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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Um ecossistema chamado Mercado de Trabalho

Hoje me peguei contendendo comigo mesmo em devaneios a respeito dos diversos profissionais inexpressivos, improdutivos, incorrigíveis e desvalorizados com quem já trabalhei durante minha carreira.

Isso porque há dezenas de processos operacionais que não conseguimos realizar com perfeição ou precisão pela simples falta de alguns profissionais poder oferecer algo mais de de si. "Vamos trocar, demite!", dizem alguns. Mas eu sei o quanto já troquei 6 por meia dúzia nessa busca de encontrar alguém melhorzinho. "Melhora o salário que eles melhoram o trabalho", dizem outros. Mas não se trata de ganhar mais ou ganhar menos, trata-se de querer ou poder fazer bem feito. Até porque quem é capaz de produzir melhor, invariavelmente cresce para funções mais relevantes, e o problema da tarefa banal a ser bem executada volta à tona nas mãos do inexpressivo operário. E até essa tarefa precisa ser bem executada para dar andamento ao ciclo da evolução pessoal.

E nesse mono-debate, respondi para mim mesmo com um exemplo: o mercado de trabalho é igual a um ecossistema. Um vive do outro, um alimenta-se do outro, um é mais poderoso que o outro, e quem nasceu antílope não pode tornar-se leão.

Em parte é verdade. Precisamos de gente com força nos braços, gente com força nas pernas, gente com alta resistência física, gente monótona, gente persistente e gente com habilidade manual para dar andamento aos produtos de gente que pensa, gente que cria, gente que planeja, gente que empreende, gente que arrisca... e assim por diante.

Com isso, o ecossistema funcional precisa de pessoas com todo tipo de característica para que todos sirvam a todos, seja na parte intelectual, seja na parte braçal, e até na parte racional e emocional.

Daí meu outro Eu colocou uma vírgula nessa comparação: mas nem todo mundo que nasce plâncton permanece plâncton para o resto da vida funcional. Há pessoas sem escolaridade, que nasceram sem uma família estruturada e que tornaram-se vencedoras, enquanto outras permaneceram na margem do emprego. É verdade. E nisso podemos dizer que o sucesso não está relacionado ao berço onde se foi gerado, mas ao potencial de desenvolvimento de cada um.

E é nesse aspecto que valorizo a função de cada um no ecossistema funcional, e espero que até aquele responsável por fazer o básico, faça o seu melhor para o bem geral de todos. Já pensou se os insetos voadores se escondessem, do que viveriam as aranhas? E se os roedores se escondesses preguiçosamente, do que viveriam os animais de rapina? E se os antílopes mudassem seus hábitos, do que viveriam os felinos? E se os pássaros não fertilizassem a relva, do que viveriam os herbívoros?

Se no ecossistema da natureza não houvesse harmonia e compromisso de todos naquilo que foram projetados para fazer, o mundo não se manteria. Do mesmo modo, no mundo dos negócios e no mercado de trabalho, é necessário que cada um execute seu papel com mais apreço, a fim de que todo o processo produtivo se desenvolva e as corporações de todos os tamanhos cresçam harmonicamente, valendo-se de cada um com sua competência, potencialidade e perfil.

Esse desabafo não tem por fim acomodar-me e aceitar a morosidade de muitos, mas aperfeiçoar nossos processos internos para reverter um quadro de improdutividade e desinteresse em um quadro de empenho e vontade de vencer. Nem que para isso nosso único e maior investimento seja simplesmente em reter os bons e desistir de promover a evolução dos ruins, simplesmente eliminando-os do mercado de trabalho e convocando Darwin para explicar por que é que muitos humanos não evoluem, nem para o próprio bem...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Currículo para o primeiro emprego e plano de carreira

A mídia nos coloca a frente de uma situação inusitada, mas que não me surpreende em nada: aumentaram as vagas de trabalho, mas não a mão de obra qualificada para preenchê-las.

Isso é inusitado porque parece inédito em nosso Brasil sobrar emprego, mas não me surpreende pelo fato de faltar mão de obra qualificada, uma vez que falta um plano de carreira na vida das pessoas. Ou seja, muita gente ainda está desempregada não por falta de oportunidade, mas por falta de capacidade ou por falta de planejamento de sua vida profissional.

Tenho dito isso outras vezes e volto a dizer: novos profissionais não têm que buscar alta remuneração, mas aprendizado. Precisam dar foco no que gostam, no que querem aprimorar e qualificar num primeiro momento, mesmo que isso lhes custe uma vida mais modesta, com remuneração de aprendiz, para que se desenvolvam como gente grande e passem a pedir mais caro pelo serviço cada vez mais especializado que poderão oferecer.

Tem muita gente que ainda acha que faculdade gera emprego. Não gera!! Já estamos no século 21, e diploma é apenas uma obrigação de quem quer se manter vivo no mercado de trabalho. Após ele vem a capacidade individual de se adaptar com diferentes tipos de negócios, diferentes tipos de chefias, diferentes políticas de trabalho e diferentes mercados. Dominar informática, ter noções de inglês e uma faculdade não é mais sinônimo de competitividade profissional, já é item de série! Todo mundo tem que ter…

Agora, se alguém deseja apresentar-se para disputar um emprego, precisa antes de mais nada estabelecer sua Missão, Princípios e Valores pessoais para mostrar claramente a um entrevistador que sabe onde quer chegar. Veja só isso:

Entrevistador – “Por que você acha que pode contribuir como programador nessa empresa?”

Candidato 1 – “Ah, porque eu me formei nessa área e gosto de trabalhar nisso.”

Candidato 2 – “Ah, porque eu já fiz estágio em programação, meu forte é html, e preciso de dinheiro para pagar minha especialização.”

Candidato 3 – “Ah, porque eu tenho um objetivo de vida que é ser um dos melhores programadores, e mesmo com pouca experiência, pretendo aproveitar tudo o que essa empresa tem para me oferecer como conhecimento e crescimento profissional, para depois despontar, desenvolver projetos maiores e me valorizar aqui dentro.”

Notou a diferença? O candidato 3 não quer saber quanto vão pagar e qual a política salarial ou de benefícios da empresa. Ele não quer apenas trabalhar, mas quer dar um duro lá dentro, quer se desenvolver profissionalmente e em breve trazer maiores benefícios à empresa.

O que as empresas esperam de um profissional hoje é mais do que formação. Elas esperam pessoas com vontade de crescer, e crescer junto com a companhia para que dia após dia todos ganhem.

Jovens mauricinhos mais preocupados em comprar ou “tunar” um carro, ou mais preocupados com a grana para a balada do próximo fim de semana, já estão entre os que normalmente não vão dar em nada, serão eternamente comandados por alguém. Já estão entre aqueles que o recrutador percebe logo de cara que trocará de emprego se alguém lhe oferecer cem reais a mais. O mercado quer trabalhadores, pessoas que primeiro estabeleçam a base de suas vidas, seu plano de carreira, para depois pensar no status do próprio ego e na vida social.

E acredite: para quem recruta, quem trabalha com seleção de candidatos, basta 5 minutos de conversa para separar o joio do trigo. Mas infelizmente está difícil achar o trigo nos tempos de ascensão social do brasileiro, que deslumbrado com a chance de gastar… só pensa em gastar, esquecendo-se de se qualificar e de investir no próprio desenvolvimento técnico e intelectual.

Isso provoca um problema em escala, pois por falta de gente competente contrata-se profissionais medianos, pagando-se salários medíocres, pois muitos não valem mesmo mais do que isso.

Portanto minha dica é: pegue um papel e um lápis e estabeleça seu plano de vida, direcionando onde quer chegar e quais serão seus próximos passos para que esteja com um currículo competitivo e que impressione alguém quando tiver seus trinta e poucos anos. Trabalhar em várias empresas pequenas e médias dentro de sua área de interesse e ganhar pouco antes dos 30 não é problema. Duro é passar dos 30 e perceber que não juntou conhecimentos e argumentos suficientes no currículo para vender sua prestação de serviço para alguma empresa grande. E vender caro…

Após estabelecer suas metas pessoais comece a montar o currículo de modo que algo se destaque para o entrevistador, que espera ver em você alguém com perfil adequado para ser bem sucedido no seu primeiro emprego.

Estrutura de um currículo para o primeiro emprego

No cabeçalho coloque apenas seu nome completo, sua idade, seu estado civil, a cidade e estado onde reside, seu telefone para contato e seu e-mail.

Em seguida coloque o título Apresentação e apenas apresente-se com sutileza e sem exibicionismo. Algo assim: "Sou administrador com especialização em empreendedorismo. Com perfil estrategista e bastante detalhista sou habilidoso em desenvolver trabalhos em equipe. Tenho estilo operacional e disciplinado, e meu objetivo é trabalhar e aprender em uma empresa composta por líderes experientes em quem eu possa me inspirar e evoluir na profissão de administrador."

O próximo título chama-se Formação, é onde você escreve seu título de terceiro grau, o nome da instituição de ensino e o ano de conclusão. Se quiser pode escrever também o tema do seu trabalho de conclusão do curso. Se tiver outras especializações ou MBA, cite também.

Finalize com o título Informações complementares, onde citará em forma de tópicos assuntos que possam interessa à empresa contratante. Algo como:
- Tenho facilidade em apresentar palestras e falar em público;
- Fiz parte da empresa júnior de consultoria onde assumi a diretoria de eventos;
- Participei de palestras nas áreas de ...;
- Participei do Simpósio ...;
- Pariticipei de estudos orientados nas área de ...;
- Realizo trabalho voluntário como professor de violão no centro comunitário Padre José;
- Falo inglês intermediário, fiz aula no Fisk durante 3 anos;
- Tenho disponibilidade para viagens.

E assim termine com a data e cidade onde reside atualmente: Piracicaba-SP, agosto de 2012.
Assine o documento e está pronto o seu currículo para o primeiro emprego.

Evite colocar sua pretensão salarial, deixe para falar sobre isso no momento da entrevista, onde vai poder discutir valores de acordo com a vaga, o porte da empresa, etc.

Conquistar o primeiro emprego não é fácil, e por isso um bom currículo, simples, objetivo e atraente é sua principal ferramenta para iniciar uma carreira de sucesso.

Leia mais artigos sobre currículos clicando nesse link, e sobre Empregabilidade clicando aqui.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Emprego novo: comece com o pé direito

Algo que tenho observado nos últimos anos refere-se ao desempenho de jovens trabalhadores quando iniciam no emprego. Não necessariamente no primeiro emprego, mas em um emprego novo onde eles acabaram de ser aprovados no processo seletivo. Lá estão pelo menos perto de atender às expectativas de seu novo patrão e subintende-se que eles estejam satisfeitos e de acordo com a atividade proposta e o salário oferecido para essa nova etapa profissional de suas vidas.

