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segunda-feira, 2 de junho de 2014

O homem, seu instinto, sua razão e sua performance

O filme/animação “Megamente”, para quem não observou com atenção, é uma demonstração de que possuir, e pura e simplesmente alcançar a posse de muitos bens, não simboliza a conquista da felicidade.

Simboliza sim uma felicidade momentânea, aquela de uma conquista de conforto, segurança e um certo poder. Mas após alguns dias de usufruto dessa conquista, a falta de novas ambições ou realizações volta a assombrar o ego de qualquer ser humano, cujo instinto de conquistas ainda pulsa em sua mente e coração desde o mais antigo exemplar de homem que se tem notícia na história.

Isso acontece porque somos seres cuja subsistência depende de conquistar segurança, água e alimento todos os dias. Nossa estrutura corporal assim o exige, o nos obriga a lutar não apenas pelo alimento de hoje, mas pelo de amanhã e o de todos os dias de nossa existência, pensando inclusive na aposentadoria e subsistência na velhice.

Somado a essa característica, ainda temos a necessidade de nos socializarmos e de estabelecer vínculos, de tal maneira que, diferentemente de outros animais, não temos apenas a necessidade de gerar descendência, mas de amar e sermos amados.

Porém, essas percepções não se apresentam na mesma medida para todas as pessoas. Há um grupo que busca a realização de feitos relevantes, de atos significativos para si mesmo, o qual pode variar de pessoa para pessoa. Alguns chamam de conquista e realização a obtenção de poder e influência; para outros é a conquista de um alto salário através de algum trabalho; outros consideram conquista o alcance de conhecimento para seu próprio usufruto; e há também aqueles que prestam serviços sociais ou religiosos para o bem de outros, cujo ato freqüente simboliza grandes conquistas e realizações.

Outro grupo não vive para alcançar realizações, mas apenas sobreviver na luta diária pelo mínimo necessário. Esse grupo representa grande parte da população, a qual nunca foi estimulada a realizar mais, mas conformar-se com sua condição e lutar dia após dia pelo que a sorte lhe reservou desde o nascimento. Esse grupo representa uma mão de obra mecânica, de baixa performance, cujo esforço a mais não lhe parece representar o benefício de possibilidades futuras para uma ascensão social. O termo “Pró atividade” não tem nenhum valor prático ou significância nesse grupo. Trabalham por trabalhar, para cumprir com suas necessidades orgânicas. Esse imenso grupo, se receber alguma ajuda do governo ou o suficiente para sobreviver, já se deu por satisfeito, não lutará por algo mais, a não ser amar e ser amado. Eles querem ficar ricos, admiram o dinheiro, mas para alcançá-lo se utilizam dos meios menos dispendiosos, como jogar na loteria.

Meditar sobre essas pequenas considerações nos leva a otimizar nosso tempo quando estamos na liderança de pessoas, pois saber identificar em qual grupo se enquadra cada um dos nossos colaboradores nos permitirá saber dosar nossos esforços, reduzir nossas insatisfações baseadas em expectativas sobre certas pessoas, e direcionar os apelos motivacionais mais adequados para alcançar os resultados que esperamos para cada operação.

Mas precisamos tomar o cuidado de não cair no erro de achar que todos os que trabalham com atividade braçal estão inseridos nesse último grupo. Ao contrário, há muita gente começando de baixo que está cheio de ambição e energia para subir.

Daí vem a importância da conversa cotidiana com funcionários sob a nossa gestão, pois é na informalidade e na troca de confiança que obtemos as melhores demonstrações sobre o quê constitui seus valores individuais para assim buscar meios de melhorar, mesmo que seja apenas consolidar, um relacionamento responsável para o trabalho de rotina.

Lembrando ainda que, mesmo faltando os atributos necessários para um trabalho dinâmico ou em busca de realizações, todo e qualquer ser humano tem uma característica em comum que vale como ferramenta de gestão para todos os líderes: todos ambicionam sentir-se amados e respeitados. O líder que souber explorar e valorizar essa demanda, certamente terá todos os membros de sua equipe em suas mãos.

Portanto, liderar é interagir com o grupo e com o indivíduo. O líder que não conhece a fundo cada um de seus colaboradores não passa de um chefe...

quinta-feira, 13 de março de 2014

O Whatsapp e o retorno à escravatura

Pare o que está fazendo agora e veja que horas são. Agora volta uma hora no tempo e veja quantos minutos ficou utilizando o Wathsapp. Agora faça para si mesmo a seguinte pergunta: "o que fiz na última hora tem alguma relação com a atividade que eu deveria estar fazendo de fato?"

Se você passou pelo menos 30 minutos no Whatsapp e não estava tratando de assuntos pertinentes às suas atividades de fato dessa última hora, cuidado: você pode já ter se tornado um escravo do Whatsapp, da tecnologia digital.

Isso porque o benefício tornou-se um problema para você. E para o seu patrão também!

Ora veja bem, aquilo que deveria se tornar uma forma de comunicação de baixo custo, sempre à mão em qualquer lugar, tornou-se na verdade um vício, escravizou-o em debates fúteis, tirou seu foco daquilo que realmente importa fazer e, principalmente, roubou o seu tempo.

Percebe que você já não tem tempo para fazer as coisas regulares do seu dia a dia? E o que é pior, percebe que você já não consegue mais conversar pessoalmente com uma pessoa sem interrupções?

Meu amigo e minha amiga, o Whatsapp não te deixa nem jantar! Assistir aula então, virou uma dificuldade... Isso porque você já não é mais capaz de desligar seu smatfone e dar atenção ao que realmente importa em cada momento. Está escravizado.

Eu tenho observado em minha volta e noto uma regressão física no novo homem: tínhamos postura de macaco e nos tornamos eretos. Agora, graças ao Whatsapp, estamos novamente adquirindo a forma do macaco, sempre de cabeça baixa, com as duas mãos juntas, sempre digitando. Essa tem sido a postura mais frequente do ser humano, uma vez que não consegue mais desligar-se do mundo sócio-virtual, olhar as pessoas de frente. É o fenômeno da involução morfológica, voltado à nossa orígem graças ao avanço da tecnologia!

Conversar pessoalmente com alguém conectado ao Whatsapp tornou-se uma dificuldade. O jeito é utilizar também essa poderosa ferramenta de afastar fisicamente as pessoas e discutir os assuntos digitando pelo smartfone. Assim, além da involução física vamos conquistar também a involução linguística, deixando de nos comunicar com a boca e passando a nos comunicar por símbolos. Não é por acaso que a plataforma operadora dessas novas tecnologias chama-se ANDROID, que simboliza um robô quase humano.

Estamos ficando como um androide, mais máquina do que gente... Já imaginaram nossos filhos, no que se tornarão quando chegarem aos 20 anos?

Pessoal, vamos revisar nossos relacionamentos sociais, nossos objetivos no ambiente de trabalho, nossos objetivos na sala de aula, e até nossas necessidades orgânicas e desligar o recurso Whatsapp de nossos aparelhos para ver se retomamos o controle de nossas vidas. Nosso cérebro precisa descansar e dar foco a uma atividade de cada vez. Além disso, o tempo que levamos para debater um assunto e tomar uma decisão por telefone é infinitamente mais curto do que fazer o mesmo pelo Whatsapp.

Sem o Whatsapp, até o happy hour  fica mais gostoso. E quem sabe te sobre tempo até para namorar! Pense nisso e considere retornar aos velhos hábitos sendo o dono do seu tempo, libertando-se dessa escravidão digital e dando atenção pessoal e exclusiva a quem espera por isso. Reserve os avanços tecnológicos para utilizá-los onde eles são realmente necessários e sinta que o calor humano é muito mais prazeroso que o calor da bateria desse seu sofisticado equipamento digital...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O surgimento do rolezinho e sua origem

Está na pauta da mídia agora um novo movimento juvenil denominado "rolezinho", que na prática é um ajuntamento de jovens (de bastante jovens), predominantemente oriundos de bairros afastados do centro, que resolvem frequentar um shopping para se divertir passeando em uma aglomeração perturbadora para quem não está acostumado a ver tal presença nesse tipo de ambiente. Estão ali, centenas ao mesmo tempo dando um rolezinho.

Na minha concepção não há nada de errado em passear no shopping. Mas tal fenômeno, que alguns apoiadores chamam de "forma livre de expressão e de posicionamento social", eu chamo de "ociosidade".

Essa ociosidade é fruto maldito nascido de uma árvore chamada Estatuto da Criança e do Adolescente, que apesar de seus propósitos legítimos de proteger o ser inocente e fragilizado em sua tenra idade, ultrapassa os limites de uma análise atualizada acerca do mercado de trabalho.

Mais uma vez, distorções acerca da função objetiva do Ministério de Trabalho e Emprego.

Atualmente a legislação limita, burocratiza e dificulta o acesso da juventude brasileira na sociedade através do trabalho espontâneo, ou seja, pelo interesse do próprio jovem e de sua família em iniciar uma profissão em uma empresa e até em ajudar no orçamento doméstico. Isso porque a entidade acredita que meia dúzia de ocorrências abusivas representam o empresariado total de nosso Brasil, como se todo empregador abusasse indevidamente da mão de obra juvenil, como se estivéssemos recém saídos do regime escravocrata.

