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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Marketing pessoal x conhecimento

Vejam só esse diálogo ocorrido a certa altura de uma entrevista de emprego:

Entrevistador - Não pude deixar de notar que o Senhor, apesar do status elevado adquirido como profissional, não usa um carro de luxo. Não seria mais adequado, devido a sua posição social?

Entrevistado - Meu status atual é pai, esposo e servo de Deus. Minha condição profissional e financeira de momento podem significar algo para a sociedade, mas segundo meu status, preocupo-me apenas em utilizar o carro mais conveniente para minhas expectativas pessoais, independente da expectativa das pessoas a meu respeito.

Entrevistador - Por essa resposta posso compreender o por quê de o senhor não estar utilizando roupas que evidenciam uma grife...

Entrevistado - Brilhante observação! Trago comigo a objetividade, o conforto e a conveniência na forma de me vestir, pois o que tenho a oferecer profissionalmente não sofre a influência dos acessórios. Meu histórico confirma que não foi a marca da camisa, do relógio ou o corte de cabelo que me ajudaram a trazer os resultados que meus contratadores esperavam.

Entrevistador - Então o senhor não se preocupa em andar fora da moda?

Entrevistado - Sim... me preocupo em não parecer ridículo no contexto. Mas não me preocupo se minha camisa custa 79,90 ao invés de 300,00, e nem me obrigo a usar um relógio de 5.000,00 só para ver as horas.

Entrevistador - Mas esse ponto de vista pode desvalorizar a sua pessoa perante outros executivos.

Entrevistado - Executivos com essa superficialidade eu não faço muita questão de ter ao meu lado. Prefiro trabalhar com quem seja capaz de valorar a minha capacidade produtiva após um diálogo.

Entrevistador - Mas muitos executivos do mesmo porte do senhor gastam com artigos de luxo e esse dinheiro não lhes falta falta no final do mês.

Entrevistado - Concordo com você e respeito o meio de vida deles. Porém, eu tenho valores sociais próprios e sinto-me perfeitamente bem adaptado a isso, sem me preocupar com o que pensam a meu respeito. Não é o status social que me proporciona satisfação.

Entrevistador - O quê lhe proporciona satisfação?

Entrevistado - Realizar. Para mim é indiferente que alguém me diga um "parabéns", ou "muito obrigado por tudo isso", pois o simples fato de ver a minha obra realizada no trabalho e minha família com qualidade de vida me envaidece.

Entrevistador - Então o montante de pagamento que a empresa lhe oferecer não tem muita importância para o senhor?

Entrevistado - Tem sim, pois trata-se de valorizar o resultado que eu me proponho a oferecer com as ferramentas que posso disponibilizar através do conhecimento agregado. O meu custo de vida é adaptável e não tem relação com o valor do meu trabalho.

...

Bem, os amigos devem estar pensando que aqui jogamos por terra todos os estudos de marketing pessoal para a projeção de carreira.

Mas engana-se quem define marketing pessoal apenas como uma forma de se apresentar. Está implícito nesse contexto a forma de se promover através da boa fala, velocidade de raciocínio para a defesa de argumentos e consolidação da personalidade.

Ás vezes pode ser muito mais prejudicial para a sua imagem a cópia de um esteriótipo visual sem conteúdo para garantir o sucesso na hora H do que o preparo através de um vasto aparato de conhecimentos gerais, personalização do caráter e segurança em expor quem você realmente é.

Estamos diante de uma sociedade fútil e relativamente superficial, onde o "parecer ser" ganha dimensões superiores ao "ser de fato" na valorização pessoal. O tempo que se dedica a construir valores pessoais através daquilo que a sociedade convencionou como certo tem desviado o foco das pessoas para o que realmente importa, que é a visão e percepção do que não se enxerga com os olhos.

Essa síndrome da auto afirmação e de sensação de aceitação social tem tirado o sono e consumido o capital de muita gente, ao passo que quem está dedicado ao próprio desenvolvimento e bem estar está em paz consigo e em harmonia com o mundo.

Assim, não é o deixar de vestir-se com grife que estou defendendo. Mas convido-o a pensar que ao desenvolver seu marketing pessoal lembre-se sempre do pós-venda (pós-primeira impressão). Ou seja, o que as pessoas vão pensar sobre você após conhecê-lo verdadeiramente.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Tirando vantagem no falar

A fala é tão comum no nosso dia a dia desde o nascimento que habitualmente deixamos de dar o merecido valor a essa incrível ferramenta de autopromoção.

Já reparou que falta faz a fala? E o quanto ela incomoda quando usada em excesso...

Vou colocá-lo para pensar no quanto a fala é significativa na vida da gente e por fim fazer-lhe uma pergunta: por que damos tão pouca importância ao desenvolvimento da nossa fala? Por que aprendemos inglês antes mesmo de aprendermos a falar corretamente?

Pela fala expressamos sentimentos mesmo sem sermos vistos, e essa é a sua principal característica. Se você souber utilizar bem a fala, seu tom de voz, sua expressão, sua altura, sua eloquência e sua clareza, certamente será capaz de conquistar o mundo!

Diz o ditado que "quem tem boca vai a Roma". E eu digo mais: vai até de graça se souber usar a criatividade e o poder da fala. Exemplo disso foi uma prova do reallity O Aprendiz, onde os participantes foram levados à Itália e não receberam dinheiro para fazer a viagem de volta, cabendo-lhes a criatividade, a argumentação e a fala para conquistar os recursos necessários para o retorno.

Por outro lado, quem não domina a própria fala corre o risco de ser intitulado como tímido, inseguro e outros adjetivos indelicados dando a conotação de uma pessoa fraca. E isso já acontecia desde a época da escola. Lembra dessa época, onde alguns se impunham nem tanto porque tinham força, mas porque falavam com raça? Esse é um dos benefícios da fala: você pode se fazer respeitar.

Mas vamos ao que interessa, que aqui quero abordar o marketing pessoal através da fala.

Vejo muitas pessoas reclamarem que não são aprovadas no processo seletivo apesar do excelente currículo, outras perderem vantagens pessoais por falta de convencimento, e outras até se dizem ruins de "xaveco". Mas eu lhes ofereço uma esperança: aprenda a falar e expressar não apenas o que pensa, mas também o que sente através da fala.

Quando você se sente seguro, sua fala precisa demonstrar isso com vigor, convicção, firmeza, agilidade e clareza. E estou certo de que, se a fala apresentar essas características, seu olhar e gestos certamente a acompanharão.

Para cada tipo de situação sua fala precisa acompanhar uma pitada de emoção. A emoção certa referente ao evento específico, obviamente.

Se você está participando de uma entrevista, por mais intimidado que esteja por aquele grupo de executivos em sua volta, não deixe que a fala expresse apenas a sua calma em responder-lhes, mas a segurança de quem sabe o que diz e não se intimida mediante um ambiente de pressão. Ao invés de gaguejar e trocar palavras até chegar no termo correto, use a pausa, olhe para o vazio e solte a frase com a linha de raciocínio completa, com a mesma certeza de quem disciplina um filho.

O exercício da fala o ajudará a pedir a namorada em casamento, e mais ainda, a pedir a mão dela ao sogro! Com a sua fala você fará uma boa prova oral, mesmo não dominando o conteúdo da matéria. Usando a fala você se desculpará de um erro grosseiro no trabalho sem ser humilhado pelo chefe. Poderá ser também mais bem tratado pelas autoridades de trânsito, pelo gerente do banco e pelos fiscais da prefeitura. E se tiver uma boa fala será ainda um excelente síndico do prédio!

O líder de destaque normalmente tem entre suas qualidades o poder da fala, pois conquista, em qualquer circunstância, o apoio de sua equipe. Um grande líder é um excelente vendedor de ideias, e sua principal ferramenta para alcançar os objetivos juto ao grupo é a sua fala.

Quem sabe falar faz amigos, pois tem o tom de voz adequado para consolar e aconselhar dizendo até a verdade mais dolorida sobre quem escuta.

Veja que toda essa conversa tem relação direta com o seu marketing pessoal, pois a sua aceitação e boa avaliação pelas pessoas depende quase 80% da sua fala!

Então está aqui a dica: para o seu desenvolvimento melhore e aperfeiçoe a fala, pois através dela um mundo infinito de oportunidades pode ser colocado aos seus pés...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eu sou o que penso, não o que represento ser

Já escrevi muitas vezes sobre marketing pessoal e sua importância na vida do profissional. Mas tenho lido também matérias inquietantes nesse ramo de estudo que falam sobre comportamento, vestimenta e formas de falar e agir para que você se saia bem no mercado de trabalho e na sociedade.

Eu, inclusive, já escrevi a respeito desses temas, buscando direcionar o comportamento adequado para cada circunstância.

Hoje, não sei se é porque estou ficando velho, se estou evoluindo ou se estou enlouquecendo, mas já tenho percepções e opiniões um pouco diferentes daquelas que já tive em outros tempos...

É que quando penso em marketing pessoal no que refere-se à forma de se arrumar e se vestir, acho que estamos nadando contra a maré da liberdade individual de apresentar-se segundo a sua tribo e sua verdadeira classe social. É quase como entrar no seu escritório, vestido e paramentado na forma como o seu capital permitiu, e ter que colocar na testa um aviso: "Eu sou o que penso, não o que represento ser". Em outras palavras, aquela forma de construir opinião sobre os valores dos outros pelo que se vê em seu aspecto é a maneira mais imatura e superficial de se avaliar uma pessoa.

Note que esse texto não é um estímulo para você quebrar tabus e paradigmas, mas para construir um mundo onde cada um seja visto pelo que realmente é, pelos seus valores, conhecimentos e capacidades, e não pelo aspecto visual daquilo que parece ser.

Eu vejo como pessoas dizem com grande admiração daquele professor da faculdade: "você olha para o professor e vê um cara barbudo, com camisa de roqueiro, anéis nos dedos, tênis velho e não imagina que ele também é pastor, formado e pós-graduado no exterior, com experiências em empresas multinacionais e toca sax em banda de jazz... é um cara incrível!". Ora, o cara veio usando o seu estilo, trazendo o seu conhecimento e ganhando os corações dos estudantes pelo que sai da sua boca. Nesse ambiente, talvez haja alguma liberdade para você libertar o seu "Eu" interior.