Mas passando pelo primeiro dia de trabalho, pela primeira semana e por fim completando seu período de experiência, o que se observa é uma sucessão de erros e mancadas que ajudam a engrossar a lista de dispensados antes do prazo previsto. Ou seja, quem contrata não espera que o desempenho, o compromisso e o interesse do novo colaborador seja tão insignificante a ponto de dispensá-lo ao término de seu contrato de experiência.

E por que muitos não são aprovados em sua experiência? Não são aprovados porque não observam ou não consideram alguns fatores básicos, mas importantes, aos olhos do patrão. Vamos a eles:

1 - Para o primeiro dia de trabalho prepare-se em casa. Durma mais cedo na noite anterior para chegar bem disposto, pois esse dia será cansativo e monótono. Você irá conhecer a empresa e as pessoas que ali trabalham, participará de um processo de integração, receberá treinamento de algo ou ficará ao lado de alguém que faça as mesmas atividades que você fará. Será um dia relativamente chato, mas ninguém quer ver você bocejando ou com aparência cansada logo no primeiro dia.

2 - Seja pontual e chegue com o café da manhã tomado. A pontualidade é importantíssima durante sua experiência, e a sua alimentação é interesse mais seu do que da empresa. Por isso chegue no horário e de barriga cheia, e jamais pergunte sobre café, lanche ou almoço, deixe que essas informações cheguem naturalmente até você.

3 - Cuide bem da sua aparência, pois a ideia de pessoa organizada, zelosa e responsável começa na primeira impressão que você causará sobre si mesmo. Camisa bem passada e por dentro das calças, sapato conservado, unhas e barbas aparadas, cabelo bem penteado, mulheres levemente maquiadas, etc. Tenha uma imagem simples, discreta, mas bem tratada.

4 - Cuide bem dos seus dentes e do hálito, pois terá que sorrir e se aproximar de muitas pessoas no primeiro dia, e não há nada pior do que começar em um emprego com os vãos dos dentes sujos e um hálito que te deixe famoso pelos corredores da empresa...

5 - Não exagere no perfume. Use desodorante normalmente, mas o perfume deve ser bem discreto, o suficiente para ser sentido somente por quem chegar muito perto de você.

6 - Seja simpático e comunicativo com cada nova pessoa para quem você for apresentado. Imagine que você está em uma festa de casamento onde seu corpo deve estar com boa postura e onde você será apresentado a pessoas novas. Movimente-se sutilmente e com elegância, mantenha o corpo ereto, aperte a mão das pessoas com uma força suficiente para não machucar, mas não tão mole que pareça um preguiçoso. Não precisa puxar assunto com ninguém, nem mesmo se aparecer algum conhecido. Apenas cumprimente as pessoas que te apresentarem e responda o que lhe perguntarem, mas mantenha-se focado em acompanhar aquele que estiver lhe conduzindo. Quando lhe disserem "seja bem vindo" apenas responda com simpatia "obrigado", sem muitas delongas, e permaneça atento ao seu condutor.

7 - Não tente se destacar e nem ficar se promovendo logo no primeiro dia. Não precisa ficar falando de suas experiências passadas aos novos colegas e nem ficar puxando assunto para falar de si mesmo ou para mostrar seus conhecimentos em determinados assuntos. Nesse momento contente-se em ouvir e perguntar para aprender e conhecer mais a respeito da empresa e das pessoas que ali estão.

Passado o primeiro dia de trabalho já estarás ambientado com os novos colegas e com a rotina da empresa. Agora fique atento para outros cuidados que deve ter para superar o período de experiência:

1 - Não atrase e não falte sob pretexto nenhum. Há doenças e desconfortos que te permitem trabalhar. Trabalhe com elas, e se necessário, se estiver muito ruim, peça ao seu chefe que te libere, pois vendo-o doente ele certamente o liberará compreendendo que não há condições de trabalhar. Faltar e trazer atestado médico é um direito seu, mas a maioria das empresas não vê com bons olhos os funcionários que faltam no período de experiência, mesmo por motivo de doença.

2 - Não faça críticas ou reclamações sobre a empresa a colegas de trabalho. Também não critique o trabalho em si ou a forma como a empresa opera determinadas rotinas. Adapte-se ao formato do trabalho atual e tenha paciência para ganhar a confiança do chefe até chegar o momento certo de discutir algo que não lhe pareça ideal e propor uma solução mais eficaz.

3 - Não fale sobre sua vida particular com as pessoas, principalmente se sua vida estiver com dificuldades ou problemas de qualquer natureza. Apenas trabalhe, dê o seu melhor e mostre disposição em tudo o que fizer, guardando os outros assuntos para você e aguardando ter mais afinidade com os colegas para comentar sobre as dificuldades que porventura estejam lhe aborrecendo.

4 - Não peça adiantamentos de salário e nem empréstimos particulares a alguém da empresa. Eu sei que a vida não está fácil e que você pode estar precisando de algum dinheiro com urgência, mas em um primeiro momento, pedir dinheiro antes de ser um funcionário já bem estabelecido gera desconfiança e desconforto, de modo que seu futuro ali passa a ser visto com sinal de alerta.

5 - Não brigue e nem entre em discussões acerca de benefícios trabalhistas. Você é muito novo ainda para reivindicar ou debater melhorias.

6 - Evite falar ou fale o mínimo possível ao telefone. Funcionário novo que atende ao celular ou ao telefone da empresa várias vezes por dia para falar com esposa ou filhos não é bem visto pelo patrão. Aliás, nem funcionário novo e nem funcionário antigo.

Além dessas dicas sobre seu comportamento pessoal nos primeiros meses de emprego há ainda aquelas relativas à execução profissional em si, fato que deve ser impecável em todos os sentidos e que não vou entrar a fundo nesse momento.

Assim, muito cuidado com sua postura quando iniciar em um novo emprego. Faça o possível para impressionar positivamente e mantenha o foco após permanecer empregado. Evite os conflitos e desavenças com os colegas, seja responsável sem parecer um puxa saco do patrão e permita que essa nova experiência seja relevante a ponto de promover a valorização do seu currículo.

Lembre-se que emprego bom não é só aquele que te oferece uma excelente remuneração, mas aquele que promova o seu crescimento e desenvolvimento a ponto de proporcionar um aumento no seu valor profissional na hora de negociar salário nas próximas oportunidades de trabalho.

Leia também outros artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Olimpíadas de Londres e suas lições profissionais

Os jogos olímpicos mais uma vez nos deixam uma lição: a vitória é resultado de Entrega, Comprometimento e Propósito.

Entrega significa doar tudo de si por um propósito.

Comprometimento significa fazer o melhor de si por um propósito.

Propósito significa objetivo, nesse caso a vitória.

Para quem foi a Londres pensando em sua auto promoção ou em ganhar dinheiro, a vitória não veio...
Para quem foi a Londres pensando que seu propósito maior já estava alcançado, fazendo parte da equipe olímpica brasileira, a vitória também não veio...
Para quem foi a Londres pensando que suas conquistas do passado recente seriam suficientes para garantir outra medalha, a vitória também não veio...

Mas há aqueles que mesmo somando Entrega, Comprometimento e Propósito não conquistaram o Ouro, e eles merecem nossos aplausos porque tiveram a dignidade de mostrar-se competitivos e perderam para os méritos superiores de seus adversários. É o caso de Adriana Araújo, essa gigante do boxe.

Aqui quero citar o Vôlei Feminino Brasileiro, que nesses Jogos Olímpicos de Londres nos encheu de orgulho e nos deixou o exemplo prático mais claro e evidente do que significa Entrega, Comprometimento e Propósito.

Para aqueles que adotam o esporte como profissão, os atletas profissionais, nada é mais importante do que a busca pela excelência e a perfeição técnica.

Por isso, a mensagem principal dessas olimpíadas é essa: na sua profissão nunca acredite que já alcançou o seu melhor. Muitos aprenderam que alguém estará a todo instante buscando superá-lo...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Intercâmbio profissional para filhos de empresários

Um dos principais diferenciais de um profissional na área de administração é a importância e a relevância da experiência prática adquirida naquilo que se propõe a fazer. E considerando esse pensamento é que coloco uma dúvida na cabeça dos empresários que encaminham os próprios filhos para profissionalizar-se em suas empresas: será que a melhor forma de um herdeiro administrar com competência e inovação os negócios da família é aprender a trabalhar ali mesmo, ao lado do próprio pai?

Faço esse questionamento baseado em partes em minha própria experiência de vida. Ter trabalhado sob a gestão de diferentes líderes, ao lado de diferentes pessoas, liderando diferentes funcionários, para buscar diferentes objetivos e enfrentando diferentes problemas ajudou-me a amadurecer e desenvolver múltiplas capacidades de enxergar melhor o trabalho, os processos e as pessoas.

Não me considero um profissional excepcional ou superior a alguém, e sei que a cada dia aprendo coisas novas. Mas as experiências que tive a sorte de obter no decorrer de minha vida profissional hoje são um diferencial indispensável para realizar o meu trabalho, o qual utilizo a favor das empresas onde trabalho.

Onde eu quero chegar com essa introdução é no quanto um profissional, filho de um empresário bem sucedido, é capaz de desenvolver em uma empresa onde não corre o risco de demissão, onde seus fracassos são tolerados, onde sua carga horária é flexível, onde seu salário é variável e onde ele é respeitado incondicionalmente não apenas pelos seus liderados, mas também pelos seus líderes.

Talvez nem sempre todos esse pontos aconteçam nas empresas familiares. Mas via de regra estão ali indiretamente não só na cabeça do filho, mas na de todos os colaboradores que convivem com ele.

Minha sugestão para o tópico é que haja uma troca de contratações entre os filhos de empresários do mesmo ramo de negócios, promovendo assim um intercâmbio profissional sério e com fins de desenvolvimento pessoal para o trabalho.

Os donos de indústrias, por exemplo, poderiam intercambiar seus filhos, promovendo o ganho de experiência em um ambiente "hostil", quero dizer, onde ele será tratado de fato como um colaborador comum e sem vínculos afetivos. Ali cada um terá que dar o melhor de si, terá que "engolir sapos", terá que conquistar a simpatia de seus colegas de trabalho, terá que se acostumar a passar raiva quando contrariado ou quando for vítima de outros trabalhadores sem experiência.