É revoltante ver o quanto está difícil operar uma empresa em nosso país onde você já nasce com o pressuposto de ser irresponsável e usurpador dos direitos alheios. E agora, com esse novo movimento vindo à tona, coloco aqui minhas considerações acreditando que, se a juventude, ao menos os que querem trabalhar, tivessem o apoio do governo na flexibilização das leis perante o empregador, permitindo-lhe dar mais espaço para ingresso do menor no mercado de trabalho, certamente eventos como esse rolezinho não seriam pauta de nossos jornais.

O que falta ao Brasil é promover o desenvolvimento real da economia através da sociedade, ou seja, estimular, dar incentivos e permitir que as únicas entidades capazes de promover o desenvolvimento real e o emprego, que são as Pessoas Jurídicas, contratem cada vez mais. É preciso que as empresas recebam voto de confiança do governo quanto a sua idoneidade, para que se estimule a criação de mais vagas de emprego e de oportunidades ao jovem de iniciar uma carreira ou profissão.

A legislação dirigida ao trabalhador é tão ultrapassada e desigual (agora sim em total desequilíbrio de forças entre patrão e empregado) que retira toda a autonomia, capacidade e interesse de uma empresa em empregar e investir em quadro de funcionários, tamanho o risco econômico e dor de cabeça que o trabalhador lhe traz com a legislação debaixo dos braços.

Ao contrário do que parece eu não faço bravata contra o trabalhador, mas a favor do empregador, para que os direitos de um não tirem a autonomia e a capacidade de gestão, crescimento e geração de emprego do outro.

As empresas querem contratar, inclusive aprendizes e menores de idade, dando-lhes oportunidade independente das cotas obrigatórias. Mas diante de uma reversão de valores e do desequilíbrio que se construiu entre os direitos e deveres de cada parte criado com o passar dos anos, ninguém mais se arrisca. E o resultado disso é a criação do vagabundo precoce, o jovem ocioso de todas as classes sociais que quando não está na escola está por aí dando rolezinho, fumando um baseadinho, fazendo uns arrastõezinhos na praia e realizando outras proezas que só um país subdesenvolvido não é capaz de diagnosticar e corrigir com mudanças doutrinárias em sua legislação. Tudo isso na ausência do pai e mãe que estão aí trabalhando em dois empregos e passando horas trafegando no ineficiente transporte coletivo em busca de um ou dois salários mínimos.

Não temos escolas públicas de qualidade, não coibimos a violência, não temos reformatórios adequados para a ressocialização de delinquentes, não oferecemos um sistema de saúde capaz de atender à demanda e não oferecemos condições à iniciativa privada de promover o desenvolvimento econômico e social através da geração de empregos. Disfarçamos nossa incompetência dando bolsas e alimentando as vítimas da nossa ganância por poder e negligência política.

Lamente esse fato: não temos previsão de melhorias. Perdi a esperança no eleitor. Esse é o Brasil que chamam de emergente, um pais em desenvolvimento...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Lance Armstrong, o doping e a ética: o que esperar do ser humano?

O assunto tem sido pauta dos jornais esportivos, mas sua repercussão deveria ser ainda maior quando tratarmos do ser humano e sua índole, sua percepção sobre o que é bom para si e correto perante a coletividade.

O que Lance Armstrong fez durante suas maiores conquistas no ciclismo pode ser perdoado pelos mais poéticos: ele vinha de um processo de vitória na luta contra o câncer (onde usou dos recursos medicinais oficiais e legais disponíveis), e seu regresso ao mundo das competições de alto nível era visto como um símbolo da superação, da força de vontade e da vitória da vida contra a morte. Armstrong era um ícone ilustrativo em palestras de auto ajuda promovidas no mundo todo.

Mas hoje Lance fez a confissão de que suas vitórias foram resultado do uso de recursos ilegais, motivado pela facilidade de passar despercebido pelos órgãos promotores do ciclismo, o que tecnicamente lhe oferecia vantagem competitiva perante os demais competidores. Já arrependido de tudo o que fez, o renomado atleta disse em entrevista a Oprah Winfrey que fazer uso do doping "não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário" (hein?!). Aliás, vantagem antidesportiva, justificada pela hipótese de que sua saúde era menos privilegiada que a dos demais atletas. Sob essa linha de raciocínio, hoje eu estaria na mesma situação que ele para praticar qualquer esporte de competição, o que não me dá o direito de buscar um nivelamento com recursos extras e ilegais.

Antes de cometer uma injustiça contra Lance Armstrong, quero deixar claro que atualmente sua percepção sobre aquilo que fez é outra, pois e ele reconhece e lamenta muito seus atos cometidos, conforme relato nesse trecho da entrevista: "Na epóca não me sentia errado, e isso é assustador. Não me sentia trapaceando. É mais assustador ainda. Não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário. Eu estava igualando as condições. Falar hoje é fácil. Eu não compreendia a magnitude da adoração das pessoas. O mais importante é que estou começando a entender. Vejo raiva nas pessoas. E traição. Pessoas que me apoiaram e acreditaram em mim. Vou passar o resto da minha vida tentando recuperar a confiança e pedindo desculpas a elas". (Leia mais da matéria no site da Globo.com clicando aqui)

Mas voltando ao assunto, até que ponto uma necessidade ou desejo pessoal pode ultrapassar os limites da ética perante os interesses coletivos? Esses argumentos dados por Lance podem e são os mesmos de muitos assaltantes, assassinos, plagiadores, sequestradores, especuladores, etc, que tem uma motivação "justa" (para sua causa em particular) para justificar atos de benefício próprio que porventura provocam prejuízos a terceiros.

E agora, como reparar toda a repercussão de suas vitórias por mais de 5 anos? Como reparar os patrocinadores que têm a imagem e credibilidade de suas marcas e produtos atreladas à de um super-atleta trapaceador? Como desfazer o equívoco das milhares de palestras motivacionais que utilizaram o exemplo de Lance perante o seu público?

Infelizmente o que está feito está feito, e mesmo admitindo seus erros e sendo perdoado, o exemplo sobre a forma de ter conduzido sua vida não pode ser imitado por outros. Seria muito cômodo viver momentos de glória sob a égide da mentira para alguns anos depois pedir perdão ao público e às demais vítimas dessa vitória pessoal. Assim estaríamos possibilitando toda forma de pecado, ofensa ou crime, premeditando um arrependido pedido de perdão mais tarde...

Lance Armstrong foi um homem covarde, trapaceiro e egoísta, e nosso típico sentimento de piedade e comoção aos portadores de doenças graves não deve justificar a gravidade desses atos cometidos pelo atleta.

Lance borrou todo o seu mérito, e até sua vitória pessoal contra o câncer perde o seu valor mais relevante, que é a vitória da vida contra a morte, onde o homem poderia achegar-se mais a Deus para praticar o bem e a justiça com o tempo extra que conquistou. Mas Deus, que sonda os corações, é piedoso para julgá-lo naquilo que nossos olhos não alcançam e nosso coração não sente.

Que Lance seja perdoado, mas jamais imitado.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 chegou. E agora, o que fazer?!

Bem amigos, um novo ano começou. O ano de 2012 acabou, mas o mundo, apesar das premonições maias, continua girando dentro da normalidade. Mas apesar dessa aparente normalidade, onde você olha à sua volta e percebe que tudo continua como sempre foi e como sempre deveria ser, creio que é prudente você não cair nessa rotina de deixar a vida correr em seu curso normal, como um velho rio. Pois diferentemente de um velho rio, você está sujeito a sofrer com as interferências, metas e ousadias das pessoas que o rodeiam. Em terra de cegos quem tem olho é rei. Não furem os próprios olhos para serem dominados pelos que enxergam bem...

Na sua vida pessoal, sugiro mudanças de comportamento no que tange a sua saúde. Aceite o fato de que seu corpo é uma das suas principais ferramentas para ganhar dinheiro, trabalhar e obter bem estar no presente e no futuro. E nesse contexto, meu principal conselho é: pare de beber bebida alcoólica!! Beber álcool não é diversão, e essa percepção adolescente de provar sua autonomia e independência através do consumo desmedido de álcool é no mínimo patética, e uma tremenda demonstração de fraqueza. Quando estiver lúcido olhe para um bêbado e diga o que vê. Encher a cara está fora de moda, e se você ainda está nessa vida de orgulhar-se pelo tanto que bebe, saiba que o mundo não aprecia esse seu comportamento, apoiado apenas por essa meia dúzia de amigos e companheiros de bebida tão patéticos e fracos quanto você. Beba o suficiente para apreciar a bebida, como quem aprecia um alimento qualquer. Isso te basta.

Em segundo lugar, ainda no tema da saúde, cuide do seu humor para que sua cabeça e coração trabalhem melhor no tempo produtivo. Se continuar a viver com alto nível de estresse, deixarás de usufruir a vida e de render mais profissionalmente. Seu emprego é apenas um trabalho, e dele fazem parte também as pessoas incompetentes, os inconsequentes, os traiçoeiros, os fofoqueiros e os invejosos. Aceite isso como fato, faça a sua parte, cumpra o seu papel, aproxime-se das pessoas normais e deixe a vida correr sem incomodar-se com os demais, chegando em casa e divertindo-se com seu cônjuge, pais e filhos.

Já concordando com essas duas dicas, terás tempo para focar no seu próprio desenvolvimento, cuidando melhor de sua carreira, prospectando cursos de aperfeiçoamento e possibilidades de crescimento profissional, observando as oportunidades no mercado de trabalho para pessoas com a sua especialização, e assim promovendo ganhos financeiros, renovando suas atividades de rotina, e permitindo que seu cérebro não estacione em um modelo de vida bucólico e de meras repetições.

