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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Currículo para o primeiro emprego e plano de carreira

A mídia nos coloca a frente de uma situação inusitada, mas que não me surpreende em nada: aumentaram as vagas de trabalho, mas não a mão de obra qualificada para preenchê-las.

Isso é inusitado porque parece inédito em nosso Brasil sobrar emprego, mas não me surpreende pelo fato de faltar mão de obra qualificada, uma vez que falta um plano de carreira na vida das pessoas. Ou seja, muita gente ainda está desempregada não por falta de oportunidade, mas por falta de capacidade ou por falta de planejamento de sua vida profissional.

Tenho dito isso outras vezes e volto a dizer: novos profissionais não têm que buscar alta remuneração, mas aprendizado. Precisam dar foco no que gostam, no que querem aprimorar e qualificar num primeiro momento, mesmo que isso lhes custe uma vida mais modesta, com remuneração de aprendiz, para que se desenvolvam como gente grande e passem a pedir mais caro pelo serviço cada vez mais especializado que poderão oferecer.

Tem muita gente que ainda acha que faculdade gera emprego. Não gera!! Já estamos no século 21, e diploma é apenas uma obrigação de quem quer se manter vivo no mercado de trabalho. Após ele vem a capacidade individual de se adaptar com diferentes tipos de negócios, diferentes tipos de chefias, diferentes políticas de trabalho e diferentes mercados. Dominar informática, ter noções de inglês e uma faculdade não é mais sinônimo de competitividade profissional, já é item de série! Todo mundo tem que ter…

Agora, se alguém deseja apresentar-se para disputar um emprego, precisa antes de mais nada estabelecer sua Missão, Princípios e Valores pessoais para mostrar claramente a um entrevistador que sabe onde quer chegar. Veja só isso:

Entrevistador – “Por que você acha que pode contribuir como programador nessa empresa?”

Candidato 1 – “Ah, porque eu me formei nessa área e gosto de trabalhar nisso.”

Candidato 2 – “Ah, porque eu já fiz estágio em programação, meu forte é html, e preciso de dinheiro para pagar minha especialização.”

Candidato 3 – “Ah, porque eu tenho um objetivo de vida que é ser um dos melhores programadores, e mesmo com pouca experiência, pretendo aproveitar tudo o que essa empresa tem para me oferecer como conhecimento e crescimento profissional, para depois despontar, desenvolver projetos maiores e me valorizar aqui dentro.”

Notou a diferença? O candidato 3 não quer saber quanto vão pagar e qual a política salarial ou de benefícios da empresa. Ele não quer apenas trabalhar, mas quer dar um duro lá dentro, quer se desenvolver profissionalmente e em breve trazer maiores benefícios à empresa.

O que as empresas esperam de um profissional hoje é mais do que formação. Elas esperam pessoas com vontade de crescer, e crescer junto com a companhia para que dia após dia todos ganhem.

Jovens mauricinhos mais preocupados em comprar ou “tunar” um carro, ou mais preocupados com a grana para a balada do próximo fim de semana, já estão entre os que normalmente não vão dar em nada, serão eternamente comandados por alguém. Já estão entre aqueles que o recrutador percebe logo de cara que trocará de emprego se alguém lhe oferecer cem reais a mais. O mercado quer trabalhadores, pessoas que primeiro estabeleçam a base de suas vidas, seu plano de carreira, para depois pensar no status do próprio ego e na vida social.

E acredite: para quem recruta, quem trabalha com seleção de candidatos, basta 5 minutos de conversa para separar o joio do trigo. Mas infelizmente está difícil achar o trigo nos tempos de ascensão social do brasileiro, que deslumbrado com a chance de gastar… só pensa em gastar, esquecendo-se de se qualificar e de investir no próprio desenvolvimento técnico e intelectual.

Isso provoca um problema em escala, pois por falta de gente competente contrata-se profissionais medianos, pagando-se salários medíocres, pois muitos não valem mesmo mais do que isso.