No intercâmbio os filhos terão que aprender a vender suas opiniões e também a acatar opiniões divergentes das suas. Irão sentir na pele o que é a rejeição de propostas e o peso da desmotivação em manter-se em um ambiente onde ele não concorde com os procedimentos impostos. Sentirão também como é ser criticado ou repreendido na presença dos demais colegas de trabalho, e saberão como a empresa lida com seus problemas particulares, de saúde ou financeiros.

Estar na condição de empregado é a melhor escola para aprender a liderar. Sentir na pele a desmotivação no trabalho é o melhor jeito de aprender a motivar liderados.

Acredito com toda a minha força que conhecer o ambiente de trabalho em diversas empresa é uma ferramenta poderosíssima para a valorização de um profissional, e principalmente se esse profissional estiver engajado em assumir uma empresa ou grupo familiar. Não é raro ver filhos acabando com todo o patrimônio construído pelo pai, fazendo isso após assumir um negócio no qual ele não tem experiência suficiente para dar continuidade em um cenário muito mais competitivo e concorrencial do que nos tempos em que seu pai iniciou o negócio.

E para aqueles que gostam de empreender, eis aqui uma sugestão de consultoria pouco explorada comercialmente: empresa promotora e gestora de intercâmbio profissionalizante dirigida à formação de sucessores.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O domador de cavalos que não sabia domar

Esse texto que vou reproduzir na íntegra refere-se a Eduardo Moreira, e encontrei-o no site Jornal do Empreendedor. Ele fala sobre como conquistar o sucesso com foco e paixão mesmo quando o sucesso estiver longe de suas competências atuais. Espero que ele fale com você, te desperte e seja capaz de estimulá-lo:

"Queridos amigos,

Hoje, completa-se uma semana desde que recebi a condecoração da Rainha Elizabeth em Londres. Durante estes sete dias, não houve um segundo sequer que não tivesse pensado muito sobre o que aconteceu. Foram sensações muito fortes, e até certo ponto novas, que nunca tinha experimentado na vida. Queria desde o primeiro dia escrever um pequeno texto para reparti-las com vocês, mas achei melhor deixar que minhas emoções decantassem, para que pudesse com mais clareza entender o que estava se passando.

Ter recebido esta condecoração teve um significado simbólico muito importante para mim, e pude tirar do acontecido algumas valiosas lições. Os últimos três anos foram muito divertidos. Divertidos mas também duros. Ao voltar para o Brasil em agosto de 2009 após o curso que fiz com Monty Roberts, e decidir que doaria parte de meu tempo para aprender e divulgar suas técnicas pelo país, enfrentei pela frente um caminho cheio de obstáculos. E o primeiro obstaculo era eu mesmo. Eu não sabia nada sobre cavalos. Não tinha tempo para praticar a técnica. Não tinha cavalos nos quais praticá-la. E não tinha ninguém para estar ao meu lado me ensinando e corrigindo. Acho que se transportarmos esta situação para qualquer outra realidade fica facil entender como era dificil… Imagine alguém com 36 anos que quer ser físico nuclear, se formou em artes cênicas, tem um dia por semana apenas para ler sobre um assunto que nunca teve contato na vida e resolve viajar o país aceitando desafios de problemas feitos pelos cientistas das diversas universidades do país… Era mais ou menos isso. Ou seja, as probabilidades jogavam 100% contra. Entretando aprendi que a vida não é um jogo de probabilidades. É um jogo de amor pelo que se faz. Em menos de três anos viajei quase todo o Brasil, domei centenas de cavalos diante de milhares de pessoas, e hoje sou considerado um dos maiores domadores de cavalos do país. Saiu daí a primeira lição: somos capazes de começar algo novo a qualquer momento e chegar tão longe como qualquer outro chegou. Esqueçam as estatísticas, façam o que gostam e façam com amor. Acreditem em vocês e no método. Não façam planos. Planos se basearão em estatísticas, e a matemática pode te provar que você nunca vai chegar lá. A verdade é que sempre pode chegar.

A segunda lição foi saber lidar com as críticas e seguir em frente. Ao longo desta semana recebi centenas de mensagens lindas, de pessoas próximas ou com as quais nunca havia tido contato, me parabenizando pelo feito e dizendo como aquilo as havia feito sentir orgulho de serem brasileiras. Mas não foi assim ao longo destes três últimos anos… Fui taxado de tudo. Louco, farsante, aproveitador de Monty Roberts, aparecido e ingênuo. Muitos ao verem um sócio de um grande grupo financeiro vestindo um cinto de fivela, chapéu e botas de cowboy, comentavam como aquilo era ridículo. “Esse Eduardo parece um palhaço…” “Não acredito como não tem vergonha de andar assim…” “Por favor alguem faça alguma coisa e converse com ele para ver se ele se toca…”. Mas eu estava feliz, e soube não perder o foco. De repente, a maior personalidade viva de nosso tempo, aquela que mais história viveu ocupando um cargo de chefe de estado em todo o mundo, me chama para condecorar exatamente estes três últimos anos. Logo ela, não achava que minhas roupas eram de palhaço, que eu era aproveitador ou que minhas intenções eram ruins. Foi o suficiente para todos mudarem suas opiniões, ou pelo menos para escondê-las. Nec Majore in Laude, Nec Minor in Vituperio. Não era pior por causa das criticas nem sou melhor agora por causa da condecoração da Rainha, continuo sendo quem sempre fui.

Deem menos peso para o que os outros falam ou pensam. Eles agem assim porque de alguma forma o que você faz chamou sua atenção. Seja porque gostariam de fazer também algo novo com suas vidas e não tem coragem, ou porque têm medo de onde você pode chegar. Porque se você ou seu exemplo não tivesse importância alguma em suas vidas, porquê perderiam seu tempo comentando? Sigam em frente, sempre. Lembrando que para se chegar onde ninguém chegou é preciso fazer o que ninguém fez, e isto é claro vai gerar desconforto e insegurança nos outros.

A terceira e última lição é a de que sorte não é o que acontece conosco, é o que fazemos com o que acontece conosco… A sequência de acontecimentos que me levou até a Rainha é cheia de acidentes, obstáculos, julgamentos, e tantos outros momentos difíceis. Aproveitei cada um deles para conhecer novas pessoas, aprender, me aperfeiçoar física e mentalmente e também para conhecer quem eu realmente era. As pessoas hoje olham pra mim e falam “nossa, você é muito sortudo, nada deu errado pra você?”. Eu acho que na verdade o que eu fiz com as coisas que me aconteceram é que deu muito certo. Não vamos nos esquecer de que tudo começou com um tombo…

Um beijo em todos, Dudu."

Discípulo do mais famoso encantador de cavalos do mundo, o americano Monty Roberts, Eduardo Moreira viaja por todo o Brasil demonstrando e aplicando o método de doma sem violência. O profissional, de 36 anos, sócio-fundador da gestora de recursos Plural Capital e ex-sócio do Banco Pactual (hoje BTG Pactual), desenvolveu com Monty Roberts, além de uma grande amizade, uma nova maneira de se relacionar com os animais e com a vida.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Desenvolver é diferente de Buscar o conhecimento

Ouvindo uma entrevista na rádio CBN sobre o mundo corporativo atentei-me para um detalhe que a tempos venho querendo abordar aqui no blog. É sobre a "era do conhecimento" onde, segundo os especialistas e comentaristas do mundo business, as pessoas e empresas precisam buscar o conhecimento, que esse sim é o maior patrimônio profissional das organizações modernas.

Mas minha abordagem ultrapassa a busca pelo conhecimento e acredito que devemos nos aprimorar mais em DESENVOLVER o conhecimento. E aqui vai a minha dica para você, que busca ser um profissional diferenciado no mercado de trabalho.

O que é buscar o conhecimento?

Normalmente quando alguém pensa em buscar conhecimento, vai lá e faz faculdade. Depois faz uma especialização e tem aulas com pessoas que muitas vezes trabalham bem aí ao seu lado, na mesma empresa, ou que então fazem carreira como professores adquirindo conhecimento através dos livros (os mesmo livros que você pode comprar a qualquer momento na livraria), ou lendo matérias na internet (nos mesmos sites que você também pode ter acesso).

Portanto, buscar conhecimento geralmente é pagar para ouvir em sala de aula aquilo que você pode fazer no seu dia a dia, de forma bem mais dinâmica e vendo acontecer na prática no seu trabalho.

Com essa linha de raciocínio eu quero te dizer que o conhecimento está também bem aí ao seu alcance de forma muito mais rápida, precisa e dinâmica do que através dos métodos convencionais em sala de aula. Não estou fazendo campanha contra fazer cursos, de maneira nenhuma. Apenas quero te ajudar a compreender que o conhecimento é você quem faz de forma muito mais eficiente do que comprando feito.

Pegue um livro na livraria e leia o nome do autor: quem é esse cara? De onde ele tirou as informações escritas naquele livro? Ele tirou da própria cabeça, baseado nos seus estudos, leituras e na própria experiência de vida porque investiu seu tempo na arte de DESENVOLVER o conhecimento durante sua carreira profissional. Depois ele sentou diante do computador, escreveu tudo o que pensa sobre o assunto e publicou. Simples assim. E você o compra acreditando com toda a sua força que ali está a receita do seu sucesso. Que de fato pode estar, desde que você o utilize como parâmetro para complementar o DESENVOLVIMENTO do seu próprio conhecimento.

Recentemente eu escrevi aqui no blog que faculdade não é o principal atributo para o seu sucesso, e mantenho essa opinião: você pode ser bem sucedido na vida se DESENVOLVER o próprio conhecimento, não se estagnar nas tarefas e não se acomodar no volume de coisas que conhece sobre tudo o que envolve a sua atividade profissional. Para isso, a faculdade pode ser um complemento ou o ponta pé inicial, mas nunca o fator decisório entre o bem sucedido e o fracassado. Buscar conhecimento é apenas o início ou uma pequena parte do processo de aprendizagem. Mas você só terá um diferencial se DESENVOLVER o conhecimento adquirido.

Desenvolva-se rápido, a vida não pára!

Com esse post quero estimular os amigos a confiarem mais em sua capacidade produtiva, capacidade de pensar e de opinar sobre as coisas. Ninguém é superior a você. A diferença está no investimento individual em DESENVOLVER o próprio conhecimento e acreditar em sua idéias com a mesma força como grandes pensadores e homens de negócios acreditaram e tornaram frases banais e triviais em frases ilustres, verdadeiros guias para os leigos.