Preocupe-se mais e dê mais valor a quem está ao seu lado. Pare de buscar incessantemente novos relacionamentos baseado na sua intolerância e incapacidade de aceitar seu parceiro (a) como ele originalmente é. Você não vai encontrar a felicidade baseando-se apenas na beleza, no sorriso ou na forma externa de uma pessoa. O amor e a felicidade vêm de dentro, e quem procura um relacionamento baseando-se prioritariamente na beleza exterior está fadado ao fracasso pessoal e à infelicidade. Simule estar cego, e tente apaixonar-se por alguém pelo que você escuta e sente, e não pelo que você vê. Assim, aumente sua probabilidade de construir um relacionamento sincero, feliz e duradouro.

E então, meu último conselho para um 2013 que valha a pena viver é: pare de assistir novela e reduza seu tempo diante da televisão. Assim você será menos estimulado a tomar muita cerveja e a buscar sua felicidade através do sexo. Note que a TV manipula sua vida para que busques apenas o fútil, para que siga um padrão de beleza, uma conduta egoísta, uma vida consumista e deixe de lado seus valores morais, familiares e religiosos. Assistindo muita TV você é influenciado a levar uma vida de faz-de-conta, e tende a trair mais, beber mais e a gastar mais. O que a TV lhe ensinou de bom no ano passado? Onde você gastou o seu dinheiro? Olhe para trás, medite nisso e agora olhe para frente decidido sobre o que você quer para sua vida presente e futura.

Esse é o texto que deixo para você, preocupado com o rumo da sociedade moderna. Quem dera pudéssemos levar uma vida mais comedida, mais centrada em diversões saudáveis, ao respeito às pessoas e à valorização das mesmas, ao respeito a nós mesmo como organismos vivos, sociais e produtivos... Quem dera pudéssemos levar tudo isso a sério e virar uma página na história, para que no futuro algum historiador determinasse o ano de 2012 como o fim de uma Era: a Era em que o homem se destruía, não constituía família e destruía seu próprio habitat. E determinasse que 2013 foi o ano em que o instinto de sobrevivência do homem dominou sua inteligência para beneficiar a si próprio e à coletividade.

Quem dera estejamos saindo de um ano de destruição para um ano de reconstrução da humanidade... (clique aqui e assista a um vídeo que vale a pena ver)

Tenha um Feliz 2013! 
Faça dele um ano para agir Racionalmente,
Socialmente e Evolutivamente.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Assédio sexual e o constrangimento no trabalho

A sexualidade está em alta, para a desgraça da humanidade, para a falência da instituição familiar e para o descrédito da capacidade humana de manter-se focado a tantas coisas importantes que o rodeiam além da interminável meta de conseguir uma nova oportunidade de fazer sexo com alguém.

Soa até meio atemporal de minha parte falar sobre isso com indignação, pois tornou-se rotina na vida de tantas pessoas o sexo gratuito com qualquer um e em qualquer lugar, que muito em breve não se ouvirá com tanta frequência a frase "vamos ali tomar um cafezinho" quanto o convite "vamos ali fazer um sexozinho"...

É lamentável que o sexo tenha se tornado um hábito cotidiano tão comum entre as pessoas, de modo que qualquer insinuação correspondida chega facilmente ao objetivo de ambos, sem uma concepção de amor, carinho ou compromisso, mas só amizade. Fazem sexo por amizade!! E isso começa a provocar certas mudanças no ambiente de trabalho.

Qual é o limite para o crime de assédio sexual, onde você é assediado e constrangido diariamente por pessoas de ambos os sexos? Como ficam as raras pessoas que ainda se dão ao respeito e honram o próprio corpo e o companheiro (a) com quem vivem em amor e fidelidade perante o assédio sexual?

O que mais incomoda é ver líderes, pessoas em posição de comando insinuando-se para subordinados, que constrangidos e temerosos não são capazes de fazer uma denúncia a alguém contra o próprio chefe. É revoltante saber que uma funcionária sofreu assédio ou tem sido importunada frequentemente por alguém que está a cima dela na estrutura de trabalho, e já não sabe mais como sair dessa situação desconfortável.

Cabe aqui um pedido de respeito aos gestores e um adendo na visão da empresa quanto ao relacionamento das pessoas que ali trabalham. É preciso acabar com esse frenesi sexual que assola as pessoas carentes de um amor e de amor próprio e que não conseguem perder uma oportunidade de levar alguém para a cama, principalmente quando estejam no convívio profissional.

É preciso impor respeito e compreender que líder que assedia funcionário (a) provavelmente não tem valores fortes e consolidados para defender a empresa que representa, pois ele não respeita a individualidade, a família e a honra das pessoas com quem trabalha, além  de não respeitar a própria família. Como pode uma pessoa dessas ser leal e fiel ao seu negócio?!

O assédio sexual está muito mais frequente do que se imagina no ambiente de trabalho, e no meio daqueles que experimentam de tudo pensando que não têm nada a perder, há também os que se resguardam e esperam ser respeitados. Empresa séria trata esse último como regra e coíbe o assédio literalmente em sua política interna.

Segue aqui o exemplo da empresa Rudloff, de São Paulo, com sua descrição de Missão, Visão e Valores:

Façamos então da ética, da educação e do respeito ao próximo uma prática, e não um paradigma...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Criminalização da homofobia e suas consequências

A homofobia é um assunto delicado demais, e por esse motivo deveria ser levado muito a sério pelos seus combatentes (eu sou um combatente) devido as demais consequências que terão relação direta com determinadas medidas que vêm sendo discutidas em caráter de lei em nosso país.

Para falar sobre isso, em primeiro lugar eu gostaria de diferenciar dois termos: respeito e direito.

O Respeito está implícito em todo relacionamento social ou coletivo, e é bi-lateral. O Direito é estabelecido por motivo de força maior, negociado e implantado visando um benefício adquirido através de uma normatização para determinada organização formal.

Portanto, em toda a nossa trajetória de vida teremos que saber o que é direito e o que é respeito, sendo esse último extremamente mais complexo devido a sua intangibilidade. Vejam bem uma coisa:

Dentre os tópicos do projeto do Estatuto da Diversidade Sexual, consta o seguinte: Título III, Art. 5º § 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais. Em outras palavras, a família, a sociedade e as autoridades nada poderão fazer para inibir uma tendência sexual incompatível com a morfologia dos filhos. Isso fere o direito (e o dever) do pai de educar seu próprio filho a respeito de seu papel (masculino ou feminino) perante a sociedade e sua futura família, pois os pais são tutores e responsáveis legais de seus filhos respondendo juridicamente a centenas de artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Logo, o artigo citado já é redundante, pois cabe aos pais intervirem SIM na introdução dos valores éticos, morais e civis de seus filhos, a começar pela adoção de uma hierarquia onde um é PAI, outro é MÃE, e outro é FILHO. Logo, não há terceiro sexo.

Mas onde está o respeito? Está no fato de que ao filho cabe respeitar essa hierarquia e ao estado reconhecê-la como formação de direito.

Em outro tópico alguém sugere: Título VI, Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”. Essa conotação fere o direito de toda criança de reconhecer sua descendência, segundo consta no Art. 27. do Estatuto da Criança: O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição, observado o segredo de Justiça. Ora, como é possível alguém querer omitir a filiação original de uma criança sob o pretexto de que a mesma poderá ser filha de um divórcio ou de um casal homossexual, e portanto privando-lhe do direito de crescer no seio de uma família tradicional composta por pai e mãe justamente quando a mesma era ainda incapaz de decidir pela própria vida?

Nesse caso, permite-se colocar uma criança no seio de um lar constituído por dois pais ou duas mães quando a mesma sequer tem alguma orientação sexual estabelecida, induzindo-a a participar de um grupo homossexual e colocando-a em possível situação de constrangimento perante seus colegas de escola, por exemplo.

Notem como esse assunto é delicado e melindroso, pois visando a falência da instituição familiar composta por um homem e uma mulher, a Senadora Marta Suplicy cogita antecipar-se ao "problema" fomentando novas regras que nivelem qualquer ser humano ao mero papel de "criadores" a fim de coibir um possível constrangimento de crianças que não tiveram a sorte de crescer segundo a criação de um pai e uma mãe. E nesse contexto tal legalização será uma forte promotora da maior antítese que vejo no homossexualismo: não se trata exclusivamente de diferenciações naturais e espontâneas no organismo de cada pessoa, mas  também de opção pessoal ou influenciada pelo meio social.

Soma-se a isso o seguinte projeto: Título VII, Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de hormonoterapia e de procedimentos complementares não-cirúrgicos, a adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de idade. Título VII, Art. 38 – As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a partir dos 18 anos de idade. Como é que uma criança aos 14 anos de idade pode optar por iniciar um processo de transição sexual com possível mutilação de órgão na maioridade a fim de mudar sua forma física e orgânica? Se a ciência se sente capaz de transformar alguém nascido homem em uma mulher, por que é que não se realiza investimento terapêutico, psiquiátrico e psicológico nas pessoas que nascem homens (ou mulheres) para que aceitem sua condição original e vivam segundo a sua natureza?!

