sexta-feira, 22 de junho de 2012

A cultura brasileira descendo a ladeira

Esses dias fiz uma coisa que raramente tenho feitos nos últimos anos: liguei o rádio do carro não para ouvir CD, mas FM, para saber o que está  tocando, e o que o povo gosta de ouvir.

Para minha frustração, além de algumas músicas que eu já conhecia através das rádios internas dos estabelecimentos comerciais, ouvi uma que simplesmente me deixou de queixo caído. Chama-se A vontade passa, de um certo Alan Marquezini. Prestem atenção na letra e me digam como é possível algo assim fazer sucesso:

O que tá acontecendo coisas estranhas que eu to com medo
Vontade de largar da pinga ficar em casa levantar cedo
Em dias de ansiedade até da vontade de trabalhar
Ai eu paro por um segundo esfrio a cabeça e respiro fundo
Esperando a vontade passar
Ai eu paro por um segundo esfrio a cabeça e respiro fundo
Esperando a vontade passar
E a vontade passa, passa na hora
Eu volto a beber pinga levantar tarde e ficar de boa
E a vontade passa, passa na hora
Esqueço de trabalhar vou pra rua farrear
Ou trem bom é ficar a toa


Então é isso, meus amigos. Para muitos isso parece ser um som legal, inteligente, composto com poesia e conteúdo, bom para ser apreciado, cantarolado e assobiado nas horas de descontração e lazer. Mas eu, inconformado, me pergunto: será que o artista se revela ou se projeta nessa letra, orgulhando-se em cantar essa canção para seu público?!

Se isso aqui é arte e cultura volto a me surpreender e penso mais uma vez sobre o que ainda falta conhecer, pois quando eu pensava que já tinha visto de tudo, aprendo ainda mais essa agora... Tô fora!!