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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Família faz a diferença na educação dos alunos

Essa matéria merece ser citada como exemplo e alerta para os pais: O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, tirou nota 8,1 em um universo em que a nota média foi 3,9 nos anos finais do ensino fundamental. E não se trata de uma aventureira: a escola é tricampeã e dona do pódio do Ideb desde que foi avaliada pela primeira, em 2007. Isso em meio a ar condicionado que não funciona, alunos sem merenda e uma greve que já dura quase três meses. (leia a matéria completa nesse link).

Para o diretor do único colégio brasileiro com avaliação acima de 8 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, Alfredo Matos Moura Júnior, a resposta não passa por tablets, redes wifi ou instalações luxuosas.

Confira alguns trechos que selecionei da entrevista publicada no site da Exame.com para descobrir o que é afinal que a escola tem que estimula o desempenho excepcional de seus 411 estudantes da 6ª série do fundamental ao ensino médio e a deixa, inclusive, acima da maioria das particulares, que ficaram com média 6 no Ideb. "Não tem um elemento mágico", é o que garante o diretor.

EXAME.com – Afinal, a que o senhor atribui a fórmula do sucesso do colégio?
Alfredo Matos - Não é um fator apenas. É um conjunto: o próprio interesse e participação dos alunos nas aulas; a atuação do corpo docente instigando este aluno e tentando torná-lo mais crítico e reflexivo; e o suporte dado aos alunos em casa pelas famílias. São 3 fatores básicos que deveriam haver em todas as escolas. É por esta vertente que estamos analisando. Os professores tentam ser o mais abrangente possível e são interdisciplinares. A escola não procura isso (ser campeã), não vive ligada somente a índices e vestibular. Queremos que o aluno saia preparado para a vida e não somente para uma prova.

EXAME.com – Mas a escola está abastecida quando se trata de acesso à tecnologia para educação?
Matos - Não adianta você ter internet wireless, iPads, iPods se você não tem discussão e contato entre professor e aluno. Muitas escolas vendem que você vai receber um tablet, mas se você der o aparato e não trabalhá-lo, não adianta de nada. Recursos tecnológicos são usados? Sim. As salas tem wireless há três anos e projetores multimídia desde este ano. Mas isso é fator que vai fazer o sucesso da escola? Não.

EXAME.com - Como os alunos fazem para entrar?
Matos - O aluno entra basicamente no 6º ano. É um concurso público. Em média, inscrevem-se entre mil e dois mil candidatos para 55 vagas (mais do que a maioria dos cursos da UFPE). É só uma prova de português e outra de matemática.

EXAME.com - Conseguir a excelência é possível apenas com uma seleção muito rigorosa?
Matos - Seleção não é o único fator. O corpo docente influencia muito. O nosso é muito qualificado: 31% são doutores, 47% mestres e aproximadamente 20% graduados. Quando você pega um corpo como esse, em que a maioria tem dedicação exclusiva, isso facilita as ações da escola e a integração de todos os componentes que a formam: alunos, funcionários, professores e as famílias.

Aqui o diretor Matos relacionou alguns fatores que considero primordiais: a qualificação do quadro docente; o interesse dos alunos; e o papel da família em casa. Se você concordar com a linha de raciocínio que eu faço nesse instante, verá que a a família é o principal argumento para promover o interesse pelo estudo do filho/aluno, que por sua vez promoverá uma troca de interesses e conhecimentos muito mais produtivos em sala de aula entre ele, seus colegas e o professor.

Portanto, a mensagem que fica aos pais é essa: antes de cobrarmos exclusivamente do governo por escolas de qualidade, façamos de nossos filhos cidadãos de qualidade, pois educação, respeito e cidadania se aprende primeiro em casa para depois se completar com o conhecimento na escola.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Educação infantil: a casa como extensão da escola

Essa semana eu estava relembrando de uma reunião que tivemos na escola Nobel, onde minha filha estudou aos 4 anos de idade. Foi um encontro muito útil, pois a escola apresentou formalmente aos pais sua metodologia de ensino e fez algumas considerações para que os pais participem positivamente do propósito de ensino da escola. Esse evento é muito válido e deveria ser promovido por todas as escolas. E a nós, pais, cabe cobrar isso dos centros de educação onde matriculamos nossos filhos em período pré-escolar até o primeiro grau.