Portanto minha dica é: pegue um papel e um lápis e estabeleça seu plano de vida, direcionando onde quer chegar e quais serão seus próximos passos para que esteja com um currículo competitivo e que impressione alguém quando tiver seus trinta e poucos anos. Trabalhar em várias empresas pequenas e médias dentro de sua área de interesse e ganhar pouco antes dos 30 não é problema. Duro é passar dos 30 e perceber que não juntou conhecimentos e argumentos suficientes no currículo para vender sua prestação de serviço para alguma empresa grande. E vender caro…

Após estabelecer suas metas pessoais comece a montar o currículo de modo que algo se destaque para o entrevistador, que espera ver em você alguém com perfil adequado para ser bem sucedido no seu primeiro emprego.

Estrutura de um currículo para o primeiro emprego

No cabeçalho coloque apenas seu nome completo, sua idade, seu estado civil, a cidade e estado onde reside, seu telefone para contato e seu e-mail.

Em seguida coloque o título Apresentação e apenas apresente-se com sutileza e sem exibicionismo. Algo assim: "Sou administrador com especialização em empreendedorismo. Com perfil estrategista e bastante detalhista sou habilidoso em desenvolver trabalhos em equipe. Tenho estilo operacional e disciplinado, e meu objetivo é trabalhar e aprender em uma empresa composta por líderes experientes em quem eu possa me inspirar e evoluir na profissão de administrador."

O próximo título chama-se Formação, é onde você escreve seu título de terceiro grau, o nome da instituição de ensino e o ano de conclusão. Se quiser pode escrever também o tema do seu trabalho de conclusão do curso. Se tiver outras especializações ou MBA, cite também.

Finalize com o título Informações complementares, onde citará em forma de tópicos assuntos que possam interessa à empresa contratante. Algo como:
- Tenho facilidade em apresentar palestras e falar em público;
- Fiz parte da empresa júnior de consultoria onde assumi a diretoria de eventos;
- Participei de palestras nas áreas de ...;
- Participei do Simpósio ...;
- Pariticipei de estudos orientados nas área de ...;
- Realizo trabalho voluntário como professor de violão no centro comunitário Padre José;
- Falo inglês intermediário, fiz aula no Fisk durante 3 anos;
- Tenho disponibilidade para viagens.

E assim termine com a data e cidade onde reside atualmente: Piracicaba-SP, agosto de 2012.
Assine o documento e está pronto o seu currículo para o primeiro emprego.

Evite colocar sua pretensão salarial, deixe para falar sobre isso no momento da entrevista, onde vai poder discutir valores de acordo com a vaga, o porte da empresa, etc.

Conquistar o primeiro emprego não é fácil, e por isso um bom currículo, simples, objetivo e atraente é sua principal ferramenta para iniciar uma carreira de sucesso.

Leia mais artigos sobre currículos clicando nesse link, e sobre Empregabilidade clicando aqui.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Currículo de professor visto com um outro olhar

Quando pensamos em como montar um bom currículo profissional sempre temos um modelo padrão mais ou menos universal para apresentar. Alguns recrutadores têm dicas para melhorá-lo, e eu mesmo sempre estou lendo algo a respeito para melhorar o meu e ajudar meus leitores com o deles.

Mas como tenho recebido várias buscas a respeito de modelos de currículo para professores passei a pesquisar algo a respeito. Por sorte meu irmão mais novo, Pedro Berger*, é mestre e professor em escolas particulares, e deu-me algumas dicas que me pareceram muito pertinentes.

Em primeiro lugar, o modelo de currículo não difere do convencional, e vou sugerir aos amigos que deem uma espiadinha em um texto sobre currículo que postei aqui mesmo nesse blog (clique aqui).

Em segundo lugar, o que conta muito nesse mercado profissional de professores é a recomendação. Aqui é uma questão de marketing pessoal correndo lado a lado com a qualidade do serviço prestado, ou seja, da aula.

Mas se a recomendação de bons professores é um diferencial, o que devemos considerar então para medir o quanto um professor é bom a ponto de merecê-la? Vamos pensar  nesse tema agora.

