quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Vovô e os bebês

Texto de Alexandre Sewald postado no blog do Luiz Carlos em 11/08/09: http://colunas.globoesporte.com/luizcarlos/

Quando vejo o Vô Coxa no campo hoje, sinto uma ponta de inveja das crianças. No meu tempo de piá, não tínhamos em campo aquela figura simpática e alegre que tanto encanta as crianças. Jogando beijos e abraços, o Vô Coxa conquista os pequeninos corações daqueles que são o futuro do Alto da Glória.

Acho louvável a atitude mas também acho que o Coritiba poderia fazer melhor para recepcionar suas crianças. Como sou do time que prefere sugerir ao invés de apenas criticar, cito algumas coisas que podem ser reformuladas:

- Cardápio - Pão com bife (famoso PCB), cachorro-quente, pizza, pastel, quebra-queixo (doce de coco), salgadinhos e refrigerante definitivamente não são as melhores opções para as crianças. Em tempos em que até as multinacionais de bebidas perceberam a necessidade de oferecer produtos mais saudáveis, acho que era a hora de que outras guloseimas e sucos mais adequados ao pequerruchos sejam ofertados;
- Instalações - Qualquer mãe ou pai que sai de casa com uma criança entre 1 e 3 anos tem dentro de suas preocupações a disponibilidade de um lugar adequado e limpo para que possam trocar as fraldas de seus bebês. Percebi isso quando em março desse ano levei meu piá que então tinha 11 meses para o seu primeiro jogo no Alto da Glória.

Primeiro, tive que levar lenços umedecidos e fraldas o que me obrigou a levar uma mochila. Em tempos de beligerância entre torcidas, não me causaria surpresa se começassem a proibir a entrada de pastas e mochilas escolares nos estádios. Segundo, felizmente no período do jogo não houve necessidade de trocá-lo, mas se houvesse, teria que ser em um banco de concreto que não oferecia as melhores condições de limpeza e, felizmente naquele dia, o tempo estava apropriado para trocá-lo quase a céu aberto.

Nesse quesito, em uma pesquisa rápida, descobri que o Avaí oferece aos seus torcedores fraldários. Acho que é um espaço a ser pensado no nosso estádio. No que temos hoje e no que está por vir um dia. Uma visita em qualquer shopping da cidade dará a exata idéia de quanto espaço e o que é necessário oferecer.

Acredito ainda que seria possível a busca de parceiros para um projeto como esse. Para citar somente três gigantes do setor, Jonhsons&Jonhsons, Kimberly Clark e Procter&Gamble. Eles poderiam entrar no projeto e dar nome ao espaço dentro do estádio.

Acredito que esses dois pontos que não impossíveis de serem revistos por nossa diretoria trariam para o estádio mais famílias com seus pequeninos integrantes. Ainda que poucos façam de tudo para convencer a sociedade que estádio é lugar de vândalo eu tenho certeza de que não é.

Os estádios são da família. O nosso, da família Coxa-Branca, que não para de crescer. É só dar uma passada pelas maternidades e ver as decorações das portas dos quartos. Quando o meu filho nasceu, apenas um estava com as cores da concorrência. Todos os demais eram verde e branco!
Vamos agir no presente para garantir o futuro. Para um projeto como esse, estou à disposição para contribuir com mais idéias e detalhes para que sejam viabilizados.

Um grande abraço,
Saudações Alviverdes
Alexandre de Lima Sewald