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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Canção para ouvir e meditar

Essa canção você certamente já ouviu muitas vezes, mas talvez nunca tenha meditado em sua essência e mensagem lá na última estrofe. Te convido a dedicar 3 minutinhos para ler a letra de Cidadão, composição do bahiano Lúcio Barbosa gravada por Zé Geraldo em 1979 e também interpretada e regravada por artistas como Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Renato Teixeira, Elymar Santos e Wilson Paim. Vale a pena relembrar...

Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar

Fui Eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar

Fui Eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar

Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Não troque um conto de fadas por um conto de bruxas

Como eu gosto de fazer boas recomendações de histórias com apelo educativo e com temas que aflorem o desenvolvimento positivo das crianças eu certamente não te recomendarei assistir A princesa e o sapo, de Walt Disney.

Apesar da beleza, da plástica das imagens, das coreografias e belas músicas inseridas, o filme tem uma trama baseada em personagens pouco inspiradores, com exceção da princesa Tiana, uma jovem atraente, independente, esforçada e obstinada, mas também uma amiga leal e afetuosa. Seu príncipe, o sapo a ser desencantado, é o príncipe Naveen, de um reino chamado Maldonia. Apesar de ser mimado e irresponsável, Naveen tem um charme irresistível, uma alegria de viver que cativa a todos ao seu redor e uma paixão pelo Dixieland, jazz popularizado por Paul Whiteman, Jimmie Noone, Earl Hines, King Oliver, Jelly Roll Morton e Louis Armstrong. Se você é amante do jazz, o filme é temático e vale a pena. E só isso.

O outro personagem chave dessa trama é o Dr. Facilier, um sujeito ardiloso, misterioso e ameaçador que cria inúmeras situações desagradáveis e arriscadas para o príncipe Naveen e Tiana. Ele é um canalha que usa magia, feitiços e suas ligações com “amigos do outro lado” para conseguir o que quer através de encantamentos misteriosos, arriscados e perigosos. “Ele é musical, é ameaçador, é bonito, elegante, alto, magro e esbelto, e sabe ser um doce de pessoa. E eu acho que tudo isso, pelo menos na animação contemporânea, é raro de se ver num vilão”, comenta Bruce Smith, o supervisor de animação do Dr. Facilier. Em outras palavras, estarás levando para a TV de seus filhos uma descrição perfeita do anjo que caiu do céu e comanda o inferno... As músicas coreografadas por esse personagem são assustadoras e demoníacas.

Já a Mama Odie é a contrapartida luminosa de Facilier: uma feiticeira excêntrica, escrachada e esperta de 197 anos, a rainha dos pântanos, que guia Tiana e Naveen em seu périplo para desfazer o feitiço do Dr. Facilier. Mama Odie e a sua cobra, Juju, ministram feitiços e amuletos aos necessitados. Ou seja, não é um conto de fadas mas de feiticeiros e bruxos que trabalham com as forças ocultas.

Enfim, A PRINCESA E O SAPO, foi inspirado na fábula O Sapo Príncipe, dos irmãos Grimm, mas os cineastas criaram a sua própria versão da história. Os Grimm iriam se revirar no túmulo se pudessem conhecer o estrago que foi feito em sua obra...

Se você estava pensando em comprar esse filme para seus filhos, esse é o meu resumo sobre a obra: é um conto enjoativo, assustador e tendencioso ao mal, tal qual as produções noveleiras da Rede Globo. Não traz nada de positivo e nenhuma mensagem que valha a pena para crianças.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Adotar uma criança pode ser uma experiência incrível

Sabe quando a vida de um casal começa a parecer um sanduíche sem recheio? Pois então, esse pode ser o momento de trazer um pouco mais de vida para dentro de casa através de uma criança.

Não vou adentrar demais nesse assunto, pois tenho uma filha que dispensa comentários, é fonte inesgotável de alegria em nossa casa. Mas para aqueles que ainda não tiveram a sorte de ter um filho através da própria gestação, fica aqui a dica de um desenho animado onde um bandido deseja cometer o maior crime de todos os tempos roubando a Lua do céu, e para isso adota 3 inocentes meninas para concluir sua façanha.

Em resumo, as crianças são encantadoras, e o malvado não consegue deixar de amá-las, mostrando que verdadeiramente filhos são bênçãos em nossas casa se estivermos com o coração aberto para recebê-los.

Assista "Meu malvado favorito" com a família, é engraçado do início ao fim. Com filhos ou sem filhos na sala, é impossível não se divertir e não se encantar com esses personagens.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A cultura brasileira descendo a ladeira

Esses dias fiz uma coisa que raramente tenho feitos nos últimos anos: liguei o rádio do carro não para ouvir CD, mas FM, para saber o que está  tocando, e o que o povo gosta de ouvir.

Para minha frustração, além de algumas músicas que eu já conhecia através das rádios internas dos estabelecimentos comerciais, ouvi uma que simplesmente me deixou de queixo caído. Chama-se A vontade passa, de um certo Alan Marquezini. Prestem atenção na letra e me digam como é possível algo assim fazer sucesso:

O que tá acontecendo coisas estranhas que eu to com medo
Vontade de largar da pinga ficar em casa levantar cedo
Em dias de ansiedade até da vontade de trabalhar
Ai eu paro por um segundo esfrio a cabeça e respiro fundo
Esperando a vontade passar
Ai eu paro por um segundo esfrio a cabeça e respiro fundo
Esperando a vontade passar
E a vontade passa, passa na hora
Eu volto a beber pinga levantar tarde e ficar de boa
E a vontade passa, passa na hora
Esqueço de trabalhar vou pra rua farrear
Ou trem bom é ficar a toa


Então é isso, meus amigos. Para muitos isso parece ser um som legal, inteligente, composto com poesia e conteúdo, bom para ser apreciado, cantarolado e assobiado nas horas de descontração e lazer. Mas eu, inconformado, me pergunto: será que o artista se revela ou se projeta nessa letra, orgulhando-se em cantar essa canção para seu público?!