Onde eu quero chegar com esse artigo é no que as pessoas estão se transformando quando entram na vida adulta. Estamos perdendo nossa identidade para nos vestirmos e nos comportarmos de acordo com os padrões da sociedade e costumes das pessoas, e não os nossos. Temos medo de ser o que somos porque sabemos dos julgamentos dos outros estereotipando cada um segundo o que foge da "normalidade". Devido a essa mentalidade egoísta, pessoas obesas ou extremamente magras, carecas ou barbudas, mulheres religiosas com a cara limpa ou pessoas tatuadas e adeptos a outros grupos específicos acabam sendo discriminados por gestores de mente fraca, que não conseguem olhar a essência de cada um, separando sua vida pessoal daquilo que ele pode trazer de positivo ao seu negócio.

Mas então o que é marketing pessoal?!

Na sua essência, o marketing remete à ideia de vender algum conceito e influenciar a alguém. No marketing pessoal, o objetivo seria vender uma boa impressão de você a alguém. Ora, se você está a procura de um emprego, o apelo de marketing que você deve destacar são as suas competências e suas qualidades produtivas em primeiro lugar, seguido de seus valores pessoais, e por último, menos relevante de tudo, o seu aspecto pessoal.

Há pessoas que perdem muito tempo preparando a sua imagem mas não conseguem construir um currículo eficiente, e pior ainda, não têm a confiança necessária para representar no momento da entrevista o personagem que trouxe sobre si mesmo.

É por isso que meu conselho para esse momento é que você deve se preocupar primeiro em graduar-se, ganhar experiência (não necessariamente nessa ordem), mostrar sua força de vontade em aprender e trabalhar arduamente, para só depois preocupar-se com a roupa, relógio, jóias e adereços que aprendeu a admirar nas novelas e revistas de moda. Pois o seu principal apelo de marketing, acredite, é aquilo que você realmente é e tem a oferecer. Quem não estiver pronto para avaliá-lo sob esse ponto de vista certamente não lhe será um bom patrão.

E entenda uma coisa: você só será único quando aprender a destacar e valorizar o que vem de dentro. Porque o que está por fora na maioria das vezes é uma mentira que qualquer um pode ter e qualquer um pode comprar e representar.

Mas então eu devo me vestir mal?

Não. Esse artigo não diz que você deve ir trabalhar de bermuda e chinelo. Diz apenas que você deve priorizar as coisas importantes, aquilo que de você só a morte pode tirar: o seu conhecimento e força de vontade. Acontece que muita gente se envergonha por não parecer sofisticado, por não poder fazer uma permanente nos cabelos, por estar a cima do peso ou não poder colocar uma prótese nos seios. Se você entra para trabalhar em uma agência bancária e acha todo mundo muito chique, não gaste o seu cobre para parecer igual a eles. Vista-se como sempre se vestiu: com graça, bom gosto e simplicidade. E faça um excelente trabalho, pois quando ficar rico poderá vestir-se de fato como um rico, pois agora sim essa será a sua tribo.

O marketing pessoal deve andar na medida do bom senso. Parecer extravagante portando-se de forma a chamar a atenção das pessoas pode ser um péssimo negócio. Nem todo mundo aprecia isso, e um pouco de distinção é recomendado para que suas convicções não o transforme em uma espécie de alienígena perante a sociedade. Você será discriminado, pois aquilo que foge grosseiramente dos costumes da coletividade é visto como anormal.

Isso pareceu contraditório com o exemplo do professor da faculdade? Mas não é. Trata-se de saber posicionar-se de acordo com cada ambiente, selecionando também onde poderá expressar sua verdade com total liberdade e onde deverá ser mais discreto para uma melhor aceitação. Assim fará bom uso do marketing pessoal como ferramenta a seu favor no que refere-se à sua inclusão em outros grupos.

E quando a empresa obriga a usar uniforme?

A palavra já diz tudo: uniforme significa nivelar todo mundo para que haja um padrão de comunicação visual único entre os funcionários. Ao concordar trabalhar em determinada empresa, você concorda também com as normas internas, e não deve reclamar depois. Assim, se ela estabelecer em seu regulamento interno o tipo de roupa, tipo de penteado e tipo de maquiagem, desde que ofereça os recursos para que você se enquadre e desde que comunique isso antes de você assinar o contrato de trabalho, concordar ou não é um direito seu. Não concordando, desista desse emprego. Concordando, cumpra o regulamento sem reclamar. Aqui o marketing pessoal não tem vez e nem por quê.

A única coisa que uma empresa não pode exigir é que você seja loiro, ou seja branco, ou seja alto, ou seja magro (salvo se a função a ser executada exigir alguns diferenciais de ordem física e motora), pois são aspectos pessoais que você normalmente não teve opção de escolher antes de nascer.

E para fechar o artigo...

Vamos nos esforçar para aceitar a nós mesmos pelo que somos fisicamente e socialmente focando nossos esforços em adquirir conhecimento, conquistar respeito pela nossa força produtiva e alcançar sucesso profissional antes mesmo de perder nosso humor diante do espelho. O marketing pessoal deve ser visto como uma ferramenta para a sua projeção pessoal e, com exceção das profissões que exigem beleza exterior, tudo o que importa mais no mercado de trabalho é o resultado que você tem a oferecer.

Saber falar é mais importante do que saber vestir-se. Fazer cursos é mais urgente do que fazer plásticas. Mude o foco e construa um futuro verdadeiro para você. Um futuro fundamentado naquilo que realmente importa no seu ramo de atuação.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Autocrítica para vencer no processo seletivo

O momento da entrevista é crucial para a sua recolocação no mercado de trabalho: a venda de si mesmo como trabalhador.

Será que estamos preparados para falar de nós mesmos e vender o melhor custo x benefício ao recrutador, envolvendo o conhecimento científico (diplomas), conhecimento prático e valores agregados para aquilo que realmente interessa para cada tipo de empreendimento? Será que nosso perfil está adequado para entrar e fazer parte de um grupo novo, com humildade e flexibilidade para encarar mudanças de rotina e de comportamento, sem expressar uma confiança exagerada? 

Às vezes nossa autocrítica está tendendo ao nosso favor, e aquilo que não conseguimos ver em nós mesmos um recrutador experiente vê...

Por isso, não culpe o recrutador pelos seus insucessos. Analise a si mesmo e admita que há pontos a melhorar para que se alcance uma nova conquista.

Use essas dicas a seu favor:

- Conheça o perfil da empresa recrutadora;
- Reformule seu currículo e adeque sua linguagem e sua abordagem exclusivamente e à vaga em disputa;
- Seja direto e objetivo nas explicações;
- Não fique descrevendo suas qualidades gratuitamente, não fique ansioso em falar. Responda com segurança às perguntas do recrutador;
- Não fique dando exemplos de outros empregos para reafirmar suas qualidades se não for convidado a fazê-lo. Deixe que o recrutador conduza a entrevista e concentre-se em falar com clareza e objetividade a tudo o que ele abordar;
- Vista-se adequadamente para cada vaga disputada, pois o figurino pode até desclassificá-lo. O excesso de grife, por exemplo, pode dar a impressão de que o salário oferecido não será suficiente para atender ao seu elevado padrão de vida. Pode ser um fator decisivo para a escolha do outro candidato.

Em resumo, monte um plano estratégico para cada processo seletivo, lembrando sempre que nesse momento você é o vendedor e você é a mercadoria. Encante o cliente, venda-se ao recrutador e Feliz Novo Emprego!!!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Lance Armstrong, o doping e a ética: o que esperar do ser humano?

O assunto tem sido pauta dos jornais esportivos, mas sua repercussão deveria ser ainda maior quando tratarmos do ser humano e sua índole, sua percepção sobre o que é bom para si e correto perante a coletividade.

O que Lance Armstrong fez durante suas maiores conquistas no ciclismo pode ser perdoado pelos mais poéticos: ele vinha de um processo de vitória na luta contra o câncer (onde usou dos recursos medicinais oficiais e legais disponíveis), e seu regresso ao mundo das competições de alto nível era visto como um símbolo da superação, da força de vontade e da vitória da vida contra a morte. Armstrong era um ícone ilustrativo em palestras de auto ajuda promovidas no mundo todo.

Mas hoje Lance fez a confissão de que suas vitórias foram resultado do uso de recursos ilegais, motivado pela facilidade de passar despercebido pelos órgãos promotores do ciclismo, o que tecnicamente lhe oferecia vantagem competitiva perante os demais competidores. Já arrependido de tudo o que fez, o renomado atleta disse em entrevista a Oprah Winfrey que fazer uso do doping "não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário" (hein?!). Aliás, vantagem antidesportiva, justificada pela hipótese de que sua saúde era menos privilegiada que a dos demais atletas. Sob essa linha de raciocínio, hoje eu estaria na mesma situação que ele para praticar qualquer esporte de competição, o que não me dá o direito de buscar um nivelamento com recursos extras e ilegais.

Antes de cometer uma injustiça contra Lance Armstrong, quero deixar claro que atualmente sua percepção sobre aquilo que fez é outra, pois e ele reconhece e lamenta muito seus atos cometidos, conforme relato nesse trecho da entrevista: "Na epóca não me sentia errado, e isso é assustador. Não me sentia trapaceando. É mais assustador ainda. Não era trapaça, mas sim ter vantagem sobre o adversário. Eu estava igualando as condições. Falar hoje é fácil. Eu não compreendia a magnitude da adoração das pessoas. O mais importante é que estou começando a entender. Vejo raiva nas pessoas. E traição. Pessoas que me apoiaram e acreditaram em mim. Vou passar o resto da minha vida tentando recuperar a confiança e pedindo desculpas a elas". (Leia mais da matéria no site da Globo.com clicando aqui)

Mas voltando ao assunto, até que ponto uma necessidade ou desejo pessoal pode ultrapassar os limites da ética perante os interesses coletivos? Esses argumentos dados por Lance podem e são os mesmos de muitos assaltantes, assassinos, plagiadores, sequestradores, especuladores, etc, que tem uma motivação "justa" (para sua causa em particular) para justificar atos de benefício próprio que porventura provocam prejuízos a terceiros.

E agora, como reparar toda a repercussão de suas vitórias por mais de 5 anos? Como reparar os patrocinadores que têm a imagem e credibilidade de suas marcas e produtos atreladas à de um super-atleta trapaceador? Como desfazer o equívoco das milhares de palestras motivacionais que utilizaram o exemplo de Lance perante o seu público?

