sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Ferrari, a Fórmula 1 e a escolha do campeão sem divergências

Hoje participei de um fórum sobre Fórmula 1 questionando aquela prática ferrarista de mandar pilotos trocarem de posição. O amigo Carlos Vinícius fez o seguinte questionamento:

"Para você, a atitude de Felipe Massa neste último GP da Alemanha conota submissão à Ferrari? Trabalho em Equipe? Profissionalismo? Diplomacia? E você, qual decisão teria tomado?"

Meu comentário foi o seguinte:

"Há de ser considerada a diferença de conceito. Na Europa, muitos torcedores assistem F-1 e torcem por uma escuderia, ou seja, pelo time. Veja que carregam bandeiras da equipe, e não do piloto, assim como fazemos com o futebol. Portanto, o que interessa para eles é o título da equipe, e não do piloto. Como não temos escuderia brasileira competindo torcemos pelo piloto e nos aborrecemos com aquele tipo de situação.

Por outro lado, a categoria proporciona duas competições: a de equipes e a de pilotos. Nesse caso, acho aceitável que a equipe procure vencer nas duas competições, e sob esse pretexto é perfeitamente aceitável que no transcorrer do campeonato ela passe a priorizar o piloto que tenha maior chance de conquistar o título. Nesse caso é matemática, e Alonso está com maior probabilidade de brigar pelo título do que Massa.

Brasileirismo a parte, gostando ou não do resultado, essa é a realidade para esse momento do campeonato."

Você também é frio e calculista nesse ponto de vista? Teria, como gestor da equipe, a mesma opinião que tem como torcedor?