segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Descobri que tenho TDAH... mas quem não tem?

Na madrugada dessa segunda-feira, no programa De Frente com Gabi, no SBT, assisti a uma entrevista ótima com o doutor Paulo Mattos (que também deu entrevista na GNT), médico psiquiatra fundador da ABDA - Associação Brasileira do Déficit de Atenção

Achei a entrevista ótima não apenas pela forma única como Marília Gabriela a conduziu, mas por uma razão muito simples: descobri que tenho sintomas que correspondem ao que eles chamam de Transtorno do Déficit de Atenção.

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão, problemas que eu definitivamente nunca apresentei.(leia mais no site da ABDA)

O que mais me chamou a atenção foi para sintomas de ordem comportamental. Dr. Paulo citou durante a entrevista que pessoas com o TDAH normalmente não têm paciência de esperar o outro terminar de falar, não têm paciência de ler um livro inteiro (começam muitos livros e não terminam), não têm paciência para executar atividades de rotina, não se prendem à mesma atividade por muito tempo, não costumam terminar muitas coisas que começam, dentre outras características, as quais cada pessoa apresenta uma ou outra em maior proporção.

Um dos sintomas descrito do período adolescente se aplicou perfeitamente a mim, onde eu tinha grande desinteresse em fixar-me a um livro para estudar no período do colégio, evitava as tarefas e os trabalhos escolares, adiando sempre para última hora tudo o que fosse possível adiar.

Realizei o teste de diagnóstico primário de desatenção e de hiperatividade-impulsividade do site, e as minhas respostas deram pistas de hiperatividade.

Por que estou postando isso? Porque assim como foi útil para mim saber que algumas de minhas características na verdade são enfermidades passíveis de solução, pode ser bom para vocês que me acompanham identificar esse distúrbio em si mesmos, ou seus parceiros e filhos. Aliás, um dos sintomas que também não se aplica a mim, mas que aparece com alguma frequência nos portadores de TDAH, é a incapacidade de permanecer com o mesmo parceiro(a) por tempo prolongado. São pessoas que certamente terão mais de um, dois ou três casamentos em sua vida.

A notícia boa é que o distúrbio tem tratamento, e um dos medicamentos utilizados com grande sucesso chama-se Ritalina (qualquer semelhança com a diva do rock brasileiro é mera coincidência...), o qual você não deverá comprar sem antes passar por uma consulta médica que poderá recomendar algum tratamento concomitante.

Bem meus amigos, por hora é isso o que tenho para esse início de semana festivo, véspera de 7 de setembro. Um post de ordem médica, que espero lhes seja tão útil quanto foi para mim.

Um forte abraço, e vamos ao médico!!