Se isso aqui é arte e cultura volto a me surpreender e penso mais uma vez sobre o que ainda falta conhecer, pois quando eu pensava que já tinha visto de tudo, aprendo ainda mais essa agora... Tô fora!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Carrossel eleva audiência do SBT

Mais uma vez o SBT cresce mostrando que conhece o caminho das águas. A novela Carrossel, adaptada por Íris Abravanel, conquista a surpreendente marca que varia de 13 a 17 pontos de audiência no horário, superando com facilidade a enfadonha trama da segunda temporada de Rebelde na Record, que amarga queda de audiência em relação a primeira temporada, beirando os 6 pontos (contra os 9 já conquistados).

Segundo dados de Ricardo Feltrin publicados no AdNews, o SBT está hoje consolidada com o segundo lugar em audiência média diária na grande São Paulo, e Carrossel é o diferencial nessa conquista.

Aqui fica o ponto alto, mais uma vez, para meditação dos produtores: o público está cansado de porcaria na TV, explorando o sexo, a ganância e o poder. Tramas com apresentação purista, ou mais inocentes, como Chaves e Carrossel agradam aos pais e às crianças, que hoje são um dos principais consumidores da TV aberta.

Aliás, a TV aberta merece uma programação infantil de melhor qualidade no horário da manhã e tarde, onde tudo resume-se a desenhos violentos e sem nenhum valor educativo, cultural ou moral para crianças em fase de formação social. Estamos desconstruindo o desenvolvimento da sociedade, e nesse aspecto as emissoras são tão responsáveis quanto os pais que acomodam-se e permitem que seus filhos tenham acesso a tudo isso.

Enquanto isso, na Rede Globo...

A Globo tem a sorte de manter em alta o seu pioneirismo e o estabelecimento da cultura em assistir a novela das 20h quase como uma obrigação da família brasileira. Mas se alguma emissora fosse capaz de oferecer algo mais produtivo e atraente do que essas novelas de tramas repetitivas, certamente sua programação obsoleta não seria suficiente para sustentar a média de audiência diária, conquistada graças a esse horário, diminuindo a distância de pontuação com o SBT e a Record.

E tem também a Band!

- Que Band?!
- Aquela do CQC, o programa de "humor inteligente".
- Ah, tá... é, também tem a Band...

E assim caminha o entretenimento medíocre do nosso amado Brasil.


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sábado, 5 de maio de 2012

Tonico e Tinoco são a voz do Brasil

Se fosse possível escolher uma voz que simbolizasse o Brasil, suas raízes, sua essência e sua alma, essa voz certamente seria ouvida em dois tons e teria dois nomes: Tonico e Tinoco.

Porque ao contrário do que muitos dizem, o Brasil não é a terra do samba, nem da bossa nova e muito menos da jovem guarda, pois tudo isso passa. O Brasil é sertanejo, é moda de viola, é história cantada, tocada e dançada em verso e prosa ontem, hoje e sempre.

Por isso deixo aqui a minha homenagem a essa dupla de artistas que findou-se mas que representa a humildade e a simplicidade de um povo, a cultura e a arte genuína dessa gente que veio da roça e prosperou sem perder o seu brilho e a sua graça. Tonico e Tinoco com esse sorriso e com esse olhar sincero não serão jamais esquecidos, mas vão deixar saudades... muitas saudades.


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segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Facebook para a promoção de ideologias

Sabe que estou perdendo o gosto por navegar pelo Facebook. Um dia desses entrei em uma discussão (mais uma, aliás) que me trouxe muito aborrecimento, e reparei que lá o que impera mesmo é a política da boa vizinhança. Mais do que isso: O Facebook sequer te dá uma ferramenta rápida para "Não curtir" algo do qual você discorde ou abomina.

Com isso, se você discorda de algum ponto de vista, uma frase feita ou de uma imagem qualquer postada ali ideologicamente por alguém, você é obrigado a simplesmente ignorá-la, sem poder manifestar-se a respeito. Porque se manifestar provoca um mal estar com alguém que certamente é seu amigo, parente ou conhecido.

A sensação que fica é de total impotência para manifestar-se contra algo que te incomodou com aquela mensagem, pois ela vem de encontro com algo que você acredita e que gostaria de dar o seu  ponto de vista diferente a respeito.

O Facebook está transformando-nos em bonecos puxa-sacos, daqueles que sorriem para tudo e para todos para parecerem simpáticos e serem aceitos em todo tipo de sociedade, religião, meio de vida ou cultura.

Acho que, se o Face é uma ferramenta de expressão onde as pessoas podem expor tudo o que pensam, deveria haver maturidade por parte dos usuários para aceitar as diferenças e críticas de quem pensa diferente. Mas infelizmente não é assim...

Acontece que na sociedade moderna as novas culturas e hábitos que vão surgindo transformam os que têm alguma opinião conservadora em ogros irracionais. Com isso você é obrigado a apoiar ou simpatizar-se com as causas da moda sob o risco de, não o fazendo, ser enquadrado na categoria dos seres humanos que não evoluíram.

E sem perceber, o Facebook está dividindo a sociedade em novos grupos e fomentando um perigoso processo segregacionista onde os simpatizantes de cada causa estão ajuntando-se entre si e distanciando-se dos que pensam diferente (e vice-versa), ao invés de promover uma saudável troca de ideias.

