quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A nova mulher, o velho homem e o tradicional casamento

Outro dia coloquei-me a pensar sobre um assunto para o qual dou muita importância. Por que será que as pessoas já não têm mais a mesma capacidade de viver por longo período com o mesmo parceiro conjugal? Quais serão os fatores ambientais que interferem mais diretamente nesse novo formato da sociedade, onde aceita-se bem a separação dos casais e o recomeço da vida marital com novo parceiro, mesmo com filhos a bordo?

Cogitei algumas hipóteses totalmente intuitivas, sem análise científica ou estatística:

1 – As mulheres, que anteriormente tinham a missão de cuidar dos interesses do lar, hoje aspiram desenvolver-se profissionalmente como os homens, podendo até ser provedoras dos recursos essenciais (missão antropológica masculina). E a recíproca não é verdadeira;

2 – As mulheres, após alguma conquista financeira aceitável, já são capazes de viver sem os homens originalmente provedores dos recursos, mesmo com filhos a bordo. E a recíproca não é verdadeira;

3 – As mulheres, após firmarem-se na sociedade como capazes de sobreviver financeiramente sem os homens e ainda levarem uma vida social e sexual ativa sem o mesmo tabu de antigamente (assim como os homens), tornaram-se livres para buscar a felicidade fora de um casamento fracassado, que outrora era mantido às custas da aparência e da dependência do esposo;

4 – As mulheres entraram definitivamente no contexto social e passaram a buscar as mesmas coisas que os homens sempre tiveram: liberdade de ir e vir, diversão, dinheiro, relacionamentos e aspirações pessoais.

Diante disso coloquei-me a questionar: o contexto familiar e a manutenção do matrimônio “até que a morte os separe” está muito modificado em relação à geração dos Baby Boomers por que as mulheres evoluíram como indivíduos ou por que os homens não evoluíram como indivíduos?!

Foram as mulheres que adaptaram-se para sobreviver na sociedade de consumo ou os homens que não adaptaram-se às necessidades de introdução da mulher na sociedade de consumo?!

Quem é a vítima e quem é o agente dessa mudança social?! O velho homem está pronto para conviver e aceitar pacificamente a nova mulher da mesma forma como a velha mulher já conviveu e aceitou por longos anos o velho homem?!

A religiosidade, ou a falta dela, pode estar interferindo numa mudança de valores a respeito da instituição familiar?!

Enfim, estamos discutindo um problema sem relativa relevância para o futuro da humanidade ou a família em sua composição original ainda é um conceito a ser mantido devido a real importância para a manutenção de uma sociedade madura, sadia, justa e evoluída?!

Não é o valor da resposta em si, mas o debate das questões e diferentes opiniões que nos levará a meditar e agir a nosso próprio favor.