada pela mídia após episódio tosco de exposição excessiva das silhuetas no campus acadêmico; um transformista inteligente, maduro e resolvido como pessoa, atualmente mais mulher do que homem; um maquiador de personalidades tão resolvido em suas convicções sobre a vida e sua sexualidade quanto o transformista; uma dançarina do funk (carnuda prá chuchu!), lançadora da moda de auto apelidar-se com o nome de uma fruta tão carnuda quanto ela; um ex-apresentador infantil, ex-apresentador de programa apelativo de auditório, e ex-júri de programas de calouros, que do alto dos seus cinquenta e poucos anos ainda fala e age como a trinta anos atrás; e mais umas 7 figuras da TV que se dizem atores, atrizes, jornalistas e dançarinas... mas que você provavelmente nunca ouviu falar antes.

Pois bem, o que se vê nesse reality atualmente é um verdadeiro espetáculo de atrocidades à língua portuguesa e ao respeito mútuo. As pessoas definitivamente não conseguem tolerar a individualidade, o modo de vida, as fraquezas e os defeitos, e principalmente os valores um do outro.

Percebe-se claramente que não há estrutura interior que permita a essa gente co-existir, conviver pacificamente e resolver suas diferenças de forma harmônica e negociável, respeitando-se a cima de tudo.

Três "peões" já foram excluídos  (sairá um a um por semana): a ex-top model após surtar, gritar e distribuir palavrões para todos os demais; a personalidade do acaso após passar a maior parte do tempo chorando pelos cantos; e agora o mas o mais polêmico até aqui, o roqueiro, que saiu do jogo votado nessa semana por 74% do público brasileiro.

O referido roqueiro deu um verdadeiro show de intolerância, do tipo "quem não pensar igual a mim vai sofrer as consequências", ao julgar como gravíssima a atitude de um dos participantes, num erro bobo cometido logo na primeira semana por esse infeliz, o qual desculpou-se com todos, mas não obteve o perdão do roqueiro ditador.

O fato é que esse roqueiro dirigiu todos os palavrões de seu dicionário e dirigiu todo tipo de agressão verbal ao infeliz, julgando-o, condenando-o, prometendo perturbar-lhe diariamente para "fazer justiça" enquanto permanecessem ali e criando um clima de tensão na fazenda.

Nessa quinta-feira, quando três peões estavam no paredão para que um deles fosse o mais votados e excluído pelo público, o roqueiro foi eliminado e orgulhava-se de dizer "saio de cabeça erguida por ter feito o que é certo, e faria tudo de novo pois tenho convicção de minhas opiniões". "Gostaria de ter ficado, pois tinha um trabalho para concluir ainda".

Ou seja, ele agiu como aqueles assassinos, daqueles que após pego pela polícia diria com a maior tranquilidade que fez a coisa certa, o que acha justo, e que não se arrepende do seu crime... E eu me pergunto: qual será o trabalho que o roqueiro teria para concluir ainda na fazenda?

O ser humano me mete medo...

sábado, 14 de agosto de 2010

Justin Bieber está dando certo, e não é por acaso

Engraçado como alguns artistas ou personalidades surgem assim de repente e viram destaque na mídia. A mídia é movida por audiência, e quanto mais alguém agrada ao público mais também é explorado pela mídia. E nessa bola de neve um artista pode sair do anonimato ao estrelato em tempo recorde.

Esse é o caso do fenômeno canadense Justin Drew Bieber, ou simplesmente Justin Bieber.

Justin nasceu em 1994, e alguns de seus vídeos pessoais postados no Youtube foi visto por Scooter Braun, que o procurou, agenciou e o levou para Atlanta-EUA, onde em novembro de 2009 já estava lançando seu primeiro álbum - My World - por Usher através de sua gravadora. Antes disso, 4 singles foram lançados e o mais incrível é que todos eles conquistaram o top 15 na Canadian Hot 100 e o top 40 da Billboard Hot 100, fato inédito em toda a história da música no cenário norte-americano.