Quem é o seu cliente?

Como em qualquer prestação de serviços devemos conhecer perfeitamente bem quem é o seu cliente, ou seja, para quem você trabalha. E essa análise é complexa, pois temos que considerar aqui o seu cliente, o cliente do seu cliente e o pai do cliente do seu cliente. Descomplicando, quem paga o salário do professor é a escola, mas quem paga a escola são os alunos (ou o pai de alunos). E nessa escala o bom professor deve satisfazer a diversas necessidades:

1 - O pai do aluno: a expectativa do pai do aluno é que ele aprenda o suficiente para passar de ano e, futuramente, no vestibular. Também espera que o professor seja capaz de envolver o aluno em sala de aula, para que ele goste de frequentar essa escola e absorva o conteúdo. O pai pode tirar o aluno de uma boa escola por causa de um professor, um aluno violento ou sádico, ou por suspeitar que alguma coisa esteja provocando o medo ou desinteresse de seu filho por essa escola. Por isso cabe a um bom professor identificar também essas questões nos seus alunos.

2 - O aluno: a expectativa do aluno é que o professor seja divertido, amigo, tenha respostas às suas perguntas e que sua aula seja legal. O aluno é uma criança, um adolescente ou um jovem que não tem ainda um senso crítico tão apurado, e tampouco uma noção das dificuldades que o esperam no futuro próximo. Por isso suas expectativas são relacionais, sensitivas e pouco racionais. Ele sabe que enfrentará um vestibular, mas sua mente trabalha ainda com uma outra preocupação mais simplista, que é passar de ano. Então, para satisfazer as expectativas do aluno sem frustrar as expectativas dos pais, o professor deve convergir as duas variáveis: dar uma aula divertida, relacionar-se amigavelmente com os alunos, tolerar e compreender certas criancices sem perder o controle da sala de aula, e ao mesmo tempo fazer com que seu conteúdo seja dado por completo, seja absorvido e que os alunos passem de ano aprendendo de fato aquilo que foi ensinado através de sua aula agradável. Não basta fazer o aluno ser aprovado com trabalhinhos extras ou com provas fáceis. O bom professor é aquele capaz de ensinar verdadeiramente, avaliar com justiça e agradar ao seu cliente-aluno.

3 - A escola: a expectativa da escola é que os pais de alunos sintam segurança quanto ao conteúdo que está sendo desenvolvido em sala de aula, que os alunos aprovados estejam verdadeiramente qualificados para a próxima etapa que os espera, e que os alunos gostem de estudar ali devido o clima de camaradagem e amizade entre eles e os professores.

Uma vez visto isso devemos saber exatamente como conduzir nossa carreira, nossa conduta profissional e nosso marketing pessoal. O marketing pessoal é o ponto chave dessa questão, pois o professor deve fazer uma auto avaliação de sua conduta, sua forma de comunicar-se e de movimentar-se diante dos alunos. Aqui deixo nova dica de leitura que o ajudará a fazer essa análise. Clique nesse link e veja como encontrar seus próprios adjetivos para moldar-se em sua profissão.

Identificando com perfeição os seus clientes e sabendo como satisfazê-los, um bom professor saberá como desenvolver o seu trabalho a ponto de conquistar a aceitação de todos, a sua valorização profissional e sempre boas recomendações, se é que isso será necessário. Pois o professor qualificado tecnicamente e que atenda às expectativas dos 3 clientes, certamente será disputado pelas escolas e não necessitará de recomendações para conquistar o seu espaço no meio educacional.

Nota extra: convido os amigos a lerem algo sobre o professor Salman Khan, que especializou-se em aulas via internet (já possui mais de 2.700 vídeos de aproximadamente 20 minutos no Youtube), e que agora tem seu conteúdo sendo traduzido para o português e disponibilizado pela Fundação Lemman (conheça o material nesse link). É bom conhecer o que há de novo em nosso ramo de atuação, e esse profissional e seus métodos deve ser acompanhado de perto.

