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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O domador de cavalos que não sabia domar

Esse texto que vou reproduzir na íntegra refere-se a Eduardo Moreira, e encontrei-o no site Jornal do Empreendedor. Ele fala sobre como conquistar o sucesso com foco e paixão mesmo quando o sucesso estiver longe de suas competências atuais. Espero que ele fale com você, te desperte e seja capaz de estimulá-lo:

"Queridos amigos,

Hoje, completa-se uma semana desde que recebi a condecoração da Rainha Elizabeth em Londres. Durante estes sete dias, não houve um segundo sequer que não tivesse pensado muito sobre o que aconteceu. Foram sensações muito fortes, e até certo ponto novas, que nunca tinha experimentado na vida. Queria desde o primeiro dia escrever um pequeno texto para reparti-las com vocês, mas achei melhor deixar que minhas emoções decantassem, para que pudesse com mais clareza entender o que estava se passando.

Ter recebido esta condecoração teve um significado simbólico muito importante para mim, e pude tirar do acontecido algumas valiosas lições. Os últimos três anos foram muito divertidos. Divertidos mas também duros. Ao voltar para o Brasil em agosto de 2009 após o curso que fiz com Monty Roberts, e decidir que doaria parte de meu tempo para aprender e divulgar suas técnicas pelo país, enfrentei pela frente um caminho cheio de obstáculos. E o primeiro obstaculo era eu mesmo. Eu não sabia nada sobre cavalos. Não tinha tempo para praticar a técnica. Não tinha cavalos nos quais praticá-la. E não tinha ninguém para estar ao meu lado me ensinando e corrigindo. Acho que se transportarmos esta situação para qualquer outra realidade fica facil entender como era dificil… Imagine alguém com 36 anos que quer ser físico nuclear, se formou em artes cênicas, tem um dia por semana apenas para ler sobre um assunto que nunca teve contato na vida e resolve viajar o país aceitando desafios de problemas feitos pelos cientistas das diversas universidades do país… Era mais ou menos isso. Ou seja, as probabilidades jogavam 100% contra. Entretando aprendi que a vida não é um jogo de probabilidades. É um jogo de amor pelo que se faz. Em menos de três anos viajei quase todo o Brasil, domei centenas de cavalos diante de milhares de pessoas, e hoje sou considerado um dos maiores domadores de cavalos do país. Saiu daí a primeira lição: somos capazes de começar algo novo a qualquer momento e chegar tão longe como qualquer outro chegou. Esqueçam as estatísticas, façam o que gostam e façam com amor. Acreditem em vocês e no método. Não façam planos. Planos se basearão em estatísticas, e a matemática pode te provar que você nunca vai chegar lá. A verdade é que sempre pode chegar.

A segunda lição foi saber lidar com as críticas e seguir em frente. Ao longo desta semana recebi centenas de mensagens lindas, de pessoas próximas ou com as quais nunca havia tido contato, me parabenizando pelo feito e dizendo como aquilo as havia feito sentir orgulho de serem brasileiras. Mas não foi assim ao longo destes três últimos anos… Fui taxado de tudo. Louco, farsante, aproveitador de Monty Roberts, aparecido e ingênuo. Muitos ao verem um sócio de um grande grupo financeiro vestindo um cinto de fivela, chapéu e botas de cowboy, comentavam como aquilo era ridículo. “Esse Eduardo parece um palhaço…” “Não acredito como não tem vergonha de andar assim…” “Por favor alguem faça alguma coisa e converse com ele para ver se ele se toca…”. Mas eu estava feliz, e soube não perder o foco. De repente, a maior personalidade viva de nosso tempo, aquela que mais história viveu ocupando um cargo de chefe de estado em todo o mundo, me chama para condecorar exatamente estes três últimos anos. Logo ela, não achava que minhas roupas eram de palhaço, que eu era aproveitador ou que minhas intenções eram ruins. Foi o suficiente para todos mudarem suas opiniões, ou pelo menos para escondê-las. Nec Majore in Laude, Nec Minor in Vituperio. Não era pior por causa das criticas nem sou melhor agora por causa da condecoração da Rainha, continuo sendo quem sempre fui.

