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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Festa de confraternização e a imagem do líder

Tenho observado algumas situações em minha história profissional que, apesar de reprovar, nunca havia parado para pensar nelas como uma atitude a ser tratada com mais atenção no contexto do marketing pessoal. Estou falando das festas de confraternização nas empresas, onde líderes e liderados desfrutam de um momento de descontração e informalidade, mas que na maioria das vezes todo mundo passa dos limites. Até quem não deveria...

Para fins de entrosamento é nesse momento que um líder tem a ótima oportunidade de demonstrar à sua equipe quem ele realmente é como pessoa e cidadão com aspectos comportamentais que, via de regra, não consegue apresentar diariamente à sua equipe no ambiente de trabalho. É na confraternização que ele terá um momento favorável para ultrapassar a barreira da formalidade e mostrar-se como pessoa, conversar sobre assuntos pessoais, sobre família, os filhos, a sociedade, sobre viagens, experiências e conquistas pessoais, música, futebol, etc.

São nessas ocasiões que um bom líder consegue desvincular-se de seu título e posição para conquistar a admiração de seus liderados pela sua pessoa de fato, aquela que não está travestida de "chefe" para comandar pessoas de diferentes personalidades e interesses na empresa.

Na festa de confraternização é hora de dar risadas e falar um pouco de si mesmo, sentar-se com quem nunca se fez um contato mais próximo, quebrar a vergonha dos mais tímidos e aproximar-se deles, tornando mais humano o relacionamento burocrático que muitas vezes permeia as organizações

Ali você pode jogar um futebol, sinuca e ping-pong com qualquer subordinado, pode vencer e ser vencido proporcionando um momento de conhecimento lúdico de que nem sempre quem está no poder é quem domina todas técnicas. Inclusive, digo por experiência própria, é gostoso perder para um subordinado e ver no seu rosto o orgulho de vencê-lo. Isso aumenta sua autoconfiança, sua coragem, ousadia e participação nas discussões de trabalho na semana seguinte.

Mas nas festas de confraternização nem sempre é assim...

O que tenho visto além dos líderes ponderados são os líderes que se transvestem de um personagem sem limites e extravasam.

Lá começam com a cervejinha de sempre, mas bebem como se fosse a última vez. Passam do ponto, contam piadas a tarde inteira, contam travessuras que fizeram na adolescência, contam sobre suas proezas sexuais e até das asneiras que já fizeram em outras empresas.

E dão gargalhadas desmedidas e descem ao mais baixo patamar de respeito, sendo observados de longe por outros profissionais da empresa para quem começam a perder aquele resquício de admiração.

E a partir daí tudo pode acontecer: são carregados e atirados na piscina com roupa e tudo, tiram a roupa molhada e já ficam por ali mesmo só de cuecas recebendo mais cervejas na beira da piscina, e assim serão lembrados todos os dias como o gerente que fica doidão no churrasco de confraternização. Dançam na boca da garrafa, rebolam, sobem na mesa, desfilam em cima das mesas e fazem trejeitos homossexuais para ouvir as risadas (até de quem não vê graça, mas enfim, o cara é chefe, tem que rir até disso...), tudo isso porque sentem-se à cima da regra, estão no ponto e no cargo que o permitem fazer o que dá na cabeça sem que ninguém os repreendam.

Mas e o seu marketing pessoal, como é que fica? Que imagem você constrói a respeito de si mesmo em uma festa de confraternização? Você não vai ser demitido por que transformou-se em macaco no dia da festa e nem vai deixar de realizar o seu trabalho no dia seguinte. Mas será que sua autoridade, seu exemplo e seu momento de coaching junto a um colaborador problemático surtem o mesmo efeito daquele exercido por um líder ponderado?

E na qualidade de um líder que deve promover um de seus dois melhores colaboradores, você optaria por experimentar aquele com perfil pessoal mais ponderado ou aquele que extravasa nas festas?