E vamos torrar dinheiro público aqui: Título VII, Art. 35 – É assegurado acesso aos procedimentos médicos, cirúrgicos e psicológicos destinados à adequação do sexo morfológico à identidade de gênero. Parágrafo único – É garantida a realização dos procedimentos de hormonoterapia e transgenitalização particular ou pelo Sistema Único de Saúde – SUS. O Brasil nem está devidamente adaptado para suportar a verba para o cumprimento das leis aos verdadeiros portadores de necessidades especiais, cirurgias de redução de estômago, apoio às viúvas e órfãos vítimas de homicidas, como é que se dá ao luxo de iniciar discussões dessa natureza...

E aqui está meu mais forte argumento contra a criminalização da homofobia: se a sociedade pode influenciar a opção sexual das pessoas, é possível então dizer-se homossexual por motivo de conveniência para usufruir de leis específicas e até forçar uma punição mais rigorosa contra seu agressor! Como sair dessa situação? Como diferenciar o homossexual do heterossexual perante a lei? Leia esse artigo: Título XI, Art. 73 – A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a travestis e transexuais, transgêneros e intersexuais, atentando ao princípio da proporcionalidade. Parágrafo único – Serão criados mecanismos de incentivo a à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.

Diremos então: já que não nascemos negro e nem índio, e nem somos portadores de necessidades especiais para adentrar em alguns programas de proteção do governo (muito bem justificados por sinal), então nos declararemos homossexual...

Já esse artigo, eu nem sei como lidar com ele: Título X, Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito. Mas como explicar em uma aula de ciências no ginásio o surgimento do homossexual? Como caracterizar a diversidade sexual sem divagar pelos aspectos inexplicáveis da ciência em uma aula de biologia onde todo ser vivo possui aparelho reprodutor com funções específicas de macho e fêmea com exceção do ser humano, que os têm mas os rejeitam?

Quando eu disse lá no começo que sou um dos defensores do combate à homofobia, refiro-me ao respeito, pois toda pessoa merece o respeito de suas opiniões, valores, costumes, crenças, opção sexual e forma particular de compreender a vida. Na legislação que vem sendo costurada no senado, fere-se o respeito aos heterossexuais (inclusive de crianças hétero), que se tornarão presa fácil de processos inconsistentes baseados em realidades individuais.

O preconceito, assim como o assédio, devem seguir a legislação vigente. A favor dos homossexuais caberia sim o direito civil de legitimação do matrimônio. Porém não lhes deve ser dado o direito de adotar filhos, pois às crianças, na configuração orgânica de qualquer ser humano, devem ter seu direito de serem criados como todo ser vivo por uma família constituída por um pai e uma mãe que lhe sirvam de parâmetro com suas distintas características comportamentais, fato que no momento da adoção não lhes é dado faculdade de optar e opinar, pois são incapazes de estabelecer juízo.

Finalizo esse texto reafirmando que sou contra qualquer mudança na estrutura morfológica das pessoas impactando em sua carne, seus órgãos e seus hormônios. Mas não sou contra o respeito a quem se interprete diferente de sua configuração original. Logo, qualquer tipo de intervenção médica nesse sentido é por total conta e risco de cada um. É descabido modificar toda uma estrutura legislativa, social e orçamentária para promover a adequação dos que têm ou dizem ter uma outra orientação sexual. Mas é justo que se promova o respeito entre todos e dê livre arbítrio para que cada um torne-se aquilo que deseja ser.

Em outras palavras, não há nada de errado com a orientação sexual de cada um. Errado é tentar tornar esse fato um novo elemento civil na sociedade com leis distintas dos demais. Isso é medida hipócrita, eleitoreira, promovida por políticos oportunistas que se apegam nos assuntos da moda e da massa para sua autopromoção. Pois o homem sempre será homem e a mulher sempre será mulher, apesar das mudanças plásticas na aparência, mesmo que vivam em matrimônio no mesmo gênero.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Facebook para a promoção de ideologias

Sabe que estou perdendo o gosto por navegar pelo Facebook. Um dia desses entrei em uma discussão (mais uma, aliás) que me trouxe muito aborrecimento, e reparei que lá o que impera mesmo é a política da boa vizinhança. Mais do que isso: O Facebook sequer te dá uma ferramenta rápida para "Não curtir" algo do qual você discorde ou abomina.

Com isso, se você discorda de algum ponto de vista, uma frase feita ou de uma imagem qualquer postada ali ideologicamente por alguém, você é obrigado a simplesmente ignorá-la, sem poder manifestar-se a respeito. Porque se manifestar provoca um mal estar com alguém que certamente é seu amigo, parente ou conhecido.

A sensação que fica é de total impotência para manifestar-se contra algo que te incomodou com aquela mensagem, pois ela vem de encontro com algo que você acredita e que gostaria de dar o seu  ponto de vista diferente a respeito.

O Facebook está transformando-nos em bonecos puxa-sacos, daqueles que sorriem para tudo e para todos para parecerem simpáticos e serem aceitos em todo tipo de sociedade, religião, meio de vida ou cultura.

Acho que, se o Face é uma ferramenta de expressão onde as pessoas podem expor tudo o que pensam, deveria haver maturidade por parte dos usuários para aceitar as diferenças e críticas de quem pensa diferente. Mas infelizmente não é assim...

Acontece que na sociedade moderna as novas culturas e hábitos que vão surgindo transformam os que têm alguma opinião conservadora em ogros irracionais. Com isso você é obrigado a apoiar ou simpatizar-se com as causas da moda sob o risco de, não o fazendo, ser enquadrado na categoria dos seres humanos que não evoluíram.

E sem perceber, o Facebook está dividindo a sociedade em novos grupos e fomentando um perigoso processo segregacionista onde os simpatizantes de cada causa estão ajuntando-se entre si e distanciando-se dos que pensam diferente (e vice-versa), ao invés de promover uma saudável troca de ideias.

Começo a pensar aqui com meus botões que o Facebook ao invés de ser um multiplicador de notícias, cultura, diversão, opiniões para reflexão ou simplesmente um agrupador de parentes e amigos, está na verdade tornando-se um veículo para ideologistas, um causador de discórdia, provocações, distanciamento e de autoafirmação para muitos. Além do que tem se tornado em uma tremenda perda de tempo, uma vaidade sem limites...

Nesse caso, ponto positivo para o Linkedin como promovedor de debates saudáveis a quem deseja  discutir temas específicos, e ponto negativo ao Facebook que está cada vez mais longe de seu objetivo inicial de promover o encurtamento das distâncias de quem está espalhado pelo mundo.

A conclusão desse post para o que penso sobre o uso do Facebook é que respeitar é diferente de discordar. Você tem o dever de respeitar e o direito de discordar. E quem deseja se pronunciar publicamente precisar ter maturidade para receber críticas e respeitá-las. Caso contrário deixe para manifestar-se em seu espaço particular, no seu blog, onde será lido e terá a aceitação principalmente de quem já concorda com suas ideias e opiniões.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Aborto de anencéfalos é a nova vergonha nacional

O significado de vida mudou, segundo o Supremo Tribunal Federal. Diante dessa assertiva, resta pouco a se dizer: “Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. O feto anencéfalo é biologicamente vivo, por ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal. [...] O anencéfalo jamais se tornará uma pessoa. Em síntese, não se cuida de vida em potencial, mas de morte segura. Anencefalia é incompatível com a vida”, afirmou o relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello.

Além dessa aberração filosófica ainda somos obrigados a ouvir os manifestantes favoráveis e essa decisão que alegam o prejuízo emocional de uma mãe ao ser "obrigada" a conceber um filho diagnosticado anencéfalo.

Diante da ideia do que o futuro nos espera, todo o nosso código penal perdeu o seu valor após essa tolerância criminosa de aborto de um feto anencéfalo. Logo, julgam algumas feministas de plantão, que a dor de uma mãe de conceber um filho anencéfalo é maior do que a dor de assassiná-lo ainda no ventre, já com a estrutura morfológica visível e com o coraçãozinho batendo presumindo que morrerá e trará sofrimento a quem o gerou. QUALQUER FILHO QUE MORRA, ANENCÉFALO OU NÃO, TRARÁ SOFRIMENTO A UM PAI E A UMA MÃE!!

Se o Estado permite à mãe julgar pelo assassinato do próprio filho ainda no útero para valer-se do direito de não sofrer mais tarde com um ser que, segundo o Estado, é juridicamente morto porque jamais se tornará uma pessoa, o que impede da outra mãe julgar um assassino à pena de morte por ter-lhe proporcionado sofrimento idêntico após matar seu filho em um crime qualquer?! Permitir esse tipo de aborto é tolerar a morte do próximo julgando o que ele é ou será no futuro. É o futuro presumido, como no filme de ficção Minority Report. Quem assassinou uma vez o fará novamente, e portanto deve morrer antes que mate outro inocente. Não é o que penso, mas é o que Estado nos faz crer, é onde podemos chegar a qualquer momento na escala de juízo dos legistas.

Esse é o cúmulo do egoísmo: nos livrarmos de algo que pareça um problema antes que seja tarde demais...

Com isso abrem-se também as portas para se legalizar a eutanásia em escala industrial. Para que ficar sofrendo com alguém que vegeta ou que sofre de uma doença terminal se podemos abreviar a vida do moribundo e sermos felizes, seguindo em nossa vida egoísta? E olha que alguns dos anencéfalos sobreviventes nem dependem de aparelhos para realizar suas funções vitais. Se há funções vitais em funcionamento, então há vida sim senhor, e isso só será possível saber após o nascimento.

Cada dia mais estou desacreditando da capacidade de amar do ser humano. E nem estamos falando sobre religião.

