sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nossos filhos sob a IRRESPONSABILIDADE das escolas

Nessa quinta-feira assisti a uma reportagem no Jornal da Record que preocupou-me em um ponto: quando você coloca um filho para dentro dos portões da escola, não ficaria a escola responsável por mantê-lo lá dentro até o horário de término da aula?

O fato é que na cidade de Fernandópolis-SP o conselho tutelar detectou um sério problema de frequência dos alunos e estabeleceu uma pena aos pais cujos filhos faltem em mais de 20% das aulas. A pena é justificada pelo fato de que crianças e adolescentes fora da escola podem estar em situação de risco ou inadequada para sua idade, sem conhecimento dos pais.

A pena determina que os pais de alunos que se enquadrem nessa situação assistam às aulas juntos de seus filhos, o que já atingiu 10 famílias da cidade.

Segundo o jornal digital O Globo, "Nos últimos dias, a rotina de uma adolescente de 14 anos mudou. A mãe dela vai ter que acompanhá-la todos os dias à aula. O pai diz que mesmo deixando a menor dentro da instituição ela matava aula. - Todos os dias eu a deixava na porta da escola e ia trabalhar - garante o pai. O diretor da escola disse que a jovem conseguia sair do local pelo portão principal ou pela entrada dos professores."

É aí que reside a minha indignação. As escolas não estão devidamente preparadas para cuidar dos alunos, predominantemente menores de idade, não conseguindo sequer controlar suas portas de entrada e saída. Punir os pais não passa de um tratamento paliativo para um problema bem maior: as escolas não estão assumindo a sua responsabilidade pelas crianças que são deixadas para estudar.

Por metade disso, além de outras opiniões pedagógicas, troquei minha filha de escola retirando-a da bem conceituada Adventista para outra instituição, por considerar demasiadamente fácil a entrada e saída de pessoas estranhas no pátio no horário de buscar as crianças.

Eu estudei a maior parte do ensino médio no Colégio Dante Alighieri em São Paulo, e era simplesmente impossível matar aula sem o cohecimento dos pais, mesmo fingindo uma diarréia no banheiro, de onde éramos resgatados a pedido da professora após um período ausente da sala de aula. Sair da escola então... nem pensar. O Colégio Nobel de Maringá, onde concluí o segundo grau e onde coloquei minha filha aos 3 anos, é um exemplo de responsabilidade diante do que acontece dentro dos seus portões.

E vocês, também sentem-se seguros com a escola de seus filhos ou filhos de alguém mais próximo?

Um ótimo final de semana!