Infelizmente o que está feito está feito, e mesmo admitindo seus erros e sendo perdoado, o exemplo sobre a forma de ter conduzido sua vida não pode ser imitado por outros. Seria muito cômodo viver momentos de glória sob a égide da mentira para alguns anos depois pedir perdão ao público e às demais vítimas dessa vitória pessoal. Assim estaríamos possibilitando toda forma de pecado, ofensa ou crime, premeditando um arrependido pedido de perdão mais tarde...

Lance Armstrong foi um homem covarde, trapaceiro e egoísta, e nosso típico sentimento de piedade e comoção aos portadores de doenças graves não deve justificar a gravidade desses atos cometidos pelo atleta.

Lance borrou todo o seu mérito, e até sua vitória pessoal contra o câncer perde o seu valor mais relevante, que é a vitória da vida contra a morte, onde o homem poderia achegar-se mais a Deus para praticar o bem e a justiça com o tempo extra que conquistou. Mas Deus, que sonda os corações, é piedoso para julgá-lo naquilo que nossos olhos não alcançam e nosso coração não sente.

Que Lance seja perdoado, mas jamais imitado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Emprego novo: comece com o pé direito

Algo que tenho observado nos últimos anos refere-se ao desempenho de jovens trabalhadores quando iniciam no emprego. Não necessariamente no primeiro emprego, mas em um emprego novo onde eles acabaram de ser aprovados no processo seletivo. Lá estão pelo menos perto de atender às expectativas de seu novo patrão e subintende-se que eles estejam satisfeitos e de acordo com a atividade proposta e o salário oferecido para essa nova etapa profissional de suas vidas.

Mas passando pelo primeiro dia de trabalho, pela primeira semana e por fim completando seu período de experiência, o que se observa é uma sucessão de erros e mancadas que ajudam a engrossar a lista de dispensados antes do prazo previsto. Ou seja, quem contrata não espera que o desempenho, o compromisso e o interesse do novo colaborador seja tão insignificante a ponto de dispensá-lo ao término de seu contrato de experiência.

E por que muitos não são aprovados em sua experiência? Não são aprovados porque não observam ou não consideram alguns fatores básicos, mas importantes, aos olhos do patrão. Vamos a eles:

1 - Para o primeiro dia de trabalho prepare-se em casa. Durma mais cedo na noite anterior para chegar bem disposto, pois esse dia será cansativo e monótono. Você irá conhecer a empresa e as pessoas que ali trabalham, participará de um processo de integração, receberá treinamento de algo ou ficará ao lado de alguém que faça as mesmas atividades que você fará. Será um dia relativamente chato, mas ninguém quer ver você bocejando ou com aparência cansada logo no primeiro dia.

2 - Seja pontual e chegue com o café da manhã tomado. A pontualidade é importantíssima durante sua experiência, e a sua alimentação é interesse mais seu do que da empresa. Por isso chegue no horário e de barriga cheia, e jamais pergunte sobre café, lanche ou almoço, deixe que essas informações cheguem naturalmente até você.

3 - Cuide bem da sua aparência, pois a ideia de pessoa organizada, zelosa e responsável começa na primeira impressão que você causará sobre si mesmo. Camisa bem passada e por dentro das calças, sapato conservado, unhas e barbas aparadas, cabelo bem penteado, mulheres levemente maquiadas, etc. Tenha uma imagem simples, discreta, mas bem tratada.

4 - Cuide bem dos seus dentes e do hálito, pois terá que sorrir e se aproximar de muitas pessoas no primeiro dia, e não há nada pior do que começar em um emprego com os vãos dos dentes sujos e um hálito que te deixe famoso pelos corredores da empresa...

5 - Não exagere no perfume. Use desodorante normalmente, mas o perfume deve ser bem discreto, o suficiente para ser sentido somente por quem chegar muito perto de você.

6 - Seja simpático e comunicativo com cada nova pessoa para quem você for apresentado. Imagine que você está em uma festa de casamento onde seu corpo deve estar com boa postura e onde você será apresentado a pessoas novas. Movimente-se sutilmente e com elegância, mantenha o corpo ereto, aperte a mão das pessoas com uma força suficiente para não machucar, mas não tão mole que pareça um preguiçoso. Não precisa puxar assunto com ninguém, nem mesmo se aparecer algum conhecido. Apenas cumprimente as pessoas que te apresentarem e responda o que lhe perguntarem, mas mantenha-se focado em acompanhar aquele que estiver lhe conduzindo. Quando lhe disserem "seja bem vindo" apenas responda com simpatia "obrigado", sem muitas delongas, e permaneça atento ao seu condutor.

7 - Não tente se destacar e nem ficar se promovendo logo no primeiro dia. Não precisa ficar falando de suas experiências passadas aos novos colegas e nem ficar puxando assunto para falar de si mesmo ou para mostrar seus conhecimentos em determinados assuntos. Nesse momento contente-se em ouvir e perguntar para aprender e conhecer mais a respeito da empresa e das pessoas que ali estão.

Passado o primeiro dia de trabalho já estarás ambientado com os novos colegas e com a rotina da empresa. Agora fique atento para outros cuidados que deve ter para superar o período de experiência:

1 - Não atrase e não falte sob pretexto nenhum. Há doenças e desconfortos que te permitem trabalhar. Trabalhe com elas, e se necessário, se estiver muito ruim, peça ao seu chefe que te libere, pois vendo-o doente ele certamente o liberará compreendendo que não há condições de trabalhar. Faltar e trazer atestado médico é um direito seu, mas a maioria das empresas não vê com bons olhos os funcionários que faltam no período de experiência, mesmo por motivo de doença.

2 - Não faça críticas ou reclamações sobre a empresa a colegas de trabalho. Também não critique o trabalho em si ou a forma como a empresa opera determinadas rotinas. Adapte-se ao formato do trabalho atual e tenha paciência para ganhar a confiança do chefe até chegar o momento certo de discutir algo que não lhe pareça ideal e propor uma solução mais eficaz.

3 - Não fale sobre sua vida particular com as pessoas, principalmente se sua vida estiver com dificuldades ou problemas de qualquer natureza. Apenas trabalhe, dê o seu melhor e mostre disposição em tudo o que fizer, guardando os outros assuntos para você e aguardando ter mais afinidade com os colegas para comentar sobre as dificuldades que porventura estejam lhe aborrecendo.

4 - Não peça adiantamentos de salário e nem empréstimos particulares a alguém da empresa. Eu sei que a vida não está fácil e que você pode estar precisando de algum dinheiro com urgência, mas em um primeiro momento, pedir dinheiro antes de ser um funcionário já bem estabelecido gera desconfiança e desconforto, de modo que seu futuro ali passa a ser visto com sinal de alerta.

5 - Não brigue e nem entre em discussões acerca de benefícios trabalhistas. Você é muito novo ainda para reivindicar ou debater melhorias.

6 - Evite falar ou fale o mínimo possível ao telefone. Funcionário novo que atende ao celular ou ao telefone da empresa várias vezes por dia para falar com esposa ou filhos não é bem visto pelo patrão. Aliás, nem funcionário novo e nem funcionário antigo.

Além dessas dicas sobre seu comportamento pessoal nos primeiros meses de emprego há ainda aquelas relativas à execução profissional em si, fato que deve ser impecável em todos os sentidos e que não vou entrar a fundo nesse momento.

Assim, muito cuidado com sua postura quando iniciar em um novo emprego. Faça o possível para impressionar positivamente e mantenha o foco após permanecer empregado. Evite os conflitos e desavenças com os colegas, seja responsável sem parecer um puxa saco do patrão e permita que essa nova experiência seja relevante a ponto de promover a valorização do seu currículo.

Lembre-se que emprego bom não é só aquele que te oferece uma excelente remuneração, mas aquele que promova o seu crescimento e desenvolvimento a ponto de proporcionar um aumento no seu valor profissional na hora de negociar salário nas próximas oportunidades de trabalho.

Leia também outros artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Festa de confraternização e a imagem do líder

Tenho observado algumas situações em minha história profissional que, apesar de reprovar, nunca havia parado para pensar nelas como uma atitude a ser tratada com mais atenção no contexto do marketing pessoal. Estou falando das festas de confraternização nas empresas, onde líderes e liderados desfrutam de um momento de descontração e informalidade, mas que na maioria das vezes todo mundo passa dos limites. Até quem não deveria...

Para fins de entrosamento é nesse momento que um líder tem a ótima oportunidade de demonstrar à sua equipe quem ele realmente é como pessoa e cidadão com aspectos comportamentais que, via de regra, não consegue apresentar diariamente à sua equipe no ambiente de trabalho. É na confraternização que ele terá um momento favorável para ultrapassar a barreira da formalidade e mostrar-se como pessoa, conversar sobre assuntos pessoais, sobre família, os filhos, a sociedade, sobre viagens, experiências e conquistas pessoais, música, futebol, etc.

São nessas ocasiões que um bom líder consegue desvincular-se de seu título e posição para conquistar a admiração de seus liderados pela sua pessoa de fato, aquela que não está travestida de "chefe" para comandar pessoas de diferentes personalidades e interesses na empresa.

Na festa de confraternização é hora de dar risadas e falar um pouco de si mesmo, sentar-se com quem nunca se fez um contato mais próximo, quebrar a vergonha dos mais tímidos e aproximar-se deles, tornando mais humano o relacionamento burocrático que muitas vezes permeia as organizações

Ali você pode jogar um futebol, sinuca e ping-pong com qualquer subordinado, pode vencer e ser vencido proporcionando um momento de conhecimento lúdico de que nem sempre quem está no poder é quem domina todas técnicas. Inclusive, digo por experiência própria, é gostoso perder para um subordinado e ver no seu rosto o orgulho de vencê-lo. Isso aumenta sua autoconfiança, sua coragem, ousadia e participação nas discussões de trabalho na semana seguinte.

Mas nas festas de confraternização nem sempre é assim...

O que tenho visto além dos líderes ponderados são os líderes que se transvestem de um personagem sem limites e extravasam.

Lá começam com a cervejinha de sempre, mas bebem como se fosse a última vez. Passam do ponto, contam piadas a tarde inteira, contam travessuras que fizeram na adolescência, contam sobre suas proezas sexuais e até das asneiras que já fizeram em outras empresas.

E dão gargalhadas desmedidas e descem ao mais baixo patamar de respeito, sendo observados de longe por outros profissionais da empresa para quem começam a perder aquele resquício de admiração.