Saia dessa ideia de inferioridade sobre si mesmo só porque nunca publicou um livro e nem estudou na FGV, e encare o mundo de frente. Diga o que pensa, diga o que acha, dê sugestões, não se intimide com o título ou o belo sobrenome do diretor lá de onde você trabalha e mostre quem você é, diga-lhe o que ele realmente quer ouvir: sugestões e propostas sobre como melhorar a empresa dele. Pare de idolatrar os cabeças das organizações, celebridades e personalidades famosas como se fossem deuses e aprenda com a experiência de vida deles para prosperar também. São tão humanos quanto nós, mas estão lá porque fizeram o dever de casa a favor da própria vida.

Aproveite a sua saúde e disposição para DESENVOLVER o conhecimento, saia dessa zona de conforto achando que não vai prosperar porque não tem tempo ou dinheiro para estudar e faça de seu humilde emprego uma verdadeira escola: aprenda o que é competitividade entre as empresas, assim como a competitividade entre manicures e cabeleireiros; compreenda por que duas pessoas que fazem a mesma coisa ganham dinheiro em quantidade tão diferente; compreenda por que uma pessoa é mais querida que a outra e por isso conquista as melhores oportunidades (isso chama-se "relacionamento"); compreenda por que duas pessoas trabalham no mesmo lugar mas uma vende mais que a outra (aí tem empatia e poder de argumentação); compreenda por que algumas pessoas se empregam mais fácil do que outras (algumas têm plano de vida e de carreira); enfim, observe e questione tudo à sua volta, faça perguntas e opine, e quando puder pesquise na internet sobre aquilo que queira conhecer melhor.

Aprenda, domine e aperfeiçoe aquilo que você faz profissionalmente, mesmo não tendo tempo ou capital para pagar uma MBA. O conhecimento está mais perto do que você imagina, as pessoas que o detêm estão bem ao seu lado e muitas vezes você não tem a coragem ou a ousadia de aprender com eles e desenvolver o próprio conhecimento em um mero bate papo informal.

Portanto essas são as minhas dicas para hoje: saia de dentro dessa caixa e mostre-se com coragem para o mundo. Você tem muito mais a oferecer do que imagina, e sua capacidade de desenvolver e aplicar o conhecimento é tão grande quanto a de qualquer outra pessoa. Se estiver pronto para o mercado de trabalho, ele pagará o quanto você vale.

Sucesso!!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Na hora de pedir aumento, com que cara eu vou?

Sabe aquela hora em que você cria coragem de pedir o aumento, mas antes dá uma passadinha no banheiro e olha para o espelho, arruma a gola da camisa, ajeita o cabelo e ensaia a cara que pretende usar diante do chefe? Pois é... Tudo isso pode ser feito em vão se a argumentação não for boa.

Para que sua investida não dê com os burros n’água, eis aqui algumas dicas sobre o que fazer e o que não fazer nesse momento tão delicado envolvendo você e o seu emprego.

Em primeiro lugar tenha sempre em mente que sua argumentação pode provocar um olhar de indiferença e uma resposta bem simples e objetiva do patrão: “E eu com isso?”. Na verdade ele não vai te dizer isso, mas na maioria dos casos quando alguém pede aumento salarial, a justificativa é tão ruim e tão tendenciosa que a vontade de dizer “e eu com isso” é enorme! Por fim, a resposta será educadamente uma desculpa esfarrapada para dizer “não”.

Assim evite todo tipo de abordagem onde o patrão sinta vontade de dizer: “E eu com isso”. Por exemplo:

Você – “Sabe Sr. Lauro, estamos iniciando a construção de nossa casa e os materiais estão muito caros... inclusive a mão de obra tem que pagar toda semana em dinheiro... será que não poderíamos melhorar um pouquinho meu salário para ajudar nessa obra?”
Pensamento do patrão- “Tá construindo é? E eu com isso?”

Ou então:

Você – “Aristides, o senhor não sabe a felicidade que é ter mais um filho! O mais velho é só alegria com o novo irmãozinho! Mas as despesas aumentaram muito lá em casa e eu queria ver se o senhor não poderia dar uma melhoradinha no meu salário...”
Pensamento do patrão – “Teve mais um filho é?” E eu com isso?”

E por fim:

Você – “Sabe Dona Beatriz, agora eu decidi fazer faculdade e não estou aguentando pagar as mensalidades. Será que a empresa não poderia aumentar uns duzentos reais em meu salário para me ajudar nos estudos?”
Pensamento da patroa – “Resolveu estudar e não planejou se aguentava pagar é? E eu com isso?”

Os amigos leitores devem estar pensando “mas que sangue frio tem esse Adriano, nem pensa socialmente nos colaboradores...”. Mas não é bem assim. Vejam bem os amigos: um assalariado que fatura mil reais por mês e pede duzentos para fazer faculdade ganhou um aumento fora de época de 20%, além de gerar um precedente aos demais colaboradores. Imagine se a empresa inteira resolvesse estudar, construir ou ter filhos!! Como dar aumento para um e não dar aos outros?!

Toda empresa séria deve ter uma política salarial que explique o quanto cada função é remunerada e por quê. A remuneração é baseada na complexidade do cargo, e não no custo de vida do funcionário, salvo em raras situações de praças específicas onde a conjuntura concorrencial e a captação de mão de obra qualificada é um problema mais difícil de resolver. Nesse caso a demanda por mão de obra é maior que a oferta, e os papéis podem se inverter na negociação salarial.

Mas na maioria das vezes o aumento salarial não se dá com argumentações de cunho pessoal, e nem por tempo de serviço, e sim pela especificidade da função e produtividade. Ora, tem até gente que pede aumento alegando apenas que já trabalha lá a 5 anos e que merece um reconhecimento. Seu reconhecimento é não ter levado as contas e ter recebido o anuênio garantido pela CLT, pois com 5 anos de serviço já deveria ter conquistado alguma promoção!

Entendam isso, meus amigos, que aumento salarial vai de encontro com o seu custo x benefício. Se o que você faz por mil reais puder ser feito facilmente por alguma outra pessoa desempregada, você dificilmente receberá aumento e provavelmente receberá as contas em breve, pois o seu pedido será visto como um sinal de insatisfação com a política salarial da empresa.

Mas se por outro lado o seu pedido de aumento for justificado pela sua produtividade, precisão, comprometimento e pró atividade, projetos propostos e ainda com planos de aperfeiçoar-se em uma área específica para produzir ainda mais na empresa, aí sim o patrão o verá como um investimento, uma forma de reter na empresa uma joia rara antes que o perca para um concorrente.

O raciocínio é lógico, e não emocional

Diante do que a empresa esperava de você no momento da contratação, faça uma avaliação e responda você mesmo: eles se surpreenderam e se beneficiaram com mais do que esperavam? No mercado de trabalho há poucos que fariam o que você atualmente faz pela empresa? Se a resposta for SIM para as duas perguntas e a justificativa for mensurável, então peça aumento e use a justificativa no argumento.

Mas se a resposta for NÃO e você já estiver a pelo menos um ano nessa empresa, repense sua carreira... Você pode estar acomodado ou a empresa pode estar empatando suas chances de crescimento profissional.

Funciona igual a clube de futebol e jogador, igualzinho: quanto melhor você se mostra, mais valoriza seu passe e seu salário.

Assim, concluindo o assunto, tanto você quanto a empresa têm o mesmo objetivo, que é ganhar mais. Se a empresa ganhar mais vantagens através do seu trabalho, ela pode até te dar um aumento ou uma promoção. Mas não queira ganhar mais ou ser promovido se não estiver dando mais à empresa. É pura matemática. Uma empresa raramente vai dar aumento salarial baseando-se nos seus assuntos ou problemas pessoais. Para isso existem outros recursos que ela talvez ofereça, que é a política de benefícios, mas não tem nada a ver com aumento salarial.

Por isso se quiser ser valorizado faça sempre o seu melhor, pois o elementar custa barato.

* Texto de minha autoria publicado originalmente no blog Ponto Pessoal , onde escrevo em parceria com assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Clique nesse link e passe por lá!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O que há de errado em não ter faculdade?!

É possível construir uma vida confortável e segura sem fazer faculdade. O que há de errado nisso? Nada de errado. E não estou fazendo apologia ao "deixa disso, estudar pra quê?" e nem sendo contraditório comigo mesmo quando digo que faculdade e língua estrangeira são itens de série para o mercado de trabalho atual e futuro.

Acontece que precisamos ser práticos e inteligentes para compreender que nem só de administradores e contadores será formado o mercado profissional futuro (essas são as duas graduações com maior número de instituições de ensino no Brasil, onde só o de contabilidade possui mais de mil cursos disponíveis). É preciso compreender que atividades de cunho técnico continuam a existir e sua demanda por ótimos profissionais também aumentou consideravelmente.

Hoje ninguém quer ser mecânico de automóveis, mesmo sabendo que nunca vendeu-se tanto carro no Brasil como nos últimos anos. Ao contrário, procura-se fazer uma faculdade de baixo custo e disputar um mercado de trabalho que alguns garantem estar deficitário (veja no link). Sim, está deficitário, mas vá ver a média salarial que se paga para um contador trabalhar de digitador de notas fiscais em um escritório contábil ou em uma média empresa, que é o que muitos estão fazendo...

Estou dando um exemplo esporádico, mas podia citar centenas de médicos com menos de 30 anos que vivem de clientes provenientes de convênio médico, que repassa uma bagatela para remunerar quase 10 anos de estudo e de dedicação exclusiva no curso de medicina, alguns ao custo de 5 mil reais por mês, até formar freguesia e começar a ficar rico (e olha que ser rico é relativo...) depois dos 40 anos.

Veja os dentistas se estão enriquecendo como a 15 anos atrás, onde uma obturação era procedimento caro, e que hoje está sendo disputado a cotoveladas por um profissional em cada esquina.

Muitos advogados hoje buscam prestar concursos públicos para garantir a renda mensal, pois montar escritório e formar clientela até ganhar um bom dinheiro (isso para os que passam no dificílimo exame da OAB) é um negócio de alto risco...

Não estou desdenhando, nem desprezando e nem dizendo que ninguém ganha mais dinheiro com essas profissões, não é isso! Estou fazendo um retrato generalizado para dizer que a chance de sucesso profissional para alguns graduados já não é mais uma certeza como a alguns anos atrás, onde a graduação era um privilégio para poucos. Hoje para ter curso superior basta poupar duzentão por mês e ter um computador com internet em casa.