Mas a pergunta é: por que é que Justin Bieber deu certo? Alguns fatores contribuíram, e dentre eles destaco que Justin aos 12 anos já cantava em concursos da escola; ele não apenas cantava, mas prendeu a tocar guitarra, bateria, piano e trompete; Justin dança, e não é pouco; ele interpreta... sim, Justin sabe se comunicar oral e corporalmente com o público, e isso é um atributo que muitos projetos de artista não sabem fazer; Justin está na moda. Ele não faz moda, ele está na moda. Veste-se e anda como os garotos de sua idade, sem adereços, cacarecos ou roupas com mensagens revolucionárias estampadas; ele anda de skate e joga basquete, e joga bem um dos esportes que é paixão na América do Norte.

Em outras palavras, Justin Bieber é a imagem projetada da aspiração da juventude: ele é jovem, bonito, simpático, inteligente, se veste bem, é rico, famoso, amado por uma multidão de fãs e influente inclusive no meio artístico.

Você deve estar pensando que sou fã de Justin. Não sou. Conheci o artista semana passada num programa de TV e me assustei com minha desinformação, pois o garoto já estava com a carreira consolidada, pensando em escrever sua biografia (com 16 anos, pasmem!) e eu praticamente não sabia nada a respeito. Sou fã de Ian Anderson, Professor Longhair, Bobby Bland e B.B. King, entre outros.

Mas não podia deixar de explorar a história desse garoto sob o ponto de vista mercadológico e artístico. Ele se tornou de fato um fenômeno de mídia, e não foi por acaso. Ele tem atributos, mesmo assim tão jovem, para ser um artista de sucesso...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Aula corporativa com o técnico Bernardinho.

Ser um profissional vitorioso é simples. Muito mais simples do que você possa imaginar, basta fazer o que todo mundo sabe que é o certo. E Bernardinho fez. Bernardinho pratica aquilo que acredita e colhe os frutos... uma conquista atrás da outra.

Veja nessa entrevista à GLOBOESPORTE.COM algumas de suas pérolas que devem ser seguidas para quem está no mundo dos negócios.

Para entender os motivos que levaram o vôlei brasileiro a ser tão vitorioso nos últimos anos, o treinador, quando perguntando sobre o que ainda falta fazer, responde:

- Eu quero melhorar como treinador e conquistar o próximo campeonato.

E qual é afinal o segredo do vôlei para ter se transformado em um esporte no Brasil tão vitorioso?

- Se olharmos, o voleibol é um esporte que vem se organizando, se profissionalizando, veio criando a base para um crescimento sustentável.

Bernardinho acrescenta o que deve ser feito para o tri ser conquistado:

- O foco na ação, no momento, o time junto, mais do que nunca. Nós não vamos perder não. Não vamos entregar para os caras, isso é certo.

Vejam bem os amigos do ramo corporativo que Bernardinho, um dos maiores vencedores de todos os tempos em qualquer categoria esportiva que se tem notícia no Brasil, segue com o discurso humilde de que "quer melhorar como treinador" para conquistar o próximo campeonato. Ele sabe que no mundo competitivo não basta ser bom e nem ótimo. Para sobreviver e vencer é preciso buscar ser o melhor sempre.

E a receita está na mão para quem ainda não decolou corporativamente: organização, profissionalização e criação de uma base para o crescimento sustentável. Porque no mundo dos negócios, assim como nos esportes, não basta chegar ao topo. É preciso se manter.

Quem tem ouvidos para ouvir ouça os sábios conselhos de quem sabe o que diz...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ricardo Teixeira anuncia a convocação de Pelé para a Copa de 2014

"Foi anunciada hoje, na sede de CBF no Rio de Janeiro, a convocação do ex-craque e rei do futebol Pelé como centroavante da seleção brasileira para a Copa de 2014 no Brasil.

A convocação antecipada foi dada como notícia extraordinária em coletiva de Ricardo Teixeira, que disse ser essa decisão uma forma de resgatar a memória do futebol inesquecível de Pelé, que terá 74 anos de idade, além de abrilhantar o evento no Brasil.

- Queremos transformar a Copa de 2014 num marco do futebol mundial, sendo o Brasil o primeiro país a conceder tal homenagem ainda em vida a um dos maiores atletas do cenário esportivo mundial justamente diante de sua torcida e de todos aqueles que já o viram em campo - disse Teixeira durante a coletiva.

O fato é que a notícia já teve seus desdobramentos na mídia esportiva e jornalística mundial, mostrando que..."