Mas também há sensatez no STF

O presidente do Supremo, Ministro Cezar Peluso, "comparou o aborto de fetos sem cérebro ao racismo e também falou em "extermínio" de anencéfalos. Para o presidente do STF, permitir o aborto de anencéfalo é dar autorização judicial para se cometer um crime."Ao feto, reduzido no fim das contas à condição de lixo ou de outra coisa imprestável e incômoda, não é dispensada de nenhum ângulo a menor consideração ética ou jurídica nem reconhecido grau algum da dignidade jurídica que lhe vem da incontestável ascendência e natureza humana. Essa forma de discriminação em nada difere, a meu ver, do racismo e do sexismo e do chamado especismo", disse Peluso."

Para Lewandowski (Ministro Ricardo Lewandowski), o Supremo não pode interpretar a lei com a intenção de “inserir conteúdos”, sob pena de “usurpar” o poder do Legislativo, que atua na representação direta do povo. Ele afirmou que o assunto e suas conseqüências ainda precisam ser debatidos pelos parlamantares.

"Uma decisão judicial isentando de sanção o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extra-uterina", disse.
(publicado no G1)

Foram os dois únicos votos contra a aprovação da lei.

Protegem mais bicho do que gente!

Onde estão as mobilizações contra a permissão de aborto do bebê anencéfalo? Se fosse alguma lei contra os cães e gatos que se multiplicam aos milhares e ficam soltos pelas ruas transmitindo doenças, tenho certeza que a sociedade já estaria gritando por aí e no Facebook com cartazes de protesto, pois trata-se do princípio de agressão a alguém mais indefeso na cadeia animal. Mas como é apenas um ser humano que ninguém enxerga dentro do ventre, pouca gente se indignou com essa nova lei, pois o que está sendo gerado trata-se da "algo", e não de alguém.

Com isso resta pouco a se dizer, mas muito a se indignar com o que realmente tem valor hoje na vida das pessoas...

sábado, 10 de março de 2012

Instituto Alana e o combate ao consumo infantil de cerveja

Publicidade é coisa séria, principalmente quando proporciona estímulo para mudanças comportamentais com impacto negativo na sociedade. E nesse contexto algumas entidades ou organizações não-governamentais têm lutado com as poucas armas de que dispõem para que o motor capitalista não supere a responsabilidade social.

Quero citar aqui o trabalho do Instituto Alana e sua missão. Desde 2005, o Projeto Criança e Consumo desenvolve atividades que despertam a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços por crianças e adolescentes. Debater e apontar meios que minimizam os impactos negativos causados pelos investimentos maciços na mercantilização da infância e da juventude, tais como o consumismo, a erotização precoce, a incidência alarmante de obesidade infantil, a violência na juventude, o materialismo excessivo, o desgaste das relações sociais, dentre outros, faz parte do conjunto de ações pioneiras do Projeto que busca, como uma de suas metas, a proibição legal e expressa de toda e qualquer comunicação mercadológica dirigida à criança no Brasil. (leia mais aqui)

No que se refere à publicidade de bebidas com alto teor alcoólico, ela é regulamentada pela Lei nº 9.294/1996 e só pode ser veiculada pelas emissoras de rádio e TV entre 21h e 6h. No entanto, o Art. 1º, Parágrafo único, diz que "Consideram-se bebidas alcoólicas, para efeitos desta Lei, as bebidas potáveis com teor alcoólico superior a treze graus Gay Lussac".

Diante disso, o Instituto Alana realizou uma ação dirigida à personalidades artísticas de nosso país como  Adriane Galisteu, Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Dani Bananinha, Bento Ribeiro, Hélio de La Peña, Leandro Hassum, Malvino Salvador, Márcio Garcia e Ricardo Tozzi , as quais receberam cartas, por meio do Projeto Criança e Consumo, que alertavam sobre o que pode significar emprestar seus nomes a uma marca de cerveja.

"São todas personalidades do cenário nacional e que recentemente apareceram em campanhas de cerveja. Questionamos o fato de estarem nas propagandas porque temos uma discussão muito séria com a questão do horário em que elas são veiculadas", conta ao Adnews a advogada e coordenadora-geral do Criança e Consumo, Isabella Henriques.

Não é uma guerra do Alana contra a divulgação das cervejas, apenas um trabalho de conscientização. "Nosso ponto é que essa publicidade pode ir ao ar a qualquer hora do dia. E o peso de uma celebridade é muito grande na hora de influenciar as escolhas de uma criança", diz Isabella, que explica: "Talvez essas celebridades nem conheçam os detalhes da legislação e emprestam todo o prestigio que têm à publicidade de cerveja."

A propósito, você já viu algo mais insensato do que utilizar um jogador de futebol ou qualquer outro atleta como garoto propaganda de cerveja?! Crianças imitam o corte de cabelo, o tipo de boné, querem comprar as mesmas roupas e sapatos dos atletas... não é de se imaginar que vendo seu ídolo promovendo uma cerveja sintam também vontade de experimenta-la e consumi-la? Já que os fabricantes não estão nem aí para o impacto social, os atletas poderiam ser mais seletivos e responsáveis com os contratos que fecham. Destaco mais uma vez o super craque do futsal e inigualável Falcão (www.falcao12.com), que gerencia como poucos sua carreira de sucesso e sua imagem.

Um dos parágrafos da carta dirigida aos artistas eu quero citar aqui para seu conhecimento: "Vale lembrar que a cerveja representa mais de 70% de todo o volume de álcool consumido no país, além de ser a primeira bebida a ser consumida pelo jovem. Segundo dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), 42% das crianças brasileiras com idade entre 10 e 12 anos já consumiram bebida alcoólica e 10% da população com idade entre 12 e 17 anos preenchem critérios para ser classificada como dependente do álcool." (leia o conteúdo da carta na íntegra aqui)

Com esse post quero dedicar meu apoio à causa defendida pelo Instituto Alana e convidar meus amigos leitores a apoiá-la e difundi-la também. Lembrem-se sempre de observar como é que seus artistas preferidos se comportam diante da sociedade, que influência eles exercem sobre nossos filhos e se utilizam de forma responsável ou mercenária sua imagem admirada por tantos fãs.

Vejam nesse link as campanhas e animações produzidas pelo Instituto Alana sobre álcool, erotização, obesidade, etc, e aproveitem para divulgá-las nas escolas e para seus filhos.

O combate às drogas

Quero aproveitar que estou no tema relacionado ao vício adquirido já na infância e adolescência e destacar a contribuição positiva da Rede Record nesse assunto. A novela Vidas em Jogo está passando em sua trama o caso de um personagem jovem que, frustrado com sua carreira como jogador de futebol, atirou-se no mundo das drogas e experimentou o crak.

A trama mostra abertamente no que transformou-se o rapaz imaturo e o que a droga provoca em seu corpo e sua mente, além de apresentar todo o drama da família na dura realidade de um ente viciado que não consegue mais dominar sua própria vontade.


A mídia tem condições de ilustrar essa situação e influenciar positivamente seus expectadores. Basta querer...

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Direitos Humanos: a hipocrisia em forma de poesia

Como é bonito ver os governos e políticos falarem de Direitos Humanos! Lutam para mudar os costumes milenares muçulmanos, as práticas culturais africanas, a ditadura política cubana... e até os credos indígenas são colocados em cheque em prol dos "direitos humanos".

Cá entre nós, quem é que aguenta assistir a tanta hipocrisia e papo furado quando assuntos relacionados à existência e sobrevivência da população nos próprios países reclamões são tratados com tanto desdém?! Na Europa, continente reconhecidamente desenvolvido, moradores de rua estão morrendo de frio aos montes em um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos. No Brasil morrem também mas não é de frio. É devido a criminalidade e ao mercado crescente da droga. Sem falar na falta de saneamento básico, como no Pará, e de infra-estrutura urbana em Santa Catarina, que se desmancha e alaga até com garoa.

Enquanto isso, na África, milhares de pessoas morrem nas guerras civis e na falta de saneamento em vários países, além da fome e da falta de assistência médica apoiados timidamente muito mais por ONG's do que pelos governos mais ricos.

Os Direitos Humanos deveriam ser dirigidos à sobrevivência das pessoas, e não aos hábitos ou a fatos isolados, por mais estranhos que possam parecer, de cada nação.

Nesse aspecto Dilma foi correta em não atacar o regime cubano enquanto esteve na casa deles, afirmando aliás, que todo mundo tem os mesmos problemas e que não se deve jogar pedra na casa dos outros quando o próprio telhado é de vidro... Mas continua omissa em solucionar problemas solucionáveis no Brasil.

Quando um grupo de países liderados pelos EUA e Inglaterra decreta um embargo comercial a outra nação, como ocorre com Cuba, Afeganistão e Irã, esse é o maior ato de covardia que se tem notícia, pois quem sofre é o povo. Por motivos políticos, comerciais e militares, toda uma população é punida com o aumento do custo de vida e da miséria.

Portanto, quando alguém gasta saliva criticando a "qualidade de vida" das prisões nacionais e internacionais como um desrespeito aos direitos humanos dos prisioneiros, além de reclamarem do uso de burcas ou de "ritos de passagem" de outros povos, ou de reclamar do regime político ditatorial dos outros, deveriam antes preocupar-se com os direitos de quem está solto e buscando viver, ou sobreviver, dignamente.

Os engajados na luta pelos direitos humanos precisam primeiramente fazer pressão aos governantes por promover a moradia e os meios de vida, ou seja, promover emprego para que cada família se mantenha. Cuidando bem disso, em consequência, muitos problemas se resolvem: escolaridade, criminalidade, saúde, etc. Todas as etapas que pulem esse pre-suposto são meramente dispêndio ilimitado de dinheiro...