Leia também outros artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

*Crédito: Pedro Berger é professor do ensino médio no Colégio Nobel e Colégio Adventista de Maringá, iniciando-se na profissão em 2007.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Marketing pessoal começa com o autoconhecimento

Hoje eu estava pensando em um tema bobo que redigi já faz bastante tempo em meu blog, e sem querer formulei uma abordagem a respeito do meu próprio marketing pessoal.

Tratava-se de uma discussão a cerca dos personagens do Maurício de Souza, os quais eu condeno como exemplos às crianças, e então pensei em desafiar as mães: peguem o personagem da TV preferido de seus filhos e encontre nele 5 adjetivos, e assim verás se ele é uma boa ou má influência para o amadurecimento da criança que o assiste (faça esse exercício pensando no Cebolinha ou no Cascão...).

Feito isso imaginei que uma das mães me desafiaria: “e por acaso você já fez essa autocrítica a seu respeito?”. Parei... nunca fiz isso de forma crítica, apenas a faço para massagear meu próprio ego. Mas daí surgiu uma técnica para o desenvolvimento do meu marketing pessoal.

Definição

O marketing pessoal nada mais é do que desenvolver sua imagem ou conceito para que ela influencie positivamente quem o conhecer. Ou seja, você é a sua própria ferramenta de trabalho para alcançar algum fim. Com isso, tudo o que escrever e falar, a forma como se relaciona com as pessoas, a forma como movimenta seu corpo, a forma como você se veste, e até as pessoas que andam com você são fatores influenciadores de uma opinião a ser construída a seu respeito.

Assim, voltando à abordagem da autocrítica através da nomeação de adjetivos pessoais, podemos diagnosticar a nós mesmos para avaliar se estamos adotando uma boa estratégia de promoção pessoal para cada fim.

O diagnóstico

Vamos supor que você freqüente uma igreja. Tem algum objetivo pessoal, diante do grupo, que o leve até lá toda a semana? Sim, você deseja (além de ir para o céu!) fazer parte do coral e anseia ser convidado pelo maestro. Então agora analise quais os adjetivos o representam sob a ótica das pessoas que o vêm: as pessoas te vêm um cara reservado, tímido, bem sucedido financeiramente, fiel à igreja e generoso. Nesse caso seria melhor expor-se mais, sentar mais à frente, cantar com vigor, aproximar-se do maestro no final dos cultos e cumprimenta-lo sempre, apreciar o grupo de cantores, etc... Assim poderia ser visto com outros adjetivos, substituindo o reservado por entrosado e o tímido por ousado, além de parecer talentoso quando o virem cantando com vontade ali no seu banco.

Note que é possível manipular sua conduta para promover-se com foco em algum objetivo! Se tiver que convidar mais alguém para o coral, porventura você não seria lembrado pelo maestro? Certamente que suas chances aumentarão bastante, pois é melhor ser entrosado do que reservado, e é melhor ser ousado do que tímido.

A mesma técnica pode ser adotada no trabalho, onde você deseja crescer e ser percebido pelo seu gerente, mas sem parecer um típico “puxa saco”. Observe os pontos que seu gerente valoriza nas pessoas, especialmente os adjetivos que o representam. Depois faça uma análise nos seus adjetivos pessoais dentro daquela organização, como as pessoas o vêm e o que elas provavelmente enxergariam a seu respeito. Depois veja o que precisa ser trabalhado para que você seja percebido sutilmente, sem uma mudança radical na sua forma de ser.

Essa estratégia pode ser bem aproveitada e trabalhada desde que haja muita franqueza de sua parte e um compromisso de não desanimar frente aos adjetivos negativos que você mesmo já conheça sobre a sua pessoa. A vida está aí para ser vivida, e desde que você reconheça e admita suasfraquezas, o único capaz de mudar esse perfil é você mesmo. É pegar ou largar essa possibilidade de aperfeiçoamento pessoal.