Vale a pena pensar em tudo isso, especialmente no fato de que em uma festa de funcionários há formadores de opinião e influenciadores de todos os níveis hierárquicos, além dos familiares presentes, onde todos devem estabelecer julgamentos e valores sobre você.

Portanto meus amigos, vamos parar para pensar e ser prudentes em todos os momentos em que nossa imagem estiver sob acesso do público, mesmo naqueles momentos onde a descontração é o tema do momento. Pois no fundo no fundo, em marketing pessoal você na verdade é tudo aquilo que você parece ser aos olhos de quem te vê.

* Texto de minha autoria publicado originalmente no blog Ponto Pessoal , onde escrevo em parceria com assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Passe por lá!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como recompensar as atitudes positivas das crianças

Em meu novo blog, chamado Família, comportamento e os rumos da sociedade moderna, postei um artigo muito interessante chamado "O método PIC-NIC de recompensar atitudes positivas" (clique aqui).

Lendo "O encantador de vidas", de Eduardo Moreira, encontrei essa pérola descrita por seu professor, o lendário Monty Roberts, um método de recompensar cavalos por sua obediência e acertos que Monty explica ser perfeitamente aplicável a nós humanos. 

Convido os meus amigos e leitores que visitem o novo blog, que nada mais é do que uma separação de temas desse aqui, de modo que Carreira, sociedade e o mundo dos negócios será destinado a temas profissionais, e Família, comportamento e os rumos da sociedade moderna será destinado a temas sociais.

Assim, desejo a todos uma ótima leitura e espero que me visitem sempre também no novo blog.

Uma ótima semana!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cresça e apareça em harmonia com as gerações

Normalmente temos lido e escrito muito sobre as características emocionais, comportamentais e profissionais dos membros da geração Y, estudando-os como se fossem uma nova espécie do reino animal. Eu mesmo tenho feito muito isso.

Assim, acabamos por ter uma visão viciada buscando compreendê-los melhor e moldar as estruturas de trabalho para favorecer a convivência pacífica e produtiva com esses novos profissionais e seus perfis estabelecidos. Mas e quanto a eles, o que sabem sobre as gerações X e baby boomers para que promovam uma releitura de si mesmos buscando adequar-se ao que já existe enquanto o mundo se adapta a eles?

É sobre isso que quero falar hoje: como encarar e integrar-se ao perfil e às culturas já existentes para crescer e prosperar profissionalmente sendo um membro da geração Y.

Trabalhando com Baby Boomers

Os Baby Boomers, que na longa época da recessão primavam pela estabilidade no emprego (e por isso mesmo cobiçavam os empregos concursados), normalmente são profissionais com muitos anos de serviço, porém com pouca variedade de conhecimentos práticos e pouca formação acadêmica (se comparados às novas gerações).

Essa geração tem por característica a estabilidade, e o fantasma do desemprego os persegue desde os tempos da juventude. São profissionais de carreira leais e confiáveis, mas com menor poder de fogo e de argumentos no momento de um recrutamento. Por esse fato vemos muitos debates falando sobre o “preconceito” na contratação de profissionais a cima de 40 anos, quando na verdade a razão dessa dificuldade não é o preconceito de fato, mas a baixa capacidade de se adaptar e de contribuir com inovações às organizações altamente competitivas e dinâmicas.

Por isso o convívio com um baby boomer deve ser de respeito à sua história de vida e de valorização àquilo que ele já fez por onde trabalhou, quando a concorrência decorrente do capitalismo não era tão agressiva quanto hoje. Um Y poderá se dar muito bem com um baby boomer se tiver a humildade de ouvi-lo e aprender com sua experiência. Mesmo com todas as discordâncias que venham a existir, o baby boomer ainda carrega consigo a credibilidade e a fidelidade ao empregador, fato muito diferente de um Y que troca de emprego com facilidade para ganhar mais dinheiro. Conquistando junto à empresa a mesma credibilidade adquirida por um baby boomer e somando a isso a sua flexibilidade nas mudanças e capacidade criativa, um membro da geração Y poderá obter muita experiência e sucesso profissional.