E a partir daí tudo pode acontecer: são carregados e atirados na piscina com roupa e tudo, tiram a roupa molhada e já ficam por ali mesmo só de cuecas recebendo mais cervejas na beira da piscina, e assim serão lembrados todos os dias como o gerente que fica doidão no churrasco de confraternização. Dançam na boca da garrafa, rebolam, sobem na mesa, desfilam em cima das mesas e fazem trejeitos homossexuais para ouvir as risadas (até de quem não vê graça, mas enfim, o cara é chefe, tem que rir até disso...), tudo isso porque sentem-se à cima da regra, estão no ponto e no cargo que o permitem fazer o que dá na cabeça sem que ninguém os repreendam.

Mas e o seu marketing pessoal, como é que fica? Que imagem você constrói a respeito de si mesmo em uma festa de confraternização? Você não vai ser demitido por que transformou-se em macaco no dia da festa e nem vai deixar de realizar o seu trabalho no dia seguinte. Mas será que sua autoridade, seu exemplo e seu momento de coaching junto a um colaborador problemático surtem o mesmo efeito daquele exercido por um líder ponderado?

E na qualidade de um líder que deve promover um de seus dois melhores colaboradores, você optaria por experimentar aquele com perfil pessoal mais ponderado ou aquele que extravasa nas festas?

Vale a pena pensar em tudo isso, especialmente no fato de que em uma festa de funcionários há formadores de opinião e influenciadores de todos os níveis hierárquicos, além dos familiares presentes, onde todos devem estabelecer julgamentos e valores sobre você.

Portanto meus amigos, vamos parar para pensar e ser prudentes em todos os momentos em que nossa imagem estiver sob acesso do público, mesmo naqueles momentos onde a descontração é o tema do momento. Pois no fundo no fundo, em marketing pessoal você na verdade é tudo aquilo que você parece ser aos olhos de quem te vê.

* Texto de minha autoria publicado originalmente no blog Ponto Pessoal , onde escrevo em parceria com assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Passe por lá!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Construindo a sua marca pessoal e profissional

Não basta ser uma mão de obra especializada e qualificada para ser um produto competitivo no mercado de trabalho. É preciso saber desenvolver-se, promover-se, estabelecer pontos positivos sobre si mesmo e vender-se a um bom valor para ambas as partes: o contratador e você.

Em primeiro lugar é preciso fixar a ideia de que em todos os momentos de sua vida você estará construindo (ou destruindo) a sua própria imagem perante quem te vê. Seja no clube, na escola, na igreja, no trabalho ou nos diversos sites de acesso publico (Facebook, Twitter, etc). O seu marketing pessoal é feito por você, mesmo sem querer, e é aí que mora o perigo. Partindo do conceito básico de marketing, que significa atender as expectativas de alguém, o marketing pessoal tem por objetivo tornar você atraente a alguém que te "compre". Nesse caso devemos perguntar a todo instante: isto que estou fazendo agora, ou postando na internet, ou falando ajudará a promover uma boa opinião a meu respeito? O que a sociedade, as pessoas ou as empresas esperam de mim?

Assim, o estudo do marketing pessoal parte do princípio de que você sabe onde quer chegar, e a partir daí permite que coloque em prática o seu plano de vida para comportar-se e portar-se de acordo com o meio em que pretende estar, provocando o interesse de quem tem as chaves daquilo que você almeja conquistar. Quem sabe um novo emprego, uma promoção na carreira, um convite para um projeto ou pesquisa...

Então olhe bem para si e faça algumas perguntas:

1 - Como as pessoas me vêm fisicamente, ou externamente: aqui não estamos discutindo se você é feio ou bonito, mas que opiniões partirão de quem o vê pela primeira vez, sendo sua expressão corporal, figurino, etc.

Precisamos assumir que existem, mesmo contra a nossa vontade, os esteriótipos para as pessoas. A sociedade nos enxerga e resume com adjetivos simplistas o que somos pelo que elas vêm de imediato. Portanto é importante considerar esse aspecto e buscar não "revolucionar" o mundo com uma imagem tão inédita de nós mesmos para aquilo que alguém espera de nós. Saiba vestir-se, arrumar-se e portar-se adequadamente para cada momento, de acordo com a cultura estabelecida no local onde você quer chegar. Dê ali uma pitadinha de sua individualidade mas com o cuidado de não cair no ridículo. Você tem todo o direito de ser excêntrico, só não espere que a sociedade concorde ou aprecie isso. Nesse caso esteja preparado para uma possível rejeição.

2 - Como as pessoas me vêm intelectualmente: essa parte é fundamental para que o seu sucesso seja alcançado, complementando o fator externo. Com sorte, sempre terás a oportunidade de conversar com alguém ou se expor em redes sociais, e nesse momento é preciso usar de muita perspicácia.

Se você é um novo entrante no mercado de trabalho, com pouca ou nenhuma experiência profissional, tome o cuidado de mostrar-se bem informado e ativo. Leia notícias, esteja a par do que acontece pelo mundo, principalmente no que estiver relacionado às coisas que você gosta, aos assuntos que envolvam a sua profissão.

Conheça um pouco de tudo, saiba um pouco do que rola na política de Brasília, no seu estado e na sua cidade;

Saiba um pouco sobre esportes, inclusive sobre futebol que é, via de regra, uma paixão nacional. Mesmo não gostando do assunto, saiba um pouco do que está acontecendo, ou pelo menos saiba falar sobre alguma outra modalidade esportiva para não dar aquela sensação muito elitista, de quem não curte atividades coletivas ou populares;

Saiba um pouco sobre os assuntos internacionais, o que está acontecendo de relevante na política e economia no exterior e assuntos relacionados à sociedade. Saiba um pouco sobre a China, EUA e o mercado europeu;

Leia alguns livros de ficção ou romances, para que se alguém entrar nesse tipo de assunto você não fique totalmente por fora da conversa;

Conheça um pouco do que passa na TV também, para que possa dar uma opinião sobre o que é bom, o que é ruim e o que é péssimo, e assim possa contribuir e aparentar boa maturidade e senso crítico sobre as coisas mais acessíveis à toda a sociedade;

Esteja por dentro do que acontece em sua família. Sim, tem gente que não tem notícias da própria mãe a mais de um mês, e isso conota muita frieza de sua parte. Saiba a profissão dos seus irmãos, onde eles moram e o que andam fazendo, para mostrar seu calor humano e interesse por coisas que a sociedade em geral considera importante;

Tenha algum hobby, mostre a sua individualidade e interesse em alguma coisa além do trabalho e religião.

3 - Como as pessoas me vêm socialmente: estamos na era do mundo globalizado, onde a interação social e comercial à distância chegou através da internet. Além dos negócios e dos relacionamentos virtuais precisamos observar se representamos ser pessoas sociais, que apreciem a vida ou atividades em grupos.

Cuidados com sua "marca" na internet

Está na moda ser visto, expressar suas opiniões e sua individualidade e isso é bom, principalmente se você tiver a chance de ser visto e ADMIRADO, aí sim estará tirando vantagem das redes sociais.

Para isso veja algumas dicas de como aparecer nas redes sociais e não causar uma má impressão a quem não o conhece pessoalmente:

- Não pareça um fanático. O fanatismo é um comportamento de alto risco para sua imagem. Pode torcer para um time, seguir uma religião, apoiar um partido político, gostar de um estilo de vida, ter sua orientação sexual, mas seja moderado nos comentários, evite criticar ou rivalizar com os outros. Apenas promova o que pensa pacificamente;

- Não faça críticas gratuitas. Se precisar criticar faça de forma construtiva, apresentando um ponto de vista responsável para o que estiver criticando;

- Não fique replicando frases ou gravuras sem objetivo. Se você tiver uma rede social exclusivamente para curtir bobagens, registre-a com o seu apelido, e aí sim solte a franga! Mas se você for um profissional em atividade e tiver uma rede com o seu nome e sobrenome, cuidado para não parecer uma pessoa ociosa compartilhando todo tipo de gravuras que ver pela frente. Procure compartilhar os links e frases que tenham convergência com o perfil que você pretende construir sobre si mesmo, para que sempre deixe a impressão de que é uma pessoa com personalidade bem definida.

Você tem um objetivo de vida

É fato que nem todo mundo está em um patamar de grande influência ou de liderança em seu trabalho, galgando ainda o seu crescimento lá pelos primeiros degraus. Mas é mostrando interesse por assuntos específicos que você mostra sua pró-atividade, diferente de parecer um trabalhador braçal ou mero cumpridor de carga horária.

Faça notar que você tem planos bem traçados para avançar ao próximo estágio de desenvolvimento, seja subir de cargo, seja brigar por um trabalho em uma empresa de maior representatividade para seu desenvolvimento.

E na hora da entrevista de emprego...

Exercite sua capacidade de argumentação. Esse é um aspecto muito importante para o seu marketing pessoal, pois no seu tom de voz, na velocidade de suas respostas e nos seus gestos existe muito a aprender sobre "quem você é". Exercite-se no seu dia a dia e observe muito as pessoas à sua volta para tomar algumas lições, principalmente observando os seguintes pontos:

1 - Elas prestam atenção e mostram-se interessadas no que você diz? Como reagem e como se movimentam enquanto escutam o que você fala?
2 - Elas estão compreendendo o assunto que você está falando? Que tipo de comentários fazem (se é que fazem) quando você fala de algo que parecem desconhecer?
3 - Sua conversa é direta e objetiva? Cuide para que o diálogo não torne-se longo, cansativo e demasiadamente explicativo, tornando-se desinteressante para o ouvinte. Isso é um sintoma de sua  necessidade de aceitação e auto afirmação. Não deixe que isso seja notado, fale somente o necessário.

Essas dicas são pontos a observar para que sua pessoa transpareça alguém agradável, madura, inteligente, sensata, objetiva e consequentemente alguém com potencial para se tornar uma boa amizade, uma boa contratação ou uma boa recomendação profissional.

Vale lembrar que isso não é uma máscara, você não estará interpretando um personagem. É apenas uma postura e uma forma de conduzir a vida de tal maneira que o faça crescer como pessoa e como profissional. Pois a vida é feita de relacionamentos, e quanto mais preparados estivermos para ser bem aceitos, maiores serão nossas chances de sucesso naquilo que buscamos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Passaporte para o sucesso...


Outro dia escrevi um texto acerca do lutador de MMA Anderson Silva, o Spider, dizendo que ele venceu a luta no Brasil mas perdeu a unanimidade de seus fãs (leia o artigo aqui), e esse tema despertou-me o interesse para discorrer mais a respeito. Porque veja só uma coisa: se você tem uma carreira pública ou artística, pode parecer até redundante dizer que sua meta é agradar ao maior número possível de pessoas. Isso ajudaria na sua própria projeção pessoal para ganho de votos, aumento de visibilidade e conquista de melhores contratos. Mas se você é um profissional ligado à iniciativa privada, que benefícios terá a seu favor contar com a unanimidade de opiniões boas a seu respeito? 