No Brasil tornou-se rotina ver pessoas mendigarem consultas e internações em hospitais públicos, justamente onde recolhe-se uma imensa carga tributária no contrato de trabalho para suprir essa necessidade. Aqui as pessoas sofrem o desrespeito e o descaso do governo com saneamento básico e medidas preventivas para as catástrofes naturais que acontecem todo ano: as chuvas. Quem aqui não conhece o período de chuvas e enchentes? Por que é que nenhum governo foi capaz de intervir preventivamente contra esse descaso aos cidadãos de vários estados? De que vale o Bolsa Família, Bolsa Escola e outras bolsas se as pessoas estão morrendo debaixo de viadutos, na porta de hospitais e no vício das drogas?! Economicamente o Brasil vai bem, mas socialmente continuamos na mesma e vergonhosa esfera do descaso.

Muitos ficam por aí protegendo cachorros, baleias e macacos, mas não vejo esforço convincente a favor do ser humano, no que está previsto nas primeiras páginas da Constituição Federal de 88, o marco da democracia no Brasil, a não ser dos que lutam contra a super-lotação dos presídios e outros descasos que são consequências da morosidade e da irresponsabilidade.

Há algo de errado com nossa escala de valores e determinação de prioridades na cultura social...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Uma Barbie careca melhoraria a autoestima de uma criança doente?!


Esse é um post que demorei um pouco para escrever porque estava ainda digerindo a ideia a respeito de um assunto tão complexo. O fato é que há um apelo popular rolando nas redes sociais para que a Mattel produza uma boneca Barbie careca.

A ideia é que a boneca ajude crianças a lidar com a perda de cabelo provocada pelo tratamento contra o câncer ou por alguma outra doença, como a alopécia e a tricotilomania. Os pais de crianças com câncer, que iniciaram a campanha, acreditam que a iniciativa pode aumentar a autoestima de seus filhos doentes (ou que veem seus parentes doentes), pois, ver um símbolo da beleza careca, faria com que se sentissem também bonitos e mais incluídos na sociedade.

Em outras palavras, minha análise a essa questão é mais simples do que a confecção da nova boneca faz parecer: a Mattel produz bonecas de acordo com aquilo que a opinião popular valoriza: mulheres de físico escultural, esbeltas, de pele clara, cabelos longos e bem sucedidas. 

Por isso não existem Barbies de classe média, existem poucas mulatas, poucas japonesas, nenhuma indígena ou de ascendência inca (como as sul-americanas do oeste), nenhuma com Síndrome de Down, nenhuma de estatura média, nenhuma obesa e nenhuma de peito caído, ou pelo menos com o aspecto de uma pessoa normal, mãe de três filhos, pois a Ana Hickmann é exceção...

Mas voltando ao assunto dessa boneca, acho triste um pai comprar uma Barbie careca, quando seu maior desejo de fato é ver a filha recuperar-se de um quadro tão amargo. O mesmo eu diria de um pai cuja filha sofre com a obesidade, e que inclusive muitas delas sofrem com esse complexo na escola. Tudo o que uma criança obesa deseja ser é "bonita" igual à Barbie original ou igual à todas as demais crianças magricelas à sua volta. Quem vai querer uma Barbie gorda em uma sociedade que a chamam (mesmo que indiretamente) pejorativamente de GORDA!!

A solução para esse assunto, que em sua essência é o momento complexo de alguém estar com um aspecto diferente daquilo que chamam de "normal", é simplesmente que a mídia pare de valorizar padrões estéticos fazendo com que todos os que não se assemelhem a esse padrão sintam-se feios ou diferentes.

Quem não se lembra daquela novela onde a cena mais comentada foi a Carolina Dieckmann raspando a cabeça para iniciar seu tratamento de câncer? Aquela cena traria conforto a alguma criança na mesma situação? A direção da Globo só pensou no impacto dramático e na interpretação da atriz naquele momento, mas não imaginou o quanto aquilo doeu no coração de tantas famílias.

E cabe aqui mais uma crítica à emissora e ao Sr. Pedro Bial e seus comentários sobre o shape das beldades do BBB. A insatisfação com o próprio corpo e a não aceitação de si mesmo na forma como estamos é o preço que todos nós pagamos por dar valor aos veículos de comunicação de maior audiência desse Brasil, onde a casca vale mais que o conteúdo. 

O dia que o conteúdo tiver mais valor do que o aspecto exterior pouca gente se importará com quem está careca, gordo, banguela ou com a perna torta. Antes de produzirem uma Barbie careca acho que deveriam produzir uma Barbie inteligente, que passasse menos tempo desfilando e mais tempo estudando. E quem sabe assim a mídia pare de mostrar pessoas de corpo escultural nas novelas e passe a mostrar pessoas reais, em atividades reais e com sentimentos reais, independente de seu peso, altura ou largura.

Por isso não vejo em quê uma Barbie careca ajudaria a aliviar a dor de crianças com câncer. Ali vale mais o apoio dos pais em fazê-las sentir-se bem a vontade, conviver e divertir-se com elas como crianças normais e principalmente fazê-las sentir-se felizes em seu dia a dia, fugindo daqueles que preocupam-se demais com a beleza e aproximando-se dos que falam mais sobre a felicidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A escala de valores, e a falta que ela faz para alguns...

Pois é, meus amigos, tenho tido pouco tempo para postar aqui, mas hoje tirei uns minutinhos para escrever rapidamente sobre um tema que gosto de abordar: a escala de valores.

Não são de valores monetários que estou falando, mas de valores imensuráveis, conceituais, éticos, comportamentais, desses que ditam a conduta da sociedade ou do indivíduo.

Assisti a um vídeo hoje, enviado pela minha madrinha, que caiu como uma luva ao tema. Ele trata da condecoração de Ronaldinho Gaúcho, no dia 12 de abril passado, com uma das medalhas mais importantes da Academia Brasileira de Letras. Um verdadeiro disparate que mostra o quanto somos, enquanto brasileiros, desprovidos de uma escala de valores razoável... coisa que justifica uma série de atos e desvios irracionais nas decisões e atitudes que tomamos regularmente, e evidencia-se muito mais no poder público graças aos veículos de jornalismo. Ronaldinho merece muitos aplausos, muitos prêmios relacionados ao futebol ou qualquer atividade social que ele porventura desenvolva, mas não da ABL! E eu que pensei que já tinho visto de tudo... Vou deixar os comentários a respeito disso por conta desse vídeo, que convido-os a assistir.


A falta de valores do tipo "respeito ao próximo" também é citada nesse vídeo, e nesse final de semana, no condomínio onde resido, fomos agraciados com uma demonstração clara de falta desses valores por dois vizinhos: um deles passou o sábado inteiro com a casa cheia de amigos divertindo-se (isso é bom) ao som de tecno-brega, ou sei lá o nome desse gênero cantado pelas bandas Calypso e Calcinha Preta, tirando o sossego (isso é mau) de quem gostaria de passar a tarde de sábado descansando em casa e desfrutando de toda a beleza e dos sons da natureza à nossa volta. Esse vizinho desligou a música às 22h, horário que o outro vizinho começou a dar sinais dos efeitos da cerveja na cabeça, dando gritinhos e gargalhadas altas adentrando a madrugada. No domingo à tarde todos foram embora para suas casas na cidade, pouco importando-se com o incômodo que poderiam ter causado a quem mora lá no condomínio.

Esse é um sintoma típico de falta de valores, onde ignora-se a coletividade e preocupa-se apenas com o próprio bem estar...

E você, já foi vítima da falta de valores de alguém? Aproveite esse post para desabafar, e tenha uma ótima semana!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sim, você faz falta para quem te ama!

Vou compartilhar com vocês um vídeo que me emocionou muito essa semana. Ele mostra cenas de soldados norte-americanos voltando e reencontrando seus filhos em um momento inesperado.

É realmente lindo ver como é gostoso o reencontro de pessoas que se amam, e deixa uma lição: crianças sentem a falta do pai, assim como sentem da mãe.

Podemos escolher entre amar incondicionalmente nossos filhos e conjuge e estar sempre perto deles ou buscar nossa exclusiva satisfação pessoal ou profissional deixando tudo para trás em busca de uma aventura qualquer, logo ali...

Querem cuidar do planeta, da natureza, da água, dos animais, falam em sustentabilidade, etc. Fazem campanha contra o fumo, a maconha, a bebida, o câncer de mama, a defesa do consumidor, a doação de sangue, etc. Mas não tenho visto alguém promover ações pela união e fortalecimento da família, por uma sociedade de valores presentes e enraizados no caráter desde a infância, pela presença do pai e mãe na vida dos filhos. Será que estamos perdendo o foco na velha e boa escala de valores e deixando coisas valiosas que estão bem ao nosso lado perder a prioridade para outras necessidades que serão apenas consequência de nossos atos presentes? Que importância tem o seu filho? Responda você...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Educação sexual nas escolas é importante. Mas não é só isso...

"Pesquisadores afirmam que os jovens na fase dos primeiros namoros devem receber orientações sobre sexo sem mitos nem preconceitos". É o subtítulo da uma matéria (Leia na íntegra) do canal Educar para Crescer da Editora Abril. E eu concordo.

Mas por que é que não se dá a mesma ênfase à educação alimentar, educação moral e cívica, e principalmente à educação no combate aos tóxicos?