Trabalhando com a Geração X

Já a Geração X, que herdou um pouco dos seus pais Baby Boomers, já começou a enxergar com bons olhos um plano de carreira com foco no aprendizado de uma profissão na iniciativa privada onde será avaliado por produtividade e não há estabilidade. Aspiravam iniciar uma carreira, por exemplo, no McDonald's. Essa geração, em seu início de carreira, ainda não pegou o crescimento da economia e abertura de milhares de faculdades particulares de baixo custo, e por isso primavam pelo desenvolvimento profissional na prática em empresas com estrutura de trabalho bem consolidada. Nesse momento ganharam força as inúmeras agências de estágio, sendo esse um serviço muito oportuno criado para atender à demanda de conhecimentos práticos e empregabilidade da Geração X. Essa geração, que aprendeu a trabalhar na raça e na vontade, não se preocupava em ganhar bem no início de carreira, pois inspirada pelo pai, tem foco no futuro.

Assim, o convívio profissional entre um Y e um X tende a ser mais conflitante do que entre um Y e um baby boomer, pois o X tem espírito jovem e está em plena fase produtiva, brigando pelas mesmas vagas de emprego que o Y. A grande diferença é que o Y geralmente se apresenta ao mercado de trabalho com uma grande bagagem cognitiva teórica, enquanto que o X já adquiriu conhecimento prático e muitos deles estão em busca de atualizar-se nos cursos de graduação e especialização para valorizar os seus currículos.

Enquanto isso, o convívio harmonioso de um Y com um X será possível sempre que o Y admitir que a experiência de campo que lhe falta só será conquistada se ele souber administrar um relacionamento de cumplicidade e transparência com seus companheiros X. A confiança mútua será altamente produtiva para a empresa, e o aprendizado prático será um complemento enriquecedor a quem já tem uma boa bagagem técnica.

Diploma X Experiência

Por isso é importante compreender que ter diplomas sem ter experiências de campo não agrega valor aos salários, e esse é o principal motivo de insatisfação profissional da geração Y: consideram que têm boa formação acadêmica mas não aceitam que o empregador lhe pague pouco até que ganhem bagagem profissional.

A Geração Y normalmente não gosta de trabalho repetitivo e não vê a hora de crescer, ganhar mais dinheiro, vibrar com resultados e buscar novos desafios. Muitos deles são filhos de pai e mãe separados ou que passam longas horas em ambiente de trabalho e no trânsito, e por consequência disso os Y amadurecem quase sozinhos e se inspiram naquilo que aprendem na TV, escola, faculdade e internet, aspirando vida social intensa, status e independência financeira. São tão orgulhosos e autoconfiantes quanto os X, mas seu futuro ainda está em construção, e é esse o principal ponto de conflito: julgam-se prontos para a vida profissional quando estão apenas começando.

Por isso o segredo do sucesso para a geração Y é planejamento, disciplina e paciência: Planejamento de carreira para saber onde quer chegar e como chegar; Disciplina para não perder o foco priorizando sempre o crescimento profissional e curricular, sem pressa para enriquecer; e Paciência para suportar algumas diferenças de opiniões, valores, medos e vaidades das demais gerações, com as quais é mais vantagem conviver e aprender do que conflitar e rivalizar.

O que diferencia os profissionais no mercado de trabalho é o quanto cada um se qualificou, atuou, produziu e construiu. A soma de tudo isso, independente do tempo percorrido para a conquista do sucesso, perfaz o seu valor profissional e a sua empregabilidade, independente de qual geração você pertence. Você pode ser membro de qualquer geração e ser apenas mais um no mercado de trabalho ou pode ser um renomado, respeitado e admirado profissional de 20, 35, 50 ou 70 anos de idade.

O sucesso não tem idade, quem o constrói é você.