Vamos analisar isso na prática observando três fatores:

Seu carisma – há pessoas que são chamadas de carismáticas, pois independente de suas preferências, crenças, opiniões ou pontos de vista, são amadas e admiradas pelas demais pessoas com quem se relaciona. O carismático emana boas energias, é positivo, otimista, gentil e estimulador. É muito mais fácil liderar pessoas, conquistar favores e a adesão às suas ideias sendo carismático do que não sendo. É difícil que não haja unanimidade de boas impressões a seu respeito se fores carismático, e esse é um ponto a seu favor para conquistar melhores oportunidades e a fidelidade das pessoas.

Seu poder de persuasão – Se você é capaz de persuadir pessoas, ou seja, conquistar a adesão delas às suas ideias, conceitos, projetos e opiniões, então você poderá ter uma opinião unânime de que é uma pessoa vencedora e de credibilidade. Persuadir não é mentir, mas é uma forma de expor alguma situação de modo a ser visualizada, percebida e aceita por alguém, mesmo não concordando 100% com você. Por isso, se uma de suas características for a capacidade de persuadir pessoas, cuide para que o resultado de suas ações tenha sempre como o alvo o bem coletivo, para que aqueles que depositaram em ti a confiança não se sintam lesados ou arrependidos mais tarde, o que mudaria seu conceito de líder para enganador, pois teria agido em benefício próprio iludindo as pessoas.

Seus valores – conquistar a unanimidade exige de você um esforço para resguardar determinados valores, preferências e opiniões para serem debatidos apenas em pequenos grupos, entre amigos, de preferência fechados no mesmo contexto. O fanatismo trabalha contra a unanimidade. É melhor ser flexível. Por exemplo: você pode odiar o PT ou o PSDB, pode odiar o Corinthians ou o Palmeiras, pode ser Cristão ou Ateu, pode odiar os EUA ou o Irã, pode ser homofóbico, racista , contra ou a favor do aborto. Isso tudo é um direito seu. Mas jamais deve expor publicamente aspectos dessa natureza. Isso porque, inevitavelmente, você perderá a unanimidade da simpatia e de opiniões favoráveis a seu respeito, e sem saber por certo em qual proporção. Se você tem uma opinião formada sobre algo relacionado à conduta social, saiba o momento certo de expor seu ponto de vista, e o exponha sempre ponderando as variáveis, demonstrando o respeito que tens à opinião contrária. Um exemplo que tenho visto com frequência é a promoção da frase dizendo que o “vegetariano pensa melhor”. Isso significa que todos os demais são inferiores, o que forma uma imagem muito negativa a seu respeito.
Promova as suas ideias sem criticar a opinião ou a opção alheia. Isso sim é apresentar sinais de inteligência para conquistar a admiração ou a adesão de alguém.

Mas por que estamos falando sobre a unanimidade? Porque quando abordamos o Marketing Pessoal como ferramenta para o aumento do seu valor pessoal e profissional, não podemos deixar de considerar que a unanimidade provoca também a multiplicação de opiniões a seu respeito. E nesse caso, que sejam destacadas as boas! Ou você pode acabar carregando em seu histórico profissional atos irresponsáveis e desnecessários que denigrem seu bom nome (vejam aqui um exemplo clássico e recente do que estou falando).

Pois em uma coisa certamente somos unânimes: é mais fácil sermos bem sucedidos se promovermos nossas qualidades e nossa capacidade de adaptação às diferenças e interesses da coletividade.

*Esse texto foi publicado originalmente no blog Ponto Pessoal, onde escrevo em parceria sobre assuntos relacionados a Marketing Pessoal. Leia o conteúdo também clicando nesse link.

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Empatia e conhecimento: as chaves para o sucesso profissional

Um dia desses eu estava observando o filho de um amigo meu, um rapaz de uns 23 anos, e lembrando de quando seu pai o indicou para trabalhar na empresa. Na época da indicação eu não fui muito favorável, pois a ideia que eu tinha dele era de um rapaz apático e de relacionamento extremamente reservado.
Mesmo assim, usando da lisura que me é característica, pedi à recrutadora que o entrevistasse para conhecê-lo pessoal e profissionalmente, mas sem dizer nada a ela sobre minhas impressões a seu respeito. Ela o chamou, mas quando disse por telefone que queria entrevistá-lo, ele perguntou para qual horário era o trabalho e não interessou-se. Inclusive, nem foi fazer entrevista nenhuma, pensando, quem sabe, em encantar a entrevistadora e brigar por outra atividade em outro horário. A mesma ideia que eu tinha dele conhecendo-o pessoalmente ela teve durante 3 minutos de conversa por telefone...

Estou ilustrando esse post com esse fato para dizer algo aqui aos amigos sobre gestão de imagem e de carreira, repetindo o que gostaria de dizer a esse rapaz como dicas para melhorar sua empregabilidade e sucesso pessoal.

Em primeiro lugar, as pessoas normalmente têm pontos fortes e pontos fracos. Em dois desses pontos pode estar a empatia e o conhecimento. Se você não tem nenhuma empatia por ser tímido, resguardado ou inseguro no relacionamento interpessoal, precisa pelo menos estar cheio de algum conhecimento (ou muitos deles). Aqui eu cito o exemplo de um personagem da TV conhecido nosso, o Dr. House, e até o Tenente Grissom do CSI - Las Vegas, que são de uma frieza sem igual mas de um conhecimento admirado por todos.

Em segundo lugar, e complementando o primeiro, você deve direcionar sua carreira segundo o seu grau de empatia. Ou seja, baseado no seu perfil pessoal, pode escolher se sua área de atuação será na linha de ciências tecnológicas ou ciências humanas.

Isso não quer dizer que um engenheiro, médico ou analista de sistemas sejam pessoas sem empatia, ou que um professor ou publicitário sejam obrigatoriamente carismáticos. Reforço que, caso você reconheça ser alguém que prefere trabalhar sem ter que fazer média com ninguém, deve, pelo menos, buscar ser um profissional extremamente qualificado cientificamente, para oferecer seu trabalho sem precisar de muito contato com as pessoas. Caso contrário, sem um diferencial cognitivo no currículo e sem um aspecto que encante alguém, dificilmente você conseguirá uma profissão que o promova a uma vida de conforto, submetendo-se apenas a funções operacionais e de remuneração mediana.

A capacidade de relacionamento interpessoal sempre será analisada e considerada um dos fatores de maior relevância na seleção de profissionais de carreira e liderança, aqueles com condições de crescer na empresa e levar seu time junto para ganho de resultados.

Agora, conhecendo o nível concorrencial do mercado de trabalho cada vez mais acirrado não vejo como ignorar suas fraquezas e descartar mudanças pessoais para buscar o sucesso. Seja simpático, amável, conversador e carismático, e some tudo isso a um amplo conhecimento, atualização dos acontecimentos à sua volta, faculdade, especializações, e certamente serás um daqueles profissionais que não procura emprego, mas que escolhe empregador.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Virei chefe... e agora?!

Quem nunca passou por essa situação, um dia pode passar. E a primeira chance de liderar formalmente um grupo de pessoas pode ser traumática ou bem sucedida. O que fazer para que essa caminhada seja positiva? Vou tentar ajudá-los.

É bom termos em mente que algumas dificuldades ocorrem com maior ou menor frequência e também com maior ou menor intensidade. Não quero colocar medo em ninguém, mas é bom sabermos que nem tudo pode ser um mar de rosas quando você é promovido a um cargo de liderança ou é recém contratado para liderar pessoas.

Sua primeira promoção interna

Quando você é promovido na empresa pode ser vítima da inveja de seus companheiros que queriam essa vaga e daqueles que acreditam que você não tem a capacidade ou o preparo necessário para exercê-la. Nesse caso você poderá enfrentar um adversário invisível que tentará minar o seu sucesso sorrateiramente, pois na sua frente fará pose de amigo. Para liderar pessoas nessa situação hipotética (pois você pode demorar para perceber a sua rejeição perante eles, se é que ela existe de fato), é importante que você se aproxime de cada um e procure desenvolver um trabalho em parceria, sem status de autoridade sobre eles. Até que eles se habituem com a ideia de que você é um parceiro de trabalho e não um inimigo, você deverá provar que tem condições de ajudá-los e liderá-los no trabalho e favorecer o resultado positivo no grupo, realizando uma gestão participativa, construindo junto deles a solução das coisas que você queira implantar. Com o passar do tempo sua liderança se estabelecerá gradativamente e sem maiores traumas.

Mas você pode trilhar pelo caminho mais difícil, que é usar de autoridade e implantar seus métodos ou diretrizes via comunicados ou em reuniões onde as propostas já chegam prontas. Em grandes corporações, onde geralmente é promovido de fato profissionais altamente capazes, experientes na função e de confiança inquestionável, esse método pode funcionar.

Quando você é promovido existirá também uma expectativa maior de seus diretores a seu respeito, que irão observá-lo com mais critério para que tenham a certeza de que tomaram a decisão correta ao promovê-lo. Cuidado para não parecer ansioso em mostrar serviço. Não perca seu tempo levando ao conhecimento deles tudo o que você tem feito, isso eles já estarão monitorando. Dedique, com seu superior imediato, tempo para desenvolver projetos, planos e procedimentos, usando da experiência dele para aperfeiçoar suas sugestões. Não vá até ele para pedir ajuda ou para peguntar como fazer, pois se você foi colocado na função é pressuposto que você tenha as noções necessárias para construir uma solução. Use-o apenas para aperfeiçoar suas ideias. Desde que você saiba o que está fazendo, quanto menos você o importunar, melhor.

Você foi contratado para liderar

Se você é recém chegado em uma empresa em uma função de liderança, é bom saber primeiro se houve um processo interno de promoção onde ninguém foi aprovado para essa vaga. Se houve, prepare-se para liderar alguns desmotivados. Se não foi, terá apenas que liderar um grupo de pessoas apreensivas com sua chegada. "Será que ele é legal ou turrão? Será que ele é liberal ou rigoroso?". Serão tantas perguntas na cabeça da equipe que você deve estabelecer um período de reconhecimento de ambas as partes, pois além de apresentar-se como ser-humano e profissional, você também terá que conhecer o seu novo grupo de trabalho.

