segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Gestão baseada na competência é a marca da Geração Y

Um dos aspectos negativos na análise do clima organizacional é a existência de profissionais desleais com os próprios colegas. São pessoas oportunistas que buscam manter-se no emprego através de seu relacionamento com pessoas influentes. Esses profissionais causam discórdia, conflitos e quedas de braço com outros que, via de regra, executam um bom trabalho perante a empresa. Para esse modelo de profissional desleal eu atribuo uma definição que denota sua doença corporativa: o Déficit de Competência.

Diagnosticar o Déficit de Competência em alguém não é difícil.

Esse profissional normalmente apresenta-se com um estilo falastrão. É experiente no ramo e julga-se técnico e intelectualmente superior a outros que tenham relação direta com o seu trabalho. Normalmente esse tipo de gente usa da pouca ética que lhe resta para provocar prejuízos à empresa, canalizando sua escassa inteligência para planejar meios de atribuir a responsabilidade de algum fiasco em suas atividades à sua vítima. Ele tenta parecer confidente de seu chefe, e tem por objetivo mostrar que as pessoas são incompetentes, quando na verdade a meta é tirar o foco de sua própria fraqueza. Ele usa do antiquado recurso da fofoca para maldizer qualquer um que possa crescer, aproveitando-se de coisas que esse alguém faça ou fale para formar uma rede de influências negativas contra o alvo e aumentar sua aceitação e promoção social no grupo que lhe interessa estrategicamente. Na frente de seus colegas ele é uma espécie de "parceiro", pois divide assuntos importantes, inclusive particulares, para se fazer confiar. Mas na prática ele está jogando para usar e distorcer suas palavras perante os outros da empresa. Ele é um verdadeiro jogador, um grande puxa-saco de líderes, porém desleal.

Para nossa sorte o profissional com Déficit de Competência está em extinção graças ao novo modo de ver o emprego dos membros da geração Y. Eles são focados em resultados rápidos e na busca pela eficiência. Eles querem aprender o máximo possível, dedicam tempo com leituras e estudos para o seu auto desenvolvimento e não suportam passar tempo com pessoas vazias de conteúdo, pois têm pressa para alcançar projeção e enriquecer.

Os profissionais da geração Y são infinitamente objetivos, e aqueles que não acompanham sua linha de raciocínio não prosperam ao seu lado nem torcendo para o mesmo time de futebol e nem sendo amigos de pescaria, pois se as metas não forem batidas e os objetivos não forem alcançados,bye-bye emprego de ambos.

Com isso, um líder da geração Y vai tratar um puxa-saco prolixo com a maior frieza possível, cobrando resultados e substituindo-o rapidamente quando ver que não chegarão aonde precisam com o que ele tem para oferecer. É por isso que na era da gestão estratégica, da alta competitividade e da maximização dos recursos humanos é que os profissionais que vivem de administrar relacionamento com o patrão, devido o seu Déficit de Competência, não terão vez no mercado de trabalho. É o fim do puxa-saco de qualquer idade sob a liderança da geração Y, pois bola na trave não ganha jogo. Quem não estiver ali para ganhar, que vá perder em outro lugar.