*Esse texto de minha autoria foi escrito originalmente em junho de 2012 para o site Carreira Y, e apresento-lhes aqui na íntegra para leitura.

O Carreira Y é  um site que destina-se à profissionais da Geração Y mas com um conteúdo que pretende agregar conhecimento a todos os profissionais. Seu diferencial diante de outros sites de conteúdo online é que todas as informações nele inseridas têm sua linguagem, abordagem e informações destinadas aos jovens da Geração Y. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Na hora de pedir aumento, com que cara eu vou?

Sabe aquela hora em que você cria coragem de pedir o aumento, mas antes dá uma passadinha no banheiro e olha para o espelho, arruma a gola da camisa, ajeita o cabelo e ensaia a cara que pretende usar diante do chefe? Pois é... Tudo isso pode ser feito em vão se a argumentação não for boa.

Para que sua investida não dê com os burros n’água, eis aqui algumas dicas sobre o que fazer e o que não fazer nesse momento tão delicado envolvendo você e o seu emprego.

Em primeiro lugar tenha sempre em mente que sua argumentação pode provocar um olhar de indiferença e uma resposta bem simples e objetiva do patrão: “E eu com isso?”. Na verdade ele não vai te dizer isso, mas na maioria dos casos quando alguém pede aumento salarial, a justificativa é tão ruim e tão tendenciosa que a vontade de dizer “e eu com isso” é enorme! Por fim, a resposta será educadamente uma desculpa esfarrapada para dizer “não”.

Assim evite todo tipo de abordagem onde o patrão sinta vontade de dizer: “E eu com isso”. Por exemplo:

Você – “Sabe Sr. Lauro, estamos iniciando a construção de nossa casa e os materiais estão muito caros... inclusive a mão de obra tem que pagar toda semana em dinheiro... será que não poderíamos melhorar um pouquinho meu salário para ajudar nessa obra?”
Pensamento do patrão- “Tá construindo é? E eu com isso?”

Ou então:

Você – “Aristides, o senhor não sabe a felicidade que é ter mais um filho! O mais velho é só alegria com o novo irmãozinho! Mas as despesas aumentaram muito lá em casa e eu queria ver se o senhor não poderia dar uma melhoradinha no meu salário...”
Pensamento do patrão – “Teve mais um filho é?” E eu com isso?”

E por fim:

Você – “Sabe Dona Beatriz, agora eu decidi fazer faculdade e não estou aguentando pagar as mensalidades. Será que a empresa não poderia aumentar uns duzentos reais em meu salário para me ajudar nos estudos?”
Pensamento da patroa – “Resolveu estudar e não planejou se aguentava pagar é? E eu com isso?”

Os amigos leitores devem estar pensando “mas que sangue frio tem esse Adriano, nem pensa socialmente nos colaboradores...”. Mas não é bem assim. Vejam bem os amigos: um assalariado que fatura mil reais por mês e pede duzentos para fazer faculdade ganhou um aumento fora de época de 20%, além de gerar um precedente aos demais colaboradores. Imagine se a empresa inteira resolvesse estudar, construir ou ter filhos!! Como dar aumento para um e não dar aos outros?!

Toda empresa séria deve ter uma política salarial que explique o quanto cada função é remunerada e por quê. A remuneração é baseada na complexidade do cargo, e não no custo de vida do funcionário, salvo em raras situações de praças específicas onde a conjuntura concorrencial e a captação de mão de obra qualificada é um problema mais difícil de resolver. Nesse caso a demanda por mão de obra é maior que a oferta, e os papéis podem se inverter na negociação salarial.

Mas na maioria das vezes o aumento salarial não se dá com argumentações de cunho pessoal, e nem por tempo de serviço, e sim pela especificidade da função e produtividade. Ora, tem até gente que pede aumento alegando apenas que já trabalha lá a 5 anos e que merece um reconhecimento. Seu reconhecimento é não ter levado as contas e ter recebido o anuênio garantido pela CLT, pois com 5 anos de serviço já deveria ter conquistado alguma promoção!