Nesse contexto, sua chegada deve ser cheia de humildade para promover a aceitação. Considere-se um novato e dê foco em conhecer tudo primeiro para depois opinar e agir onde for necessário. Sente-se com cada membro individualmente, abra o jogo e diga que quer conhecê-lo. Pergunte sobre sua família, sobre suas experiências, como foi que ele chegou a essa empresa, o que ele acha do trabalho, o que ele acha que deveria mudar para melhorar, enfim, converse o suficiente para ter uma fotografia ampla de cada profissional, suas expectativas, medos, etc.

Após essa etapa, arrisco-me a dizer que você já terá avançado a passos largos para ter a aceitação do grupo e liderar com tranquilidade.

A próxima fase, se você se considerar ainda um iniciante nessa atividade, é a mesma sugerida no parágrafo "Sua primeira promoção interna".

E caso você chegue com uma boa bagagem profissional para exercer sua função, já tendo sido líder em outras situações, siga na linha do chefe participativo e promova a integração do grupo nas decisões tomadas através de reuniões frequentes. Apresente suas propostas, estabeleça prazos, peça críticas e sugestões, abra sempre as discussões desafiando quem é capaz de visualizar as possibilidades de erro de cada proposta, a fim de aprimorá-las, enfim, torne a equipe parte pensante, e não apenas operacional, do seu departamento. Isso motiva o grupo e favorece o trabalho.

Por hoje é só isso, espero que possamos aprimorar dia após dia. E já que estamos falando de chefe, sugiro a leitura desse texto que li recentemente: Como ser um chefe mala. E se servir a carapuça... é tempo de mudanças para melhorar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Currículo de professor visto com um outro olhar

Quando pensamos em como montar um bom currículo profissional sempre temos um modelo padrão mais ou menos universal para apresentar. Alguns recrutadores têm dicas para melhorá-lo, e eu mesmo sempre estou lendo algo a respeito para melhorar o meu e ajudar meus leitores com o deles.

Mas como tenho recebido várias buscas a respeito de modelos de currículo para professores passei a pesquisar algo a respeito. Por sorte meu irmão mais novo, Pedro Berger*, é mestre e professor em escolas particulares, e deu-me algumas dicas que me pareceram muito pertinentes.

Em primeiro lugar, o modelo de currículo não difere do convencional, e vou sugerir aos amigos que deem uma espiadinha em um texto sobre currículo que postei aqui mesmo nesse blog (clique aqui).

Em segundo lugar, o que conta muito nesse mercado profissional de professores é a recomendação. Aqui é uma questão de marketing pessoal correndo lado a lado com a qualidade do serviço prestado, ou seja, da aula.

Mas se a recomendação de bons professores é um diferencial, o que devemos considerar então para medir o quanto um professor é bom a ponto de merecê-la? Vamos pensar  nesse tema agora.

Quem é o seu cliente?

Como em qualquer prestação de serviços devemos conhecer perfeitamente bem quem é o seu cliente, ou seja, para quem você trabalha. E essa análise é complexa, pois temos que considerar aqui o seu cliente, o cliente do seu cliente e o pai do cliente do seu cliente. Descomplicando, quem paga o salário do professor é a escola, mas quem paga a escola são os alunos (ou o pai de alunos). E nessa escala o bom professor deve satisfazer a diversas necessidades:

1 - O pai do aluno: a expectativa do pai do aluno é que ele aprenda o suficiente para passar de ano e, futuramente, no vestibular. Também espera que o professor seja capaz de envolver o aluno em sala de aula, para que ele goste de frequentar essa escola e absorva o conteúdo. O pai pode tirar o aluno de uma boa escola por causa de um professor, um aluno violento ou sádico, ou por suspeitar que alguma coisa esteja provocando o medo ou desinteresse de seu filho por essa escola. Por isso cabe a um bom professor identificar também essas questões nos seus alunos.

2 - O aluno: a expectativa do aluno é que o professor seja divertido, amigo, tenha respostas às suas perguntas e que sua aula seja legal. O aluno é uma criança, um adolescente ou um jovem que não tem ainda um senso crítico tão apurado, e tampouco uma noção das dificuldades que o esperam no futuro próximo. Por isso suas expectativas são relacionais, sensitivas e pouco racionais. Ele sabe que enfrentará um vestibular, mas sua mente trabalha ainda com uma outra preocupação mais simplista, que é passar de ano. Então, para satisfazer as expectativas do aluno sem frustrar as expectativas dos pais, o professor deve convergir as duas variáveis: dar uma aula divertida, relacionar-se amigavelmente com os alunos, tolerar e compreender certas criancices sem perder o controle da sala de aula, e ao mesmo tempo fazer com que seu conteúdo seja dado por completo, seja absorvido e que os alunos passem de ano aprendendo de fato aquilo que foi ensinado através de sua aula agradável. Não basta fazer o aluno ser aprovado com trabalhinhos extras ou com provas fáceis. O bom professor é aquele capaz de ensinar verdadeiramente, avaliar com justiça e agradar ao seu cliente-aluno.

3 - A escola: a expectativa da escola é que os pais de alunos sintam segurança quanto ao conteúdo que está sendo desenvolvido em sala de aula, que os alunos aprovados estejam verdadeiramente qualificados para a próxima etapa que os espera, e que os alunos gostem de estudar ali devido o clima de camaradagem e amizade entre eles e os professores.

Uma vez visto isso devemos saber exatamente como conduzir nossa carreira, nossa conduta profissional e nosso marketing pessoal. O marketing pessoal é o ponto chave dessa questão, pois o professor deve fazer uma auto avaliação de sua conduta, sua forma de comunicar-se e de movimentar-se diante dos alunos. Aqui deixo nova dica de leitura que o ajudará a fazer essa análise. Clique nesse link e veja como encontrar seus próprios adjetivos para moldar-se em sua profissão.

Identificando com perfeição os seus clientes e sabendo como satisfazê-los, um bom professor saberá como desenvolver o seu trabalho a ponto de conquistar a aceitação de todos, a sua valorização profissional e sempre boas recomendações, se é que isso será necessário. Pois o professor qualificado tecnicamente e que atenda às expectativas dos 3 clientes, certamente será disputado pelas escolas e não necessitará de recomendações para conquistar o seu espaço no meio educacional.

Nota extra: convido os amigos a lerem algo sobre o professor Salman Khan, que especializou-se em aulas via internet (já possui mais de 2.700 vídeos de aproximadamente 20 minutos no Youtube), e que agora tem seu conteúdo sendo traduzido para o português e disponibilizado pela Fundação Lemman (conheça o material nesse link). É bom conhecer o que há de novo em nosso ramo de atuação, e esse profissional e seus métodos deve ser acompanhado de perto.

Leia também outros artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

*Crédito: Pedro Berger é professor do ensino médio no Colégio Nobel e Colégio Adventista de Maringá, iniciando-se na profissão em 2007.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Marketing pessoal começa com o autoconhecimento

Hoje eu estava pensando em um tema bobo que redigi já faz bastante tempo em meu blog, e sem querer formulei uma abordagem a respeito do meu próprio marketing pessoal.

Tratava-se de uma discussão a cerca dos personagens do Maurício de Souza, os quais eu condeno como exemplos às crianças, e então pensei em desafiar as mães: peguem o personagem da TV preferido de seus filhos e encontre nele 5 adjetivos, e assim verás se ele é uma boa ou má influência para o amadurecimento da criança que o assiste (faça esse exercício pensando no Cebolinha ou no Cascão...).

Feito isso imaginei que uma das mães me desafiaria: “e por acaso você já fez essa autocrítica a seu respeito?”. Parei... nunca fiz isso de forma crítica, apenas a faço para massagear meu próprio ego. Mas daí surgiu uma técnica para o desenvolvimento do meu marketing pessoal.

Definição

O marketing pessoal nada mais é do que desenvolver sua imagem ou conceito para que ela influencie positivamente quem o conhecer. Ou seja, você é a sua própria ferramenta de trabalho para alcançar algum fim. Com isso, tudo o que escrever e falar, a forma como se relaciona com as pessoas, a forma como movimenta seu corpo, a forma como você se veste, e até as pessoas que andam com você são fatores influenciadores de uma opinião a ser construída a seu respeito.

Assim, voltando à abordagem da autocrítica através da nomeação de adjetivos pessoais, podemos diagnosticar a nós mesmos para avaliar se estamos adotando uma boa estratégia de promoção pessoal para cada fim.

O diagnóstico

Vamos supor que você freqüente uma igreja. Tem algum objetivo pessoal, diante do grupo, que o leve até lá toda a semana? Sim, você deseja (além de ir para o céu!) fazer parte do coral e anseia ser convidado pelo maestro. Então agora analise quais os adjetivos o representam sob a ótica das pessoas que o vêm: as pessoas te vêm um cara reservado, tímido, bem sucedido financeiramente, fiel à igreja e generoso. Nesse caso seria melhor expor-se mais, sentar mais à frente, cantar com vigor, aproximar-se do maestro no final dos cultos e cumprimenta-lo sempre, apreciar o grupo de cantores, etc... Assim poderia ser visto com outros adjetivos, substituindo o reservado por entrosado e o tímido por ousado, além de parecer talentoso quando o virem cantando com vontade ali no seu banco.

Note que é possível manipular sua conduta para promover-se com foco em algum objetivo! Se tiver que convidar mais alguém para o coral, porventura você não seria lembrado pelo maestro? Certamente que suas chances aumentarão bastante, pois é melhor ser entrosado do que reservado, e é melhor ser ousado do que tímido.

A mesma técnica pode ser adotada no trabalho, onde você deseja crescer e ser percebido pelo seu gerente, mas sem parecer um típico “puxa saco”. Observe os pontos que seu gerente valoriza nas pessoas, especialmente os adjetivos que o representam. Depois faça uma análise nos seus adjetivos pessoais dentro daquela organização, como as pessoas o vêm e o que elas provavelmente enxergariam a seu respeito. Depois veja o que precisa ser trabalhado para que você seja percebido sutilmente, sem uma mudança radical na sua forma de ser.

Essa estratégia pode ser bem aproveitada e trabalhada desde que haja muita franqueza de sua parte e um compromisso de não desanimar frente aos adjetivos negativos que você mesmo já conheça sobre a sua pessoa. A vida está aí para ser vivida, e desde que você reconheça e admita suasfraquezas, o único capaz de mudar esse perfil é você mesmo. É pegar ou largar essa possibilidade de aperfeiçoamento pessoal.