Começo a pensar aqui com meus botões que o Facebook ao invés de ser um multiplicador de notícias, cultura, diversão, opiniões para reflexão ou simplesmente um agrupador de parentes e amigos, está na verdade tornando-se um veículo para ideologistas, um causador de discórdia, provocações, distanciamento e de autoafirmação para muitos. Além do que tem se tornado em uma tremenda perda de tempo, uma vaidade sem limites...

Nesse caso, ponto positivo para o Linkedin como promovedor de debates saudáveis a quem deseja  discutir temas específicos, e ponto negativo ao Facebook que está cada vez mais longe de seu objetivo inicial de promover o encurtamento das distâncias de quem está espalhado pelo mundo.

A conclusão desse post para o que penso sobre o uso do Facebook é que respeitar é diferente de discordar. Você tem o dever de respeitar e o direito de discordar. E quem deseja se pronunciar publicamente precisar ter maturidade para receber críticas e respeitá-las. Caso contrário deixe para manifestar-se em seu espaço particular, no seu blog, onde será lido e terá a aceitação principalmente de quem já concorda com suas ideias e opiniões.

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terça-feira, 13 de março de 2012

Livro ainda é o melhor presente

Muita gente passa um tempão pensando em que presente comprar a alguém. Isso porque a maioria das pessoas entra poucas vezes em uma livraria para ver como essa tarefa ficaria simples de ser resolvida por lá.

Veja bem, há livros de todos os tamanhos, para todos os gostos com todos os preços. Se o presenteado não gosta de ler e curte mesmo é uma praia, pode receber uma bela amostra fotográfica como as 50 Praias inesquecíveis do Brasil, ou um documentário do gênero de algum outro país. Há livros incríveis sobre turismo, mergulho, montanhismo, camping, caça e pesca que agradam à um grande número das pessoas.


Se o presenteado é do tipo brincalhão, pode receber uma coletânea de quadrinhos  como as Striptiras, de Laerte, ou outras centenas de opções de piadas inteligentes. Também há coleções excelentes como as do Timtim e Asterix, sem falar nos quadrinhos eróticos de Manara e nos mangás, além de outras obras de autores reconhecidos mundialmente. Quem não gostaria de ganhar um álbum de quadrinhos do Garfield, Snoopy, Mafalda ou do inesquecível cartunista Henfil?




Se o presenteado for um crítico veterano, um estudioso envolvido com os problemas sociais, pode receber uma bibliografia de alguém que fez parte de nossa história, ou um apanhado sobre o desenvolvimento da humanidade em um determinado contexto, como O lazer no Brasil: de Getúlio Vargas à globalização. O título do livro pode até não conseguir representar a grandeza de seu conteúdo, e é por isso que a visita à livraria é tão interessante, pois permitirá ler a resenha e interessar-se pelo assunto com bem mais intensidade. Aproveite e compre dois livros: um para você e outro para quem você iria presentear.


Se o presenteado for uma criança de 5 a 8 anos, pode receber um livrinho do Ziraldo, por exemplo, ou qualquer outro dirigido a alguém com a personalidade típica da criança, como Uma menina chamada Julieta para meninas. Para essa faixa etária há opções lindas de Bíblia ilustrada e livros de histórias curtas que podem ser lidos tanto pelas crianças como pelos seus pais, o que além da boa leitura promove integração e cumplicidade familiar.

Vale muito mais uma crianças de frente para um livro do que de frente para a televisão, acho que não preciso nem descrever muito sobre isso.


Se o presenteado for alguém mais da noite, mais da balada e da sociedade, pode gostar de livros dirigidos a quem curte essa rotina e aprecia sua cidade como ninguém, como Ela é carioca, de Ruy Castro. Também cabe algo na linha de gastronomia, guia turístico de cidades, etiqueta, relacionamentos, etc.




Se o presenteado for um adolescente tresloucado que dá trabalho para seus pais e que não gosta de ler e nem de estudar, pode receber um livro que fale de alguma personalidade que lhe agrade, de um atleta, modalidade esportiva, ou de  seu clube do coração. De repente até tome gosto pela leitura se conseguires atingir o menino bem no alvo, como o livro Heróis do Vale Tudo. A história de seu time de futebol e a bibliografia de um atleta que ele admire é um bom estímulo à leitura. Adolescentes rebeldes também costumam admirar tecnologia militar e automobilística, de modo que livros sobre carros esportivos e aviões de guerra podem ser uma alternativa que lhes agrade.

Portanto, o que eu pretendi abordar nesse post é sobre o quanto é prazeroso passear em uma livraria e observar as centenas de opções literárias disponíveis. Eu sou compulsivo, pois quando entro em livraria não quero mais sair e fico com vontade de comprar várias obras, desde educação de filhos, até romances históricos ou livros na minha área profissional

Outro dia vi a capa e me encantei com o tema: O poder da gentileza. O livro é tão gostoso de ler e de assunto tão singelo que emprestei para algum amigo e até hoje me arrependo, porque não voltou mais para minha prateleira...

Então é isso pessoal. Presenteiem com enciclopédia infantil ilustrada, livro de ciências, contos de fadas, fotografia, músicas, viagens, negócios, religião e auto-ajuda, mas não digam que não sabem como presentear alguém.

Se entrares em uma livraria e saíres de lá sem ideia, sem conseguir atribuir um presente de custo acessível, simpático e delicado à personalidade do presenteado, então minha dica é que compre para si o livro Como fazer amigos e influenciar pessoas. É uma obra que o ajudará a sociabilizar-se e tornar-se mais próximo das pessoas a tal ponto que em breve será capaz de identificar bem rapidamente um livro que agrade a personalidade do seu sortudo amigo ou parente a ser premiado com um livro comprado por você.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

O menino maluquinho que há em você

Um dia desses, arrumando uma caixa de livros e separando alguns para doação, encontrei o livro O menino maluquinho, de Ziraldo, em sua oitava edição quando o ganhei de amigo secreto na segunda série do primário em 1982.