Deem menos peso para o que os outros falam ou pensam. Eles agem assim porque de alguma forma o que você faz chamou sua atenção. Seja porque gostariam de fazer também algo novo com suas vidas e não tem coragem, ou porque têm medo de onde você pode chegar. Porque se você ou seu exemplo não tivesse importância alguma em suas vidas, porquê perderiam seu tempo comentando? Sigam em frente, sempre. Lembrando que para se chegar onde ninguém chegou é preciso fazer o que ninguém fez, e isto é claro vai gerar desconforto e insegurança nos outros.

A terceira e última lição é a de que sorte não é o que acontece conosco, é o que fazemos com o que acontece conosco… A sequência de acontecimentos que me levou até a Rainha é cheia de acidentes, obstáculos, julgamentos, e tantos outros momentos difíceis. Aproveitei cada um deles para conhecer novas pessoas, aprender, me aperfeiçoar física e mentalmente e também para conhecer quem eu realmente era. As pessoas hoje olham pra mim e falam “nossa, você é muito sortudo, nada deu errado pra você?”. Eu acho que na verdade o que eu fiz com as coisas que me aconteceram é que deu muito certo. Não vamos nos esquecer de que tudo começou com um tombo…

Um beijo em todos, Dudu."

Discípulo do mais famoso encantador de cavalos do mundo, o americano Monty Roberts, Eduardo Moreira viaja por todo o Brasil demonstrando e aplicando o método de doma sem violência. O profissional, de 36 anos, sócio-fundador da gestora de recursos Plural Capital e ex-sócio do Banco Pactual (hoje BTG Pactual), desenvolveu com Monty Roberts, além de uma grande amizade, uma nova maneira de se relacionar com os animais e com a vida.

terça-feira, 13 de março de 2012

Livro ainda é o melhor presente

Muita gente passa um tempão pensando em que presente comprar a alguém. Isso porque a maioria das pessoas entra poucas vezes em uma livraria para ver como essa tarefa ficaria simples de ser resolvida por lá.

Veja bem, há livros de todos os tamanhos, para todos os gostos com todos os preços. Se o presenteado não gosta de ler e curte mesmo é uma praia, pode receber uma bela amostra fotográfica como as 50 Praias inesquecíveis do Brasil, ou um documentário do gênero de algum outro país. Há livros incríveis sobre turismo, mergulho, montanhismo, camping, caça e pesca que agradam à um grande número das pessoas.


Se o presenteado é do tipo brincalhão, pode receber uma coletânea de quadrinhos  como as Striptiras, de Laerte, ou outras centenas de opções de piadas inteligentes. Também há coleções excelentes como as do Timtim e Asterix, sem falar nos quadrinhos eróticos de Manara e nos mangás, além de outras obras de autores reconhecidos mundialmente. Quem não gostaria de ganhar um álbum de quadrinhos do Garfield, Snoopy, Mafalda ou do inesquecível cartunista Henfil?




Se o presenteado for um crítico veterano, um estudioso envolvido com os problemas sociais, pode receber uma bibliografia de alguém que fez parte de nossa história, ou um apanhado sobre o desenvolvimento da humanidade em um determinado contexto, como O lazer no Brasil: de Getúlio Vargas à globalização. O título do livro pode até não conseguir representar a grandeza de seu conteúdo, e é por isso que a visita à livraria é tão interessante, pois permitirá ler a resenha e interessar-se pelo assunto com bem mais intensidade. Aproveite e compre dois livros: um para você e outro para quem você iria presentear.


Se o presenteado for uma criança de 5 a 8 anos, pode receber um livrinho do Ziraldo, por exemplo, ou qualquer outro dirigido a alguém com a personalidade típica da criança, como Uma menina chamada Julieta para meninas. Para essa faixa etária há opções lindas de Bíblia ilustrada e livros de histórias curtas que podem ser lidos tanto pelas crianças como pelos seus pais, o que além da boa leitura promove integração e cumplicidade familiar.

Vale muito mais uma crianças de frente para um livro do que de frente para a televisão, acho que não preciso nem descrever muito sobre isso.


Se o presenteado for alguém mais da noite, mais da balada e da sociedade, pode gostar de livros dirigidos a quem curte essa rotina e aprecia sua cidade como ninguém, como Ela é carioca, de Ruy Castro. Também cabe algo na linha de gastronomia, guia turístico de cidades, etiqueta, relacionamentos, etc.