Entendam isso, meus amigos, que aumento salarial vai de encontro com o seu custo x benefício. Se o que você faz por mil reais puder ser feito facilmente por alguma outra pessoa desempregada, você dificilmente receberá aumento e provavelmente receberá as contas em breve, pois o seu pedido será visto como um sinal de insatisfação com a política salarial da empresa.

Mas se por outro lado o seu pedido de aumento for justificado pela sua produtividade, precisão, comprometimento e pró atividade, projetos propostos e ainda com planos de aperfeiçoar-se em uma área específica para produzir ainda mais na empresa, aí sim o patrão o verá como um investimento, uma forma de reter na empresa uma joia rara antes que o perca para um concorrente.

O raciocínio é lógico, e não emocional

Diante do que a empresa esperava de você no momento da contratação, faça uma avaliação e responda você mesmo: eles se surpreenderam e se beneficiaram com mais do que esperavam? No mercado de trabalho há poucos que fariam o que você atualmente faz pela empresa? Se a resposta for SIM para as duas perguntas e a justificativa for mensurável, então peça aumento e use a justificativa no argumento.

Mas se a resposta for NÃO e você já estiver a pelo menos um ano nessa empresa, repense sua carreira... Você pode estar acomodado ou a empresa pode estar empatando suas chances de crescimento profissional.

Funciona igual a clube de futebol e jogador, igualzinho: quanto melhor você se mostra, mais valoriza seu passe e seu salário.

Assim, concluindo o assunto, tanto você quanto a empresa têm o mesmo objetivo, que é ganhar mais. Se a empresa ganhar mais vantagens através do seu trabalho, ela pode até te dar um aumento ou uma promoção. Mas não queira ganhar mais ou ser promovido se não estiver dando mais à empresa. É pura matemática. Uma empresa raramente vai dar aumento salarial baseando-se nos seus assuntos ou problemas pessoais. Para isso existem outros recursos que ela talvez ofereça, que é a política de benefícios, mas não tem nada a ver com aumento salarial.

Por isso se quiser ser valorizado faça sempre o seu melhor, pois o elementar custa barato.

* Texto de minha autoria publicado originalmente no blog Ponto Pessoal , onde escrevo em parceria com assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Clique nesse link e passe por lá!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Geração Y e sua relação com o esporte individual

Muito do que tenho observado e aprendido com a geração Y leva-me a fazer analogias com acontecimentos à nossa volta, por meio dos quais obtemos conclusões que podem até parecer superficiais. Mas não são.

Uma delas é a relação da geração Y com os esportes, o que nos dá pistas sobre seu padrão de comportamento e nos ensina as tendências do que pode acontecer na vida prática e no mercado de trabalho onde eles estão inseridos.

Leia a ideia completa do que tenho a dizer sobre esse curioso assunto no site Foco em Gerações (clique aqui), onde compartilho informações e obtenho um conteúdo riquíssimo sobre o estudo das gerações e suas características.

Espero você lá!

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Passaporte para o sucesso...


Outro dia escrevi um texto acerca do lutador de MMA Anderson Silva, o Spider, dizendo que ele venceu a luta no Brasil mas perdeu a unanimidade de seus fãs (leia o artigo aqui), e esse tema despertou-me o interesse para discorrer mais a respeito. Porque veja só uma coisa: se você tem uma carreira pública ou artística, pode parecer até redundante dizer que sua meta é agradar ao maior número possível de pessoas. Isso ajudaria na sua própria projeção pessoal para ganho de votos, aumento de visibilidade e conquista de melhores contratos. Mas se você é um profissional ligado à iniciativa privada, que benefícios terá a seu favor contar com a unanimidade de opiniões boas a seu respeito? 