E então, gostou da notícia? Pois é... mas infelizmente é mentira. Na verdade eu simulei tal possibilidade para medir o impacto publicitário e a repercussão de tal notícia se fosse de fato divulgada.

Já pensou o Brasil entrando em campo em seu primeiro jogo com Pelé entre os 11 titulares? Já pensou no montante que seria investido pelos patrocinadores na seleção brasileira e na Copa do mundo do Brasil? Já pensou no preço que seriam vendidos os ingressos para assistir a treinos e jogos da nossa seleção? Já avaliou o que é possível fazer no mundo business com essa jogada de marketing?

Sei que o homem Pelé não goza de tanto prestígio quanto o jogador Pelé, mas é desse segundo que estamos falando. Fica aqui o seu espaço para dizer o que você acha que daria para empreender caso essa notícia fosse verdadeira.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Brasil perde a voz...

A voz grave mais famosa, mais imitada e mais ouvida de um dos maiores coadjuvantes da TV brasileira não será mais ouvida.

Luiz Lombardi Netto, companheiro de trabalho de Silvio Santos a mais de 40 anos, faleceu nessa quarta-feira deixando saudades, e um vazio artístico que provavelmente só conseguirá ser preenchido por um filho herdeiro.

A chamada "É você Lombardi!" de todos os domingos acabou... a voz entusiasmada de uma celebridade discreta como pessoa, mas presente na vida de todos os brasileiros, será uma lembrança difícil de apagar.

Silvio Santos tem o mérito de honrar os bons profissionais que trabalham ao seu lado, e imortalizou a voz de Lombardi na história do SBT.

Fica o exemplo da perseverança, da alegria e da humildade do palmeirense mais famoso e menos visto do Brasil, Luiz Lombardi Netto.

domingo, 29 de novembro de 2009

Marketing pessoal: com que roupa eu vou?!

"Agora vou mudar minha conduta,
eu vou pra luta
pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bru.....ta,
pra poder me
reabilitar
Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?

Com que roupa que eu vou
pro samba que você me convidou?
"

Noel Rosa já citava em sua canção a importância que tinha selecionar a roupa certa para aparecer bem no evento com a pessoa que o convidou. E estava certo! A forma de se vestir diz muito sobre você!

O que precisa ser pensado é: onde eu vou, já sou conhecido, posso me expor sem causar idéia distorcida a meu respeito? Ou então, como vou aparecer lá pela primeira vez, com que roupa eu vou?

Exemplo disso é o estilo de Supla, típico punk-rocker irreverente e conhecido pela sociedade, que pode aparecer onde quiser vestido como quiser que ninguém vai estranhar, pois é um artista. Mas se ele chegasse anonimamente com seu típico figurino num casamento, não pderia causar alguma impressão errada a seu respeito? Afinal, a idéia de esteriótipo que cada pessoa tem sobre o mesmo tipo pode ser diferente. Alguns admiram o estilo punk, outros têm medo...

Outra personalidade, como a Adrine Galisteu que já se tornou sinônimo de "vestir-se de forma inovadora", já não causa o mesmo impacto que Supla, e sim curiosidade. Galisteu usa roupas e acessórios que você muitas vezes só vê em desfiles de moda. Mas e daí? É a Galisteu, artista, e todos sabem que dalí pode vir de tudo, que nada causa indignação. E eu te pergunto: porventura um anônimo usando os figurinos de Adriane Galisteu para uma entrevista de emprego, não poderia ser interpretada de diferentes formas? Vai contar com a sorte de ser entrevistada por uma pessoa mente aberta, mesmo sabendo que pode dar de cara com um conservador?

Por isso acredito que a forma de aparecer em público ou a um evento social não é apenas um detalhe, considerando a impressão que se deseja deixar a quem está por perto ou a quem deseja-se impressionar. É conveniente não causar impacto quando ainda não se é conhecido, deixando para expor-se por completo a médio prazo ou em ocasiões informais com o seu estilo pessoal.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Rubinho vence o primeiro round em ação contra Google

O assunto é delicado, e mesmo sendo fã e admirador do injustiçado Rubinho Barrichello, não achei correta a decisão da Justiça de SP a favor dele, dadas as circunstâncias que descrevi no final desse post .