Dentre as diversas considerações, a que mais me chamou a atenção foi sobre o fato de os alunos sentarem em grupinhos de 4 na mesma mesa. O objetivo desse técnica é que as crianças aperfeiçoem suas percepções por comparação, ou seja, sem serem ensinadas para refazer o que não ficou bem feito.

Assim, após a professora pedir que desenhem sua família, cada criança terá sua própria forma de expressar através do desenho. Segundo o seu grau de desenvolvimento algumas farão desenhos mais complexos do que outras, e é aí que ocorre o aprendizado por comparação. As crianças poderão ver tudo o que seus coleguinhas fazem, e sempre que identificarem algo mais bem feito do que o seu, estarão propensos a copiar e melhorar sua percepção sozinhos.

A ideia parte do princípio de que cada escola pode até variar em sua metodologia de ensino, mas a recepção e a absorção do conhecimento varia de criança para criança. Assim, se você sempre estimular a criança e parabenizá-lo pelo que ela produziu estará contribuindo para que ela produza sempre, sem medo das críticas.

Mas se a professora ou os pais forem críticos...

Mas ao contrário, se alguém criticar ou disser que o que ela fez está errado, ou fizer qualquer menção negativa sobre o que ela apresentar poderá estar construindo uma barreira que a impeça de fazer seja lá o que for mais vezes. Estará limitando sua criatividade e iniciativa em produzir mais e melhor. Se ela tentar escrever o próprio nome e o fizer errado, com letras sem proporção ou com qualquer outro erro, mesmo assim você deve parabenizá-la e elogiar pelo que fez sem medo de que esse erro se perpetue. No tempo certo ela passará a escrever corretamente.

Fiquei muito feliz em ter participado desse encontro na escola e aproveito aqui para dividir com os amigos, pais e mães para que pratiquem também  essa técnica em suas casas:

1 - Parabenize seu filho de até 6 anos por toda a obra que ele construir: desenhos, pinturas, objetos, escrita, etc;
2 - O melhor que você tem a fazer é imitar o que ele fez, mas de forma correta. Mesmo assim, parabenize a obra dele e permita que ele veja a sua obra. E por comparação, no tempo devido, ele sozinho conseguirá fazer algo tão bem feito quanto o que você fez;
3 - Jamais critique ou desestimule seu filho por algo que ele tenha produzido, mesmo que pareça uma verdadeira aberração. No tempo certo ele aperfeiçoará sua obra sozinho, apenas observando a maneira dos outros fazerem.

Preguiça de pintar

Outra informação que me chamou a atenção é sobre a complexidade de alguns trabalhinhos que eles produzem. Como o movimento das mãos, dos dedos e do punho ainda não está plenamente desenvolvido, algumas crianças têm dificuldade em pintar, ou seja, pintam meio rabiscado ou de forma parcial algum desenho.

Se você ver que o desenho ou pintura de alguma criança da mesma idade de seu filho parece melhor, não se preocupe com isso por enquanto. Não é necessariamente sinal de preguiça ou desleixo de seu filho. Na maioria das vezes é apenas cansaço pelo pouco desenvolvimento dos músculos das mãos. O mesmo ocorre com recortes, onde a falta de coordenação motora é absolutamente normal, e o tempo de evolução varia de criança para criança.

O papel dos pais em casa

Por isso acho importante que as escolas dividam com os pais determinados assuntos, pois pais desinformados podem cometer erros e acabar inibindo a criatividade e o desenvolvimento de seus filhos com críticas desnecessárias ou fazendo comparações depreciativas com outras crianças mais avançadas.

É bom lembrar que muitas crianças tornam-se complexadas ou inseguras justamente pela falta de experiência em educação dos próprios pais, que dentro de casa acabam cometendo alguns erros que podem atrapalhar por todo o desenvolvimento estudantil e pessoal de seus filhos.

Mas não misturem o desenvolvimento cognitivo das crianças com a disciplina e respeito pelos pais. Estou falando aqui sobre aprendizado escolar, diferente de disciplina, o que demandaria uma outra abordagem.