Vamos analisar isso na prática observando três fatores:

Seu carisma – há pessoas que são chamadas de carismáticas, pois independente de suas preferências, crenças, opiniões ou pontos de vista, são amadas e admiradas pelas demais pessoas com quem se relaciona. O carismático emana boas energias, é positivo, otimista, gentil e estimulador. É muito mais fácil liderar pessoas, conquistar favores e a adesão às suas ideias sendo carismático do que não sendo. É difícil que não haja unanimidade de boas impressões a seu respeito se fores carismático, e esse é um ponto a seu favor para conquistar melhores oportunidades e a fidelidade das pessoas.

Seu poder de persuasão – Se você é capaz de persuadir pessoas, ou seja, conquistar a adesão delas às suas ideias, conceitos, projetos e opiniões, então você poderá ter uma opinião unânime de que é uma pessoa vencedora e de credibilidade. Persuadir não é mentir, mas é uma forma de expor alguma situação de modo a ser visualizada, percebida e aceita por alguém, mesmo não concordando 100% com você. Por isso, se uma de suas características for a capacidade de persuadir pessoas, cuide para que o resultado de suas ações tenha sempre como o alvo o bem coletivo, para que aqueles que depositaram em ti a confiança não se sintam lesados ou arrependidos mais tarde, o que mudaria seu conceito de líder para enganador, pois teria agido em benefício próprio iludindo as pessoas.

Seus valores – conquistar a unanimidade exige de você um esforço para resguardar determinados valores, preferências e opiniões para serem debatidos apenas em pequenos grupos, entre amigos, de preferência fechados no mesmo contexto. O fanatismo trabalha contra a unanimidade. É melhor ser flexível. Por exemplo: você pode odiar o PT ou o PSDB, pode odiar o Corinthians ou o Palmeiras, pode ser Cristão ou Ateu, pode odiar os EUA ou o Irã, pode ser homofóbico, racista , contra ou a favor do aborto. Isso tudo é um direito seu. Mas jamais deve expor publicamente aspectos dessa natureza. Isso porque, inevitavelmente, você perderá a unanimidade da simpatia e de opiniões favoráveis a seu respeito, e sem saber por certo em qual proporção. Se você tem uma opinião formada sobre algo relacionado à conduta social, saiba o momento certo de expor seu ponto de vista, e o exponha sempre ponderando as variáveis, demonstrando o respeito que tens à opinião contrária. Um exemplo que tenho visto com frequência é a promoção da frase dizendo que o “vegetariano pensa melhor”. Isso significa que todos os demais são inferiores, o que forma uma imagem muito negativa a seu respeito.
Promova as suas ideias sem criticar a opinião ou a opção alheia. Isso sim é apresentar sinais de inteligência para conquistar a admiração ou a adesão de alguém.

Mas por que estamos falando sobre a unanimidade? Porque quando abordamos o Marketing Pessoal como ferramenta para o aumento do seu valor pessoal e profissional, não podemos deixar de considerar que a unanimidade provoca também a multiplicação de opiniões a seu respeito. E nesse caso, que sejam destacadas as boas! Ou você pode acabar carregando em seu histórico profissional atos irresponsáveis e desnecessários que denigrem seu bom nome (vejam aqui um exemplo clássico e recente do que estou falando).

Pois em uma coisa certamente somos unânimes: é mais fácil sermos bem sucedidos se promovermos nossas qualidades e nossa capacidade de adaptação às diferenças e interesses da coletividade.

*Esse texto foi publicado originalmente no blog Ponto Pessoal, onde escrevo em parceria sobre assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Leia o conteúdo também clicando nesse link.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Marketing pessoal começa com o autoconhecimento

Hoje eu estava pensando em um tema bobo que redigi já faz bastante tempo em meu blog, e sem querer formulei uma abordagem a respeito do meu próprio marketing pessoal.

Tratava-se de uma discussão a cerca dos personagens do Maurício de Souza, os quais eu condeno como exemplos às crianças, e então pensei em desafiar as mães: peguem o personagem da TV preferido de seus filhos e encontre nele 5 adjetivos, e assim verás se ele é uma boa ou má influência para o amadurecimento da criança que o assiste (faça esse exercício pensando no Cebolinha ou no Cascão...).