Quero chegar com essa conversa na justificativa do título desse post: é possível ser feliz e enriquecer sem fazer faculdade? É sim senhor. E as chances de se enriquecer no mesmo tempo e com a mesma idade de um formado são enormes, basta fazer o dever de casa.

Dever de casa

1 - Trabalhe de verdade, seja de açougueiro, padeiro, confeiteiro, mecânico de carros, piloto de avião, técnico em refrigeração, vidraceiro, operador de máquinas, costureira, alfaiate, mestre de obras, vendedor, ou qualquer outra atividade profissional. Mas trabalhe pra valer, não seja mole e acomodado.

2 - Trabalhe com responsabilidade, faça o seu melhor, faça rápido e busque conhecer mais a cada dia. Não estacione em seus conhecimentos, seja humilde e aprenda com quem estiver ao seu alcance além de fazer cursos de atualização.

3 - Leia jornais, revistas, livros, acesse a internet para ler notícias atuais e assista aos telejornais. Você pode não ter faculdade, mas precisa ter cultura (muitos têm faculdade mas não têm cultura). Não seja um ignorante e desinformado, pois falar um português correto, saber argumentar sobre um assunto qualquer e demonstrar conhecimento da realidade do que acontece à sua volta é fundamental para ser valorizado no mercado de trabalho.

4 - Seja comunicativo, faça relacionamentos, pois você não é apenas um braço habilidoso. Converse e tenha amizade com seus líderes e seus clientes, pois só assim você será notado, lembrado, recomendado e convidado a subir de posto ou trabalhar para alguém que lhe pague mais.

5 - Invista em sua profissão e trabalhe honestamente para ser o melhor pela sua capacidade e agilidade. Não troque de atividade com frequência, decida qual é a sua profissão e invista nela, cresça com ela.

6 - Tenha uma vida modesta e gaste seu dinheiro com sabedoria. Cervejada, balada, mulherada, rapaziada e celular de mil reais não te levarão a lugar nenhum.

Concluindo...

Faça como os pássaros e todos os animais silvestres que não descansam e nem esperam esmolas ou benefícios do governo em sua busca pela vida farta e segura. Viva uma vida moderada, divirta-se na medida certa e dê mais importância à sua família e ao seu futuro. É com eles que você construirá uma vida feliz, de respeito e com fartura. E no tempo certo seu profissionalismo estará rendendo mais, será seu próprio patrão, terá filas de clientes esperando pelo seu serviço, terá sua casa própria e confortável, terá smartfone e um carro moderno. Fazer faculdade é apenas um dos caminhos, não é o diploma que te fará um homem digno.

Focando em sua carreira e no seu futuro você será respeitado e bem remunerado, com faculdade ou sem ela. Basta ter propósitos e seguir firme, sem preguiça e sem medo de ser feliz. Sua dignidade é você quem faz.

Tenha uma ótima semana, um excelente trabalho e um futuro promissor!

Leia também artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Representante comercial precisa reinventar-se para vencer

Houve um tempo em que a vida do representante comercial de bens de consumo era dura, onde sua principal característica era a perseverança, a persistência, e os treinamentos de vendas tinham o famoso tema "Nuca aceite um NÃO como resposta".

Pois é, esse tempo já passou. E hoje para ser representante é preciso muito mais do que perseverança, porque o número de produtos para supermercados está infinitamente maior do que na época das marcas de referência e produtos "inovadores". A rotina agora é muito dura, e requer adaptações.

Em primeiro lugar é preciso compreender que os compradores já têm um outro perfil comercial, novos focos, novas metas e menos paciência... Sim, porque o volume de representantes oferecendo seus produtos cresceu exponencialmente, ou seja, quando a vinte anos atrás as introduções eram X, hoje elas são 20 vezes X. Onde você tinha 5 marcas de biscoitos hoje você tem 100 para escolher. Na linha de produtos de limpeza e perfumaria as opções são ainda maiores, e quando você conseguir uma "audiência" com o concorrido comprador para apresentar o seu produto lembre-se disso e não vá até ele para dizer que seu amaciante é cheiroso e rende muto mais... isso não basta.

O comprador quer "bola na rede", ou seja, produtos inovadores, com custo baixíssimo, com entrega ágil, com prestação de serviços indiretos na área de venda, com direito a trocas, com ofertas pontuais e verbas para tabloides, com campanha publicitária na TV, e o que é pior: só vai comprar de você se tiver espaço e oportunidade em sua área de vendas.

Em outra palavras, o comprador de supermercados quer hoje é resultado financeiro, giro rápido, menos estoque, competitividade na praça e vantagens comerciais. Concorde você ou não com isso, esse é o cenário atual.

Velhos chavões, frases feitas, apelos pobres, comparação com a concorrência estão fora de questão. Monte uma apresentação ao comprador sobre o cenário atual de sua área de vendas. Por exemplo: se você vende shampoo fotografe a área de vendas. Estude a métrica e a distribuição física de cada marca nas gôndolas. Compare os preços de cada marca, e principalmente do produto que concorre com o mesmo público que você atende. Demonstre sua proposta de exposição para o seu produto, como ficaria a nova configuração com a sua marca na gôndola. Mostre o potencial competitivo, a beleza do seu rótulo, a clareza das informações expostas ao consumidor, o preço de venda sugerido e a margem que o supermercado deve absorver com a venda de seu produto.

Permita que o comprador possa visualizar o ANTES e o DEPOIS da área de vendas com a entrada da sua marca. Se tiver estatísticas de vendas para oferecer, demonstre isso a ele, mas sem citar mercados concorrentes. Apenas se atente em convencê-lo de que o produto está girando e que a venda dele é uma certeza. O comprador deve sentir que o novo produto irá agradar ao seu cliente e que também trará crescimento de vendas na categoria e boa lucratividade. Tudo isso sem descartar que a expectativa inicial dele é tudo aquilo que já citei no quarto parágrafo: o cara quer "bola na rede", não interessa se o produto é cheiroso, sedoso, saboroso ou cremoso. Interessa que ele seja vendável e lucrativo. Todo o resto atenderá aos diferentes consumidores e suas opiniões individuais.

Em toda profissão é preciso evoluir para crescer, adaptar-se às mudanças e compreender as expectativas de quem compra o nosso produto ou serviço. No caso do ramo de bens de consumo, o representante comercial tem como primeiro cliente o supermercado e segundo cliente o consumidor. É preciso atender aos dois simultaneamente para ter sucesso, e para isso não basta a perseverança e nem persistência. É preciso ser estrategista, seguro e persuasivo.

E depois de ter conquistado o lojista, aí sim chega o momento de ser parceiro, pois estão no mesmo barco, ambos precisam girar o produto na gôndola. Daí a conversa é outra, pois qualquer sinal de morosidade pode fazer a venda cair. E aí sim virá a missão impossível: reconquistar o comprador supermercadista.

Essa é a dura vida do representante comercial no mercado concorrencial.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Você é indispensável, o profissional do mês!

Se você quer fazer uma auto análise para avaliar se é ou não é um profissional bem avaliado pelos seus gestores, eis aqui minha receita. Um profissional considerado indispensável tem em seu perfil essas três qualidades: qualificação, comprometimento e pró-atividade.

Trocando em miúdos, vamos direto ao ponto:

Qualificação - é aquilo que você adquire através de cursos, faculdades, especializações, leitura de livros e artigos sobre sua área de atuação, e até trabalhando por bastante tempo na atividade que você chama de "sua profissão". Quanto mais você conseguir obter de conhecimentos através desses exemplos citados, maior poderá ser a sua qualificação. Trabalhar em diversas atividades diferentes oferece experiências profissionais, mas pode ser pobre em qualificação de fato.

Comprometimento - é aquilo que você demonstra perante os objetivos de seu empregador com a sua contratação. É o quanto você se empenha para que tudo dê certo e para que ninguém fique na mão por sua causa. Se você se esforça para não faltar, não atrasar, não sair enquanto houver algo por terminar, cobrir a falta ou lentidão de alguém que trabalhe com você, e até dispor-se a realizar um trabalho que não é de sua responsabilidade, então você parece ser um profissional comprometido. O comprometido também cuida do patrimônio de seu patrão. Não desperdiça material, não roda mais do que o necessário com os veículos da frota e evita gastar mais do que o necessário em restaurantes e hotéis de luxo durante viagens de negócio. O profissional comprometido é a cima de tudo um sujeito justo e honesto. O comprometido não faz horta extra desnecessariamente, mas ao contrário, trabalha com foco na produtividade. Por isso ele não busca parecer um bom profissional trabalhando muito, e sim produzindo muito enquanto está em serviço.

Pró-atividade - é aquilo que você faz antes que alguém lhe mande fazer. O profissional pró-ativo não espera que algo dê errado, ele age antes preventivamente. Ele enxerga oportunidades de melhorar alguma coisa e age para que isso aconteça. Ele pensa em seu trabalho e no que está fazendo enquanto está na empresa e contribui com mais do que simplesmente cumprir sua rotina, aperfeiçoando suas atividades sempre que tem uma ideia melhor. O profissional pró-ativo pensa e planeja o tempo todo, é um empreendedor mesmo quando está limitado a uma atividade específica. Ele sempre expressa suas opiniões aos seus líderes e é erroneamente chamado por colegas de trabalho (aqueles de perfil mais limitado) de "puxa saco".

Mas também temos defeitos...

Infelizmente, mesmo com essas três características tão fantásticas de um profissional no mercado de trabalho, muita gente tem também graves defeitos em seu perfil que podem custar uma demissão.

Patrão nenhum suporta pessoas dissimuladas, fofoqueiras, individualistas e manipuladoras. Essas características colocam a perder muitas qualidades positivas, produtivas e até um atestado de honestidade vindo de boas recomendações anteriores. Você pode nunca ter roubado ou desviado recursos em outras empresas, mas esses aspectos que relacionei com certeza incomodam a maioria dos líderes que cuidam da qualidade do relacionamento de sua equipe.

Estão essas são as dicas para hoje! Faça bom proveito dessa leitura e uma nova avaliação de como as pessoas te vêm no ambiente de trabalho. Nunca é tarde para mudanças a seu próprio favor...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Marketing Contábil como ferramenta para aumento do lucro

Se você pensa que já viu de tudo no mundo business espere até ler esse texto. Desde o telemarketing é que os profissionais de comunicação e vendas criam demandas para essa poderosa e infinita ferramenta para a geração de negócios: marketing um a um; marketing reverso; marketing social; marketing de guerra; marketing esportivo, endo marketing... e assim por diante.

