quarta-feira, 24 de março de 2010

Mulheres independentes: antes sós do que mal acompanhadas

Ontem estava assistindo ao Jornal da Record quando vi uma matéria falando sobre o grande número de mulheres que decidem viver sozinhas... e estão muito felizes assim!

Nos casos entrevistados, as mulheres vinham de casamentos frustrados, e uma vez com os filhos crescidos e vivendo suas vidas, decidiram encarar como um benefício a qualidade de vida pós-divórcio.

Os argumentos de tal felicidade giravam em torno da liberdade de ir e vir, da facilidade de viver ao seu tempo e cuidar exclusivamente de si na casa. Poder viver sem dar satisfações a ninguém parece ser um grande ganho de qualidade de vida para essas pessoas.

Fiquei matutando nessas informações, e confesso que de certa forma concordo que há sim um ponto de razão em ser dono do próprio nariz. Mas continuei matutando, tenho essa mania, e comecei a ponderar: não estaria o ser humano perdendo a sua habilidade de conviver, respeitar e tolerar a individualidade do outro? Será que o homem, metido a garanhão conquistador assumido, não passou dos limites naquilo que ele considera um diferencial de masculinidade ter relacionamento com mulheres fora do casamento, e agora está pagando o preço por desonrar sua companheira legítima?

É evidente que as mulheres de hoje já não são mais reféns do sustento do seu homem. Elas trabalham, conquistam seu espaço, possuem bons empregos e podem sim se abster de tolerar e cuidar do falso-esposo, o amante de ocasião ao seu lado.

Parece que estamos entrando na Era das “pessoas que não sabem amar”. Uns não sabem amar porque não honram sua companheira, aquela a quem jurou amor eterno e exclusivo no altar. Outros já não querem nem tentar amar, com a certeza de que não vale a pena esperar por uma futura desilusão.

A falência da instituição familiar é a grande causadora do caos social que se instalará no passar dos anos.

Cabe a nós aprender a conviver com a novidade, mas não sem antes lutar contra isso. Porque mesmo contrariando as estatísticas, eu acho que viver junto ainda é muito mais gostoso do que viver sozinho...