Feito isso imaginei que uma das mães me desafiaria: “e por acaso você já fez essa autocrítica a seu respeito?”. Parei... nunca fiz isso de forma crítica, apenas a faço para massagear meu próprio ego. Mas daí surgiu uma técnica para o desenvolvimento do meu marketing pessoal.

Definição

O marketing pessoal nada mais é do que desenvolver sua imagem ou conceito para que ela influencie positivamente quem o conhecer. Ou seja, você é a sua própria ferramenta de trabalho para alcançar algum fim. Com isso, tudo o que escrever e falar, a forma como se relaciona com as pessoas, a forma como movimenta seu corpo, a forma como você se veste, e até as pessoas que andam com você são fatores influenciadores de uma opinião a ser construída a seu respeito.

Assim, voltando à abordagem da autocrítica através da nomeação de adjetivos pessoais, podemos diagnosticar a nós mesmos para avaliar se estamos adotando uma boa estratégia de promoção pessoal para cada fim.

O diagnóstico

Vamos supor que você freqüente uma igreja. Tem algum objetivo pessoal, diante do grupo, que o leve até lá toda a semana? Sim, você deseja (além de ir para o céu!) fazer parte do coral e anseia ser convidado pelo maestro. Então agora analise quais os adjetivos o representam sob a ótica das pessoas que o vêm: as pessoas te vêm um cara reservado, tímido, bem sucedido financeiramente, fiel à igreja e generoso. Nesse caso seria melhor expor-se mais, sentar mais à frente, cantar com vigor, aproximar-se do maestro no final dos cultos e cumprimenta-lo sempre, apreciar o grupo de cantores, etc... Assim poderia ser visto com outros adjetivos, substituindo o reservado por entrosado e o tímido por ousado, além de parecer talentoso quando o virem cantando com vontade ali no seu banco.

Note que é possível manipular sua conduta para promover-se com foco em algum objetivo! Se tiver que convidar mais alguém para o coral, porventura você não seria lembrado pelo maestro? Certamente que suas chances aumentarão bastante, pois é melhor ser entrosado do que reservado, e é melhor ser ousado do que tímido.

A mesma técnica pode ser adotada no trabalho, onde você deseja crescer e ser percebido pelo seu gerente, mas sem parecer um típico “puxa saco”. Observe os pontos que seu gerente valoriza nas pessoas, especialmente os adjetivos que o representam. Depois faça uma análise nos seus adjetivos pessoais dentro daquela organização, como as pessoas o vêm e o que elas provavelmente enxergariam a seu respeito. Depois veja o que precisa ser trabalhado para que você seja percebido sutilmente, sem uma mudança radical na sua forma de ser.

Essa estratégia pode ser bem aproveitada e trabalhada desde que haja muita franqueza de sua parte e um compromisso de não desanimar frente aos adjetivos negativos que você mesmo já conheça sobre a sua pessoa. A vida está aí para ser vivida, e desde que você reconheça e admita suasfraquezas, o único capaz de mudar esse perfil é você mesmo. É pegar ou largar essa possibilidade de aperfeiçoamento pessoal.

Mas cuidado: os adjetivos que te fizeram bem sucedido na escola e faculdade podem não ser necessariamente os mesmos que o promovam no trabalho. Pelo contrário... podem até te estereotipar de forma muito negativa. Uma coisa é a faculdade onde o maior interessado é você mesmo, e outra coisa é o emprego, onde te pagam para trazer resultados e você é visto como investimento.

E lembre-se de viver o personagem apropriado para cada ocasião sem perder a sua essência: se você é brincalhão pode ser em qualquer lugar, basta saber dosar a intensidade e a hora apropriada para soltar-se. Se você é religioso, saiba o momento de demonstrar sua fé e sua doutrina em cada lugar. Se você é tímido, saiba agir sem parecer inseguro. E mais do que isso, lute para vencer a timidez, pois o mercado de trabalho e a sociedade não recebem de braços abertos alguém que foge de tudo e de todos.