Portanto fica aqui a minha dica. Filhos positivos produzem mais e melhor. Pais positivos promovem o aprendizado e estimulam o desenvolvimento de seus filhos de forma mais satisfatória. Sejamos incentivadores incondicionais de nossas crianças em sua primeira etapa de aprendizado. Tudo o que eles fazem está correto,  é lindo e merece os parabéns!

Tenho certeza que muitos pais e mães têm boas experiências para compartilhar aqui conosco. Quem puder somar informações a esse post, será bem vindo aqui nos comentários.

Saudações a todos!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Volta às aulas: alguns conceitos escolares para serem melhor observados

O mundo está passando por um processo de mudanças sociais tão intenso que até o papel da escola no seu objetivo de formação e educação de pessoas fica confuso perante muita gente.

Digo isso porque eu mesmo demoro a consolidar uma opinião a esse respeito, pois ao que tudo indica, há uma tendência em focar essa reformulação sob a insígnia da "construção do conhecimento", ou seja, permitir que as crianças adquiram conhecimento de forma indireta e não mais direta como nos antigos livros didáticos.

Assim, compreende-se que ao interagir com o mundo físico, as crianças aprendam quais são as formas geométricas, cores, letras e palavras, não mais na velha e antiga ordem de apresentar as coisas e dizer-lhes o nome.

Meu questionamento não é sobre esse método, que comprovadamente é muito eficiente, mas no fato de que uma criança já não mais saberá quais são os limites entre o aprendizado indireto para o conhecimento científico e para a sua evolução social.

Em outras palavras, uma coisa é aprender o abecedário pelo método indireto, assim como aprende-se inglês pelo método da conversação, e outra coisa é absorver valores sociais pelo mesmo método.

Os amigos que já me acompanham aqui no blog a algum tempo sabem que tenho imensa preocupação com a formação de cidadãos. Na minha linha de pensamento, acredito que a humanidade está perdendo os valores a uma velocidade meteórica, o que não é uma notícia boa partindo do princípio de que o homem está se tornando um ser egoísta, construindo suas próprias regras e estabelecendo suas próprias doutrinas. Isso com a tolerância das escolas que, sem perceber, vêm transformando a educação (e também a formação social) em uma conquista individual, onde os novos auto-didatas chegam sozinhos às conclusões desejadas pelos professores em sala de aula.

Mas será que as crianças conseguem separar a educação científica da concepção de valores humanos? Certamente não. E será que as escolas estão sabendo implantar a disciplina, o respeito ao próximo e educação para se conviver em sociedade nas crianças? Acredito que não...

Quando minha filha tinha entre 2 e 3 aninhos, voltou da escola mordida por outra criança, e já não queria ir à escola no dia seguinte. Procurei a diretora e a professora para saber se elas sabiam o que tinha acontecido, e elas me disseram com a maior tranquilidade que "isso era normal entre crianças, e iria acontecer mais vezes, não era preciso me preocupar". Eu respondi que não me importava que isso acontecesse, mas que eu queria saber o que a escola fazia após um incidente como esse. Pois se minha filha mordesse ou agredisse alguma criança era para ser disciplinada imediatamente, separada das outras, ficar uns minutinhos de castigo e depois conduzida a pedir desculpas para o amiguinho agredido. Que a criança não saiba diferenciar o certo do errado eu compreendo. Mas se não ensiná-los e discipliná-los, jamais saberão essa distinção!

A sociedade está privando as crianças de aprender a diferença entre o certo e o errado, e elas aprendem isso na TV e na lei do mais forte das escolas.

Como se já não bastasse a baixa qualidade do pouco tempo que os pais passam juntos com seus filhos, ainda temos que saber que as escolas não vêm dando a sua contribuição social na formação humana de nossas crianças. Assim formaremos pessoas sem regras, pessoas questionadoras, pessoas formadoras da própria opinião mas sem um parâmetro para embasar seus valores próprios.

Muitos podem achar bonita essa nova formação social, como uma espécie de liberdade de pensamento. Mas eu vejo isso como uma forma de tirar a força da disciplina baseada em princípios reguladores de conduta.