Mas cuidado: os adjetivos que te fizeram bem sucedido na escola e faculdade podem não ser necessariamente os mesmos que o promovam no trabalho. Pelo contrário... podem até te estereotipar de forma muito negativa. Uma coisa é a faculdade onde o maior interessado é você mesmo, e outra coisa é o emprego, onde te pagam para trazer resultados e você é visto como investimento.

E lembre-se de viver o personagem apropriado para cada ocasião sem perder a sua essência: se você é brincalhão pode ser em qualquer lugar, basta saber dosar a intensidade e a hora apropriada para soltar-se. Se você é religioso, saiba o momento de demonstrar sua fé e sua doutrina em cada lugar. Se você é tímido, saiba agir sem parecer inseguro. E mais do que isso, lute para vencer a timidez, pois o mercado de trabalho e a sociedade não recebem de braços abertos alguém que foge de tudo e de todos.

Por hoje, essas são as minhas dicas de sucesso:

1 - faça um diagnóstico seguro de você mesmo observando-se com os olhos dos outros em cada ambiente;
2 - trace seu plano ou objetivo a ser alcançado para cada situação;
3 - prepare sua estratégia de marketing pessoal, projetando como as pessoas gostariam de vê-lo de forma a favorecê-lo nos objetivos a serem conquistados.

E principalmente, pense em tudo, pense globalmente. Cuide bem do que você conversa nos intervalos e no que você escreve nas redes sociais: cuidado com as fotos que você publica, com as causas que você promove e com as críticas que você faz, para que sua conduta pessoal não seja conflitante com o papel que você busca representar nas diferentes ocasiões ou lugares que você frequenta.

A idéia não é que você crie uma máscara ou uma mentira de si mesmo, mas que você identifique seus pontos negativos e os trabalhe para que se tornem pontos a seu favor em cada ocasião. Pois se você desenvolver o seu produto, a sua imagem e estabelecer seus melhores adjetivos como diferenciais, aí sim o sucesso estará garantido na vida pessoal, social e profissional.

Leia também artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!


*Esse texto é de minha autoria e foi postado originalmente no blog Ponto Pessoal, onde tenho uma parceria para escrever sobre Marketing Pessoal. Foi lançado com o nome Você, seus adjetivos e suas chances de sucesso, dividido em duas partes: parte 1 e parte 2. Passe por lá e dê uma espiadinha!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Currículo bom nada mais é do que uma boa história para ser apreciada

Alguns o chamam de Currículo, outros de Curriculum Vitae, e outros ainda de Resumo Profissional. Isso tudo é indiferente quando o que realmente vale é o que está dentro dele: sua história profissional.

E por que é que existem os bons currículos e os currículos fracos? É porque algumas pessoas sabem contar a própria história, e outras não... 

Pois então vamos bater um papo sobre o seu currículo, ou melhor, a sua história.

Primeiro é preciso lembrar que currículo bom é currículo curto, objetivo e direto. Por isso, tire os dados sem valor para o recrutador: número de RG, CPF e demais documentos. Dependendo de sua área de atuação, escrever o tipo de carteira de habilitação também pode parecer embromação, melhor deixar de fora. Seja direto: Nome completo, idade atual, estado civil, número de filhos e idade deles (não é necessário escrever os nomes), cidade e bairro onde reside, telefone celular e e-mail. Pronto, está feito o seu cartão de visitas. Nada de escrever onde nasceu ou o nome de seu cônjuge, pai e mãe.

Agora fale quem é ou o que pretende fazer no título que pode chamar Apresentação ou Objetivos. Aqui você fará um texto bem objetivo e sem firulas de quem você é profissionalmente e qual é seu plano de carreira. Evite ficar enfeitando com frases de efeito, como seu "desejo em somar para o crescimento dessa conceituada instituição" e fale apenas o necessário. Lembre-se que o currículo por atacado tem menos chances de vingar. Faça um para cada vaga a disputar, dirigido para cada situação. 