Deixei-o de lado e logo minha filha o encontrou, folheou e pediu para que eu o lesse para ela. Não pude resistir e matei a saudade daquela obra tão peculiar. Rimos e demos gargalhadas juntos, e Ana Clara ria como nunca com as maluquices do menino! Foi um momento de arrepiar... pena que a história acabou, poderia ser mais longa.

É incrível como Ziraldo foi capaz de sintetizar o que era uma criança feliz, cheia de vida, autêntica em sua criancice...

O menino maluquinho é um livro indescritível, pois emociona com sua linguagem sutil, leve e divertida, quase uma prosa, uma poesia misturada em narrativa.

E coloquei-me a pensar: como foi gostosa a minha infância! Pude rever minha história, quase tão parecida com a desse menino. E como era bom observar as crianças na escola, junto a minha filha, todos com sua inocência tão bem narrada pelo Ziraldo em sua obra.

Nós adultos devemos observar mais nossas crianças, com olhos de quem já foi criança também, e participar das brincadeiras delas, das maluquices que elas apresentam na sua forma simples de ver o mundo, nas suas fantasias.

Sentando ao lado delas e compartilhando de suas brincadeiras com paciência não precisaremos mais de terapia ocupacional para aliviar o stress do trabalho, não precisaremos fazer yoga para limpar a mente e nem sessões de relaxamento para amolecer os músculos e a tensão do corpo.

Crianças são bênção de Deus, e se não nos aproximarmos delas com amor e participarmos de seu crescimento vivenciando a forma como passam seu tempo e evoluem devagarinho, deixamos de passar mais uma vez o melhor da vida. Pois depois de viver a nossa própria infância, temos a chance de fazer isso tudo de novo ao lado de nossos filhos e netos. Mas quantos pais desperdiçam essa oportunidade...

Por isso eu recomendo: se você não tem esse livro em casa, compre e leia toda noite para seus filhos. O menino maluquinho tem muito a nos ensinar com emoção e alegria. O menino maluquinho é aquele que gostaríamos de ser se pudéssemos voltar no tempo.

Pois você vai ver que um menino como ele na verdade não é um menino maluquinho. É apenas uma criança feliz!

Anda, corre lá na livraria, compre o livro! E boa leitura!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Reunião de condomínio: prepare-se para a batalha

Já morei em condomínio várias vezes e hoje estou morando novamente, se bem que horizontal e não mais em um edifício. O fato é que agora precisamos sair do zero no que diz respeito a organizar a vida coletivamente, pois o condomínio atual não possui uma organização formal com Estatuto, Ata, Mural de avisos e síndico. Só de pensar no início desse processo já perco o sono buscando a forma ideal de iniciarmos uma reunião, coisa que nunca aconteceu.

Por coincidência comprei na semana passada o DVD do filme Avatar, cuja vida do povo Na'vi é de admirável ordem e respeito, e essa obra inspirou-me a como abrir uma provável reunião e dar início às discussões. Vamos começar lendo o significado da palavra RESPEITAR segundo o dicionário Aurélio:

v.t. Ter respeito, deferência por alguém; ter em consideração: respeitar os velhos. / Não causar qualquer prejuízo a alguma coisa: respeitar o bem do próximo. / Tratar com atenção, poupar: certas crianças nada respeitam. / Ter cuidado com; não perturbar: respeitar o trabalho, o sono de alguém. / Cumprir, observar: respeitar a lei. / Dizer respeito a, concernir. / &151; V.pr. Guardar o decoro que convém à sua situação, à sua dignidade.

Daí em diante ficará mais fácil falar de coisas triviais que poucos respeitam por pura falta de educação e capacidade de conviver em um espaço comum a um grupo de pessoas, tais como:

- Não deixar garrafas e latas vazias na beira do lago;
- Não levar animais domésticos para brincar nas areias da praia do condomínio;
- Não andar com veículo automotivo de qualquer espécie nas areias da praia do condomínio;
- Não trafegar em alta velocidade nas ruas e avenidas do condomínio;
- Não ouvir música alta na varanda das casas a qualquer hora do dia, principalmente para fazer valer o investimento em um condomínio rústico tão ligado à natureza e seus sons peculiares;
- Não deixar o portão do condomínio aberto sob pretexto nenhum;
- Não extender redes de pesca na praia do condomínio, priorizando-se a pesca esportiva com varas;
- Não adentrar o quintal das residências, respeitando a linha imaginária de um muro e a privacidade dos moradores;
- Cuidar de seus convidados e parentes que venham a frequentar suas casas para que cumpram as regras.

Enfim, essas são considerações que tenho a respeito do nosso condomínio e cuja base de argumentação é o o verbo Respeitar. Tão simples e tão difícil de ser compreendido por certas mentes egoístas.

E quem sabe esse verbo possa ser mais conjugado em outras mesas de reunião além do condomínio...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O dia de Ação de Graças de Charlie Brown e suas lições organizacionais

É impressionante como encontramos pérolas corporativas em lugares completamente inesperados... No dia das crianças encontrei por acaso um box com 3 DVDs do Snoopy em promoção nas Lojas Americanas, e um deles era esse aí da ilustração ao lado, com uma história extra chamada The Mayflower Voyagers.

O filme conta a história dos viajantes do Mayflower, o navio que levou o grupo de ingleses e demais povos que instalou-se definitivamente nos EUA para fazer um país livre das perseguições católicas aos protestantes na Europa, onde finalmente, após grande período de superação das dificuldades, reuniram-se para celebrar o Dia de Ação de Graças.