O dia do brinquedo

Na escola de minha filha, como na maioria delas, há o dia do brinquedo na sexta-feira. Nota-se claramente que crianças vêm o que as outras têm e desejam ter o mesmo brinquedo. Ou seja, um cachorrinho de controle remoto de 400 reais, uma boneca que come papinha e faz cocô de 300 reais, além dos novos modelos de Barbie não menos baratas. Imagine se as outras crianças não ficam desejando os brinquedos inovadores que alguns colegas trazem nesse dia! É claro que ficam. Por isso eu queria compreender qual a utilidade do esperado "dia do brinquedo", a não ser provocar uma série de sentimentos ruins entre as crianças: desejo, inveja, frustração, egoísmo (muitas crianças não compartilham seus brinquedos com as outras), indiferença (algumas podem entrar no grupo para brincar e outras não), prepotência, etc.

O dia do brinquedo para muitas crianças é um momento de frustração, enquanto que para outras é um momento de exibicionismo e auto-promoção. O dia brinquedo promove o consumismo, pois crianças querem ter o que as outras também têm simplesmente para se enquadrarem no seu círculo social. Igual aos adultos! Um sentimento que vai dominar suas decisões para o resto de suas vidas, fazendo-os gastar desnecessariamente apenas por uma questão de status.

Por que é que as escolas não fazem do dia do brinquedo um dia de construção e criatividade, pedindo às crianças que levem toda sexta-feira cacarecos de casa para reciclar e construir brinquedos em grupo? Solução muito mais divertida e agregadora do que a velha e preguiçosa estratégia de perder meio dia de aula para fazer aquilo que já é feito todo dia em casa...

Uso de acessórios

As escolas também deveriam limitar as crianças ao uso de acessórios. Se existe um uniforme, onde um dos objetivos é manter uma certa harmonia e igualdade entre os membros daquele grupo, o propósito passa a ser descaracterizado na medida que permite-se o uso de relógios, pulseiras, correntes, cintos e bolsinhas.

Sim meus amigos, as meninas têm ido à escola de maquiagem e batom já desde os 5 anos de idade! E com isso, o processo de imitação e segregação é imediato, pois duas ou três crianças imitam, e se alguém não entrar nessa rodinha com o mesmo aspecto das demais, se sentirá inferior e segregada do grupo. Quem está ganhando com essa cultura consumista e de pré-molde que a sociedade impões desde a pré escola?!

E nós, pais que procuramos criar nossos filhos de uma forma simples e feliz, somos obrigados a permitir que elas se "fantasiem" para ir à escola, já sem saber se é pior o complexo de inferioridade que ela possa sofrer sendo "diferente" das demais ou se é pior o fator consumista estabelecido pela sociedade.

E eu aqui faço essa pergunta: vocês, pais de crianças pequenas, têm observado e discutido esses e outros aspectos junto à equipe pedagógica da escola de seus filhos?

Aqui está só o começo de um longo e duro debate frente às novas teorias educacionais e sociais... Precisamos pensar mais nesses assuntos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CQC ajuda a TV brasileira a chegar mais rápido ao fundo do poço

Por essa eu não esperava mas o CQC, que surgiu como opção de humor inteligente frente aos ultrapassados humorísticos da Rede Globo e ao trash Pânico na TV, acaba de dar uma demonstração de que zoar com a cara dos outros pode até ser visto como uma forma de humor, mas que jamais deve dar abertura à falta de respeito.

No último dia 19 foi citado no programa o fato de que Wanessa Camargo estava grávida, ao que Rafinha Bastos soltou essa pérola: "eu comeria ela e o bebê" (veja o vídeo aqui). Todos riram, e eu fico aqui me perguntando: onde está a piada?! 

Não assisti esse programa no dia (aliás, não suporto o Marcelo Tas e raramente assisto alguns trechos do CQC no intervalo de outra coisa melhor), mas li a crítica sobre o assunto e, pasmem, os comentários do povo sobre o assunto é contra a ditadura e à liberdade de expressão! A rapaziada apóia Rafinha e acha legal esse tipo de abordagem. Queria ver se Rafinha tivesse falado isso sobre a esposa ou a mãe deles em rede nacional. "Eu comeria ela e o bebê"... poucas vezes vi algo tão chucro ser aplaudido pela platéia.

É claro que o fato trouxe um tremendo mal estar, inclusive na Band e entre os demais participantes do programa, que agindo de forma politicamente correta desaprovou as palavras do companheiro de palco. Com exceção de Danilo Gentili, que em seu twitter escreveu:Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do que por um queridinho por puxar sacos.