O fato é que estive preparando o conteúdo para uma breve palestra acerca do papel do contador no cumprimento das leis de Responsabilidade Social e ocorreu-me uma ideia interessante para debater com os profissionais que se formam em contabilidade: a classe profissional está até que ponto estagnada em suas atribuições e apta a oferecer um serviço de maior valor agregado para as organizações? Surgiu assim o conceito de Marketing Contábil, uma ferramenta de trabalho a ser utilizada pelo contador com o intuito de oferecer um serviço diferenciado aos seus clientes, o que consequentemente valorizará a sua mão de obra qualificada e o preço do trabalho oferecido.

Acontece que muitas empresas tratam o contador como um recurso meramente obrigatório para demonstrativo financeiro ao estado. Nesse caso, queira ou não queira, se você tem um CNPJ ativo será obrigado a contratar um contador para apresentar o entra e sai de dinheiro e pagamento de impostos de sua empresa. Essa é a regra geral.

Mas considerando-se o crescente número de profissionais entrantes nesse mercado, o que derruba o valor do serviço prestado (segundo a lei da oferta e da demanda) não está no momento desse pessoal diversificar sua prestação de serviço dentro das competências contábeis e oferecer consultoria de custos para todo tipo de operação comercial?

O que eu tenho verificado é uma espécie de acomodação, onde o contador resume-se em montar um escritório para abertura de firmas, lançamento de notas, conciliação de contas, geração de boletos, pagamento de impostos e por fim  apresentar tudo isso nos livros fiscais de seus clientes.

Gostaria de propor aqui uma participação maior dos contadores no dia a dia das empresas e na tomada de decisões de atividades nas quais a maioria dos profissionais de execução são leigos, como na negociação de preços e condições de pagamentos com fornecedores, formação de preço de venda para ações promocionais, formação de um novo ponto de equilíbrio entre receita e despesa na ocorrência de campanhas publicitárias, e outras atividades comerciais onde ocorre alteração na lucratividade calculada originalmente.

Para ilustrar esse raciocínio pergunto aos empresários que investem em campanhas publicitárias na TV se eles  realizam análise do novo custo do produto e do novo custo operacional de sua empresa após essa campanha. Considere que uma campanha publicitária pode elevar os gastos da empresa não apenas na propaganda em si, mas também no desconto comercial oferecido, na linha de produção, compra de matéria prima, aumento dos turnos de produção, aumento das horas extras, aumento dos custos com logística e movimentação de cargas, e principalmente comprometimento maior do capital de giro disponível, gerando também aumento do custo com despesas bancárias. Aumenta-se também o risco de inadimplência, e uma campanha que deveria trazer crescimento para a empresa pode perfeitamente acabar dando prejuízo e muita dor de cabeça.

Quem sabe se o cálculo de viabilidade dessa campanha fosse realizado com o suporte do contador, o resultado final poderia ser muito melhor do que o que verdadeiramente foi...

E é aqui que entra o Marketing Contábil como ferramenta para otimização dos lucros e promoção do capital de giro: o contador deve elaborar uma proposta de prestação de serviço mais ampla e de resultados visíveis ao seu contratador, e não apenas um serviço de praxe. Oferecendo um plus à rotina contábil, o contador poderá participar das pautas de marketing, recursos humanos e produção com maior incidência, sendo um profissional estratégico, um consultor de resultados, apto em contribuir com seus conhecimentos na formação do custo e do preço de venda. Assim, ações de responsabilidade social e marketing social (por exemplo) podem ser maximizadas para que tragam maiores benefícios fiscais e financeiros, uma vez que serão avaliadas e conduzidas por alguém que domina esse tipo de análise. A essa atividade o contador pode chamar de Marketing Contábil em sua proposta de trabalho.

O contador deve também intervir constantemente nas análises da folha de pagamento, propondo melhoria nos custos com departamento pessoal através da análise das descrições de cargos, acordos coletivos com os sindicatos e nas possibilidades de melhorar a operação com menor custo para a empresa, sempre enquadrado na CLT.

Portanto minha proposta é que o contador ofereça um portfólio de serviços mais completo e de maior impacto nos resultados do seu contratador, adicionando à atividade burocrática o trabalho analítico para ganho de resultados. Desenvolvendo uma proposta profissional mais atrativa poderá aumentar o valor de seu serviço, participar mais ativamente da gestão do negócio e enquadrar-se como um consultor de resultados mais presente na rotina das empresas.

E essa ferramenta de trabalho podemos chamar de Marketing Contábil: proporcionar análises financeiras e de custos, formação de preço de venda e geração de resultados favoráveis ao empresário. É o processo operacional e também de compra e venda levando-se em conta a lucratividade do negócio, e não apenas o volume de vendas. O Marketing Contábil poderá oferecer um aumento de valor agregado ao serviço prestado pelo contador para aumento dos resultados do seu cliente.

Não confunda Marketing Contábil com Marketing para o Contador

Existe uma diferença entre Marketing Contábil e Marketing para o contador. Marketing é uma ferramenta que serve para ser aplicada a qualquer tipo de negócio, inclusive autônomo: farmácia, supermercado, veterinário, engenheiro, contador, etc. Nesse caso seu objetivo é promover o produto ou serviço de quem a emprega.

Minha proposta de Marketing Contábil é utilizá-la como uma ferramenta, mais uma ferramenta aliás, do universo que a perfaz. Por isso o Marketing Contábil é um mecanismo aplicado pelo contador para aumento do resultado final das vendas de qualquer empreendimento, inclusive o seu próprio.

E nesse caso específico, o Marketing Contábil poderá ser utilizado em benefício próprio pelo contador como ferramenta para aumento da venda de seus serviços, aumento dos seus honorários e aumento de seus lucros pessoais (ou de seu escritório contábil). Oferecendo em seu portfólio de serviços produtos adicionais ao que os demais contadores oferecem, o contador estará apenas adicionando valor ao seu trabalho, e isso é simplesmente marketing. Mas caso ele consiga promover esse plus de serviços ao seu contratador, e dentro do mesmo custo operacional consiga elevar o seu faturamento com honorários mais altos, então fez valer a ferramenta Marketing Contábil, pois gerou ganho de capital.

Espero que tenha ficado claro o que é Marketing Contábil e desfeito a confusão: Marketing Contábil não é a técnica usada para promover o contador (isso é apenas Marketing ou Marketing Pessoal). Marketing Contábil é a ferramenta utilizada pelo contador para maximizar os resultados financeiros do seu cliente ou de seu próprio negócio, é a promoção do capital envolvido nos negócios.

Assim como se utiliza do apelo social ou humanizado para agregar valor ao seu negócio através do Marketing Social, ou utiliza-se do esporte e do entretenimento para promover sua marca no Marketing Esportivo, ou utiliza-se do telefone para vender mais com o Telemarketing, o Marketing Contábil utiliza-se dos conhecimento do contador para maximização de resultados, aumento do lucro. Não tem nada a ver com marketing para promover o profissional contador.

Essa é a minha concepção pessoal sobre o assunto. É assim que entendo o marketing...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Empatia e conhecimento: as chaves para o sucesso profissional

Um dia desses eu estava observando o filho de um amigo meu, um rapaz de uns 23 anos, e lembrando de quando seu pai o indicou para trabalhar na empresa. Na época da indicação eu não fui muito favorável, pois a ideia que eu tinha dele era de um rapaz apático e de relacionamento extremamente reservado.
Mesmo assim, usando da lisura que me é característica, pedi à recrutadora que o entrevistasse para conhecê-lo pessoal e profissionalmente, mas sem dizer nada a ela sobre minhas impressões a seu respeito. Ela o chamou, mas quando disse por telefone que queria entrevistá-lo, ele perguntou para qual horário era o trabalho e não interessou-se. Inclusive, nem foi fazer entrevista nenhuma, pensando, quem sabe, em encantar a entrevistadora e brigar por outra atividade em outro horário. A mesma ideia que eu tinha dele conhecendo-o pessoalmente ela teve durante 3 minutos de conversa por telefone...

Estou ilustrando esse post com esse fato para dizer algo aqui aos amigos sobre gestão de imagem e de carreira, repetindo o que gostaria de dizer a esse rapaz como dicas para melhorar sua empregabilidade e sucesso pessoal.

Em primeiro lugar, as pessoas normalmente têm pontos fortes e pontos fracos. Em dois desses pontos pode estar a empatia e o conhecimento. Se você não tem nenhuma empatia por ser tímido, resguardado ou inseguro no relacionamento interpessoal, precisa pelo menos estar cheio de algum conhecimento (ou muitos deles). Aqui eu cito o exemplo de um personagem da TV conhecido nosso, o Dr. House, e até o Tenente Grissom do CSI - Las Vegas, que são de uma frieza sem igual mas de um conhecimento admirado por todos.

Em segundo lugar, e complementando o primeiro, você deve direcionar sua carreira segundo o seu grau de empatia. Ou seja, baseado no seu perfil pessoal, pode escolher se sua área de atuação será na linha de ciências tecnológicas ou ciências humanas.

Isso não quer dizer que um engenheiro, médico ou analista de sistemas sejam pessoas sem empatia, ou que um professor ou publicitário sejam obrigatoriamente carismáticos. Reforço que, caso você reconheça ser alguém que prefere trabalhar sem ter que fazer média com ninguém, deve, pelo menos, buscar ser um profissional extremamente qualificado cientificamente, para oferecer seu trabalho sem precisar de muito contato com as pessoas. Caso contrário, sem um diferencial cognitivo no currículo e sem um aspecto que encante alguém, dificilmente você conseguirá uma profissão que o promova a uma vida de conforto, submetendo-se apenas a funções operacionais e de remuneração mediana.

A capacidade de relacionamento interpessoal sempre será analisada e considerada um dos fatores de maior relevância na seleção de profissionais de carreira e liderança, aqueles com condições de crescer na empresa e levar seu time junto para ganho de resultados.

Agora, conhecendo o nível concorrencial do mercado de trabalho cada vez mais acirrado não vejo como ignorar suas fraquezas e descartar mudanças pessoais para buscar o sucesso. Seja simpático, amável, conversador e carismático, e some tudo isso a um amplo conhecimento, atualização dos acontecimentos à sua volta, faculdade, especializações, e certamente serás um daqueles profissionais que não procura emprego, mas que escolhe empregador.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Virei chefe... e agora?!

Quem nunca passou por essa situação, um dia pode passar. E a primeira chance de liderar formalmente um grupo de pessoas pode ser traumática ou bem sucedida. O que fazer para que essa caminhada seja positiva? Vou tentar ajudá-los.