O mais incrível é como eu ia assistindo o filme e visualizando lições corporativas para apresentar ao nosso grupo de funcionários. Acredito muito nessa técnica de aprendizado, onde vemos na história o reflexo de nossa realidade, e é por isso que apreciei tanto esse filme. 

Vou listar aqui um pouco do que pude absorver de útil, além da diversão oferecida pela animação:

1 - Em nossas decisões é preciso haver um propósito, como daqueles que embarcaram em uma viagem arriscada rumo ao desconhecido. Ao aceitar um emprego e iniciar em uma empresa também precisamos ter um propósito pessoal para que aquilo possa valer a pena não somente através do recebimento do salário mensal.

2 - Há períodos de bonança, mas também de tempestades no decorrer dos dias. É preciso estar consciente disso para poder lidar com as dificuldades sempre calmo e equilibrado, enfrentando-as sem alarde e de forma bem racional.

3 - Nem todos os recursos são plenamente favoráveis ou adequados para executar nossas tarefas. Contudo é necessário utilizar o que está disponível para se chegar ao objetivo, e aí sim viabilizar melhorias.

4 - As pessoas são diferentes entre si, e devido a suas personalidades distintas é preciso saber tolerar e ceder na medida certa para que haja harmonia no trabalho em grupo. O respeito à opinião e à forma de pensar dos outros é importante para que se avalie com inteligência o que está certo e o que está errado no processo.

5 - Todos têm sentimentos, e alguns sentem apreensão e ansiedade em obter rapidamente melhorias em suas condições pessoais e profissionais dentro da organização. Contudo é preciso administrar esse sentimento e conversar sempre a respeito dele com seus líderes ou liderados para que haja uma linguagem muito franca e aberta a respeito do presente e do futuro da empresa e do papel de cada um segundo as suas possibilidades de crescimento.

6 - Algumas pessoas chegam a cair ou tropeçar no decorrer do seu trabalho, e caso não haja a cooperação de todos em apoiá-lo, será muito difícil recuperá-lo. Na maioria das vezes é mais viável recuperar um profissional que cometeu falhas ou que desanimou do trabalho do que contratar um novo e integrá-lo ao grupo.

7 - A mudança de rumo ou a tomada de novas decisões ocorre de maneira muito mais favorável quando um grupo de pessoas se reúne e debate o assunto. A decisão tomada a partir da construção da solução em grupo é mais eficaz, e sua aplicação é mais rapidamente aceita do que quando é idealizada por uma só mente superior na hierarquia de comando.

8 - A desmotivação é um processo que deve ser combatido a partir da mudança de visão dos colaboradores pessimistas. Esses só enxergam os problemas, nunca as conquistas. É importante que se tenha sempre em mãos bons resultados e novidades que venham a contribuir para manter alta a moral do grupo, mesmo em um ambiente pouco favorável e de muitas dificuldades.

9 - O estabelecimento de regras, normas e rotinas a serem seguidas é a espinha dorsal de qualquer organização formal. Com essas ferramentas toda atividade tem começo, meio e fim. As pessoas terão um código de conduta a seguir para tomar decisões corretas e resultados poderão ser mensurados em mesas de reuniões, assim como o desempenho de cada membro na execução de suas tarefas.

10 - Há males que vêm para o bem. Essa frase conhecida ocorre também nas corporações, onde é melhor visualizada se lida de outra forma: vale a pena suportar alguns sacrifícios para prover um bem maior amanhã. Mais uma vez chamamos a atenção para exercer a paciência e a tolerância diante das dificuldades.

11 - Decisões erradas não são humilhação e nem demérito para ninguém. Com humildade reconhece-se que uma ação não foi bem sucedida e parte-se para uma outra alternativa sem perder o foco no objetivo proposto.

12 - O alcance dos objetivos muitas vezes esbarra em algumas dificuldades que só são superadas com a doação de algo mais de si mesmo. Assim, se cada um doar seu trabalho com algo além de suas aptidões originais, certamente o esforço será recompensado por um bem coletivo, onde todos ganham.

13 - O medo é uma dificuldade tão grande quanto a insegurança. Superar essa dificuldade uma ou duas vezes certamente vai ajudar alguém a aumentar sua autoconfiança e sua capacidade de enfrentar desafios que antes considerava incapaz de alcançar. No ambiente de trabalho, aprender uma nova atividade ou adotar um novo procedimento é um grande desafio para muitos, e sua superação deve ser estimulada.

14 - Reconhecer as qualidades de um líder é uma excelente forma de aceitar o comando. Assim, deve-se destacar as qualidades do líder perante o grupo e o mesmo deve reafirmar através de seus atos sua capacidade de apoiá-los em seus trabalhos diários. O líder tímido ou omisso não consegue liderar, e seus comandos serão frequentemente questionados ou colocados em dúvida pelos liderados.

15 -  Muitos não conseguem permanecer no grupo, e uma eventual saída de um colaborador deve ser sempre lamentada internamente como algo ruim tanto para ele quanto para a empresa, que investiu em sua capacitação.

16 - Novos colaboradores podem chegar, inclusive na área de liderança, e sua chegada deve ser sempre comemorada e bem aceita pelo grupo como algo positivo, capaz de trazer novidades operacionais ou administrativas para o bem coletivo.

17 - É preciso reunir-se com o grupo em uma frequência no mínimo semanal para citar os resultados positivos, as qualidades percebidas durante o trabalho passado. Nesse momento deve haver uma reflexão interior e ser estimulado que cada membro do grupo dê graças por algo positivo que tenha lhe acontecido na semana dentro ou fora da empresa, a fim de que todos dêm valor ao seu emprego, sua família, sua saúde e outras coisas boas que o rodeiam quase desapercebidas por falta de um momento de meditação.

Pois bem pessoal, tudo isso pôde ser visto no filme!