Triste mesmo é estar na pele de Marcelo Buiaz, o marido da moça e o pai da criança, vendo seu respeitado nome cair na mídia de forma tão infame.

Essa é a televisão aberta brasileira, é a qualidade de nossas programações, é o que os adolescentes por aí assistem e aplaudem de pé. Se liberdade de expressão serve como álibi para se abolir o respeito, então estamos mesmo no fundo do poço...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Educação sexual nas escolas é importante. Mas não é só isso...

"Pesquisadores afirmam que os jovens na fase dos primeiros namoros devem receber orientações sobre sexo sem mitos nem preconceitos". É o subtítulo da uma matéria (Leia na íntegra) do canal Educar para Crescer da Editora Abril. E eu concordo.

Mas por que é que não se dá a mesma ênfase à educação alimentar, educação moral e cívica, e principalmente à educação no combate aos tóxicos?

Claro o sexo, segundo eles, talvez esteja mais presente na vida do jovem do que a alimentação; talvez o sexo cause mais prejuízos à saúde do que o consumo de álcool, drogas e hambúrgueres...

O fato é que o sexo e a sexualidade têm recebido status diferenciado dentre as prioridades para o ser humano, cujo ato ficou banalizado com o passar dos anos.

Nessa tandência, priorizam o tempo nas escolas com aulas sobre orientação sexual mas extinguem as aulas de OSPB e EMC (saiba mais aqui), além de reduzirem a palestras esporádicas os temas relacionados a alcoolismo e drogas.

E aulas extra-curriculares de religião, será que ainda existem nas escolas? Nem sei...

O que eu queria deixar aqui é uma crítica, pois acredito que o MEC deixa de considerar contextos altamente relevantes para a formação de uma sociedade saudável e foca-se apenas naquilo que dá prazer. Daqui a pouco vão obrigar às emissoras de TV que, em suas novelas, coloquem frases educativas no rodapé da tela sempre que os personagens iniciarem os amassos na cama, no sofá ou no paiol dizendo: "Faça com moderação".

Mas não confundam a crítica com reclamação. É claro que as aulas de educação sexual são importantes nas escolas. Só acho que, como escrevi no título do blog, não é só isso. Aliás, se nessas aulas eles pelo menos ensinassem os alunos para fazer sexo só depois do casamento, poderiam prevenir que esses 34,5% de adolescentes que iniciam a vida sexual antes dos 15 anos, não colocassem crianças no mundo tão cedo, promovendo crescimento exponencial da pobreza e da criminalidade.

O problema do Brasil é esse: total falta de foco aos reais problemas e necessidades da população. E assim caminha a mediocridade do meu povo e nossos governantes...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As crianças do Brasil ainda precisam de nós

Você achava que as novas gerações estavam mais conscientes quanto ao que devem fazer para terem um futuro melhor? Enganou-se...

Segundo pesquisa Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância, realizada pela emissora Nickelodeon em 7 países da América Latina,  as futuras gerações brasileiras podem ser bastante sedentárias, despreocupadas com o meio ambiente e com a preservação dos recursos naturais e intolerantes em relação às diferenças e diversidades sociais, culturais e de opinião.

O objetivo do panorama é traçar um perfil dos pensamentos e idéias das crianças desses países, bem como da criação e dos conceitos que seus pais vêm lhes transmitindo.

Entre os principais dados, segundo matéria publicada no site m&m online, "o que chama bastante atenção é a adoção do comportamento sedentário em detrimento das atividades físicas. Se antes as escolas e as ruas eram palco das brincadeiras infantis, agora é a telinha do videogame e do computador que ganham a atenção dos pequenos.

Segundo o estudo, as crianças estão cada vez mais dentro de casa. Enquanto 75% delas afirmavam andar de bicicleta no ano de 2003, somente 41% dizem praticar a atividade hoje. Os meninos também estão abandonando os campinhos de futebol. Enquanto 50% afirma jogar bola de “verdade”, 87% preferem fazer o esporte pelo controle do videogame. Esses índices de sedentarismo são os mais altos da América Latina.