Exemplo 1: Sou um administrador formado há 6 meses com foco para atuar na área de recursos humanos. Desejo investir em minha carreira buscando aperfeiçoar-me nessa área e contribuir com minha determinação e a certeza de que em pouco tempo estarei apto para corresponder às demandas da empresa. (Aqui, em início de carreira, você assume sua inexperiência mas demonstra que tem foco, sabe onde quer chegar e o que deseja desenvolver como profissão) 

Exemplo 2: Trabalho com açougue há 4 anos como desossador, com experiência comprovada em corte bovino e suíno. Meu trabalho de atendimento foi marcado pela fidelização da clientela do último emprego, onde promovi crescimento no faturamento e no fluxo de pessoas. Busco uma oportunidade para liderar equipe de açougueiros e gerenciar o departamento, atuando ativamente nas demais rotinas de corte, abastecimento de balcão e atendimento. (Aqui você demonstra sua experiência e o que já trouxe de positivo para outras empresas. Também deixa claro que não veio buscar uma vaga de açougueiro, mas de encarregado de açougue)

O próximo passo é falar mais detalhadamente sobre suas competências. Nesse caso há duas situações: se você já é um profissional com um histórico na área em que atua, monte um Resumo de Qualificações. Nesse título descreva em breves tópicos as atividades pertinentes e de interesse do recrutador para a vaga em questão, sobre ações ou conhecimentos que você já realizou ou adquiriu.

Exemplo: 

- Gerenciei por 6 meses uma equipe de 14 promotores de vendas realizando treinamento técnico sobre as atividades, supervisionando o andamento e produtividade dos trabalhos, e monitorando a carga horária executada;
- Elaborei projeto para controle e aproveitamento de papéis conseguindo reduzir o volume de impressões em 40% e a reciclagem de quase a totalidade do volume descartado no escritório. O produto dessa reciclagem promoveu um caixa que reverteu-se em benefícios aos colaboradores, como uma TV no refeitório e um ventilador na sala de repouso;
- Tenho habilidade em elaborar treinamentos e aplicá-los a equipes de diferentes competências;
- Atuei como intermediador entre o departamento financeiro e o desenvolvedor de software para a criação de novos aplicativos de controles de caixa, promovendo a criação de recursos que agilizaram e melhoraram a precisão do processo de conferência. 

Após esse tópico, onde você relacionará preferencialmente assuntos relacionados à vaga/empresa em questão, entre com o próximo título: Formação. Descreva em ordem decrescente suas formações. Se você tiver curso superior não é necessário citar a escola onde estudou o segundo grau. Cite apenas as titulações de terceiro grau, tema de monografia ou trabalho de conclusão de curso, cursos complementares e técnicos, atividades acadêmicas complementares (não palestras ou eventos de curta duração), cursos de idioma ou de informática (desde que seja algo relevante para a vaga, pois o pacote Office já é obrigação conhecer e dominar), etc.

Voltando um pouquinho ao tópico anterior, caso você ainda não tenha experiências profissionais relevantes não coloque o título Resumo de Qualificações, vá direto para a Formação.

A partir daqui, o experiente deve entrar com o título Histórico Profissional, onde descreverá em ordem decrescente seus últimos 3 ou 4 empregos mais representativos para a vaga em questão. Inicie com o nome fantasia da empresa, intervalo de tempo em que trabalhou e última função que exerceu. Em seguida descreva resumidamente suas atividades e, se possível, descreva alguns diferenciais que trouxe à empresa como resultados conquistados, ganhos de produtividade ou projetos implantados. Seja breve e objetivo, não enfeite o texto. Lembre-se de que quanto mais claro e rápido for o seu currículo, maior a chance de ele ser lido por inteiro... Se você ainda não for um profissional com grandes feitos para narrar, cite em tópicos os empregos por onde já passou, relatando apenas o nome das empresas, período em que trabalhou e função que exerceu.

Após esse título, seja você experiente ou novato, finalize o currículo com Informações Complementares, onde poderá listar em tópicos um pouco mais sobre você e suas particularidades.