Assim termino esse texto entrando em mais um final de semana disposto a recomeçar tudo de novo e ainda melhor na semana que vem. Sugiro que também assistam e recebam sua mensagem, aplicando suas lições em seu dia a dia e em seu ambiente de trabalho.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A diferença entre ser bonito e ser talentoso

No domingo passado, dia 16 de outubro, a apresentadora Eliana apresentou em seu programa uma entrevista (assista aqui) com Justin Bieber, e uma parte dela me chamou a atenção.

Em um dado momento, a apresentadora disse que o cabelo do cantor seria sua marca registrada, e que agora que ele mudou o penteado, perguntou se essa mudança não teria sido muito dura ou dolorida para ele. Justin, em uma demonstração de mais maturidade do que futilidade, respondeu de pronto que sua marca registrada era a sua música, e que a mudança de penteado foi apenas uma mudança motivada pelo fato de que muita gente estava usando aquele mesmo penteado, e que ele resolveu mudar para não ficar igual a todo mundo. 

Em outras palavras, Justin quis dizer que o cabelo não tinha a menor importância, pois seu sucesso era fruto do seu trabalho, sua música.

Isso chamou-me a atenção, pois hoje vemos muita notícia relacionada ao preconceito velado entre os recrutadores que deixam-se levar pela aparência e peso do candidato no momento da seleção para uma vaga de emprego.

Essa cultura do esteriótipo provém da inveja e da falta de inteligência do ser humano em admitir que ninguém escolhe ser bonito ou ser feio, ser magricelo ou ter tendência a ganhar peso fácil.

O fato é que muita gente está condenada ao insucesso pessoal e profissional graças à ignorância alheia, onde a cultura popular dá cada vez mais valor à beleza do que ao talento...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CQC ajuda a TV brasileira a chegar mais rápido ao fundo do poço

Por essa eu não esperava mas o CQC, que surgiu como opção de humor inteligente frente aos ultrapassados humorísticos da Rede Globo e ao trash Pânico na TV, acaba de dar uma demonstração de que zoar com a cara dos outros pode até ser visto como uma forma de humor, mas que jamais deve dar abertura à falta de respeito.

No último dia 19 foi citado no programa o fato de que Wanessa Camargo estava grávida, ao que Rafinha Bastos soltou essa pérola: "eu comeria ela e o bebê" (veja o vídeo aqui). Todos riram, e eu fico aqui me perguntando: onde está a piada?! 

Não assisti esse programa no dia (aliás, não suporto o Marcelo Tas e raramente assisto alguns trechos do CQC no intervalo de outra coisa melhor), mas li a crítica sobre o assunto e, pasmem, os comentários do povo sobre o assunto é contra a ditadura e à liberdade de expressão! A rapaziada apóia Rafinha e acha legal esse tipo de abordagem. Queria ver se Rafinha tivesse falado isso sobre a esposa ou a mãe deles em rede nacional. "Eu comeria ela e o bebê"... poucas vezes vi algo tão chucro ser aplaudido pela platéia.

É claro que o fato trouxe um tremendo mal estar, inclusive na Band e entre os demais participantes do programa, que agindo de forma politicamente correta desaprovou as palavras do companheiro de palco. Com exceção de Danilo Gentili, que em seu twitter escreveu:Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do que por um queridinho por puxar sacos.

Triste mesmo é estar na pele de Marcelo Buiaz, o marido da moça e o pai da criança, vendo seu respeitado nome cair na mídia de forma tão infame.

Essa é a televisão aberta brasileira, é a qualidade de nossas programações, é o que os adolescentes por aí assistem e aplaudem de pé. Se liberdade de expressão serve como álibi para se abolir o respeito, então estamos mesmo no fundo do poço...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Você, você, você, você quer sair dessa lata de lixo cultural?

Eu pensei que já tinha visto de tudo, mas nesse domingo passei pelo SBT durante o jogo de futebol da Band e vi um trecho do programa da Eliane. O programa (que já não é grande coisa) estava sendo apresentado pelo cantor Latino (que dispensa comentários...) e naquele momento entrevistava a não menos ilustre Mulher Melão (o nome já diz tudo). Falavam sobre o sucesso estrondoso da canção "Você Quer?", onde Srta. Melão orgulhava-se de ser frequentemente abordada nas ruas, shoppings e aeroportos por pessoas de todas as idades, inclusive as crianças, que diziam-se fãs de seu trabalho.

Fato é que pela primeira vez ouvi a canção por inteiro e achei uma tolice sem tamanho. Primeiro que uma mulher deveria envergonhar-se de ser retratada da maneira como Melão a retrata; segundo que um homem deveria sentir-se ridículo se for idealizado da maneira como a "compositora" o idealiza; terceiro que para uma criança tornar-se fã do trabalho de Mulher Melão é sintoma de que a humanidade está realmente nos seus dias derradeiros, ou então que milhares de pais merecem levar mesmo é uma boa palmada...

Leia a letra da música (não desista nas primeiras dez linhas), e pasme: 

Você quer? 
Mulher Melão

Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?

Você quer?

Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim

Eu sou a Mulher Melão
O meu ritmo é assim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim

Quero por silicone
Quero carro importado
Quero cordão de ouro
Quero roupa de marca

Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim

Eu vou te seduzir
Eu vou te deixar louco
Vou fazer você gastar todo dinheiro do seu bolso

Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?

Quer? Você quer?

Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim

Mas eu não sou mercenária
Os homens é que são "facinho"
Fazem o que as mulheres querem
Só pra ter nosso corpinho

Só pra ter nosso corpinho


Sem mais delongas a respeito da carreira da artista, fica aqui meu desabafo: assim caminha a mediocridade cultural e a descrença na moral do ser humano moderno...

sábado, 13 de agosto de 2011

Programa Pânico alcança o ápice da estupidez em busca de audiência fajuta

No último domingo, dia 7 de agosto, o programa Pânico da Rede TV mostrou que não há limites para "inovar" e "encantar" o cliente naquilo que chamamos erroneamente de entretenimento.