Além da queda na atividade física, as crianças do Brasil também são as que menos se preocupam com o meio ambiente, apesar de afirmarem que tem um interesse pelo tema. Enquanto no México, por exemplo, 84% afirmam ter hábitos que ajudem ao meio ambiente, no Brasil esse percentual é somente de 56%, ficando atrás de todos os demais países avaliados – a Venezuela tem 73%, a Colômbia e o Chile têm 70% cada e a Argentina tem 68%.

A maioria dos pais (84%) acha importante que as crianças desenvolvam sua criatividade por diferentes meios. Embora as mães ainda prefiram os métodos tradicionais de estímulo, como desenhos animados e programas infantis, 50% delas já acha que os jogos e ferramentas da internet servem como importantes canais nessa evolução.

Em relação a diversidade, os discurso dos pais e das crianças é o de que todos estão abertos para aceitar o diferente. Segundo a pesquisa, 96% das mães dizem que ensinam os filhos a respeitar, por exemplo, as deficiências físicas e mentais de outras pessoas. Apesar disso, são poucos os pequenos que tem contato direto com algum tipo de deficiência – somente 10%.

De acordo com os analistas dos dados, tal índice é preocupante, pois quando uma criança não tem contato próximo com algo diferente, ele pode desenvolver um comportamento de preconceito e violência, sobretudo na internet e nas redes sociais, onde os casos de cyberbulling vem se mostrando bastante frequentes."

Isso me fez lembrar de quando ainda estava no primário, e fiz minha primeira série na Escola Cirandinha, de Paranavaí. Num dado momento, parece-me que na véspera de Natal, fizemos uma excursão na APAE, conhecemos a escola para alunos especiais e as crianças que ali estudavam.

E eu aqui pergunto: se as crianças de hoje estão com falta de bons costumes e opiniões a culpa é de quem? Criança é igual a uma esponja, que absorve toda a água que lhe é depositada. O conhecimento, os valores e os hábitos são copiados e aprendidos segundo o que lhes é apresentado.

Portanto, quem tem a chance de fazer um futuro melhor não são os nossos pequeninos de hoje. Ainda somos nós...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A educação fundamental no Brasil continua daquele jeito...

A notícia nem me admira mais, mas ainda me incomoda muito. Segundo o Programa Mundial de Avaliação de Alunos, um exame realizado de 3 em 3 anos, em 2009 o Brasil melhorou em relação aos anos anteriores, mas ainda perambula entre os últimos colocados, ou seja, entre os piores países avaliados.

Dos 65 países que participaram da avaliação, o Brasil está em 53º lugar. Ficou à frente de apenas 11 países. Na América Latina, o Brasil perdeu para o Chile, Uruguai e México. E olha que a média geral dos estudantes foi 401, acima da meta estabelecida pelo Ministério da Educação, de 395.

Se tivéssemos apenas alcançado a meta do governo, teríamos superado apenas a Tunísia, Azerbaijão, Indonésia, Albânia, Catar, Panamá, Perú e o Quirguistão (alguém já ouviu falar?!)

Eu acho constrangedor que nossa meta seja suficiente para figurar apenas entre os países mais fracos. E o que mais me intriga é ver que o PAC não contempla as necessidades de ajustes salariais e capacitação profissional do Ministério da Educação, como se a Aceleração do Crescimento não passasse obrigatoriamente pelo desenvolvimento educacional da população.

E adivinhem qual foi o primeiro colocado no ranking? Isso mesmo... a China! Qualquer relação entre a excelente nota escolar da população chinesa e o desenvolvimento econômico súbito do país na última década NÃO é mera coincidência. Os demais líderes na avaliação são Hong Kong, Finlândia, Cingapura e Coréia do Sul.

Para a aplicação do exame internacional promovido pela OECD - Organizacion for Economic Co-operation and Development, o Brasil conta com os préstimos do INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão vinculado ao Ministério da Educação. Clique nesse link para ver uma apresentação em Power Point com os dados estatísticos do último exame no Brasil.

E aqui fica a minha pergunta: a presidente eleita para os próximos 4 anos fez alguma promessa contundente de investimento maciço em educação, ou vamos continuar no mesmo bla-bla-bla de sempre?

Fazem política social para inglês ver, estabelecem cotas estudantis para negros, quando na verdade o problema é mais embaixo... bem lá embaixo...