Mas cuidado: os adjetivos que te fizeram bem sucedido na escola e faculdade podem não ser necessariamente os mesmos que o promovam no trabalho. Pelo contrário... podem até te estereotipar de forma muito negativa. Uma coisa é a faculdade onde o maior interessado é você mesmo, e outra coisa é o emprego, onde te pagam para trazer resultados e você é visto como investimento.

E lembre-se de viver o personagem apropriado para cada ocasião sem perder a sua essência: se você é brincalhão pode ser em qualquer lugar, basta saber dosar a intensidade e a hora apropriada para soltar-se. Se você é religioso, saiba o momento de demonstrar sua fé e sua doutrina em cada lugar. Se você é tímido, saiba agir sem parecer inseguro. E mais do que isso, lute para vencer a timidez, pois o mercado de trabalho e a sociedade não recebem de braços abertos alguém que foge de tudo e de todos.

Por hoje, essas são as minhas dicas de sucesso:

1 - faça um diagnóstico seguro de você mesmo observando-se com os olhos dos outros em cada ambiente;
2 - trace seu plano ou objetivo a ser alcançado para cada situação;
3 - prepare sua estratégia de marketing pessoal, projetando como as pessoas gostariam de vê-lo de forma a favorecê-lo nos objetivos a serem conquistados.

E principalmente, pense em tudo, pense globalmente. Cuide bem do que você conversa nos intervalos e no que você escreve nas redes sociais: cuidado com as fotos que você publica, com as causas que você promove e com as críticas que você faz, para que sua conduta pessoal não seja conflitante com o papel que você busca representar nas diferentes ocasiões ou lugares que você frequenta.

A idéia não é que você crie uma máscara ou uma mentira de si mesmo, mas que você identifique seus pontos negativos e os trabalhe para que se tornem pontos a seu favor em cada ocasião. Pois se você desenvolver o seu produto, a sua imagem e estabelecer seus melhores adjetivos como diferenciais, aí sim o sucesso estará garantido na vida pessoal, social e profissional.

Leia também artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!


*Esse texto é de minha autoria e foi postado originalmente no blog Ponto Pessoal, onde tenho uma parceria para escrever sobre Marketing Pessoal. Foi lançado com o nome Você, seus adjetivos e suas chances de sucesso, dividido em duas partes: parte 1 e parte 2. Passe por lá e dê uma espiadinha!

domingo, 28 de agosto de 2011

Spider venceu a luta, mas perdeu a unanimidade

Nesse sábado eu estava particularmente ansioso para assistir à principal luta da noite da UFC Rio entre o brasileiro, dono do cinturão mundial Anderson Silva, conhecido como Spider, e o japonês Yushin Okami, o temido desafiante. Tivemos alguns compromissos à noite, e quando cheguei em casa liguei na Rede TV onde estava justamente iniciando-se a apresentação e entrada do japonês.

De repente apagaram-se as luzes e iniciava-se um momento mágico: a entrada do mito! Locução de grande evento e os holofotes são direcionados para ele, Anderson Silva, que aparece fulminante vestido com a camisa do... Corinthians. Isso mesmo. Para a frustração minha, e certamente de milhares de outros brasileiros que estavam ansiosos em vê-lo, tivemos que ver um ícone nacional do Ultimate Fighting entrando com uma camisa do Corinthians.

Não fiquei frustrado por ser do Corinthians. Ficaria igualmente se estivesse com a roupa de qualquer outro clube de futebol, pois acho que a UFC não tem qualquer relação com um clube de paixão nacional (ou internacional). Faltou ali destacar a marca de sua academia, fornecedor de material esportivo ou patrocinador, assim como ele próprio sempre fez, e cuja prática foi respeitada pelo japonês vestido com a bela camisa logomarcada com a insígnia "Pretorian".

Erro gritante do administrador de imagem do Spider, que acaba de perder o fanatismo de milhares de admiradores que, por pura rivalidade futebolística, vão continuar torcendo pelo brasileiro, porém não com a mesma intensidade e convicção de antes. Coincidência ou não, quem está "empresariando" o atleta é ninguém menos que a 9ine, empresa do ex-craque Ronaldo que, ao que tudo indica, está mais para uma holding do Corinthians do que qualquer outra coisa.

Fala-se ainda que o lutador já assinou contrato com o Corinthians. Bom para o Timão, que vai levar sua desconhecida marca nesse segmento para milhares de pessoas mundo a fora (que ficarão se perguntando "o que é isso?!"), mas péssimo para Anderson que continuará treinando nos EUA, onde reside, e já sentiu o peso de misturar sua paixão com sua carreira ao ser declarado vencedor da luta contra Okami e ser vaiado em plena arena carioca. Pessoas pagaram caro por um ingresso nesse evento inédito no Brasil e foram pegos de surpresa, como eu, recusando-se em aplaudir o atleta com o uniforme de um clube rival.

O que fica aqui é uma pergunta: os atletas estão prontos para gerenciar suas carreiras e seus interesses sem deixar-se encantar pela fala mansa da cartolagem?

Uma coisa é fato: Anderson Silva, o Aranha, que antes era unanimidade nacional, já não será mais quando entrar em uma arena de luta com o uniforme do Timão... Acaba de conquistar uma legião de brasileiros que a partir de agora podem até torcer por sua derrota. A rivalidade do futebol, a paixão nacional, infelizmente vai falar mais alto até nos ringues, pode apostar.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Currículo bom nada mais é do que uma boa história para ser apreciada

Alguns o chamam de Currículo, outros de Curriculum Vitae, e outros ainda de Resumo Profissional. Isso tudo é indiferente quando o que realmente vale é o que está dentro dele: sua história profissional.

E por que é que existem os bons currículos e os currículos fracos? É porque algumas pessoas sabem contar a própria história, e outras não... 

Pois então vamos bater um papo sobre o seu currículo, ou melhor, a sua história.

Primeiro é preciso lembrar que currículo bom é currículo curto, objetivo e direto. Por isso, tire os dados sem valor para o recrutador: número de RG, CPF e demais documentos. Dependendo de sua área de atuação, escrever o tipo de carteira de habilitação também pode parecer embromação, melhor deixar de fora. Seja direto: Nome completo, idade atual, estado civil, número de filhos e idade deles (não é necessário escrever os nomes), cidade e bairro onde reside, telefone celular e e-mail. Pronto, está feito o seu cartão de visitas. Nada de escrever onde nasceu ou o nome de seu cônjuge, pai e mãe.

Agora fale quem é ou o que pretende fazer no título que pode chamar Apresentação ou Objetivos. Aqui você fará um texto bem objetivo e sem firulas de quem você é profissionalmente e qual é seu plano de carreira. Evite ficar enfeitando com frases de efeito, como seu "desejo em somar para o crescimento dessa conceituada instituição" e fale apenas o necessário. Lembre-se que o currículo por atacado tem menos chances de vingar. Faça um para cada vaga a disputar, dirigido para cada situação. 

Exemplo 1: Sou um administrador formado há 6 meses com foco para atuar na área de recursos humanos. Desejo investir em minha carreira buscando aperfeiçoar-me nessa área e contribuir com minha determinação e a certeza de que em pouco tempo estarei apto para corresponder às demandas da empresa. (Aqui, em início de carreira, você assume sua inexperiência mas demonstra que tem foco, sabe onde quer chegar e o que deseja desenvolver como profissão) 

Exemplo 2: Trabalho com açougue há 4 anos como desossador, com experiência comprovada em corte bovino e suíno. Meu trabalho de atendimento foi marcado pela fidelização da clientela do último emprego, onde promovi crescimento no faturamento e no fluxo de pessoas. Busco uma oportunidade para liderar equipe de açougueiros e gerenciar o departamento, atuando ativamente nas demais rotinas de corte, abastecimento de balcão e atendimento. (Aqui você demonstra sua experiência e o que já trouxe de positivo para outras empresas. Também deixa claro que não veio buscar uma vaga de açougueiro, mas de encarregado de açougue)

O próximo passo é falar mais detalhadamente sobre suas competências. Nesse caso há duas situações: se você já é um profissional com um histórico na área em que atua, monte um Resumo de Qualificações. Nesse título descreva em breves tópicos as atividades pertinentes e de interesse do recrutador para a vaga em questão, sobre ações ou conhecimentos que você já realizou ou adquiriu.

Exemplo: 

- Gerenciei por 6 meses uma equipe de 14 promotores de vendas realizando treinamento técnico sobre as atividades, supervisionando o andamento e produtividade dos trabalhos, e monitorando a carga horária executada;
- Elaborei projeto para controle e aproveitamento de papéis conseguindo reduzir o volume de impressões em 40% e a reciclagem de quase a totalidade do volume descartado no escritório. O produto dessa reciclagem promoveu um caixa que reverteu-se em benefícios aos colaboradores, como uma TV no refeitório e um ventilador na sala de repouso;
- Tenho habilidade em elaborar treinamentos e aplicá-los a equipes de diferentes competências;
- Atuei como intermediador entre o departamento financeiro e o desenvolvedor de software para a criação de novos aplicativos de controles de caixa, promovendo a criação de recursos que agilizaram e melhoraram a precisão do processo de conferência. 

Após esse tópico, onde você relacionará preferencialmente assuntos relacionados à vaga/empresa em questão, entre com o próximo título: Formação. Descreva em ordem decrescente suas formações. Se você tiver curso superior não é necessário citar a escola onde estudou o segundo grau. Cite apenas as titulações de terceiro grau, tema de monografia ou trabalho de conclusão de curso, cursos complementares e técnicos, atividades acadêmicas complementares (não palestras ou eventos de curta duração), cursos de idioma ou de informática (desde que seja algo relevante para a vaga, pois o pacote Office já é obrigação conhecer e dominar), etc.

Voltando um pouquinho ao tópico anterior, caso você ainda não tenha experiências profissionais relevantes não coloque o título Resumo de Qualificações, vá direto para a Formação.

A partir daqui, o experiente deve entrar com o título Histórico Profissional, onde descreverá em ordem decrescente seus últimos 3 ou 4 empregos mais representativos para a vaga em questão. Inicie com o nome fantasia da empresa, intervalo de tempo em que trabalhou e última função que exerceu. Em seguida descreva resumidamente suas atividades e, se possível, descreva alguns diferenciais que trouxe à empresa como resultados conquistados, ganhos de produtividade ou projetos implantados. Seja breve e objetivo, não enfeite o texto. Lembre-se de que quanto mais claro e rápido for o seu currículo, maior a chance de ele ser lido por inteiro... Se você ainda não for um profissional com grandes feitos para narrar, cite em tópicos os empregos por onde já passou, relatando apenas o nome das empresas, período em que trabalhou e função que exerceu.