Em mais uma tentativa de surpeender o público, seus produtores brincaram com aquilo que não se brinca: o sentimento de perda de uma pessoa querida. Pode não ser querida minha e nem sua, mas Amy Winehouse tem a sua legião de fãs e apreciadores de sua música, além de amigos e parentes que viram com indignação uma brincadeira de muito mau gosto divulgada na mídia internacional.

No quadro "O invasor", o humorista Daniel Zukerman e o produtor André Machado conseguiram entrar no reservado funeral de Amy e de lá saíram com ares de pesares para a inveja de jornalistas do mundo todo, que tentavam sem sucesso saber notícias do fúnebre evento. Suas fotos saíram em sites, tablóides e revistas do mundo todo como se fossem alguma personalidade ligada à cantora, e isso repercutiu muito mal.

Depois de anunciado com alarde, o feito foi alvo de boicote por parte dos fãs da cantora, que não viram graça na atração.

O preço dessa brincadeira, segundo o site AdNews foi que "Um dos programas que mais dá retorno à RedeTV!, o Pânico registrou no último domingo, 7, sua pior audiência dos últimos dois meses, com média de 8 pontos, segundo a colunista Keila Jimenez, em texto publicado na Folha.com. "Mesmo de férias e com reprises no ar, o programa vinha alcançando audiência na casa dos 10 pontos", afirma, sendo que cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo."

"Penetrar num evento privado e doloroso como este não é o mesmo que desfilar na Fashion Week sem convite", comentou Tony Goes em sua coluna no F5. "E as entrevistas ‘fake’ a vários canais de TV, com direito a choro compungido, foram sim um tapa na cara da família da artista. Não há liberdade de expressão que desculpe a má educação."

Espero que o povo brasileiro saiba observar com mais cautela o conteúdo dos programas que seus filhos assistem, pois é na TV que boa parte deles permanece durante a ausência física e presencial dos pais, que muitas vezes ignoram em preocupar-se com a sua formação de caráter e de valores...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por que o Programa do Chaves ainda tem audiência? Simples...

Existem alguns fenômenos que parecem inexplicáveis. Mas só parecem. Um deles é a audiência de Chaves no SBT, capaz de superar programas tradicionais e fazer muita gente largar o controle remoto e ficar por ali.

Nesse último dia 19 de julho, Chaves mais uma vez foi líder de audiência, em plena terça-feira, por volta das 13h e 14h. Mas por quê programas como Chaves ainda são capazes de reter a audiência de pessoas de todas as idades, mesmo sendo repetidos centenas de vezes? A resposta a essa pergunta a banda Titans já deu bem antes de Chaves começar a pintar aqui na telinha Brazuca: "A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade...".

Quem não se lembra dos Trapalhões quando ainda eram 4 e faziam piadas inocentes, com trapalhadas no melhor estilo "O Gordo e o Magro"? Esse é o teor da diversão: pessoas simples, fazendo coisas simples e atrapalhadas despretenciosas inocentemente. 

Coloque Chaves no mesmo horário de Casseta e Planeta ou de Tom Cavalcanti com toda aquela baixaria,  para ver a divisão de audiência... E quem aguenta aquele programa "A turma do Didi", ou a "Escolinha do Gugu"? Infelizmente nossos programas humorísticos são da pior qualidade, apelativos e impossíveis de serem assistidos com uma criança de 8 anos pelo alto teor apelativo e de piadinhas de duplo sentido.

É por isso que Chaves dá audiência: não há concorrência hoje em rede nacional para promover a diversão leve, inocente e descontraída similar a esse antigo programa mexicano. Chaves ainda é capaz de promover alguns minutos de descontração unindo pessoas de todas as idades na mesma sala.

As pessoas querem alguns momentos de felicidade sem constrangimento. A mídia e os veículos de comunicação pensam que evoluíram, mas os sentimentos humanos são imutáveis. Seus desejos e ansiedades são os mesmos, por mais que pareçam mais maduros, cultos e evoluídos cientificamente. O homem ainda precisa do amor verdadeiro, da amizade sincera e do calor do próximo, e quando tem a oportunidade de conviver com coisas tão simples quanto seu instinto verdadeiro, ele se agarra e vive intensamente esse momento. 

É por isso que Chaves permanece: por colocar-nos frente a frente à nossa verdadeira identidade e nosso desejo de sermos felizes na simplicidade dos sentimentos.

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sábado, 21 de maio de 2011

Assim fica difícil fazer Marketing!

A notícia de que médicos norte-americanos se unem contra o palhaço Ronald McDonald colocou-me a pensar. Foi publicada no site meio&mensagem, e consta que o palhaço seria mal influência para os hábitos alimentares de milhares de crianças daquele país, onde a obesidade teria triplicado nas últimas 3 décadas (pasmem!!).

Assim fica difícil marketear... Sobre a influência negativa dos jogos de violência, saxualidade na TV, terror, e até de desenhos animados cujos personagens são os piores exemplos possíveis (vamos proibir a Magali de aparecer nos gibis!) ninguém toma providências, mas fazem complô contra um palhaço que é garoto propaganda da marca. 

Oras bolas, será que vamos ter que extinguir o Papai Noel (obeso e consumista) e o maior promotor de vendas de chocolate do planeta, o glorioso Coelhinho da Páscoa?!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Onde a Globo quer chegar?!