Se o presenteado for um adolescente tresloucado que dá trabalho para seus pais e que não gosta de ler e nem de estudar, pode receber um livro que fale de alguma personalidade que lhe agrade, de um atleta, modalidade esportiva, ou de  seu clube do coração. De repente até tome gosto pela leitura se conseguires atingir o menino bem no alvo, como o livro Heróis do Vale Tudo. A história de seu time de futebol e a bibliografia de um atleta que ele admire é um bom estímulo à leitura. Adolescentes rebeldes também costumam admirar tecnologia militar e automobilística, de modo que livros sobre carros esportivos e aviões de guerra podem ser uma alternativa que lhes agrade.

Portanto, o que eu pretendi abordar nesse post é sobre o quanto é prazeroso passear em uma livraria e observar as centenas de opções literárias disponíveis. Eu sou compulsivo, pois quando entro em livraria não quero mais sair e fico com vontade de comprar várias obras, desde educação de filhos, até romances históricos ou livros na minha área profissional

Outro dia vi a capa e me encantei com o tema: O poder da gentileza. O livro é tão gostoso de ler e de assunto tão singelo que emprestei para algum amigo e até hoje me arrependo, porque não voltou mais para minha prateleira...

Então é isso pessoal. Presenteiem com enciclopédia infantil ilustrada, livro de ciências, contos de fadas, fotografia, músicas, viagens, negócios, religião e auto-ajuda, mas não digam que não sabem como presentear alguém.

Se entrares em uma livraria e saíres de lá sem ideia, sem conseguir atribuir um presente de custo acessível, simpático e delicado à personalidade do presenteado, então minha dica é que compre para si o livro Como fazer amigos e influenciar pessoas. É uma obra que o ajudará a sociabilizar-se e tornar-se mais próximo das pessoas a tal ponto que em breve será capaz de identificar bem rapidamente um livro que agrade a personalidade do seu sortudo amigo ou parente a ser premiado com um livro comprado por você.

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Visite a Livraria Cultura e dê um vale presente a quem você ama!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O menino maluquinho que há em você

Um dia desses, arrumando uma caixa de livros e separando alguns para doação, encontrei o livro O menino maluquinho, de Ziraldo, em sua oitava edição quando o ganhei de amigo secreto na segunda série do primário em 1982.

Deixei-o de lado e logo minha filha o encontrou, folheou e pediu para que eu o lesse para ela. Não pude resistir e matei a saudade daquela obra tão peculiar. Rimos e demos gargalhadas juntos, e Ana Clara ria como nunca com as maluquices do menino! Foi um momento de arrepiar... pena que a história acabou, poderia ser mais longa.

É incrível como Ziraldo foi capaz de sintetizar o que era uma criança feliz, cheia de vida, autêntica em sua criancice...

O menino maluquinho é um livro indescritível, pois emociona com sua linguagem sutil, leve e divertida, quase uma prosa, uma poesia misturada em narrativa.

E coloquei-me a pensar: como foi gostosa a minha infância! Pude rever minha história, quase tão parecida com a desse menino. E como era bom observar as crianças na escola, junto a minha filha, todos com sua inocência tão bem narrada pelo Ziraldo em sua obra.

Nós adultos devemos observar mais nossas crianças, com olhos de quem já foi criança também, e participar das brincadeiras delas, das maluquices que elas apresentam na sua forma simples de ver o mundo, nas suas fantasias.

Sentando ao lado delas e compartilhando de suas brincadeiras com paciência não precisaremos mais de terapia ocupacional para aliviar o stress do trabalho, não precisaremos fazer yoga para limpar a mente e nem sessões de relaxamento para amolecer os músculos e a tensão do corpo.

Crianças são bênção de Deus, e se não nos aproximarmos delas com amor e participarmos de seu crescimento vivenciando a forma como passam seu tempo e evoluem devagarinho, deixamos de passar mais uma vez o melhor da vida. Pois depois de viver a nossa própria infância, temos a chance de fazer isso tudo de novo ao lado de nossos filhos e netos. Mas quantos pais desperdiçam essa oportunidade...

Por isso eu recomendo: se você não tem esse livro em casa, compre e leia toda noite para seus filhos. O menino maluquinho tem muito a nos ensinar com emoção e alegria. O menino maluquinho é aquele que gostaríamos de ser se pudéssemos voltar no tempo.

Pois você vai ver que um menino como ele na verdade não é um menino maluquinho. É apenas uma criança feliz!

Anda, corre lá na livraria, compre o livro! E boa leitura!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Os últimos minutos de Cecília

Você já viu um anjo? Não?! Cecília Skotbu já...