É bom termos em mente que algumas dificuldades ocorrem com maior ou menor frequência e também com maior ou menor intensidade. Não quero colocar medo em ninguém, mas é bom sabermos que nem tudo pode ser um mar de rosas quando você é promovido a um cargo de liderança ou é recém contratado para liderar pessoas.

Sua primeira promoção interna

Quando você é promovido na empresa pode ser vítima da inveja de seus companheiros que queriam essa vaga e daqueles que acreditam que você não tem a capacidade ou o preparo necessário para exercê-la. Nesse caso você poderá enfrentar um adversário invisível que tentará minar o seu sucesso sorrateiramente, pois na sua frente fará pose de amigo. Para liderar pessoas nessa situação hipotética (pois você pode demorar para perceber a sua rejeição perante eles, se é que ela existe de fato), é importante que você se aproxime de cada um e procure desenvolver um trabalho em parceria, sem status de autoridade sobre eles. Até que eles se habituem com a ideia de que você é um parceiro de trabalho e não um inimigo, você deverá provar que tem condições de ajudá-los e liderá-los no trabalho e favorecer o resultado positivo no grupo, realizando uma gestão participativa, construindo junto deles a solução das coisas que você queira implantar. Com o passar do tempo sua liderança se estabelecerá gradativamente e sem maiores traumas.

Mas você pode trilhar pelo caminho mais difícil, que é usar de autoridade e implantar seus métodos ou diretrizes via comunicados ou em reuniões onde as propostas já chegam prontas. Em grandes corporações, onde geralmente é promovido de fato profissionais altamente capazes, experientes na função e de confiança inquestionável, esse método pode funcionar.

Quando você é promovido existirá também uma expectativa maior de seus diretores a seu respeito, que irão observá-lo com mais critério para que tenham a certeza de que tomaram a decisão correta ao promovê-lo. Cuidado para não parecer ansioso em mostrar serviço. Não perca seu tempo levando ao conhecimento deles tudo o que você tem feito, isso eles já estarão monitorando. Dedique, com seu superior imediato, tempo para desenvolver projetos, planos e procedimentos, usando da experiência dele para aperfeiçoar suas sugestões. Não vá até ele para pedir ajuda ou para peguntar como fazer, pois se você foi colocado na função é pressuposto que você tenha as noções necessárias para construir uma solução. Use-o apenas para aperfeiçoar suas ideias. Desde que você saiba o que está fazendo, quanto menos você o importunar, melhor.

Você foi contratado para liderar

Se você é recém chegado em uma empresa em uma função de liderança, é bom saber primeiro se houve um processo interno de promoção onde ninguém foi aprovado para essa vaga. Se houve, prepare-se para liderar alguns desmotivados. Se não foi, terá apenas que liderar um grupo de pessoas apreensivas com sua chegada. "Será que ele é legal ou turrão? Será que ele é liberal ou rigoroso?". Serão tantas perguntas na cabeça da equipe que você deve estabelecer um período de reconhecimento de ambas as partes, pois além de apresentar-se como ser-humano e profissional, você também terá que conhecer o seu novo grupo de trabalho.

Nesse contexto, sua chegada deve ser cheia de humildade para promover a aceitação. Considere-se um novato e dê foco em conhecer tudo primeiro para depois opinar e agir onde for necessário. Sente-se com cada membro individualmente, abra o jogo e diga que quer conhecê-lo. Pergunte sobre sua família, sobre suas experiências, como foi que ele chegou a essa empresa, o que ele acha do trabalho, o que ele acha que deveria mudar para melhorar, enfim, converse o suficiente para ter uma fotografia ampla de cada profissional, suas expectativas, medos, etc.

Após essa etapa, arrisco-me a dizer que você já terá avançado a passos largos para ter a aceitação do grupo e liderar com tranquilidade.

A próxima fase, se você se considerar ainda um iniciante nessa atividade, é a mesma sugerida no parágrafo "Sua primeira promoção interna".

E caso você chegue com uma boa bagagem profissional para exercer sua função, já tendo sido líder em outras situações, siga na linha do chefe participativo e promova a integração do grupo nas decisões tomadas através de reuniões frequentes. Apresente suas propostas, estabeleça prazos, peça críticas e sugestões, abra sempre as discussões desafiando quem é capaz de visualizar as possibilidades de erro de cada proposta, a fim de aprimorá-las, enfim, torne a equipe parte pensante, e não apenas operacional, do seu departamento. Isso motiva o grupo e favorece o trabalho.

Por hoje é só isso, espero que possamos aprimorar dia após dia. E já que estamos falando de chefe, sugiro a leitura desse texto que li recentemente: Como ser um chefe mala. E se servir a carapuça... é tempo de mudanças para melhorar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Currículo de professor visto com um outro olhar

Quando pensamos em como montar um bom currículo profissional sempre temos um modelo padrão mais ou menos universal para apresentar. Alguns recrutadores têm dicas para melhorá-lo, e eu mesmo sempre estou lendo algo a respeito para melhorar o meu e ajudar meus leitores com o deles.

Mas como tenho recebido várias buscas a respeito de modelos de currículo para professores passei a pesquisar algo a respeito. Por sorte meu irmão mais novo, Pedro Berger*, é mestre e professor em escolas particulares, e deu-me algumas dicas que me pareceram muito pertinentes.

Em primeiro lugar, o modelo de currículo não difere do convencional, e vou sugerir aos amigos que deem uma espiadinha em um texto sobre currículo que postei aqui mesmo nesse blog (clique aqui).

Em segundo lugar, o que conta muito nesse mercado profissional de professores é a recomendação. Aqui é uma questão de marketing pessoal correndo lado a lado com a qualidade do serviço prestado, ou seja, da aula.

Mas se a recomendação de bons professores é um diferencial, o que devemos considerar então para medir o quanto um professor é bom a ponto de merecê-la? Vamos pensar  nesse tema agora.

Quem é o seu cliente?

Como em qualquer prestação de serviços devemos conhecer perfeitamente bem quem é o seu cliente, ou seja, para quem você trabalha. E essa análise é complexa, pois temos que considerar aqui o seu cliente, o cliente do seu cliente e o pai do cliente do seu cliente. Descomplicando, quem paga o salário do professor é a escola, mas quem paga a escola são os alunos (ou o pai de alunos). E nessa escala o bom professor deve satisfazer a diversas necessidades:

1 - O pai do aluno: a expectativa do pai do aluno é que ele aprenda o suficiente para passar de ano e, futuramente, no vestibular. Também espera que o professor seja capaz de envolver o aluno em sala de aula, para que ele goste de frequentar essa escola e absorva o conteúdo. O pai pode tirar o aluno de uma boa escola por causa de um professor, um aluno violento ou sádico, ou por suspeitar que alguma coisa esteja provocando o medo ou desinteresse de seu filho por essa escola. Por isso cabe a um bom professor identificar também essas questões nos seus alunos.

2 - O aluno: a expectativa do aluno é que o professor seja divertido, amigo, tenha respostas às suas perguntas e que sua aula seja legal. O aluno é uma criança, um adolescente ou um jovem que não tem ainda um senso crítico tão apurado, e tampouco uma noção das dificuldades que o esperam no futuro próximo. Por isso suas expectativas são relacionais, sensitivas e pouco racionais. Ele sabe que enfrentará um vestibular, mas sua mente trabalha ainda com uma outra preocupação mais simplista, que é passar de ano. Então, para satisfazer as expectativas do aluno sem frustrar as expectativas dos pais, o professor deve convergir as duas variáveis: dar uma aula divertida, relacionar-se amigavelmente com os alunos, tolerar e compreender certas criancices sem perder o controle da sala de aula, e ao mesmo tempo fazer com que seu conteúdo seja dado por completo, seja absorvido e que os alunos passem de ano aprendendo de fato aquilo que foi ensinado através de sua aula agradável. Não basta fazer o aluno ser aprovado com trabalhinhos extras ou com provas fáceis. O bom professor é aquele capaz de ensinar verdadeiramente, avaliar com justiça e agradar ao seu cliente-aluno.

3 - A escola: a expectativa da escola é que os pais de alunos sintam segurança quanto ao conteúdo que está sendo desenvolvido em sala de aula, que os alunos aprovados estejam verdadeiramente qualificados para a próxima etapa que os espera, e que os alunos gostem de estudar ali devido o clima de camaradagem e amizade entre eles e os professores.

Uma vez visto isso devemos saber exatamente como conduzir nossa carreira, nossa conduta profissional e nosso marketing pessoal. O marketing pessoal é o ponto chave dessa questão, pois o professor deve fazer uma auto avaliação de sua conduta, sua forma de comunicar-se e de movimentar-se diante dos alunos. Aqui deixo nova dica de leitura que o ajudará a fazer essa análise. Clique nesse link e veja como encontrar seus próprios adjetivos para moldar-se em sua profissão.

Identificando com perfeição os seus clientes e sabendo como satisfazê-los, um bom professor saberá como desenvolver o seu trabalho a ponto de conquistar a aceitação de todos, a sua valorização profissional e sempre boas recomendações, se é que isso será necessário. Pois o professor qualificado tecnicamente e que atenda às expectativas dos 3 clientes, certamente será disputado pelas escolas e não necessitará de recomendações para conquistar o seu espaço no meio educacional.

Nota extra: convido os amigos a lerem algo sobre o professor Salman Khan, que especializou-se em aulas via internet (já possui mais de 2.700 vídeos de aproximadamente 20 minutos no Youtube), e que agora tem seu conteúdo sendo traduzido para o português e disponibilizado pela Fundação Lemman (conheça o material nesse link). É bom conhecer o que há de novo em nosso ramo de atuação, e esse profissional e seus métodos deve ser acompanhado de perto.

Leia também outros artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

*Crédito: Pedro Berger é professor do ensino médio no Colégio Nobel e Colégio Adventista de Maringá, iniciando-se na profissão em 2007.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Marketing pessoal começa com o autoconhecimento

Hoje eu estava pensando em um tema bobo que redigi já faz bastante tempo em meu blog, e sem querer formulei uma abordagem a respeito do meu próprio marketing pessoal.

Tratava-se de uma discussão a cerca dos personagens do Maurício de Souza, os quais eu condeno como exemplos às crianças, e então pensei em desafiar as mães: peguem o personagem da TV preferido de seus filhos e encontre nele 5 adjetivos, e assim verás se ele é uma boa ou má influência para o amadurecimento da criança que o assiste (faça esse exercício pensando no Cebolinha ou no Cascão...).