Claro o sexo, segundo eles, talvez esteja mais presente na vida do jovem do que a alimentação; talvez o sexo cause mais prejuízos à saúde do que o consumo de álcool, drogas e hambúrgueres...

O fato é que o sexo e a sexualidade têm recebido status diferenciado dentre as prioridades para o ser humano, cujo ato ficou banalizado com o passar dos anos.

Nessa tandência, priorizam o tempo nas escolas com aulas sobre orientação sexual mas extinguem as aulas de OSPB e EMC (saiba mais aqui), além de reduzirem a palestras esporádicas os temas relacionados a alcoolismo e drogas.

E aulas extra-curriculares de religião, será que ainda existem nas escolas? Nem sei...

O que eu queria deixar aqui é uma crítica, pois acredito que o MEC deixa de considerar contextos altamente relevantes para a formação de uma sociedade saudável e foca-se apenas naquilo que dá prazer. Daqui a pouco vão obrigar às emissoras de TV que, em suas novelas, coloquem frases educativas no rodapé da tela sempre que os personagens iniciarem os amassos na cama, no sofá ou no paiol dizendo: "Faça com moderação".

Mas não confundam a crítica com reclamação. É claro que as aulas de educação sexual são importantes nas escolas. Só acho que, como escrevi no título do blog, não é só isso. Aliás, se nessas aulas eles pelo menos ensinassem os alunos para fazer sexo só depois do casamento, poderiam prevenir que esses 34,5% de adolescentes que iniciam a vida sexual antes dos 15 anos, não colocassem crianças no mundo tão cedo, promovendo crescimento exponencial da pobreza e da criminalidade.

O problema do Brasil é esse: total falta de foco aos reais problemas e necessidades da população. E assim caminha a mediocridade do meu povo e nossos governantes...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O polêmico Kit Gay e a pergunta: o MEC sabe o que está fazendo?!

O Domingo Espetacular da Rede Record veiculou uma matéria que considero irrepreensível nesse último domingo - 22 de maio - sobre o Kit Gay produzido pelo MEC.

Não quero ficar aqui reescrevendo a matéria, mas minha opinião a esse respeito segue a mesma linha de meu ponto de vista sobre a legalização do matrimônio de pessoas do mesmo sexo: acredito que o governo está destinando tempo precioso, e agora também dinheiro em bom montante, para discutir fatos que não são mais prioritários do que muitos outros que assolam nossa nação, muitos inclusive de interesse dos homossexuais.

O que se percebe é uma falta de foco para o problema em si levantado: o preconceito e a intolerância da sociedade desde o período escolar. Nesse contexto, o MEC oferece um briefing aos idealizadores da campanha que mais parece um material ensinando a tornar-se homossexual do que ajudando a juventude a compreender a opção de vida de seus colegas em questão.

A lição de casa que proponho aos ilustres secretários públicos ou membros de alguma comissão do MEC destinada a esse fim é que busquem melhores alternativas para se tratar o problema na fonte, a saber:

1 - Conferir o mesmo status dos afrodescendentes aos homossexuais, ou seja, estabelecendo-se censura para o uso pejorativo ou de cunho discriminatório a personagens ou termos que venham a lesar ou colocar em constrangimento os membros dessa "tribo";

2 - Desenvolver campanhas que promovam a aceitação das diferenças com a mesma linha de argumentos como promovem a aceitação de pessoas com Síndrome de Down.

Tudo isso deve ser feito partindo-se do princípio de que o homossexualismo é de fato um comportamento não oriundo de vontade própria, ou seja, o homossexual não escolheu ser assim, ele apenas assumiu e admitiu sua real condição de ser diferente daquilo que morfologicamente é.

Em outras palavras, cabe ao poder público reconhecer a causa homossexual em sua luta por viver e conviver socialmente proibindo que a mídia utilize esse termo de forma satírica e pejorativa. Assim os personagens, piadas e imitadores que venham a utilizar o homossexualismo como uma aberração em suas apresentações devem ser proibidos de utilizar esse mote com o mesmo rigor como foi tratado o assunto do racismo.

Não sei se deu para entender minha crítica: o governo reconhece o casamento homossexual mas não trata como crime de danos morais e constrangimento os personagens, piadas e termos ofensivos envolvendo o homossexual.

Diante disso, cabe aqui refazer aquela pergunta: se os homossexuais desejam se fazer respeitar, não deveriam eles próprios usarem meios mais adequados? A começar pela extinção daquelas paradas do orgulho gay promovidas regularmente. Através do quê, o respeito está longe de ser conquistado... 

Há mais uma questão um tanto hipócrita que permeia a pauta do homossexualismo: a diferença entre apoiar e tolerar. Muitos dizem que apoiam a causa, mas se você perguntar "você gostaria que seu filho fosse homossexual?" a resposta imediata é "Não". Portanto não apóiam, apenas toleram. No seu íntimo não concordam que o homossexualismo seja algo bom para os seus.

Outros utilizam o assunto da moda (sim, homossexualismo está na moda!) para se promover como socialmente responsáveis, como uma pessoa moderna e atual autodenominando-se bissexual, como Preta Gil por exemplo. No meio artístico dizer-se bissexual é chique, e se isso não causa nenhuma mudança em sua real condição sexual, certamente influencia muitos que os assistem, promovendo o crescimento desenfreado de pessoas que adotam essa idéia desde o período escolar (coisa que não acontecia na década de 80). Daí cabe nova pergunta: na década de 80 haviam menos pessoas geneticamente pré-dispostas ao homossexualismo do que hoje, ou essa tendência comportamental é um efeito mais social do que genético?

Se for um efeito provocado por influência social então em vão está trabalhando o MEC, ou melhor, está trabalhando para promover o crescimento do homossexualismo. E eu te pergunto: investir no projeto Kit Gay trará algum benefício à coletividade? Quem ganha com a promoção do homossexualismo? Nem o próprio homossexual ganha com isso... Questões muito complexas todas essas.

Uma ótima semana a todos!


quinta-feira, 19 de maio de 2011

A legalização da união de pessoas do mesmo sexo e o caso dos dependentes químicos

Ontem assisti a uma matéria na TV e coloquei-me a pensar a respeito da escala de valores de nossos congressistas.

Vou começar minha linha de raciocínio falando da Natureza, que é o princípio de todas as coisas. A biologia estabelece grupos dentre os seres vivos com características similares entre si, e a eles dá nomes. Identificou-se que alguns seres reproduzem-se de forma assexuada e outros de forma sexuada. Dentre os seres sexuados identificou-se grupos que possuem ambos os sexos, ou seja, possuem aparelho sexual masculino e feminino no mesmo indivíduo e seres que dividem-se entre macho e fêmea, sem os quais não se perpetua a espécie através do cruzamento de material genético masculino com o feminino.

Portanto, a respeito da sexualidade para a função a que se propõe esse organismo, não existe a classificação de um terceiro sexo entre os seres sexuados.

Diante disso, e sei que vou causar alguma polêmica com meu ponto de vista, acho descabido que se consuma tempo e esforços a fim de deliberar sobre o matrimônio de pessoas do mesmo sexo.

Vejam bem, não sou contra (e nem a favor) o homossexualismo, da mesma maneira que desprezo a opção comportamental das pessoas de serem emos, góticos, virgens, skinheads, fashion, ou seja lá o que forem. Mas tornar a opção comportamental de cada um, que é direito individual em uma sociedade democrática, um fato merecedor de discussões no âmbito matrimonial é negar a concepção da natureza humana e até ser complacente com a extinção da própria espécie. Ou casais humanos do mesmo sexo são capazes de gerar descendentes?! Não. Assim, a união matrimonial só deve ser reconhecida se os indivíduos forem de sexo diferente.

Portanto, não é um ponto de vista baseado na Bíblia, mas na lei da natureza. Que pessoas do mesmo sexo se amem e sintam-se bem vivendo e coabitando entre si, não vejo nenhum problema. Mas reconhecer essa união como um matrimônio legal acho fora de questão, assim como não concordo com a adoção de crianças por quem não tenha um casamento estável composto por um pai e uma mãe. Se existe fila de espera quilométrica para famílias que querem adotar filhos, a burocracia é enorme para isso, até há quem "exporte" ilegalmente crianças para famílias de outros países, por que então ceder a guarda de crianças para pessoas solteiras ou casais do mesmo sexo?!

Acredito que a luta por respeito e aceitação do homossexualismo é legítima. A forma de vida de todas as pessoas deve ser respeitada, desde que não venha a oferecer risco ou algum impacto na vida dos demais através de violência ou formas de influência, como no caso dos dependentes químicos. Mas entre respeitar o homossexual e ao mesmo tempo concordar que sejam denominados casais legítimos há uma grande diferença.

Dependente Químico

Cogita-se também aliviar a lei a favor dos dependentes químicos, sob o pretexto de que o combate à droga vem promovendo enormes investimentos públicos sem oferecer nenhum resultado efetivo.

Em nossa cultura decadente, como bom país de terceiro mundo que somos, tolerar o consumo de drogas "leves" como a maconha parece ser uma possibilidade, e possui até um lobby de membros do governo a esse favor. Mas para a sociedade essa medida terá o efeito de uma bomba radioativa: causará danos irreversíveis e crescentes. Aumento no número de usuários, aumento no número de crianças sem controle dos pais, aumento do número de assaltos (para a manutenção do consumo diário), aumento da evasão escolar... e por aí vai.