Saiu no Diário Oficial de São Paulo nesta segunda-feira, 9, que o Tribunal de Justiça do Estado determinou que sejam removidos do Orkut os perfis que "se identificam falsamente como a pessoa notória de Rubens Barrichello", conforme está no documento. Também devem ser removidas do site as comunidades consideradas ofensivas pelo piloto. A pena: multa diária de R$ 1 mil. Outra decisão do Tribunal: indenização a título de danos morais na quantia de R$ 850 mil, atualizada desde o ajuizamento, mais juros de 1% ao mês desde a citação.

O piloto, que prestou depoimento ao Tribunal de Justiça de São Paulo, afirmou que jamais autorizou a criação dessas comunidades e perfis e que vem sofrendo mais com as palavras de baixo calão. Disse também que não passa por esse tipo de problema no exterior, "pois lá fora existe um respeito muito especial em relação aos atletas".

No Brasil democrático em que vivemos, as pessoas públicas são diariamente vítimas de brincadeiras, muitas vezes de mau gosto, pejorativas e desrespeitosas. Porém, é a tal de liberdade de expressão que nem sempre é bem clara sobre quais são os limites dessa liberdade.

O Google se manifestou com o seguinte comunicado:

"A respeito do processo movido por Rubens Barrichello contra o Google, a empresa vem a público esclarecer que já recorreu da decisão de primeira instância e acredita na revisão pelo Tribunal de Justiça. O Google entende que a decisão de primeira instância tomou por base premissas equivocadas, como a de que o Google é responsável pelo conteúdo criado por internautas e tem o dever de controlá-lo, exercendo verdadeira censura prévia. O Google oferece uma plataforma tecnológica sobre a qual milhões de pessoas criam e compartilham seus próprios conteúdos e acredita que essa liberdade de expressão é um dos fatores que tornam a internet tão rica e útil para a sociedade. Os casos de uso indevido dessa liberdade são punidos com a remoção dos conteúdos ilegais identificados, mas o Google não exerce controle prévio sobre os conteúdos criados pelos usuários, não podendo exercer papel de polícia ou de juiz em relação aos internautas. Por fim, o Sr. Rubens Barrichello é pessoa notória, sujeita às manifestações positivas e negativas da opinião pública. Nesse sentido, o Google reafirma que não é responsável por qualquer dano à imagem do Sr. Rubens Barrichello e acredita que a melhor solução será dada pela Justiça, quando do julgamento definitivo do caso."

Concordo com a preleção do Google, porém penso que a legislação a esse respeito pode ser falha no sentido de não obrigar a gestora dos sites de relacionamento a fornecer os dados dos usuários cadastrados quando solicitada.

O cadastro no Orkut, por exemplo, é completamente inútil, pois não oferece nenhuma credibilidade quanto a veracidade dos dados do autor. O sistema não oferece uma ferramenta segura para que se chegue, através da justiça, de forma rápida aos usuários. E isso proporciona a impunidade e a liberdade irrestrita de quem quiser sacanear, prejudicar ou ofender alguém.

O Brasil precisava criar um documento digital obrigatório nacional, que seria um campo exigido para preenchimento em todos os sites de cadastro para qualquer finalidade. Assim, quando alguém digitasse o número do CPF e o número do cadastro digital, o próprio sistema faria o confronto dos dados e, confirmando-se a autenticidade, aceitaria o acesso do usuário. Assim, mesmo que se cadastre um nome fantasia e todos os dados falsos, por qualquer razão de interesse do usuário, o aplicativo seria capaz de fornecer, se fosse requerido por parte da justiça, os dados corretos do usuário, que seria responsabilizado por tudo o que escrevesse, isentando o site de qualquer responsabilidade ou dever de censura sob os usuários.

Simples assim... quando se quer chegar a uma solução.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Aprenda a parecer um profissional de sucesso, mesmo sendo apenas mediano, com C.A. Parreira

A vida nos prega peças, e como diz o velho ditado: em terra de cego, quem tem olho é rei. Vou escrever aqui algumas coisas de minha própria cabeça que certamente serão contestadas por muitos. Com dados históricos obtidos na Wikipédia.

