sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Disneylandia ou Beto Carrero World? Paris ou Fortaleza? Eis a questão...

No blog do Joelmir Beting saiu a seguinte informação: "Palavra do Banco Central: ano passado, os brasileiros gastaram US$ 16 bi fora do Brasil. E os estrangeiros, na contramão, US$ 6 bi aqui no país. Déficit da balança turística emplaca recorde: US$ 10 bi.

E já com muita gente arriscando antecipar reservas para o inverno e para o próximo verão. A aposta dos viajantes está na estabilidade do câmbio. O dólar médio de 2011 está projetado para R$ 1,72, abaixo do R$ 1,76 na média do ano passado.
"

O consagrado jornalista apontou o câmbio favorável para o planejamento das viagens, e eu complemento com alguns questionamentos:

1 - A ascensão da classe média brasileira provocou um aumento considerável nos gastos com turismo internacional, distanciando-se dos investimentos de turistas estrangeiros com destino à nossa terra na mesma quantidade de sempre?

2 - O turismo no Brasil está demasiadamente caro, compensando realmente conhecer terras novas no exterior ao invés de visitar nossas próprias belezas naturais?

3 - A hierarquia das necessidades dos brasileiros (que é isso?) já superou as etapas elementares, permitindo que se busque a satisfação da auto realização com viagens para lugares antes só vistos nos filmes da TV?

Esse é mais um post que procura investigar a relação entre a nova economia e a sociedade brasileira, essa que vem mudando consideravelmente seu perfil na última década.

Eu apostaria no item 3, onde os brasileiros estão podendo fazer extravagâncias antes possíveis apenas nos seus sonhos de consumo, e agora viáveis no orçamento familiar. Para quem se contentava em passar a lua de mel em Foz do Iguaçu, a boda agora pode ser nas Cataratas do Niagara, por que não?