terça-feira, 19 de abril de 2011

O tabu da Superproteção dos filhos

Tenho participado de alguns fóruns sobre o desenvolvimento dos filhos e vejo bastante conflito de idéias no que refere-se à superproteção. Existe uma teoria a ser melhor desbravada, que é a definição de "Superproteção". Alguns acham que conduzir o desenvolvimento de um filho e privá-lo daquilo que pode "ensiná-lo" sobre os dissabores da vida é uma forma de superproteção.

Eu tenho comigo que tudo aquilo que for possível fazer para reduzir o nível de stress de uma criança pode ser feito. Se você pode apresentar-lhe filmes e lições de companheirismo e amizade, por que apresentar guerra, luta e conflito? Quanto mais puder retardar o aprendizado daquilo que nós todos concordamos que é o câncer da humanidade, melhor para ele. Que muito ser humano é vigarista, ladrão, trapaceador, individualista... deixe isso para depois. Vamos falar das coisas boas e façamos deles seres humanos éticos, decentes, justos desde crianças. É assim que se forma um mundo melhor.

Alguns dizem que carregar criança no colo é mimo, outros dizem que é amor. Eu li em um livro que não existe limite para amar uma criança, e que você pode sim carregar seu filho de até 2 anos sem medo e à vontade que isso não vicia e, ao contrário, aumenta seu senso de segurança e maturidade. Vai lhe fazer bem quando adulto, não é superproteção.

Podemos ensinar crianças sobre o certo e o errado de forma direta sem ser superprotetores, mas também sem sermos relapsos. É possível ensiná-lo a não bater nos coleguinhas ao mesmo tempo em que o matricula em uma escola de judô. É possível ensiná-lo a ser competitivo e buscar a vitória e ao mesmo tempo dizer-lhe que perder também faz parte da vida. É possível ensiná-lo a ousar e também dizer-lhe onde está o perigo. Podemos ensiná-lo qual é a diferença entre debater e discutir, mostrando que no primeiro caso considera-se e respeita-se a opinião alheia enquanto expõe a sua, e no segundo caso não...

Filhos maduros são formados com a responsabilidade da conversa e da confiança incondicional. A cumplicidade entre pai e filho é um bem para toda a vida, e nesses casos, por medo de ser "superprotetor", muitos acabam sendo omissos e criam uma distância entre eles criando aqueles filhos que falarão com orgulho depois de grandes: Eu aprendi com a vida!


 Enquanto isso outros falarão com o mesmo orgulho, porém sem os arranhões: Eu aprendi com meu pai...

 Bom feriado a todos!