quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A educação fundamental no Brasil continua daquele jeito...

A notícia nem me admira mais, mas ainda me incomoda muito. Segundo o Programa Mundial de Avaliação de Alunos, um exame realizado de 3 em 3 anos, em 2009 o Brasil melhorou em relação aos anos anteriores, mas ainda perambula entre os últimos colocados, ou seja, entre os piores países avaliados.

Dos 65 países que participaram da avaliação, o Brasil está em 53º lugar. Ficou à frente de apenas 11 países. Na América Latina, o Brasil perdeu para o Chile, Uruguai e México. E olha que a média geral dos estudantes foi 401, acima da meta estabelecida pelo Ministério da Educação, de 395.

Se tivéssemos apenas alcançado a meta do governo, teríamos superado apenas a Tunísia, Azerbaijão, Indonésia, Albânia, Catar, Panamá, Perú e o Quirguistão (alguém já ouviu falar?!)

Eu acho constrangedor que nossa meta seja suficiente para figurar apenas entre os países mais fracos. E o que mais me intriga é ver que o PAC não contempla as necessidades de ajustes salariais e capacitação profissional do Ministério da Educação, como se a Aceleração do Crescimento não passasse obrigatoriamente pelo desenvolvimento educacional da população.

E adivinhem qual foi o primeiro colocado no ranking? Isso mesmo... a China! Qualquer relação entre a excelente nota escolar da população chinesa e o desenvolvimento econômico súbito do país na última década NÃO é mera coincidência. Os demais líderes na avaliação são Hong Kong, Finlândia, Cingapura e Coréia do Sul.

Para a aplicação do exame internacional promovido pela OECD - Organizacion for Economic Co-operation and Development, o Brasil conta com os préstimos do INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão vinculado ao Ministério da Educação. Clique nesse link para ver uma apresentação em Power Point com os dados estatísticos do último exame no Brasil.

E aqui fica a minha pergunta: a presidente eleita para os próximos 4 anos fez alguma promessa contundente de investimento maciço em educação, ou vamos continuar no mesmo bla-bla-bla de sempre?

Fazem política social para inglês ver, estabelecem cotas estudantis para negros, quando na verdade o problema é mais embaixo... bem lá embaixo...