Carlos Alberto Parreira é formado em Educação física pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos, no Rio de Janeiro, onde em 1966, começou sua carreira como Preparador Físico do São Cristóvão de Futebol e Regatas. Parreira trabalhou em uma série de clubes pelo Brasil e pelo mundo, e suas passagens mais marcantes foram no Fluminense (seu time do coração), em 1984, quando o clube conquistou seu primeiro título do Campeonato Brasileiro e em 1999, quando ajudou na recuperação do clube com a conquista da Série C do Campeonato Brasileiro. Além do clube carioca, Parreira também fez história no Corinthians em 2002, quando foi campeão da Copa do Brasil e da última edição do Torneio Rio-São Paulo.


Mesmo com passagens vitoriosas por clubes brasileiros, foi após a conquista da Copa de 1994, com a Seleção Brasileira, que Parreira obteve reconhecimento e prestígio internacionais, que renderam-lhe diversos convites e propostas de trabalho no exterior, abrindo portas num mercado até então muito pouco explorado. E foi aí que sua carreira decolou. Dirigiu Valencia CF (Espanha), São Paulo FC, Fenerbahçe (Turquia) e MetroStars na recém-iniciada Major League Soccer, clubes onde não conquistou títulos.

Mas o maior sucesso foi com seleções nacionais. Conquistou vários torneios asiáticos com as seleções do Kuwait e da Arábia Saudita, além da Copa América 2004 e a Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira. Atingiu ainda a notável façanha de classificar quatro seleções nacionais diferentes e disputar cinco Copas do Mundo (Kuwait - 1982; Emirados Árabes - 1990; Brasil - 1994 e 2006; Arábia Saudita – 1998). Embora essa marca não seja recorde (já que Bora Milutinović levou cinco países à competição), são resultados bastante expressivos para um profissional até hoje bastante contestado pelos críticos do esporte e, principalmente, pela exigente torcida brasileira.

Agora analisando sob o aspecto de desempenho, Parreira é extremamente questionável. Seu maior feito com a seleção de 94 foi conquistado a duras penas, quase confrontando uma nação inteira para convencer-se a convocar Romário para o ataque. Sua passagem pelo tricolor paulista em 1996 foi patética, além de sua direção na seleção Brasileira na Copa da França, cujo prejuízo na economia brasileira (o país fecha literalmente na hora dos jogos) deveria ser considerado "crime contra o patrimônio nacional". Aquela seleção foi, no mínimo, uma piada de mau gosto... o homem não tinha motivação sequer para gritar com seus comandados na beira do gramado, certamente em estado de alfa, com sua vida extra-corporal longe dos estádios.

Sua presença na seleção Sul-africana não agregou em nada ao futebol local, a não ser no âmbito social, que teve seus altíssimos rendimentos duramente questionados pela população. Sua recente passagem pelo Fluminense certamente fizeram seus fãs desistirem de apoiá-lo. Nem o mais fanático poderia manter-se em pé diante de um time tão apático e disforme, cujo comandante era ninguém menos que Parreira, com seu status e sua torcida pessoal pelo clube.

Mas fica uma questão: como é que se mantém o respeito do nome com uma história tão mediana profissionalmente?

Parreira carrega consigo alguns adjetivos que poucos conquistaram em nossa história recente: ele é idôneo, inspira confiança, seriedade, sabedoria, humildade e verdade. Parreira fala bem, com convicção, é persuasivo, calmo e moderado nas colocações. Tem formação superior conquistada numa época em que isso não era para qualquer um no Brasil, onde ainda se ensinava cidadania e respeito, mesmo que muitos não a praticassem.

Parreira é amante da arte, dedica-se à pintura e é perseguidor da sabedoria, um pesquisador. Escreveu em 2006 o livro "Formando equipes vencedoras", pela editora Best Seller, que teve a infelicidade de ser lançado após o fiasco na Copa do Mundo. Erro tático de marketing... Parreira é amante da família, e tem nela seu maior patrimônio.

Então, Parreira é isso. Um dos profissionais mais bem sucedidos pessoalmente no Brasil, acumulando fortuna e respeito, mesmo sendo tecnicamente questionável.

Minha leitura pessoal dessa história é: Para ser uma pessoa de sucesso, não é requisito obrigatório ser um vencedor...