Assim, fica aqui o meu protesto para as pautas do governo que fogem dos interesses da coletividade: Se estivéssemos com as discussões em dia acerca da qualidade do ensino, da geração de emprego através do desenvolvimento geograficamente descentralizado, da boa infraestrutura logística (qualidade das estradas, portos e aeroportos), da revisão do código penal, da conclusão da nova lei fiscal, da viabilização da rede pública hospitalar, etc, etc, etc, daí sim poderíamos entrar em questões menos relevantes, como a criação de leis para atender aos desejos pessoais do grupo homossexual ou aos desejos de legalização de entorpecentes para arrecadação de mais impostos federais na venda de maconha e economia dos gastos com segurança e casas de recuperação.

Francamente...

domingo, 1 de maio de 2011

Adolescentes Rebeldes: fato ou ficção?

Na semana passada cheguei em casa e fui direto para a TV ver o que minha filha estava assistindo. Estava passando a novela Rebelde.

Ficamos por ali mesmo e assistimos a novelinha. Fala sério... o que era aquilo?! Para não tirar conclusões precipitadas resolvi assistir no dia seguinte novamente, e realmente a pergunta era essa: o que era aquilo?!

A novela resumia-se em:

1 - Uma escola no estilo internato que tem o propósito de "ensinar valores";
2 - Adolescentes sem limites que definitivamente não precisam de uma escola dessas, mas de pai e mãe que os amem e sejam amados;
3 - Pais e mães que dividem-se em 2 grupos: um que é feito de "gato e sapato" pelos filhos e não se faz respeitar, e outro que é feito de "gato e sapato" pelos filhos mesmo exercendo uma educação ditatorial baseada no comando hierárquico, na repressão e na inflexibilidade.

Fiquei ali pensando: o que leva alguém a produzir, ou melhor, reproduzir uma novela como essas? Quem ganha, ou o que ganha o público alvo desse produto? Um dos personagens é um bebum compulsivo, outro foge da escola escondido quando lhe apetece e pega uma moto escondida para resolver seus problemas pessoais (detalhe: são menores de idade...), e por aí vai a baixaria.

E faço mais uma pergunta a quem possa responder: se você é pai ou mãe, sente-se confortável imaginando que seu filho pode inspirar-se em algum dos personagens dessa novela?

Não sei, acho que sou muito antiquado em minhas opiniões... se você pode ensinar o que quiser para seus filhos, o bem, o mal, o bom e o ruim, por que optar pelo que desconstrói o bom cidadão?

É por isso que às vezes sou cético quanto ao desenvolvimento de uma sociedade saudável e ética. Um cidadão justo forma-se desde pequeno, com boa educação e com bons exemplos a serem seguidos. Dificultando isso nossos filhos assistem tudo o que a TV oferece. Cabe a nós filtrar a programação e promover um futuro melhor antes que nossos anjinhos virem realmente um bando de Rebeldes incorrigíveis...

terça-feira, 19 de abril de 2011

O tabu da Superproteção dos filhos

Tenho participado de alguns fóruns sobre o desenvolvimento dos filhos e vejo bastante conflito de idéias no que refere-se à superproteção. Existe uma teoria a ser melhor desbravada, que é a definição de "Superproteção". Alguns acham que conduzir o desenvolvimento de um filho e privá-lo daquilo que pode "ensiná-lo" sobre os dissabores da vida é uma forma de superproteção.

Eu tenho comigo que tudo aquilo que for possível fazer para reduzir o nível de stress de uma criança pode ser feito. Se você pode apresentar-lhe filmes e lições de companheirismo e amizade, por que apresentar guerra, luta e conflito? Quanto mais puder retardar o aprendizado daquilo que nós todos concordamos que é o câncer da humanidade, melhor para ele. Que muito ser humano é vigarista, ladrão, trapaceador, individualista... deixe isso para depois. Vamos falar das coisas boas e façamos deles seres humanos éticos, decentes, justos desde crianças. É assim que se forma um mundo melhor.

Alguns dizem que carregar criança no colo é mimo, outros dizem que é amor. Eu li em um livro que não existe limite para amar uma criança, e que você pode sim carregar seu filho de até 2 anos sem medo e à vontade que isso não vicia e, ao contrário, aumenta seu senso de segurança e maturidade. Vai lhe fazer bem quando adulto, não é superproteção.

Podemos ensinar crianças sobre o certo e o errado de forma direta sem ser superprotetores, mas também sem sermos relapsos. É possível ensiná-lo a não bater nos coleguinhas ao mesmo tempo em que o matricula em uma escola de judô. É possível ensiná-lo a ser competitivo e buscar a vitória e ao mesmo tempo dizer-lhe que perder também faz parte da vida. É possível ensiná-lo a ousar e também dizer-lhe onde está o perigo. Podemos ensiná-lo qual é a diferença entre debater e discutir, mostrando que no primeiro caso considera-se e respeita-se a opinião alheia enquanto expõe a sua, e no segundo caso não...

Filhos maduros são formados com a responsabilidade da conversa e da confiança incondicional. A cumplicidade entre pai e filho é um bem para toda a vida, e nesses casos, por medo de ser "superprotetor", muitos acabam sendo omissos e criam uma distância entre eles criando aqueles filhos que falarão com orgulho depois de grandes: Eu aprendi com a vida!


 Enquanto isso outros falarão com o mesmo orgulho, porém sem os arranhões: Eu aprendi com meu pai...

 Bom feriado a todos!

sábado, 12 de março de 2011

Amar demais seu cãozinho pode ser um sinal de alerta!

Essa semana eu estava assistindo a uma matéria sobre uma profissional que atuava como terapeuta para cães. Diziam eles que os cães também sofrem stress e traumas, e que necessitam fazer terapia. Tudo bem. Mas o que colocou-me a pensar é no nível de relacionamento entre o criador e o animal.

Já reparou que algumas pessoas tratam seu cãozinho de estimação como um ser humano? Investem tempo e dinheiro neles, conversam com eles, dormem com eles, beijam e oferecem um cuidado materno até no quesito sentimental.

Pensando um pouco nisso, cogitei algumas hipóteses para tentar compreender esse comportamento:

- Os cães não discordam de suas idéias, e esse contato pode ser um canal de fuga para alguém que esteja frustrado em seu relacionamento pessoal ou profissional;

- Os cães aceitam passivamente sua maneira de ser e de pensar, o que pode ser um equilíbrio para aqueles que se sentem "diferentes", excluídos ou não compreendidos pela sociedade;

- Os cães mantêm o bom humor e te dão atenção mesmo nos momentos mais difíceis de sua vida, diferente de alguns amigos e parentes, com quem você espera contar nessas horas. Mas apenas espera... É fato que o cão não pode resolver seu problema de desemprego, doença ou falta de dinheiro, mas sua presença pode estar servindo de "ombro amigo" (na falta de outro melhor) para os momentos de crise;

- Os cães se mostram fiéis incondicionais e você, alguém com quem você pode contar a qualquer momento, suprindo possíveis deficiências de relacionamento ou insegurança quanto à possibilidade de encontrar um amigo num momento em que você precise desabafar. Na falta de um amigo, desabafar com o cão é melhor que falar sozinho.

- Os cães podem ser uma forma de se conviver melhor com a necessidade de um relacionamento sentimental sem compromisso. Pessoas com medo de frustrar-se num relacionamento sério podem ter no cão uma fuga para sentir-se amadas e ao mesmo tempo livres para ir e vir sem conflitar opiniões e valores com outro alguém;

- Os cães podem ser o filho que alguns têm medo ou impossibilidade de gerar e criar. Vejo muitos artistas de TV com a casa cheia de cães de raça. São pessoas de relacionamento superficial no meio artístico e pessoal, sempre rodeados de "amigos" e que não conseguem facilmente estabelecer um amor sincero. Eles, como qualquer ser humano, também aspiram constituir uma família, e na dificuldade de se conquistar esse objetivo vão se prendendo sentimentalmente a seus cães. Já tive uma amiga casada que disse com essas palavras: "tenho medo de ter filho e acredito que sou muito mais feliz com minha cadela Gold".

Em resumo, parece-me que a ligação forte e intensa entre uma pessoa e um cachorro pode ser fruto de carência afetiva, baixa auto-estima, insegurança ou dificuldade de relacionamento humano e posicionamento social. (Veja bem, são só somente observações minhas e pensamentos sem comprovação ou pesquisa científica)

Vejo muito dessa amizade intensa entre homem e cão ocorrer na idade adulta.

Por isso acho importante que os pais observem com cuidado seus filhos para identificar se possuem um laço afetivo mais forte com seu animal de estimação do que com crianças da mesma idade. Eles podem estar desenvolvendo um distanciamento dos colegas ou sofrendo com algum complexo que os faça excluir-se, mesmo que involuntariamente, do grupo de amigos. Podem estar com crise de identidade, e suas idéias serem muito divergentes do grupo, talvez pelos hábitos e costumes atípicos da própria família. Podem estar sofrendo também de carência afetiva e de demonstrações de amor mais claras por parte dos pais.

Sob esse ponto de vista, o cão e seu nível de relacionamento com o dono pode ser um sinalizador de que alguma coisa errada está acontecendo no ego de alguém. Para tudo deve haver um equilíbrio, e apegar-se demais a animais pode ser a dica de que algo está errado.

Quero finalizar esse post lembrando da balada de Eduardo Dusek que na década de 80 cantou a composição de Leo Jaime chamada "Rock da cachorra". Clique aqui, leia a letra e escute a música!