Após esse título, seja você experiente ou novato, finalize o currículo com Informações Complementares, onde poderá listar em tópicos um pouco mais sobre você e suas particularidades.

Exemplo: 

-  Participo há 3 anos como membro da Associação do Jovem Empresário da Associação Comercial de Osasco, colaborando na condição atual de Diretor de Planejamento;
- Morei em Valencia, na Espanha, entre os anos de 2002 e 2004, onde trabalhei em atividade sem relevância para minha profissão, porém desenvolvi o idioma espanhol para conversação fluente;
- Fiz escola de inglês por 1 ano e meio, e tenho leitura intermediária;
- Pratico esportes regularmente, faço academia 2 vezes por semana e jogo futebol sempre que posso aos sábados;
- Aprendi a comunicar-me de forma básica com LIBRAS, a linguagem de sinais para surdo-mudo;
- Toco violão há 8 anos e dava aulas em caráter voluntário para a associação dos funcionários da empresa X.
- Meu hobby, além de música e esportes é camping e montanhismo, atividades que busco em períodos de férias ou feriados.
- Procuro realizar atividades em grupo, cultivo a amizade e estimulo minhas filhas a terem uma vida social saudável e de respeito ao próximo e ao meio ambiente.
- Escrevo em meu blog assuntos relacionados a viagens e natureza no endereço http://...... 

Pronto! Está feito o seu currículo. Agora coloque a data, assine, e envie ao recrutador.

Currículo é uma coisas interessante, pois podemos ter alguns guias de como montá-lo, mas nunca estabelecer qual é o modelo ideal. Esse é o meu modelo, é a minha proposta. Conforme a sua evolução profissional, seu currículo pode e deve ir tomando outras características. Acredito que sua habilidade em vender-se como um profissional de futuro, de resultados e com capacidade de não ser apenas mais um no mercado de trabalho é o melhor argumento para conquistar uma vaga. Metade de sua conquista estará nesse papel impresso, que deve provocar o interesse no recrutador de chamá-lo para a entrevista. A outra metade depende de você, face a face com ele.

Se lhe falta experiência não se deixe abater, valorize e destaque seu caráter, seu foco, seu plano de vida. Mostre que você tem maturidade e sabe onde quer chegar não sendo vago nas respostas. Não concorra a qualquer vaga, busque o que é de seu interesse para que o recrutador perceba que você não é um franco atirador em busca de salário, mas de profissão e carreira.

E no mais, desejo-lhe sucesso, porque quem precisa de sorte é quem não tem capacidade...

Leia também outros artigos relacionados a currículo clicando aqui, e artigos relacionados a empregabilidade clicando aqui. Vale a pena conferir!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Uma parceria com a consultoria Ponto Pessoal

Hoje iniciei oficialmente uma parceria com o blog Ponto Pessoal, gerenciado por Adriano Barbosa, com quem devemos compartilhar conhecimentos e publicar artigos na área de marketing pessoal.

Gostaria de convidar meus amigos leitores aqui do blog a conhecer o Ponto Pessoal e os serviços oferecidos para gerenciamento de carreira e de imagem.

Uma ótima semana a todos!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

E por falar em Personal Branding... lá vem mais uma do Mano

Mano Menezes, que a alguns meses atrás tornou-se "embaixador" da cerveja Kaiser, marca da FEMSA, acaba de fechar contrato de patrocínio também com a AMBEV.

Pode soar meio estranho isso aos olhos dos cervejeiros do Brasil, e com toda a razão. Porém, o contrato com a AMBEV refere-se ao uso da imagem do treinador da seleção canarinho para campanhas dos refrigerantes Guaraná Antarctica e Pepsi, além do carbonatado Gatorade.

A imagem de Mano não entrará em conflito por segmento, pois apenas o guaraná Antarctica e o Gatorade são patrocinadores oficiais da CBF. Assim, a FEMSA levará de lambuja a imagem do técnico em suas campanhas da Kaiser, mas sem a camisa oficial da seleção. Nessa corrida por atrelar a imagem de um possível campeão do mundo à sua marca a FEMSA parece que saiu na frente diante de um mercado em franco crescimento.


Mas aqui cabe a pergunta: vale a pena lotear a própria imagem, especialmente colocando-a a disposição de duas companhias que concorrem diretamente entre si numa linha altamente competitiva e de poucas marcas líderes no Brasil? Por um lado Coca Cola x Guaraná Antarctica, e por outro Kaiser x Skol/Brahma/Antarctica. Correm por fora a Schincariol e a Itaipava.

Nesse contexto quero citar o exemplo do jogador de futsal, o craque brasileiro Falcão, nome de referência do futebol arte conhecido e admirado mundialmente.

Em conversa recente que tive com ele, Falcão explicava a força da sua marca no cenário esportivo do Brasil. Sabendo disso e bem assessorado administrativamente, Falcão trata com carinho de seu nome no mercado publicitário e só mantém vínculo contratual com poucas marcas líderes e de segmentos específicos. Com isso, fecha contratos valiosos e não enche a sua agenda de esportista e empresário com compromissos em gravadoras e produtoras de filmes comerciais.

O mercado de imagens

Via de regra, quanto mais cobiçado e exclusivo se torna o atleta, mais caro se torna a cessão de sua imagem. Falcão já tem constatado o peso de sua presença num jogo de Futsal. As emissoras de TV também... Com ele em campo a audiência é alta. Basta não ter seu nome relacionado para a partida e até o interesse pela transmissão do jogo cai, pois torna-se baixa a audiência.

Esse conjunto de informações foi considerado pelo jogador Ronaldo, o fenômeno, ao estabelecer seu contrato com o Corinthians e puxar um grande número de patrocinadores para o clube paulista. Sabedor do valor de sua imagem, Ronaldo estabeleceu como um dos recursos de pagamento de seu salário um percentual sobre o valor arrecadado em bilheteria. Jogo com Ronaldo em campo era sinônimo de estádio cheio e faturamento no bolso.

Mano Menezes, na condição de treinador da seleção brasileira, deve atrair sempre uma boa audiência na TV e na mídia indireta através dos pré e pós jogos em todos os veículos de comunicação esportiva do Brasil e do mundo. Portanto, sua imagem deve estar bem valorizada, o que deve ser usado a seu favor na hora de negociar poucos e bons contratos de publicidade.

Mas ainda acho que foi um erro fechar contrato com a FEMSA, quando poderia fortalecer seu vínculo com apenas uma fonte de renda, mais ampla e não concorrente direto nas linhas comercializadas...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Personal Branding: duas idéias para desenvolver sua marca profissional

Hoje estava comentando uma discussão em um fórum sobre a auto promoção, onde o autor tinha dúvidas com relação a qual direcionamento deveria dar ao seu desenvolvimento pessoal no mercado de trabalho.

Duas coisas que lhe escrevi vou postar aqui para vocês lerem também:

O mercado ainda demanda profissionais especialistas tecnicamente e generalistas profissionalmente, ou seja, excelentes no que fazem e de mente aberta para vislumbrar novos projetos e aceitar idéias de terceiros. Lembre-se de que você conhece excelentes goleiros e excelentes centroavantes, mas poucos polivalentes... conhece excelentes bateristas e excelentes guitarristas, mas poucos multi instrumentistas...

Existem empresas de todos os portes que fazem a mesma coisa. Tamanho não é documento, e sim o quê você fez no local por onde passou. Suba um degrau de cada vez e não tenha vergonha em trabalhar numa empresa que pouca gente conhece. Ayrton Senna ficou famoso mundialmente pilotando uma Toleman, e só depois foi campeão com uma McLaren...

Desejo a todos um ano novo de muita reflexão e de grandes vitórias!

Adriano Berger

sábado, 14 de agosto de 2010

Justin Bieber está dando certo, e não é por acaso

Engraçado como alguns artistas ou personalidades surgem assim de repente e viram destaque na mídia. A mídia é movida por audiência, e quanto mais alguém agrada ao público mais também é explorado pela mídia. E nessa bola de neve um artista pode sair do anonimato ao estrelato em tempo recorde.

Esse é o caso do fenômeno canadense Justin Drew Bieber, ou simplesmente Justin Bieber.

Justin nasceu em 1994, e alguns de seus vídeos pessoais postados no Youtube foi visto por Scooter Braun, que o procurou, agenciou e o levou para Atlanta-EUA, onde em novembro de 2009 já estava lançando seu primeiro álbum - My World - por Usher através de sua gravadora. Antes disso, 4 singles foram lançados e o mais incrível é que todos eles conquistaram o top 15 na Canadian Hot 100 e o top 40 da Billboard Hot 100, fato inédito em toda a história da música no cenário norte-americano.

Mas a pergunta é: por que é que Justin Bieber deu certo? Alguns fatores contribuíram, e dentre eles destaco que Justin aos 12 anos já cantava em concursos da escola; ele não apenas cantava, mas prendeu a tocar guitarra, bateria, piano e trompete; Justin dança, e não é pouco; ele interpreta... sim, Justin sabe se comunicar oral e corporalmente com o público, e isso é um atributo que muitos projetos de artista não sabem fazer; Justin está na moda. Ele não faz moda, ele está na moda. Veste-se e anda como os garotos de sua idade, sem adereços, cacarecos ou roupas com mensagens revolucionárias estampadas; ele anda de skate e joga basquete, e joga bem um dos esportes que é paixão na América do Norte.

Em outras palavras, Justin Bieber é a imagem projetada da aspiração da juventude: ele é jovem, bonito, simpático, inteligente, se veste bem, é rico, famoso, amado por uma multidão de fãs e influente inclusive no meio artístico.

Você deve estar pensando que sou fã de Justin. Não sou. Conheci o artista semana passada num programa de TV e me assustei com minha desinformação, pois o garoto já estava com a carreira consolidada, pensando em escrever sua biografia (com 16 anos, pasmem!) e eu praticamente não sabia nada a respeito. Sou fã de Ian Anderson, Professor Longhair, Bobby Bland e B.B. King, entre outros.

Mas não podia deixar de explorar a história desse garoto sob o ponto de vista mercadológico e artístico. Ele se tornou de fato um fenômeno de mídia, e não foi por acaso. Ele tem atributos, mesmo assim tão jovem, para ser um artista de sucesso...