Cecília é personagem de uma das histórias mais incríveis que já li, do livro Através do espelho, de Jostein Gaarder, um de meus escritores prediletos.

Cecília Skotbu é uma menina que vive intensamente. As coisas que vai aprendendo ela anota num caderninho. Durante a história, Cecília passa quase o tempo todo em seu quarto, deitada na cama. Ela tem uma doença terminal e está morrendo, em plena noite de Natal. Sua história é uma preparação para a morte - e por isso é também um mergulho na vida. Ela morre como quem viaja, prestando atenção em tudo. Através de seu olhar profundo, o outro lado do espelho se torna um pouco mais claro para nós.

Gaarder, um norueguês graduado em filosofia, teologia e letras, tem o incrível talento de nos fazer ver o invisível através de suas obras. Neste conto, bem menos complexo do que outros que já li do mesmo autor, Cecília tem a grata surpresa de receber um anjo em sua casa, cujo contato te fará pensar tantas coisas quanto possa imaginar. O anjo quer aprender com ela as coisas de um ser de carne e osso, e Cecília tenta aprender o sentido da vida do anjo e as coisas lá do céu. Dá pra imaginar a viagem que fiz por esse breve momento da vida de Cecília?

Através do espelho é um livro leve, gostoso, para ler em menos de duas horas e saborear pensando... será que pode haver um fundo de verdade nisso tudo?! Quem sabe...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quando um só elemento destrói toda uma estrutra

Meus amigos, vejam como são as coisas: ainda ontem postei algo usando o personagem Asterix como motivador do assunto, e hoje vou fazer o mesmo com o mesmo...

É preciso tomar cuidado e observar quando uma pessoa dentro de uma organização consegue tumultuar todo o ambiente de trabalho com sua língua solta. Não é uma questão simples de fofoca, mas muitas vezes, motivado por sua desmotivação (sem querer ser redundante...) alguém acaba jogando muita gente numa situação de medo, desgaste e baixo astral com comentários negativos ou desabafos sobre o próprio trabalho ou desempenho.

Todos sabem qual é o impacto de uma notícia negativa ou de alguma insatisfação pessoal quanto ao desempenho de alguém em qualquer sociedade organizada. A informação voa da boca de um para o ouvido do outro numa velocidade muito grande. E é claro, com o incremento de uma apimentadinha a mais que cada um cria na sua etapa da propagação.

Esse momento é perigoso, e os profissionais de gestão precisam ser ágeis em identificar esse problema antes que se transforme num problemão.

E fica aqui o meu alerta para os trabalhadores e leitores de plantão: você está desabafando com a pessoa certa o seu problema pessoal ou profissional? Não estaria sendo um fator desagregador e tumultuador no próprio ambiente de trabalho? Criticar o trabalho de alguém para outro dentro da própria empresa pode ajudar em alguma coisa? O que você ganha com isso?

Será que você depende do erro de alguém para comparar e mostrar o seu valor, a sua qualidade como profissional?

No livro Asterix - a Cizânia, o autor mostra como o exército romano plantou a discórdia na aldeia gaulesa desestabilizando completamente todos os membros através de um único homem que fez uso da inveja, ciúme, cobiça, ambição e maledicência para provocar o único ponto fraco que concederia aos romanos a tão sonhada conquista: a desunião do adversário.

Assim, se a união faz a força, a desunião tira a força... e o seu concorrente se diverte!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aprenda marketing com Obelix, o gaulês

Se você ainda não conhece as revistas de Asterix, o gaulês, certamente já está atrasado para desfrutar de uma diversão inteligente, inteligentíssima e de extrema inteligência.

E não é exagero... os autores Uderzo e Goscinny dão uma aula de história e sagacidade em relacionar os acontecimentos do passado com o presente de uma forma ímpar, cômica e com uma ilustração simplesmente apaixonante.

Mas quero recomendar aos amigos que, além de conhecerem todos os álbuns com as aventuras de Asterix, a leitura do episódeo Obelix e Companhia uma divertida história que envolve uma estratégia agressiva de marketing da parte dos romanos para finalmente tantarem desestabilizar e conquistar a sonhada aldeia gaulesa que resiste hoje e sempre ao invasor. Será que vão conseguir?!

Para quem já conhece, deixo aqui a oportunidade do testemunhal sobre essa dica.