Começo a semana com um desabafo. Eu não assisto o Big Brother Brasil da Rede Globo desde os tempos da participação da Grazi e do Bam Bam (que eu também não assistia, apenas vi alguns episódios), mas vejo as chamadas no site globo.com e sempre escuto alguns comentários a respeito.

E hoje estou mais convicto de que os objetivos dessa emissora de TV é tornar a população e a sociedade brasileira como um todo tão decadentes quanto ela... Por isso o meu apelo: TIREM AS CRIANÇAS DA SALA DE TV!!!

É impossível compreender como é que tanta promiscuidade e banalização do próprio corpo (físico e mental) proporciona audiência. Ou seja: já que o povão assiste isso, vamos passar! Nem que custe a queda definitiva dos valores morais, da decência e da tolerância ao que há de pior no comportamento humano, onde vive-se em prol da sedução a qualquer preço. Nesse ritmo o apelativo BBB ainda vai permitir que o repugnante filme "Calígula" em breve seja reclassificado, e quem sabe até transmitido no Temperatura Máxima.

E há quem diga que o ser humano está sempre evoluindo... antes não evoluísse.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As crianças do Brasil ainda precisam de nós

Você achava que as novas gerações estavam mais conscientes quanto ao que devem fazer para terem um futuro melhor? Enganou-se...

Segundo pesquisa Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância, realizada pela emissora Nickelodeon em 7 países da América Latina,  as futuras gerações brasileiras podem ser bastante sedentárias, despreocupadas com o meio ambiente e com a preservação dos recursos naturais e intolerantes em relação às diferenças e diversidades sociais, culturais e de opinião.

O objetivo do panorama é traçar um perfil dos pensamentos e idéias das crianças desses países, bem como da criação e dos conceitos que seus pais vêm lhes transmitindo.

Entre os principais dados, segundo matéria publicada no site m&m online, "o que chama bastante atenção é a adoção do comportamento sedentário em detrimento das atividades físicas. Se antes as escolas e as ruas eram palco das brincadeiras infantis, agora é a telinha do videogame e do computador que ganham a atenção dos pequenos.

Segundo o estudo, as crianças estão cada vez mais dentro de casa. Enquanto 75% delas afirmavam andar de bicicleta no ano de 2003, somente 41% dizem praticar a atividade hoje. Os meninos também estão abandonando os campinhos de futebol. Enquanto 50% afirma jogar bola de “verdade”, 87% preferem fazer o esporte pelo controle do videogame. Esses índices de sedentarismo são os mais altos da América Latina.

Além da queda na atividade física, as crianças do Brasil também são as que menos se preocupam com o meio ambiente, apesar de afirmarem que tem um interesse pelo tema. Enquanto no México, por exemplo, 84% afirmam ter hábitos que ajudem ao meio ambiente, no Brasil esse percentual é somente de 56%, ficando atrás de todos os demais países avaliados – a Venezuela tem 73%, a Colômbia e o Chile têm 70% cada e a Argentina tem 68%.

A maioria dos pais (84%) acha importante que as crianças desenvolvam sua criatividade por diferentes meios. Embora as mães ainda prefiram os métodos tradicionais de estímulo, como desenhos animados e programas infantis, 50% delas já acha que os jogos e ferramentas da internet servem como importantes canais nessa evolução.

Em relação a diversidade, os discurso dos pais e das crianças é o de que todos estão abertos para aceitar o diferente. Segundo a pesquisa, 96% das mães dizem que ensinam os filhos a respeitar, por exemplo, as deficiências físicas e mentais de outras pessoas. Apesar disso, são poucos os pequenos que tem contato direto com algum tipo de deficiência – somente 10%.

De acordo com os analistas dos dados, tal índice é preocupante, pois quando uma criança não tem contato próximo com algo diferente, ele pode desenvolver um comportamento de preconceito e violência, sobretudo na internet e nas redes sociais, onde os casos de cyberbulling vem se mostrando bastante frequentes."

Isso me fez lembrar de quando ainda estava no primário, e fiz minha primeira série na Escola Cirandinha, de Paranavaí. Num dado momento, parece-me que na véspera de Natal, fizemos uma excursão na APAE, conhecemos a escola para alunos especiais e as crianças que ali estudavam.

E eu aqui pergunto: se as crianças de hoje estão com falta de bons costumes e opiniões a culpa é de quem? Criança é igual a uma esponja, que absorve toda a água que lhe é depositada. O conhecimento, os valores e os hábitos são copiados e aprendidos segundo o que lhes é apresentado.

Portanto, quem tem a chance de fazer um futuro melhor não são os nossos pequeninos de hoje. Ainda somos nós...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Qual é a cor do amor?

Houve um tempo em que a música brasileira era agraciada por compositores e ao mesmo tempo ideólogos e poetas. Hoje estava ouvindo no meu carro e resolvi compartilhar com os amigos a memória de uma das minhas músicas preferidas, na voz de Cazuza.

Só se for a dois
Composição: Cazuza / Rogério Meanda

Aos gurus da Índia
Aos judeus da Palestina
Aos índios da América Latina
E aos brancos da África do Sul

O mundo é azul
Qual é a cor do amor?
O meu sangue é negro, branco
Amarelo e vermelho

Aos pernambucanos
E aos cubanos de Miami
Aos americanos russos
Armando seus planos

Ao povo da China
E ao que a história ensina
Aos jogos, aos dados
Que inventaram a humanidade

As possibilidades de felicidade
São egoístas, meu amor
Viver a liberdade, amar de verdade
Só se for a dois
(Só a dois)

Aos filhos de Ghandi
Morrendo de fome
Aos filhos de Cristo
Cada vez mais ricos

O beijo do soldado em sua namorada
Seja pra onde for
Depois da grande noite
Vai esconder a cor das flores
E mostrar a dor
(A dor)