domingo, 8 de novembro de 2009

Comportamento dos alunos da Uniban pode ser um retrato da Geração Y

As características de cada pessoa podem ser identificadas pelos seus atos, pela sua história e pelo seu desenvolvimento como ser humano no passar dos anos.

Da mesma maneira toda uma geração pode ser definida através de atos coletivos, hábitos e costumes vivenciados, como vimos recentemente no lamentável acontecimento protagonizado pela garota provocante da faculdade Uniban. Eis a leitura rápida da geração Y, baseado naquele dia:

1 - A geração Y é individual quando não se preocupa com o respeito à coletividade e seus valores éticos e morais (como mostrou a garota da roupa curta);

2 - A geração Y é antagônica quando se mostra individualista porém não tolera a individualidade do próximo (como mostraram os alunos da faculdade).

Diferentemente dos Baby boomers, aquela geração pós-guerra mundial que tinha seus propósitos de vida bem definidos e lutavam por eles, a geração Y tem atitudes mal fundamentadas, posturas bi-polares, influenciadas por milhares de veículos desconexos e sem uma diretriz ou linha de conduta para seguir. Acreditam em Deus mas não seguem a Bíblia; acham seus velhos caretas mas não sabem bem o por quê; acham que estão certos em seus valores mas não têm experiência de vida que os justifique; acham que o governo é ruim mas não sabem dizer o que seria um governo bom; reclamam da violência mas sustentam o mercado do narcotráfico consumindo droga.

Me parece que a geração é Y é movida pelo presente, é imediatista, não mede consequências e não pára para pensar sobre seus atos e sobre o seu próprio futuro. Podem ser eficientes em termos de criatividade, mas podem ser perigosos por seu egoísmo social.

Graças à geração Y, movimentos como greve e protestos políticos estão com seus dias contados... isso é coisa de quem se preocupa com a coletividade, não combina com Y. Graças a eles também vimos o crescimento acentuado do comércio de produtos e serviços focados na adoração ao próprio corpo como o bem mais precioso e necessário para a conquista da felicidade. Estar feliz consigo mesmo é melhor do que estar feliz e de bem com o grupo todo, uma atitude individualista típica de Y.

A geração Y é autodidata, aprende sozinha seus valores e princípios com a TV e a internet, com quem passa muito mais tempo "conversando" do que com a própria mãe. Estão julgando a menina da saia curta segundo o ponto de vista dos diferentes jornalistas, segundo os vídeos do Youtube, e não segundo os valores aprendidos em casa ou na igreja. E essa é a raiz do problema: entre a geração Y e os baby boomers existe a geração X, que já apresenta uma queda de importância aos valores familiares e cristãos, trabalha muito mais do que o necessário, e em grande percentual já passou por no mínimo uma separação conjugal com filhos criados (mal criados...) por apenas uma das partes.

Com essa visão apocalíptica do desenvolvimento da sociedade moderna, o que podemos esperar do nosso planeta nos próximos 20 anos? Se estiver tão pessimista quanto eu, comece a dar mais importância ao que dizem e pensam os maiores de 50 anos: são mais sensatos, mais regrados e menos influenciáveis. Seus palpites são reais, experimentados e comprovados. Eles sabem dizer o que pode dar certo e o que pode dar errado tendo aprendido com os próprios erros, e sabem distinguir a diferença entre a vida real e a vida mostrada na TV para não se iludirem com falsas expectativas.

No período do êxodo os judeus comemoravam a páscoa para que de tempo em tempo a história, os princípios e os valores do povo da decendência de Abraão fossem transmitidas aos mais jovens e não fossem esquecidas através das gerações com o passar dos anos. Aprendendo com nossos antepassados poderemos viver num mundo de grandes mudanças e alta tecnologia sem perder a essência humana...

5 comentários:

  1. Fiquei perplexa ao ver ontem a notícia de que a moça da roupa curta-justa foi expulsa da faculdade, sendo ela também uma vítima da "geração Y", não a eximo de culpa, mas achei errada a atitude da faculdade.
    Sinceramente, não tenho medo de ter filhos para deixá-los conviver com essa "geração Y", tenho PAVOR!
    Muito bom texto e infelizmente é a realidade.

    Beijos

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  2. Oi!

    Excelente crítica!

    Uma geração formada por "gamas".
    Vazio existencial expresso em irracionalidades.
    Abs!

    Carol Sakurá

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  3. Nossa Nano, vários fundamentos que vc utiliza, são baseados em coisas que não acredito, tipo.. uma pessoa ser mal criada pq só foi criado por um dos pais.
    Mas vejo mais a reação dos alunos, preconceituosos, por uma proximidade da chamada população Crente em algo que não é a Fraternidade, Solidariedade e o Respeito sobre o outro, pois o que vejo muito hoje é, comunidades inteiras não respeitando o próximo, graças a pseudos líderes religiosos, no qual pregam como se fossem vendedores das Casas Bahia, e pregam muitas vezes intolerância e desrespeito com o próximo por não participarem da mesma crença ou atitude. Esse sim, esse pseudo confronto é o que tenho mais medo. Assistir a Globo ou a Record faz mal pra quem?

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  4. Marcelo, não tiro um pingo de sua razão e seu modo de interpretar a sociedade. Utilizo uma abordagm generalista, que certamente possui excessões: há pessoas que conseguem criar e estabalecer valores morais na criação de seus filhos, mesmo sendo pais separados, como existem também os pais casados que não conseguem. Mas infelizmente vemos um número crescente de adolecentes sem expectativa social, sem crenças e sem valores. Muitos seguem sim algumas igrejas que você retratou muito bem, não ajudam de fato a melhorar o ser humano segundo a bíblia como nos tempos de nossos pais, aqueles com mais de 50 anos que citei, pois igreja vem deixando de ser religião e se tornando empreendimento...

    Concordamos num ponto comum: a falta de fraternidade, solidariedade e respeito ao próximo são os valores que NÃO estão sendo passados de pais para filhos, e é aí que consiste a minha crítica à grande carga horária profissional do casal e seus divórcios, e seu pouco contato com os filhos. Daí aprendem a ser alguém assistindo Malhação, Silvio Santos e Bela a Feia, que você sabe bem, não servem de parâmetro para o amadurecimento de uma criança.

    Assitir Globo e Record não chegam a fazer mal a ninguém, desde que na outra ponta da balança exista alguém para proporcionar o equilíbrio que falta entre a ficção e a realidade.

    Obrigado por seus comentários!! Não deixe de aparecer sempre, ok!

    Abraços

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  5. Pior do que os atos dos alunos, foi o ato da Faculdade de expulsar a aluna.

    Uma coisa ridicula.

    Abraço, Jessica Corais

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