Feito isso imaginei que uma das mães me desafiaria: “e por acaso você já fez essa autocrítica a seu respeito?”. Parei... nunca fiz isso de forma crítica, apenas a faço para massagear meu próprio ego. Mas daí surgiu uma técnica para o desenvolvimento do meu marketing pessoal.

Definição

O marketing pessoal nada mais é do que desenvolver sua imagem ou conceito para que ela influencie positivamente quem o conhecer. Ou seja, você é a sua própria ferramenta de trabalho para alcançar algum fim. Com isso, tudo o que escrever e falar, a forma como se relaciona com as pessoas, a forma como movimenta seu corpo, a forma como você se veste, e até as pessoas que andam com você são fatores influenciadores de uma opinião a ser construída a seu respeito.

Assim, voltando à abordagem da autocrítica através da nomeação de adjetivos pessoais, podemos diagnosticar a nós mesmos para avaliar se estamos adotando uma boa estratégia de promoção pessoal para cada fim.

O diagnóstico

Vamos supor que você freqüente uma igreja. Tem algum objetivo pessoal, diante do grupo, que o leve até lá toda a semana? Sim, você deseja (além de ir para o céu!) fazer parte do coral e anseia ser convidado pelo maestro. Então agora analise quais os adjetivos o representam sob a ótica das pessoas que o vêm: as pessoas te vêm um cara reservado, tímido, bem sucedido financeiramente, fiel à igreja e generoso. Nesse caso seria melhor expor-se mais, sentar mais à frente, cantar com vigor, aproximar-se do maestro no final dos cultos e cumprimenta-lo sempre, apreciar o grupo de cantores, etc... Assim poderia ser visto com outros adjetivos, substituindo o reservado por entrosado e o tímido por ousado, além de parecer talentoso quando o virem cantando com vontade ali no seu banco.

Note que é possível manipular sua conduta para promover-se com foco em algum objetivo! Se tiver que convidar mais alguém para o coral, porventura você não seria lembrado pelo maestro? Certamente que suas chances aumentarão bastante, pois é melhor ser entrosado do que reservado, e é melhor ser ousado do que tímido.

A mesma técnica pode ser adotada no trabalho, onde você deseja crescer e ser percebido pelo seu gerente, mas sem parecer um típico “puxa saco”. Observe os pontos que seu gerente valoriza nas pessoas, especialmente os adjetivos que o representam. Depois faça uma análise nos seus adjetivos pessoais dentro daquela organização, como as pessoas o vêm e o que elas provavelmente enxergariam a seu respeito. Depois veja o que precisa ser trabalhado para que você seja percebido sutilmente, sem uma mudança radical na sua forma de ser.

Essa estratégia pode ser bem aproveitada e trabalhada desde que haja muita franqueza de sua parte e um compromisso de não desanimar frente aos adjetivos negativos que você mesmo já conheça sobre a sua pessoa. A vida está aí para ser vivida, e desde que você reconheça e admita suasfraquezas, o único capaz de mudar esse perfil é você mesmo. É pegar ou largar essa possibilidade de aperfeiçoamento pessoal.

Mas cuidado: os adjetivos que te fizeram bem sucedido na escola e faculdade podem não ser necessariamente os mesmos que o promovam no trabalho. Pelo contrário... podem até te estereotipar de forma muito negativa. Uma coisa é a faculdade onde o maior interessado é você mesmo, e outra coisa é o emprego, onde te pagam para trazer resultados e você é visto como investimento.

E lembre-se de viver o personagem apropriado para cada ocasião sem perder a sua essência: se você é brincalhão pode ser em qualquer lugar, basta saber dosar a intensidade e a hora apropriada para soltar-se. Se você é religioso, saiba o momento de demonstrar sua fé e sua doutrina em cada lugar. Se você é tímido, saiba agir sem parecer inseguro. E mais do que isso, lute para vencer a timidez, pois o mercado de trabalho e a sociedade não recebem de braços abertos alguém que foge de tudo e de todos.

Por hoje, essas são as minhas dicas de sucesso:

1 - faça um diagnóstico seguro de você mesmo observando-se com os olhos dos outros em cada ambiente;
2 - trace seu plano ou objetivo a ser alcançado para cada situação;
3 - prepare sua estratégia de marketing pessoal, projetando como as pessoas gostariam de vê-lo de forma a favorecê-lo nos objetivos a serem conquistados.

E principalmente, pense em tudo, pense globalmente. Cuide bem do que você conversa nos intervalos e no que você escreve nas redes sociais: cuidado com as fotos que você publica, com as causas que você promove e com as críticas que você faz, para que sua conduta pessoal não seja conflitante com o papel que você busca representar nas diferentes ocasiões ou lugares que você frequenta.

A idéia não é que você crie uma máscara ou uma mentira de si mesmo, mas que você identifique seus pontos negativos e os trabalhe para que se tornem pontos a seu favor em cada ocasião. Pois se você desenvolver o seu produto, a sua imagem e estabelecer seus melhores adjetivos como diferenciais, aí sim o sucesso estará garantido na vida pessoal, social e profissional.

Leia também artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!


*Esse texto é de minha autoria e foi postado originalmente no blog Ponto Pessoal, onde tenho uma parceria para escrever sobre Marketing Pessoal. Foi lançado com o nome Você, seus adjetivos e suas chances de sucesso, dividido em duas partes: parte 1 e parte 2. Passe por lá e dê uma espiadinha!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As diferenças entre quem vive da cabeça e quem vive do corpo


Hoje fiquei pensando nos funcionários que não querem se esforçar para aumentar sua qualificação, e de repente fiz uma analogia entre a carreira de quem vive do corpo e de quem vive da mente. Quando digo do corpo refiro-me à beleza (como modelos) e também à força (como atletas). E quando digo da inteligência refiro-me às atividades técnicas que requerem aperfeiçoamento intelectual constante.

Parece meio confusa a minha linha de raciocínio, mas partindo-se do princípio de que profissionalmente a mente tem a vida útil mais longa do que o corpo, podemos concluir que com o passar dos anos as chances de alguém viver uma vida mais produtiva é de quem usa a mente, e não de quem usa o corpo. É que enquanto seu corpo tende a piorar, sua mente tende a melhorar, pois a obtenção do conhecimento é infinito, ao contrário dos nossos tecido e músculos que vão aos poucos definhando. Não parece óbvio? Pois note que os grandes nomes do mundo científico, do mundo dos negócios e do mundo artístico geralmente são até mais respeitados após os 50 anos, ao contrário dos atletas e de modelos fotográficos que tornam-se cada dia mais obsoletos e menos valorizados antes mesmo dos 40...

Onde eu quero chegar? Quero dizer às duas vertentes de trabalho que:

1 - Se você não vive do seu corpo, precisa desenvolver sua mente dia após dia para que torne-se cada vez mais qualificado e produtivo, mesmo com idade avançada. Veja o exemplo de Oscar Niemeyer;

2 - Se você vive do seu corpo não contrate apenas um empresário para cuidar de sua carreira, mas contrate um também que cuide da sua aposentadoria ou de seus negócios, para que não fique sem renda já aos 40 anos como uma ex-celebridade de sucesso. Veja o exemplo de Pelé, que viveu do seu corpo mas não perdeu a majestade com o passar dos anos.

É só isso o que tenho para hoje. Em resumo, ou você cuida do seu aperfeiçoamento todos os dias ou você cuida do seu futuro para que sua fortuna acumulada a duras penas não vire poeira em poucos meses. E em ambos os casos faça um plano de carreira e um plano de vida, pois enquanto estiver vivo sempre dependerá de alguma renda para morar, vestir-se e comer.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Somos covardes, estamos em greve"

Não existe ato mais covarde e egoísta de um trabalhador do que a greve. No meu entendimento, que sou adepto da frase "os incomodados que se retirem", greve de trabalhador concursado é covardia pois, protegido por sua estabilidade, parte do princípio de que tem o direito de parar seus serviços se não for remunerado no valor que considera justo, sem calcular o prejuízo de tudo isso à sociedade. Queria ver se a Unimed entrasse em greve, como os bancários fariam para consultar-se enfrentando a fila do SUS...

Ainda penso que se alguém fomentou a greve, deve estar sentindo-se incapaz de empregar-se em outra atividade que pague o quanto ele acha que vale. Pois no mercado de trabalho capitalista é assim: você vale segundo a sua capacidade e seus diferenciais. Se for capaz de fazer coisas que ninguém faz ou tiver um excelente currículo, seu salário será maior, e aí sim estará em ponto de negociar valores, pois se o atual empregador não paga o quanto vale, há quem pague, basta pedir as contas e mudar de emprego.

Mas no caso dos bancários e funcionários do Correio não é assim. Fazem greve mas não pedem demissão, pois sabem que sua empregabilidade é quase zero. É o mesmo que assinar um atestado de incapacidade profissional. Não pensam nos milhares de desempregados que querem esbofeteá-los, pois a meses sem emprego são obrigados a assistir à baixaria dos concursados sentados na porta de suas empresas de uniforme e crachá insatisfeitos com seus salários. Oh dó... Eu lhes faria a pergunta: há alguém ou alguma empresa disposta a pagar-lhes o salário que vocês reivindicam? Se tiver, peçam as contas e mudem de emprego. Mas se não tiver enfiem os rabinhos entre as pernas, peçam desculpas à sociedade por todo o prejuízo já causado e voltem aos seus postos dando graças a Deus por terem um emprego que muitos almejam.

Por hoje é só isso, entrei apenas para mostrar minha indignação à essa ferramenta egoísta de extorsão oferecida pelo governo aos nobres profissionais concursados. Aliás, o governo que enche a carteira dos trabalhadores de direitos, esquece-se que antes do trabalhador existe o empregador, e que sem esse último não existiria o primeiro. Logo, favorecer apenas o trabalhador em praticamente todas as instâncias legais é punitivo ao bom funcionamento do empreendimento do empregador e à toda a sociedade. Cada empresa que fecha ou que vai à falência gera desemprego, e ao desempregado não há lei trabalhista que tenha utilidade.

Nota 1: em nossa empresa há hoje aproximadamente 20 novos colaboradores que abriram suas contas salário no Banco do Brasil e que não tiveram acesso ao seu pagamento por falta do cartão magnético. Dane-se a nossa empresa (pensam os bancários) que foi obrigada a pagar novamente os salários deles em dinheiro através do famoso VALE, para ser reembolsada quando os bancos se dignarem a voltar à normalidade... será?!

Nota 2: peço desculpas aos profissionais que trabalham honestamente e merecidamente em suas funções e que estão em greve não por vontade própria, mas sob pressão do sindicato. A esses, favor desconsiderar toda a minha crítica.