quarta-feira, 6 de julho de 2011

Seu poder de negociação será decisivo entre conquistar um salário bom ou ruim

Uma notícia do portal Exame me chamou a atenção hoje: Sexismo gera prejuízo salarial de mais de US$ 1 mi para mulheres.

Curioso, visitei a página e vi que tratava-se da diferença salarial entre homens e mulheres para a execução das mesmas profissões. Segundo a matéria, "no mercado de trabalho brasileiro, em média, as mulheres ganham um salário 24,1% menor do que os homens, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) este ano. Além disso, do total de companhias em operação no Brasil, apenas 8% são presididas por profissionais do sexo feminino."

Bem, vamos ao fato pertinente desse assunto: por que é que regularmente mulheres recebem menor salário do que homens?

Para mim, que não sou daquela facção que promove a discriminação como justificativa para diferenças na área profissional, acredito que tudo não pássa de prática de negociação.

Pessoas com maior segurança em sua capacidade de gerar resultados, em sua capacidade de convencer um contratador e argumentar a favor de seus diferenciais para o emprego em questão, certamente terão maior chance de aumentar o valor de seu "passe" para ingresso na companhia.

Não somente isso, mas a capacidade de blefar e de jogar com o contratador no momento da conversa são determinantes para colocar ele, e não você, com medo de perder um ótimo negócio.

Seu objetivo então, no momento da entrevista será proporcionar ao entrevistador os seguintes receios:

1 - E se ele arrumar outro emprego antes que eu feche a vaga?
2 - E se eu não encontrar outro profissional melhor do que esse, como vou fazer para barganhar o valor do salário?

Ali, o segredo é conseguir demonstrar a ele o quanto você é capaz de render em produtividade e resultados com o justo valor que pede para ser admitido.

Erros de uma negociação salarial

O maior dos erros em uma negociação de valores, dessa que acontece na etapa final de uma entrevista, é apresentar ao contratador o seu custo de vida. Não fale do aluguel, dos filhos, da escola, da sogra, da faculdade particular ou qualquer coisa que diga respeito somente a você. Com aquele olhar de paisagem ele estará te observando e pensando "o que eu tenho a ver com isso...".

Nesse momento use de perspicácia e demonstre a ele que você conhece o preço de mercado para essa atividade profissional e, principalmente, demonstre o nível de relevância que você terá para a empresa, e aí sim agregando valor às suas experiências e condições de fazer com que o salário pago a você será de fato um investimento para a empresa.

Mais uma vez lembre-se sempre: quanto mais raro e quanto mais diferenciais você tiver em relação aos demais profissionais, mais caro você será. Independente do sexo, idade, raça ou de outros fatores morfológicos que independem de sua vontade.