quarta-feira, 1 de julho de 2009

O futebol nos dá dicas sobre as características da sociedade moderna

Jogadores de futebol do Brasil têm adotado uma atitude estranha. Ao marcarem gols em jogos decisivos comemoram xingando, gritando palavrões... É mais desabafo do que alegria!

Há alguma razão para isso? Estariam eles querendo provar algo para si mesmos? Pode ser um sintoma de baixa auto-estima essa atitude desafiadora de quem gostaria de dizer: "se alguém duvidava que eu seria capaz, tá aqui minha resposta!!".

Uma questão é indiscutível: a sociedade está cada dia mais competitiva e as pessoas competem até consigo mesmas! As pessoas querem ser mais bonitas, diferentes do que originalmente são, o que movimenta milhões no mercado de moda e estética. Os padrões de desempenho estabelecidos através da luta pela vida e destaque social estão cada mais claros. As pessoas precisam ser melhores a cada dia, como naquela parábola do veado e do leão: ao amanhecer o veado sabe que precisa correr o máximo que puder para não ser caçado pelo leão, o qual acorda com o mesmo objetivo se não quiser passar fome...

SÓ OS MELHORES SOBREVIVERÃO!!

Não seria esse o cancer da sociedade moderna? A proposta socialista, que visa a mera subsistência das classes sociais mais baixas com alguma dignidade já não é mais capaz de encobrir o instinto de sobrevivência e visibilidade do ser humano. A pirâmide das necessidades já não consegue mais ficar parada, ela muda sua posição após cada nova etapa: agora que você é socialmente aceito, volta a necessitar dos recursos para sua subsistência, e depois um novo degrau social precisa ser conquistado, e um novo recurso elementar para sobreviver nessa nova etapa, e assim sucessivamente.

A verdade é que se você estiver no mundo para ser apenas mais um, seja como indivíduo ou empreendimento, certamente ficará com as sobras, ou até sem elas. Mas se você buscar a diferenciação e o destaque, terá grande possibilidade de prosperar.

E para sobreviver nessa nova sociedade atendendo aos padrões demandados, tornar-se-há quase um Wolverine. Não com músculos de Adamantium, mas com nervos de Aço, para suportar a pressão social e a busca pela própria superação aos desafios da vida.