Por hoje, essas são as minhas dicas de sucesso:

1 - faça um diagnóstico seguro de você mesmo observando-se com os olhos dos outros em cada ambiente;
2 - trace seu plano ou objetivo a ser alcançado para cada situação;
3 - prepare sua estratégia de marketing pessoal, projetando como as pessoas gostariam de vê-lo de forma a favorecê-lo nos objetivos a serem conquistados.

E principalmente, pense em tudo, pense globalmente. Cuide bem do que você conversa nos intervalos e no que você escreve nas redes sociais: cuidado com as fotos que você publica, com as causas que você promove e com as críticas que você faz, para que sua conduta pessoal não seja conflitante com o papel que você busca representar nas diferentes ocasiões ou lugares que você frequenta.

A idéia não é que você crie uma máscara ou uma mentira de si mesmo, mas que você identifique seus pontos negativos e os trabalhe para que se tornem pontos a seu favor em cada ocasião. Pois se você desenvolver o seu produto, a sua imagem e estabelecer seus melhores adjetivos como diferenciais, aí sim o sucesso estará garantido na vida pessoal, social e profissional.

Leia também artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!


*Esse texto é de minha autoria e foi postado originalmente no blog Ponto Pessoal, onde tenho uma parceria para escrever sobre Marketing Pessoal. Foi lançado com o nome Você, seus adjetivos e suas chances de sucesso, dividido em duas partes: parte 1 e parte 2. Passe por lá e dê uma espiadinha!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Apresento a vocês meu terapeuta: o Sr. Blog

Hoje estou postando um novo texto no Foco em Gerações que fala sobre o crescimento avassalador das redes sociais para a satisfação da demanda latente do direito de expressão da sociedade moderna, especialmente dos membros da geração Y.

Convido todos os meus amigos a uma visita no site clicando nesse link. Boa leitura!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A geração Y e sua imensurável "inteligência de mercado"

Hoje abri o site Foco em Gerações com um post sobre a geração Y:

Existe uma pergunta que muitos fazem, alguns ignoram e outros tantos dizem que é uma grande bobagem perder tempo discutindo: por que estuda-se tanto a geração Y, sendo que em matéria de comportamento ela é igual a qualquer outra, mudando-se apenas o contexto à sua volta?

Pois a resposta está exatamente aí: NO CONTEXTO À SUA VOLTA.


Uma das principais competências desenvolvidas pela geração Y é a sua capacidade de enxergar além do horizonte. No jargão da moda, fala-se em “enxergar fora da caixa”. (leia o post completo clicando nesse link).

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quando um profissional da geração Y é demitido

Tenho abordado o programa Aprendiz Universitário, mais especificamente seu trio de apresentadores, e seu papel no processo de desenvolvimento dos participantes. Para um bom observador, o programa pode oferecer algumas análises críticas sobre o perfil empreendedor dos profissionais da geração Y, e o que os leva à demissão.

Sobre esse assunto, postei um texto no site Foco em Gerações, onde participo com artigos, e convido meus amigos a uma interessante leitura.

Obrigado, e um forte abraço a todos!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Escola para filhos de pais ausentes

Nessa segunda-feira tive a felicidade de ver postado mais um texto meu num dos sites de maior credibilidade na área de estudo comportamental das gerações, especialmente a Geração Y, de minha net-amiga Eline Kullock, o Foco em Gerações.

Em contato frequente com os profissionais do Grupo Foco, hoje Manuela Mesquita convidou-me a postar o artigo Escola para filhos de pais ausentes: um novo nicho de mercado, o que alegrou-me muito, e gostaria de compartilhar com vocês.

Acessem o link, espero que gostem.

Grande abraço a todos!