quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Crime horripilante e punição... punição pra quê?!

Autor de um dos crimes mais horrendos da história recente de Maringá, o manobrista e animador de lojas Natanael Bufalo, 43 anos, foi submetido a júri popular nesta quinta-feira (24), no Fórum de Maringá. Ele respondeu pelo rapto seguido de abuso sexual e morte, em outubro de 2007, da menina Márcia Andréia do Prado Constantino, de 10 anos. O jornal regional O Diário do Norte do Paraná permaneceu no Tribunal do Júri durante todo o julgamento, dando flashes no site e no Twitter do jornal.

Às 17h55 o juiz Cláudio Camargo dos Santos confirma a notícia dada em primeira mão por O Diário e diz que Corpo de jurados não acatou as teses da defesa e condenou Natanael Búfalo por quatro crimes de estupro, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e fraude processual. Natanael Búfalo é condenado a 43,6 anos de reclusão. Por ser reincidente em crime hediondo, Natanael Búfalo terá de cumprir 3/5, o equivalente a 25,6 anos, para, só então, requerer direito ao regime semiaberto. No entanto, o direito só será concedido após ele ser submetido a uma perícia criminológica. Caberá aos peritos - psicólogos e psiquiatras à serviço da Vara de Execuções Penais (VEP) avaliar se Natanael Búfalo poderá ser beneficiado com o regime de semi liberdade.

O crime iniciou-se quando a menina, que estava no pátio da igreja evangélica da qual fazia parte, foi convidada por uma figura de apecto conhecido, que frequentava a igreja ocasionalmente, a ir com ele buscar algo no carro. A menina o acompanhou e foi levada até a casa onde o crime transcorreu. O criminoso terminou abandonando o corpo num matagal, onde foi encontrado posteriormente com as genitais, rosto e membros queimados e despido. A foto do corpo tal como foi encontrado, obviamente vasou para a internet, e causou revolta por apresentar a delicadeza e a fragilidade dessa criança destruída, além de colocar todos a pensar sobre como foram terríveis os seus últimos momentos de vida... a narrativa do crime, tal como foi contada pelo bandido, recuso-me a descrever para não provocar sensasionalismo gratuito. Mas pode facilmente servir de inspiração para filmes que não agregam nada à nossa cultura e nossa alma, como Jogos Mortais. Esse jogo foi real, e alguém do nosso lado poderia ter sido a vítima.

Quero deixar documentada a minha indignação para com a justiça brasileira, que deveria implantar a punição de chibatadas no lombo para a maioria dos crimes cometidos, principalmente os que apresentam requintes de crueldade e covardia. A palmada é um conselho sábio e bíblico que somado à reclusão (que já provou não ser suficiente para coibir a violência) pode colocar muito bandido a meditar antes de agir.

Também quero parabenizar o jornal O Diário pelo completo e perfeito acompanhamento on-line, munindo a população de Maringá de informação confiável e precisa sobre o julgamento e seu desfecho tão esperado, minuto a minuto.

Acompanhem o link da notícia para ler a matéria completa: http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/226351

Os pais da vítima, que não se fizeram presentes no julgamento, mostraram exemplar testemunho cristão desde o dia do crime até a notícia da condenação. Calma, serenidade e fé na justiça e vontade de Deus na condução de suas vidas. A alma do justo vale mais que a vida na terra, é eterna e viverá ao lado do Pai onde não haverá mais pranto.