Exemplo: 

-  Participo há 3 anos como membro da Associação do Jovem Empresário da Associação Comercial de Osasco, colaborando na condição atual de Diretor de Planejamento;
- Morei em Valencia, na Espanha, entre os anos de 2002 e 2004, onde trabalhei em atividade sem relevância para minha profissão, porém desenvolvi o idioma espanhol para conversação fluente;
- Fiz escola de inglês por 1 ano e meio, e tenho leitura intermediária;
- Pratico esportes regularmente, faço academia 2 vezes por semana e jogo futebol sempre que posso aos sábados;
- Aprendi a comunicar-me de forma básica com LIBRAS, a linguagem de sinais para surdo-mudo;
- Toco violão há 8 anos e dava aulas em caráter voluntário para a associação dos funcionários da empresa X.
- Meu hobby, além de música e esportes é camping e montanhismo, atividades que busco em períodos de férias ou feriados.
- Procuro realizar atividades em grupo, cultivo a amizade e estimulo minhas filhas a terem uma vida social saudável e de respeito ao próximo e ao meio ambiente.
- Escrevo em meu blog assuntos relacionados a viagens e natureza no endereço http://...... 

Pronto! Está feito o seu currículo. Agora coloque a data, assine, e envie ao recrutador.

Currículo é uma coisas interessante, pois podemos ter alguns guias de como montá-lo, mas nunca estabelecer qual é o modelo ideal. Esse é o meu modelo, é a minha proposta. Conforme a sua evolução profissional, seu currículo pode e deve ir tomando outras características. Acredito que sua habilidade em vender-se como um profissional de futuro, de resultados e com capacidade de não ser apenas mais um no mercado de trabalho é o melhor argumento para conquistar uma vaga. Metade de sua conquista estará nesse papel impresso, que deve provocar o interesse no recrutador de chamá-lo para a entrevista. A outra metade depende de você, face a face com ele.

Se lhe falta experiência não se deixe abater, valorize e destaque seu caráter, seu foco, seu plano de vida. Mostre que você tem maturidade e sabe onde quer chegar não sendo vago nas respostas. Não concorra a qualquer vaga, busque o que é de seu interesse para que o recrutador perceba que você não é um franco atirador em busca de salário, mas de profissão e carreira.

E no mais, desejo-lhe sucesso, porque quem precisa de sorte é quem não tem capacidade...

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Chavões de um Curriculum Vitae

Prezados amigos e queridos leitores. Faz um tempo já que sigo insatisfeito com a Apresentação de meu currículo, ou resumo profissional.

E quando digo Apresentação, é APRESENTAÇÃO mesmo, aquele primeiro tópico que alguns chamam de Objetivo profissional, onde você resumidamente explica por que está enviando o referido documento à empresa contratante.

Resgatei uma das apresentações que fiz ano passado e era exatamente assim:

"Busco oportunidades de desenvolvimento onde eu possa promover crescimento e ganho de resultados a empresas/indústrias que necessitem de um profissional estratégico e de visão abrangente na gestão comercial e mercadológica."

Hoje li a apresentação de uma pessoa e esse fantasma voltou a rondar minha mente. Minha insatisfação está no seguinte: gostaria de ver aflorarmos nossa criatividade e escrever uma apresentação pessoal sem utilizar os seguintes termos:

"Em busca de"
"necessidades"
"satisfatório"
"aprendendo"
"conhecimentos"
"desenvolvimento pessoal"
"oportunidade"
"promover crescimento"
"crescimento profissional"

Será que você é capaz montar uma apresentação pessoal fugindo um pouco desse linguajar trivial? Fica aqui o meu desafio: Mostre a todos sua criatividade redigindo aqui nos comentários a sua Apresentação, e ajude-nos a melhorar nosso próprio currículo, impressionando um recrutador! Eu também vou tentar melhorar o meu...

Você poderá apreciar também os textos relacionados à Gestão de Carreira e Recrutamento, esse último com muitas dicas úteis para seu processo de entrevista. 

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